Recomendações simples para pedalar com mais segurança nas ruas

Se você acha que essa coisa de bicicleta não é para você, tudo bem. Mas se você se dispuser a experimentar ir pedalando, um dia que seja, vai chegar no seu destino mais disposto e feliz. A endorfina liberada pelo exercício físico vai te fazer ter um dia melhor no trabalho.

Só por não ter se estressado em esperar dentro do carro (ou do ônibus) por aquele sinal que abriu e fechou três vezes, você já vai sentir uma diferença enorme. Vai queimar aquelas gordurinhas que insistem em continuar ali, por mais que você reze para São Regime. Vai melhorar sua capacidade respiratória, a circulação, e vai correr menos risco de infarto. Vai economizar dinheiro e provavelmente vai até chegar mais rápido.

Se você estiver cogitando a hipótese de usar a bicicleta, ou se já a utiliza mas ainda não se sente seguro, temos alguns artigos para mostrar que usar a bicicleta nas ruas pode ser seguro e agradável, mesmo nas grandes cidades.

Nesta página há recomendações sobre como se portar no trânsito. Sim, eu sei que você já é crescido e sabe atravessar a rua, mas não é isso: quero te ajudar a não correr riscos desnecessários e a desfazer a ideia de que pedalar junto com os carros é coisa de maluco. É viável, sim, basta tomar alguns cuidados.

Iluminação

Nem sempre lembradas como item de segurança, as luzes da bicicleta têm papel essencial. Afinal, é muito mais importante evitar uma situação de risco do que se preparar para sobreviver a ela.

Para poderem ter tempo de reação e desviar de você com segurança, os motoristas precisam vê-lo. E, à noite, quem está numa bicicleta é ainda menos visto por quem está dirigindo. Os refletivos, que a lei obriga a virem com as bicicletas, são de pouca ajuda. Use sempre luz branca na frente e vermelha atrás, para os motoristas saberem rapidamente se você está indo ou vindo.

A luz deve ser piscante, pois a intensidade luminosa das lanternas de bicicleta não é suficiente para se destacar com segurança quando acesas no modo ininterrupto. A luz piscante atrai muito mais a atenção do motorista – e é exatamente esse o objetivo.

Capacete

A condução segura da bicicleta tem um potencial de protegê-lo muito maior que o simples uso do capacete, principalmente se você não pretende fazer manobras arriscadas ou abusar da velocidade. É comum associarmos o uso da bicicleta com esporte radical ou atividade de risco, mas pedalar de forma consciente e sem abusos oferece tanto risco quanto atravessar a rua com cuidado. E, ao contrário da crença popular, capacete não é obrigatório por lei para o ciclista.

Apesar disso, recomendamos seu uso, especialmente para quem está começando, pois a habilidade em se equilibrar mesmo em situações adversas vem com o tempo e a prática. Claro que um capacete diminui a chance de traumatismo craniano, assim como uma joelheira diminuiria a chance de machucar os joelhos (e isso tanto para ciclistas quanto para pedestres que caminham em calçadas mal conservadas). Mas tenha em mente que ele não lhe protegerá dos carros, apenas de você mesmo. Pedale com atenção e cuidado, para não precisar colocá-lo à prova. E importante: não faça bullying com quem prefere não utilizá-lo.

Luvas e óculos

Não são imprescindíveis, mas convém usar. As luvas são importantes por dois motivos. O primeiro é que a pele pode ficar irritada pelo apoio contínuo na manopla; o outro é que, se você cair, tentará parar a queda com a mão, esfolando toda a palma se estiver sem luvas. No frio, as luvas “fechadas” (de dedo inteiro) tornam-se importantes para suas mãos não enrijecerem com o vento gelado, o que pode até atrapalhar na hora de frear. Já os óculos oferecem uma proteção importante contra poeira e outras partículas que podem entrar nos seus olhos com o vento, bloqueando sua visão temporariamente, o que pode criar uma situação desagradável e até perigosa.

Contramão não

Há várias razões para pedalar na mão correta e todas elas visam sua segurança. São tantos motivos que temos um artigo detalhando esse assunto, mas cito aqui os principais.

Um pedestre que vai atravessar a rua só olha para o lado de onde os carros vêm. Um carro que vai entrar em uma rua, ou sair de uma garagem ou vaga de estacionamento, também. Eles não esperam encontrar uma bicicleta vindo na contramão. Um carro fazendo uma curva à direita também não espera uma bicicleta na direção contrária, ainda mais no lado de dentro da curva. Um motorista que estacionou e vai abrir a porta, olhará só no retrovisor para ver se pode abri-la, sem ter motivos para olhar para a frente.

A velocidade em que você se aproxima de um carro é muito maior se você estiver na contramão, por ser a soma das velocidades dos dois veículos. Se você estiver a 20km/h e o carro a 40, você estará se aproximando dele a uma velocidade relativa de 60km/h. O motorista terá bem menos tempo para reagir à sua presença e desviar de você, além do fato de que uma colisão nessa velocidade faz um bom estrago. Se nesse mesmo exemplo você estiver no mesmo sentido do carro, a velocidade relativa entre ambos será de apenas 20km/h: o motorista terá mais tempo para desviar e a chance de colisão diminui muito. E, numa possível colisão, o estrago será menor.

Afaste-se das portas

Cuidado com as portas dos carros parados. Muitos motoristas olham no retrovisor procurando o volume grande de um carro e acabam não vendo a magrela chegando, principalmente à noite (outro ponto a favor da iluminação piscante). Ou o motorista olha em um ângulo que faz a bicicleta ficar em um ponto cego. E há também quem seja distraído mesmo! Tem até quem abra a porta toda de uma vez, empurrando com o pé…

Por isso, fique a uma distância que seja suficiente que uma porta abrindo não te derrube. Mantenha pelo menos um metro dos carros parados, tentando imaginar até onde iria uma porta aberta. De preferência, ocupe a faixa seguinte. Nem sempre é possível perceber uma pessoa dentro de um carro parado, não se arrisque.

Na direita, mas nem tanto

Ande sempre pela direita. Em alguns casos pode ser melhor usar a esquerda quando a via é de mão única, mas são raras exceções. Usar a faixa da direita é mais seguro, por ser a área destinada aos veículos em menor velocidade.

Não se posicione muito no canto, senão os carros tentarão passar na mesma faixa em que você está, mesmo não havendo espaço para fazer isso em segurança. Você pode se desequilibrar e cair só com o susto, sem falar no perigo de um esbarrão. O Código de Trânsito OBRIGA os motoristas a passarem a 1,5m de você, mas muitos motoristas não sabem disso ou não entendem dessa importancia e o motivo do 1,5m.

Ande mais ou menos na linha de um terço da pista, assim não fica tão antipático quanto ocupar a pista toda. Você terá espaço para desviar de buracos sem ter que ir mais para a esquerda e os carros terão que esperar até haver espaço suficiente para ultrapassar pela outra faixa. E, mesmo que algum motorista apressado tente forçar passagem, você terá um respiro para fugir para a direita sem ter que se jogar na calçada. 

Mas seja compreensivo com os motoristas: quando você passar por um trecho de tamanho considerável onde não houver carros parados, use a área de estacionamento para desafogar a fila de carros atrás de você. Assim, aquele motorista que está aguardando há alguns minutos sem conseguir te passar poderá ir embora antes de ficar nervoso. Apesar de você estar no seu direito, muitos motoristas não vêem dessa forma e se irritam com sua presença, esquecendo que a rua é de todos e não apenas dos carros. Mas tome muito cuidado ao retornar à faixa de rolamento: sinalize, aguarde um momento seguro e entre. Se for preciso, pare e espere todos os carros passarem antes de voltar a ocupar a faixa.

Sinalize sempre

É muito importante que os motoristas possam prever sua trajetória, por isso sempre sinalize o que pretende fazer, com sinais de mão. Peça passagem, dê passagem, sinalize que o motorista pode passar quando você decidir esperá-lo, avise quando você for precisar entrar na sua frente (e espere para ver se ele vai parar mesmo).

Sinalize com a mão esquerda em 90º quando for virar à esquerda e com a mão direita quando for virar à direita. Agiar ligeiramente a mão torna o sinal mais visível. Quando for continuar em frente em um local onde muitos carros viram à direita, sinalize com a mão em 45º, pedindo para aguardar, como a Renata Falzoni faz nessa foto. E sempre veja se o motorista vai mesmo te esperar!

Educação é uma via de mão dupla

Motoristas são bem suscetíveis a abordagens educadas. Quantas vezes já não vimos um motorista, que está se posicionando para não deixar outro entrar na sua frente, ceder a vez quando o primeiro faz um simples sinal com a mão? Pois esse sinalzinho de mão, acompanhado de um sorriso e seguido de um agradecimento, faz milagres.

Um ciclista educado é melhor recebido nas ruas. É importante também sempre agradecer quando alguém aguardar ou der passagem, porque isso criará simpatia no motorista, ajudando a vê-lo como uma pessoa e não como um entrave ao seu deslocamento, um atraso a mais em sua pressa.

Muitos motoristas que estiverem lhe vendo como “um folgado ocupando a rua” vão pensar “pelo menos o cara é educado”. Já é alguma coisa e pode ser a diferença entre uma situação de risco ou não. E esses passarão a tratar melhor o próximo ciclista que virem. Ou seja, com boas maneiras no trânsito você acaba ajudando a todos nós. Obrigado! 🙂

Prefira ciclovias e ruas calmas

Ciclovias e ciclofaixas protegem vidas, pelo simples fato de separar os ciclistas do trânsito dos demais veículos. O cuidado que se deve tomar nesse caso é principalmente nos cruzamentos, esquinas e conversões, onde os motoristas nem sempre dão a preferência ao ciclista (por sinal, prevista em lei). Mas qual a recomendação para quando não há ciclovia?

Vias expressas, ou avenidas com muito fluxo e pouco espaço, só em último caso. Avenidas com várias pistas costumam ser viáveis, mas é sempre bom optar por ruas que sigam em paralelo a elas, principalmente quando você estiver começando a se aventurar no trânsito.

Em horários de pico pode ficar mais difícil trafegar nas avenidas. Há pouco espaço sobrando, obrigando o ciclista a usar o corredor, e sempre há alguns motociclistas impacientes. Para piorar, quando o trânsito anda 100 metros os motoristas tentam recuperar todo o atraso nesses poucos segundos, buzinando e acelerando atrás do ciclista como se fosse ele o responsável pelo congestionamento.

A escolha da rota é um item importante de segurança. Procure ruas menores, que os carros evitam por precisar parar a cada esquina em razão de lombadas, valetas ou muitos semáforos. Não pense no trajeto como se estivesse de carro: o que é ruim para os motoristas costuma ser bom para os ciclistas.  Se não souber que caminho fazer, procure ciclistas experientes no uso das ruas ou a algum grupo de pedalada de sua cidade e peça algumas dicas, ou peça a ajuda de um Bike Anjo.

Como regra, se você estiver com medo de pedalar em certa avenida, melhor não fazê-lo, mesmo porque se você estiver muito inseguro pode cometer algum erro bobo ou até perder o equilíbrio devido à tensão. Avenidas onde o fluxo de carros segue a uma velocidade alta mesmo na pista da direita são desaconselháveis, fuja de lugares assim. Ruas menores são mais seguras e muito mais agradáveis, mesmo que com isso o percurso aumente um pouco.

Apesar de tudo isso, sabemos que nem sempre há vias alternativas, ou que a escolha de outro caminho implica num aumento enorme de percurso, incluindo nele várias subidas. 

Calçada é para pedestres

Se precisar passar pela calçada ou atravessar na faixa de pedestres, o código de trânsito manda desmontar da bicicleta, como os motociclistas (conscientes) fazem (art.68, §1º). E essa lei não é apenas uma regra arbitrária feita por quem nunca andou de bicicleta: há motivos suficientes para não usar a calçada.

Os pedestres que estão de costas para você podem dar um passo para o lado sem te ver chegando. Um carro pode sair de dentro de uma garagem de prédio e te acertar em cheio, ou aparecer na sua frente de um modo que você não consiga desviar – e o errado (e ferido) vai ser você.

Idosos morrem de medo de bicicleta na calçada, por terem um medo compreensível de se machucar, principalmente aqueles que estão em uma idade em que um osso quebrado pode ser impossível de ser consertado. Se você passar com a bicicleta na calçada perto deles, vão reclamar e com toda razão. Comparativamente, é o mesmo que um caminhão vir na sua direção e desviar na última hora: eles podem cair só com o susto de ver a bicicleta chegando.

Mais um bom motivo para não andar na calçada? Uma criança pode aparecer correndo de dentro de alguma casa. Já pensou ter na consciência o atropelamento de uma criança de três anos? Péssimo, né? Melhor não correr esse risco.

Tente circular sempre na via. Se precisar passar pela calçada, desmonte e vire pedestre.

Corredor de ônibus não

Em corredores de ônibus, alguns motoristas não têm a menor paciência com ciclistas, porque precisam sair da pista exclusiva para ultrapassá-los e os motoristas dos carros não deixam.

Nas faixas preferenciais, que ficam à direita da via e sem separação física, em algumas cidades os motoristas de ônibus já se acostumaram a encontrar ciclistas pelo caminho e sabem desviar com segurança, saindo da faixa e retornando adiante. Em São Paulo, o próprio Secretário de Transportes chegou a comunicar que ciclistas devem usar a faixa da direita mesmo quando ela for dos ônibus. Mas, se na sua cidade ou bairro a compreensão dos motoristas definitivamente não é a regra, tente usar a segunda faixa (a primeira logo após a dos ônibus). O melhor mesmo é evitar avenidas onde há faixa ou corredor de ônibus na direita, mas sabemos que nem sempre há caminhos alternativos viáveis.

Cuidado nas saídas à direita

Em saídas livres ou esquinas onde muitos carros viram à direita, tome cuidado adicional. De vez em quando, um carro que está na segunda pista vira rápido, porque lembrou disso na última hora ou porque não o deixaram mudar de pista antes. Quando calcula se vai dar tempo, o motorista só analisa os carros que estão vindo, pressupondo que a bicicleta é muito lenta e haverá tempo para passar à sua frente. Por isso, quando vir que muita gente vira em algum lugar à direita, sinalize com a mão que você vai seguir em frente e certifique-se visualmente de que nenhum carro vai virar mesmo assim.

Antecipe o que os motoristas farão

Sempre se adiante ao que as pessoas nos carros podem fazer. Olhe para trás (ou no retrovisor) para ver se não está vem vindo algum maluco, voando para entrar na rua que está cinco metros à sua frente. Veja se o trânsito está parando em uma única faixa, o que faz os motoristas saírem irritados dela sem prestar muita atenção a quem vem vindo. Fique atento ao posicionamento e trajetória dos veículos ao seu redor, usando tanto a visão quanto a audição. E evite sempre ultrapassar pela direita, pois alguém pode abrir uma porta para descer do carro ou virar sem aviso para entrar em um estacionamento ou garagem.

Permita que os motoristas antecipem suas ações

Não fique fazendo zigue-zague, não entre sem olhar numa avenida e não mude de pista sem sinalizar, mesmo que o motorista mais próximo esteja lá atrás. Do mesmo modo que ele pode calcular mal sua trajetória e achar que vai dar tempo de passar na sua frente, você pode se enganar ao achar que vai dar tempo de mudar de pista antes dele chegar. Sinalizando, o motorista prevê o que você vai fazer e diminui a velocidade.

Fonte

Pedalar no verão: dicas para encarar o calor

Os efeitos do calor no corpo e como os atletas devem agir para minimizar os impactos

Arquivo pessoal

No Brasil, nem precisa ser verão para as temperaturas subirem em muitas regiões do país. O calor seco é um dos primeiros indicativos para o ciclista tomar uma série de cuidados para prolongar sua pedalada com eficiência.

É preciso estar preparado e entender os sinais do superaquecimento do corpo. Quando isso acontece existe o risco de choque térmico e até morte nos casos mais graves.

Seja um passeio, uma Ultramaratona ou até mesmo numa cicloviagem, o desafio para encarar o calor é o mesmo. Por isso, consultamos o preparador físico Cadu PolazzoMestre em Fisiologia do Exercício e Treinamento Esportivo e atualmente, técnico da Seleção Brasileira de Mountain Bike, para compartilhar algumas dicas para enfrentar as altas temperaturas.

Dica 1 – Atenção aos seus limites

A desidratação e o aquecimento do corpo vão acontecer durante um pedal sob forte calor ou mais intenso. O corpo pode perder até 3 litros de água por hora nesses ambientes e somos capazes de absorver apenas 1 litro de água por hora. Quando a desidratação é mais grave, a consequência será um superaquecimento do corpo. Os sinais comuns nesses casos são distúrbios visuais, sede, cansaço, tonteira, cãibras, pulso fraco e rápido, queda de pressão arterial, cefaleia e vertigens. Se isso acontecer, pare de pedalar imediatamente, vá para uma sombra e, se possível, mergulhe na água fria para diminuir a temperatura corporal. Nos casos mais graves procure ajuda médica.

Dica 2 – Hidratação antes de começar o pedal

Hidrate-se antes de sair para pedalar. O recomendado é que você beba de 400 a 600 ml de água gelada cerca de 20 minutos antes do início de cada pedal

Dica 3 – Hidrate-se durante o pedal

Volta a Portugal: Calor extremo, cada ciclista bebeu 15l de água (fonte)

É importante manter o seu corpo hidratado durante todo o percurso. O ideal é ingerir de 500 ml a 1 litro de água por hora, de preferência misturado com eletrólitos e entre 50 e 80 gramas de carboidrato, isso varia de acordo com o seu peso. Os carboidratos podem ser maltodextrina, gel ou algo do tipo. Mas fique atento: muita água pura pode dar hiponatremia (intoxicação por água) e deve ser evitada.

Ingira eletrólitos junto com a água, para recuperar os sais minerais. Uma conta simples: a ingestão ideal é de 10-12 ml de água por quilo a cada hora. Funciona assim: se o seu peso for de 70 kg, multiplique por 10 ou 12 (referente ao ml): são de 700 a 840 ml de água por hora.

Dica 4 – Hidrate-se após cada etapa

O tempo de reidratação pode levar 6 horas ou mais – e deve continuar até a hora de dormir. Além disso, logo após um pedal intenso é importante beber água com um carboidrato simples (maltodextrina, por exemplo) ou suco de frutas doce. Afinal, além da água é necessário recuperar a energia dos músculos e fígado, e sais minerais.

Nos primeiros 30min pós-pedalada temos a janela de recuperação de glicogênio (energia para a contração muscular), que fica aberta por até 1 hora, embora o pico sejam os 30 minutos seguintes. Ingira mesmo que estiver “embrulhado” por causa do esforço da prova. Apenas depois dessa 1 hora que vai ingerir alimentos sólidos e ricos em carboidratos complexos (arroz, pão, macarrão etc).

Dica 5 – Aclimate-se ao calor

É normal que os atletas de localidades mais frias, como o sul e o sudeste do país, sintam mais os efeitos do calor ao pedalar em regiões mais quentes. O formato ideal de aclimatação é com 10 dias seguidos de treinos no calor, entre 20 minutos e 1 hora nas primeiras sessões e de 2 a 4 horas para que as adaptações ocorram com eficiência.

Dica 6 – Siga as dicas 

O corpo humano é capaz de se adaptar ao calor e controlar a temperatura corporal de forma efetiva. O importante é fazer a aclimatação ao calor antes da pedalada e se hidratar adequadamente antes, durante e depois de cada rolê. Se mesmo assim perceber os sinais de superaquecimento durante o exercício, seja prudente e tome medidas necessárias para abaixar a temperatura corporal e evitar um choque térmico.

Importante:
Consulte sempre um nutricionista para ter uma dieta e ingestão de líquidos e carboidratos equilibrada com seu treinamento e a sua individualidade

Fonte

Bicicleta ergométrica: vários benefícios do exercício que elimina até 800 calorias

Não é porque você não sai do lugar que se exercitar na bicicleta ergométrica vai ser monótono. Vale a pena conhecer as aulas de bike Spinning.

What to eat before cycling? If you are keen on cycling, you are interested in your diet. Check out this interesting article
Fonte: Pinterest

Pedalar sem sair do lugar de forma motivadora e divertida é o objetivo do Spinning. (Spinning? Muitas vezes também chamado de ciclismo indoor. São as aulas coletivas na bicicleta ergométrica, que a cada dia conquista novos adeptos.) É uma das atividades preferidas das mulheres nas academias. Sobretudo por gerar alto gasto calórico e fortalecer pernas e coxas.

A aula permite que os alunos simulem trajetos, como se estivessem nas ruas, percorrendo descidas, subidas e lugares planos. Tudo acompanhado por muita música e um instrutor incentivando os alunos.

O objetivo da modalidade é enrijecer os membros inferiores, queimar gordura, aumentar a resistência do corpo e principalmente auxiliar na perda de peso.

Durante a primeira aula é normal não conseguir se adaptar ao ritmo intenso, no entanto, com a prática regular, o corpo tende a se tornar mais resistente, podendo assim elevar a frequência e a intensidade do exercício.

Pra’queles que gostam de pedalar, mas estão sem tempo, ou tem medo de pegar a bike e sair pelas ruas, estradas ou trilhas, spinning é uma excelente opção. A indicamos também para aqueles que querem complementar os treinos com as bikes ou até mesmo, para variar o estilo e ritmo das pedaladas. Como a bike de rua, também é uma indicada opção para aqueles que não podem realizar atividades de alto impacto, como as corridas.

História da bicicleta ergométrica

A modalidade foi criada em 1980, por Johnny Goldberg, ciclista americano. Seu objetivo era atravessar os Estados Unidos em apenas oito dias e para isso precisava treinar de forma intensa e diariamente. Como as condições climáticas eram desfavoráveis, ele criou a bicicleta ergométrica de modo a simular as dificuldades de um treinamento. A partir disso surgiu à prática que atualmente toma conta das academias do país.

Veja a seguir, alguns benefícios da prática na bicicleta ergométrica e dicas para você aproveitar ao máximo os treinos:

1. Queima muuuitas calorias

Na prática do bike indoor, o gasto calórico é muito alto. Estima-se que, uma aula de bike indoor de 50 minutos tenha um gasto calórico aproximado de 500 a 800 calorias. (Devemos destacar que a quantidade de calorias que você queimar vai depender da intensidade particular de seu treino)

E o melhor é que mesmo depois de quatro horas do término do exercício seu corpo continua queimando calorias. Isso ocorre por se tratar de um treino de alta intensidade, que acelera o metabolismo.

O ideal é que você ajuste a bicicleta de acordo com a intensidade que deseja, sempre visando progresso de resistência física. Todo mundo deseja manter uma boa forma, e sendo aliada a uma qualidade de saúde, o ato de pedalar pode se tornar ainda mais prazeroso.

2. Tonifica os músculos

Se você não tem muita paciência para puxar ferro na academia, mas mesmo assim quer tonificar seus músculos, a bicicleta ergométrica é uma alternativa interessante.

As pedaladas aprimoram a qualidade dos músculos dos membros inferiores. Os benefícios do Spinning podem se estender sobre os músculos da região dos quadríceps, coxas, panturrilhas e glúteos. Você ainda pode aumentar ou diminuir a tensão exigida pela bicicleta, para assim simular subidas ou descidas.

Estendendo-se um pouco mais, ao se posicionar corretamente sobre a bicicleta, e com controle de respiração, você poderá tonificar os músculos da região abdominal, principalmente porque quanto mais rápido você pedalar, mais gordura queimará, assim, com a camada de gordura mais fina, os músculos ficarão mais evidentes. Ao pedalar de forma mais lenta, você aplicará uma maior tensão, trabalhando também os músculos de forma diferenciada.

3. Fortalece o sistema cardiovascular/respiratório

A prática regular de Spinning pode te ajudar a construir uma maior resistência cardiorrespiratória. Isso se torna um dos maiores benefícios do Spinning, principalmente se você é iniciante e durante os exercícios se sente fraco ou ofegante.

Essa melhora na resistência pode ser reconhecida até nas atividades mais triviais do dia a dia, você poderá reconhecer que não sentirá desconfortos ao subir lances de escadas, caminhará com mais facilidade, e se manterá bem disposto durante todo o dia, assim rendendo mais em suas tarefas diárias.

4. Exercício de baixo impacto

O Spinning pode ser reconhecido como um exercício de baixo impacto, pois ele não exige que seja posta alta pressão sobre os joelhos e articulações, diferenciando-se da maioria das opções de exercícios aeróbicos. O Spinning, se praticado respeitando as condições físicas pessoais, pode auxiliar no tratamento de artrite, assim reduzindo desconfortos e dores.

Importante ajustar a bicicleta para o conforto de seu corpo. Igual temos a preocupação para a bicicleta “de rua”, na bike de Spinning também há o cuidado com esses ajustes que fazem total diferença na mecânica do movimento, evitando dores e problemas com articulações e músculos.

5. Reduz o estresse

O estresse é um dos maiores vilões da qualidade de vida de uma pessoa. Ele prejudica o sono, o trabalho e até o lazer. Já foi comprovado cientificamente que a prática regular de atividades física ajuda a reduzir o nível de cortisol, hormônio responsável pelo estresse.

As aulas de Spinning podem ser muito eficientes e mais benéficas que chás calmantes. Os instrutores estão presentes para te motivar durante todo o treino, e o ambiente com música contribui para um ambiente descontraído e favorável à distração e envolvimento social.

Por isso, é importante descobrir um esporte que te agrade e que você sinta prazer em praticar. Se você gosta de pedalar, o bike indoor pode ser uma opção para você.

6. Intensidade ajustável

As bicicletas ergométricas possibilitam que as tensões sejam ajustadas de acordo com a metodologia da aula e condicionamento físico de cada aluno. Os instrutores podem indicar a tensão recomendada de acordo com suas habilidades e objetivos de aptidão.

7. Acompanhamento de progresso

A maioria das bicicletas ergométricas conta com alguns dispositivos que possibilitam o registro da quantidade de calorias queimadas, a quilometragem percorrida, frequencia cardíaca e até mesmo a potencia gerada. Como os dispositivos GPS que estamos acostumados para as bikes “de rua”. Em alguns modelos de equipamentos, você ainda consegue salvar o registro no seu Strava, por exemplo.

Essas informações são fundamentais para um bom controle e acompanhamento de seu progresso. Isso com certeza pode ser considerado um dos benefícios do Spinning, por ser um fato motivador para você dar continuidade ao seu planejamento.

8. Pode ser praticado durante o ano todo

Diferenciando-se de atividades como corridas e esportes que não podem ser praticados ao ar livre com tempo desagradável, você poderá usufruir dos benefícios do Spinning durante todo o ano, até mesmo nos meses com temperaturas mais extremas, já que as aulas são ministradas dentro de ambientes climatizados e com o suporte necessário para você se manter fisicamente ativo.

9. Não tem idade

As aulas de Spinning ainda podem contribuir para que a família se mantenha unida também nos exercícios físicos. Independente da idade, os praticantes podem se unir em uma mesma aula, assim se divertirão e desfrutarão de uma melhor saúde ao trabalhar o corpo. Independente da idade, se uma criança iniciar a pratica de Spinning, esta pode adotar a prática até sua velhice, caso queira.

10. Diversão certa

Pois é, não pense que as aulas de Spinning são concentradas apenas na intensidade dos exercícios, a ideia é que você se divirta, conheça novas pessoas e curta as músicas escolhidas para embalar os treinos. Os gostos musicais podem ser comparados e novas afinidades podem ser descobertas com a convivência. A atmosfera criada para motivar é diferenciada e simula um passeio agradável com companhias que buscam objetivos semelhantes aos seus. As aulas de Spinning podem se tornar os momentos onde você se desliga de toda rotina e problemas cotidianos, prendendo-se apenas ao seu treino.

11. Cabe na sua rotina

Se você é daquelas pessoas que adiam o começo da prática de exercícios físicos, escolher as aulas de Spinning pode ser uma ótima ideia, pois acontecem com um tempo de 45 a 60 minutos, o que possibilita que você faça um planejamento de sua rotina com essa reserva de tempo limitado para essa prática.

As academias oferecem essas aulas em todos os turnos, basta você buscar aquela que mais se adequa à sua rotina, dessa forma, temos certeza que se manterá firme no propósito e praticará as pedaladas regularmente, principalmente porque as aulas são ministradas com dias intervalados, o que contribui para que você se recupere para um próximo treino mais intenso e não se sobrecarregue com as tarefas cotidianas.

Lembrem-se…

Como escrevi acima, não há restrição de idade nem peso. Mas cuidado! Qualquer atividade física deve ser regulada por um médico.

Faça um check-up geral antes de começar. Veja se o seu coração está bem, e se você está apta a praticar exercícios físicos imediatamente ou se precisa de alguns cuidados especiais, principalmente em relação ao ritmo. E mesmo que você pratique em casa, é essencial que seu médico autorize o exercício.

Se estiver tudo bem, não perca tempo: suba na bicicleta, “de rua” ou indoor e saia pedalando por aí!

Fontes: [1], [2] e [3]

O Ciclismo vai mudar meu corpo?

Muitas pessoas começam no ciclismo como uma forma de perder peso. Mas o que realmente o ciclismo faz com o nosso corpo? Fizemos essa pergunta para o Google e tivermos algumas respostas interessantes.

Ganho de massa muscular

Descobrimos que um estudo liderado pelo professor Paulo Gentil (doutor em Ciência da Saúde e docente na Universidade Federal de Goiás) diz que um treino de ciclismo que recrute o máximo de fibras musculares até a falha também pode resultar em significativo ganho de massa muscular.

Paulo Gentil explica que a dinâmica dos treinos de ciclismo com a finalidade de ganhar massa muscular é bem parecida com a usada na musculação nas academias. Elas devem ser repetidas três vezes por semana, uma vez que no ciclismo o músculo não sofre muitas microlesões e precisa recuperar apenas a reserva de glicogênio, o que acontece entre 48h e 72h.

“Se você costuma fazer quatro séries de leg press (aparelho para treino de pernas), por exemplo, pode substituir isso por quatro séries de ciclismo em que o ciclista faz 30 segundos pedalando o mais rápido que consegue e depois descansa quatro minutos, aproximadamente, pedalando em ritmo lento” – ensina o doutor.

Claro que o ganho no ciclismo se dará nos membros inferiores, extremamente exigidos no esporte. Paulo lembra ainda que usar a bicicleta para treino de força pode ser uma solução para quem vive viajando e tem dificuldade para manter as atividades em dia.

Concluindo, pode-se dizer que o estresse mecânico e metabólico que resulta de qualquer exercício com esforço elevado é suficiente para estimular hipertrofia desde que a síntese de proteína pós-exercício supere a quebra de proteínas.

Cérebro e coração

Descobrimos também que pedalar te deixa mais inteligente, queima calorias, deixa seu coração mais forte e te dá quadríceps invejáveis.

Comece a pedalar e tudo muda. “É instantâneo”, diz Eric Sternlicht, professor de cinesiologia da Universidade Chapman em Orange, Califórnia, e um ávido ciclista.

Isso desencadeia a vasoconstrição, o que significa que seu corpo desloca o sangue para longe das partes do corpo não essenciais e o leva para o coração e o cérebro.

Se você está suficientemente aquecido, seu corpo começa a liberar sangue de volta aos músculos, diz Sternlicht. “Os músculos começam a usar o combustível de forma mais adequada também”, diz ele.

“Quando você começa a se exercitar, o volume de sangue bombeado com cada batimento cardíaco aumenta”, diz Stacy Sims, pesquisadora sênior da Universidade de Waikato no Monte Maunganui, na Nova Zelândia, “mas, à medida que atinge as intensidades mais altas, a capacidade vascular chega no limite”.

O cérebro é como um músculo: quanto mais você trabalha, mais forte fica. O exercício também pode aumentar a capacidade do cérebro de formar novos canais de comunicação.

“Novos trajetos podem aumentar sua capacidade de foco, sua concentração e sua capacidade de lembrar de coisas”, diz Chelsi Day, PsyD, diretor de psicologia do esporte para atletismo na Universidade de Indiana.

Emagrecimento

Arquivo pessoal

Segundo a nutricionista Bonnie Jortberg, diretora do departamento de perda de peso do Centro de Saúde da Universidade do Colorado (EUA), andar de bicicleta é um dos melhores aliados na queima de gordura corporal. De acordo com livro Cycling for Health and Fitness (Ciclismo para Saúde e Fitness, em tradução livre), em uma hora de exercício é possível queimar até 700 calorias. Melhor: como não há impacto nas articulações, você consegue realizar a atividade por muito mais tempo do que em outros exercícios aeróbicos, como a corrida, por exemplo. “Com meia hora de bike por dia você já percebe todos os benefícios para o corpo”, afirma Ricardo Arap, especialista em treinamento esportivo na Universidade Mission Bay (EUA) e diretor técnico da Race Consultoria Esportiva, em São Paulo.

Fonte

Como transportar bicicletas no carro?

Cada vez mais pessoas estão adotando a bicicleta como meio de transporte. Além de ser muito prazeroso, também faz bem para a saúde, sendo um exercício que movimenta bastante os músculos do corpo e melhora a circulação.

“Acabei de ouvir no rádio que vai chover granizo”

Quem mora perto de parques, praias ou outras paisagens naturais, ou quem quer viajar e levar a bike junto, precisa saber como transportá-la com segurança, para evitar multas e até a possível retenção do veículo.

É possível levar a bicicleta em cima do carro ou na parte de trás. Bikes menores e dobráveis também podem ser levadas no porta-malas ou até dentro do carro (mas essa maneira de transportá-las é mais rara e trabalhosa, apesar de ser a “mais segura”).

O que considerar para escolher um suporte de bicicleta para carros?

Ter um bom suporte de bicicleta para carros, para andar pela cidade ou pegar a estrada, é muito importante para não ter problemas com o transporte. Escolher esse acessório, no entanto, não é uma tarefa tão simples — pois ele precisa ser prático, seguro e ainda estar dentro das leis de trânsito.

Alguns pontos importantes precisam ser considerados a fim de evitar multas e problemas futuros, afinal, adquirir um acessório difícil de manusear e que não seja adequado para o seu carro faz você perder dinheiro e ter muita dor de cabeça.

Pensando nisso, neste artigo falaremos dos tipos de suporte de bicicleta para carros e como escolher o ideal para suas necessidades. Confira!

Quais são os tipos de suporte de bicicleta para carros?

O suporte de bike para carros, também chamado de transbike, pode ser encontrado em vários modelos e a instalação pode ser feita no teto do veículo ou na parte traseira.

Confira os principais tipos de suporte e suas vantagens:

Suporte traseiro

Exemplo de Hack de carro Hatch (E) e carro Sedan (D)
Imagens: Google

Esse é o suporte de bicicleta para carros dos mais baratos e populares. Ele é fixado nas extremidades do porta-malas. Em alguns modelos, você ainda consegue abrir o porta-malas sem a necessidade de tirar a bike ou mesmo o hack.

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Existe um modelo da marca Thule que os pontos de apoio/contato com o carro, são somente as extremidades do porta-mala (para carro hatch), facilitando o acesso interno do porta-malas.

O problema desse suporte é que ele pode tampar o campo de visão do vidro traseiro, dificultando que o motorista realize manobras com o carro. Dependendo do modelo, pode cobrir a placa e as luzes de sinalização do veículo. Outro problema grave, são as partes que “tocam” a lataria do carro. Mesmo com proteções de espuma ou borrachas, na trepidação típica no rodar do carro, vai cacabar arranhando a lataria.

Mas, pensando em praticidade, o suporte traseiro é uma boa opção, pois é mais fácil de manipular a bike, já que ela fica em uma altura favorável, porém a maioria dos modelos atrapalha o acesso ao porta malas.

Suporte de teto

Existem modelos que necessitam que tirem as rodas dianteiras (E) e outras não (D)
Imagens: Google

O suporte de bike para carros de teto um dos mais usados, porém requer algumas observações importantes.

O equipamento é instalado no teto do veículo e pode carregar uma quantidade maior de bicicletas. A maior vantagem dele é que, além do campo de visão do motorista ficar livre, as placas e as luzes de sinalização também não são bloqueadas.

Porém, o suporte de teto exige que o veículo tenha uma preparação para receber o rack na parte de cima da carroceria. Procure saber o modelo certo para o seu carro.

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Ninguem quer que isso aconteça. Não é verdade?

Por ficar na parte superior do veículo, ele não interfere na abertura do porta-malas e é mais seguro em caso de uma colisão traseira.

É preciso, no entanto, ficar atento onde se passa, porque dependendo da altura, é possível atingir árvores ou até mesmo a garagem ao entrar em casa.

Suporte de engate

Suporte Thule Xpress 970 com suporte de placa (E) e Suporte “base” (D), com rebatimento para acesso ao porta-malas.

O suportes de bicicleta para carro é fixado apenas na bola de engate do carro. É o modelo mais fácil de manusear, além de não ter contato nenhum com a lataria do carro.

Mas, muito cuidado, assim como o suporte traseiro, este também pode impossibilitar a visão da placa e das luzes de sinalização, que é considerado infração de trânsito. Alguns modelos vêm com um espaço para inclusão de uma placa e iluminação extra.

Existem outros modelos que permitem o engate de uma base fixa em que as bicicletas se apoiam como se estivessem no chão. Esses são modelos já vem com luzes de sinalização e espaço para a placa e não impede a abertura do porta-malas, no entanto, custam um pouco mais caro que os demais.

Suporte de ventosa

Muito cuidado com a marca a ser comprada! Existem alguns “engenheiros” que adaptam uma ventosa para trabalhar com vidros para o transporte das bicicletas. Não vale a pena a “economia” por essas adaptações!

Gradativamente esse modelo de suporte vem ganhando espaço, ele é muito prático e rápido de instalar.

Porém, sempre quando for usá-lo, não se esqueça de limpar bem o local onde vai fixá-lo. Você pode usar vários pontos do carro para conectar esse modelo de transbike, inclusive locais próximos ao vidro traseiro e/ou dianteiro.

Pode parecer estranho, parece que bike vai sair voando, mas esse sistema é bem seguro, basta você ler muito bem o manual que acompanha o suporte e fazer exatamente o que pede o fabricante, evite acidentes desnecessários. 

Como escolher o suporte de bicicleta para carros ideal?

Para escolher o melhor suporte de bicicleta para carros é preciso considerar alguns pontos, por exemplo:

Thule Xpress 970
Arquivo pessoal
  • suas necessidades — quantas bicicletas serão transportadas? Esse detalhe é importante para definir o melhor suporte;
  • placa do carro — nos suportes traseiros, como vimos, a placa do carro não fica 100% visível. Por isso, é interessante mandar fazer uma placa extra para evitar ser multado durante o trajeto;
  • sinalização — ela TEM QUE ESTAR VISÍVEL! Também pode acarretar multas.

O suporte de teto é um dos mais usados e seguros, porque não impede o campo de visão e nem interfere na abertura do porta-malas. No entanto, para guardar o carro é preciso se lembrar de retirar a bicicleta. Os demais, tanto o traseiro quanto o de engate, são mais práticos, principalmente dentro da cidade.

Quais são as normas para transportar a bike?

Independentemente do modelo do suporte de bicicleta para carros, é preciso cuidar para não infringir alguma lei de trânsito e, claro, verificar se o suporte está bem fixado à estrutura do veículo e com os dispositivos adequados.

Segundo as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) o suporte de bike para carros deve ser bem fixado e sua instalação não pode comprometer a visibilidade do motorista. O peso da bicicleta e do suporte também não pode ser maior que o limite de carga do automóvel.

Por exemplo, se a bike se soltar do suporte e for arrastada em uma via o motorista pode ser multado em R$ 293,47 reais e perder 7 pontos na CNH (artigo 231, II), multa gravíssima. Já se o suporte de bicicleta ocasionar um excesso de peso a multa é de R$ 130,16, infração média com perda de 4 pontos na carteira.

É preciso atentar às leis de trânsito e complementar com o suporte para a placa e luzes de sinalização. Lembre-se, também, que a bicicleta e o suporte não podem ultrapassar as dimensões do carro, cobrir a placa, o farol ou a visibilidade do motorista.

Abaixo, um vídeo bem explicativo, de um agente de transito sendo entrevistado e falando sobre o transporte das bicicletas no trânsito. Vale a pena assisti-lo:

Fontes: [1], [2], [3]

11 motivos para não pedalar na contramão

1) Não é mais rápido: Ao contrário da crença polular, ciclistas que se integram ao fluxo normal de veículos chegam mais depressa ao destino. Quando você entra na contramão, tem que parar ou diminuir o ritmo a todo instante (pelos motivos expostos nos itens abaixo), enquanto integrado ao fluxo de veículos você desenvolve velocidades maiores – principalmente considerando-se a velocidade média, que é o que determina a duração do trajeto.

2) Não é mais seguro: A maneira mais segura de pedalar no trânsito é fazer parte dele. De acordo com estudos científicos sobre colisões, ciclistas que pedalam na mão correta têm cerca de cinco vezes menos chances de colisão, comparados aos que fazem suas próprias regras em vez de se integrar às que já valem aos demais veículos (J. Forester; Effective Cycling. Cambridge, MA, MIT Press, 1993). Segundo Bruce Mackey, diretor de segurança para Bicicletas em Nevada, 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de ciclistas pedalando na contramão.

3) Não há tempo de reação: Mais de 50% dos atropelamentos poderiam ser evitados com um comportamento mais defensivo do ciclista (algumas fontes citam 90%) e em menos de 1% dos casos o ciclista sofre uma colisão traseira. Na contramão, você tem a sensação psicológica de que está mantendo a situação sob controle, quando na verdade não está. Se você vê um carro desgovernado vindo na sua direção, não dá tempo de desviar, principalmente porque suas velocidades estarão potencializadas: a velocidade com a qual o carro se aproxima de você é a sua somada à dele. Um carro a 60 km/h com você a 20 km/h estará se aproximando de você a uma velocidade relativa de 80 km/h. Se vocês estivessem na mesma direção, ele chegaria a você com metade dessa velocidade, 40 km/h. Com o bom uso de um espelho retrovisor e de seus ouvidos, você tem o dobro do tempo de reação. O motorista também terá esse tempo e é mais importante ele desviar de você do que você dele, porque quem conduz o carro é quem realmente pode evitar o atropelamento. Você não consegue jogar sua bicicleta cinco metros para o lado em um segundo, mas o motorista pode fazer isso com seu carro se houver tempo suficiente.

4) É mais difícil evitar o atropelamento: Andar na contramão é chegar nos carros mais depressa. Trafegando em direções opostas, tanto você como o motorista precisam parar totalmente para evitar uma colisão frontal. Trafegando no mesmo sentido, o motorista precisa apenas diminuir a velocidade para abaixo da sua para evitar o atropelamento, tendo ainda muito mais tempo para reagir e uma margem bem maior.

5) Em caso de atropelamento, os danos ao seu corpo serão bem maiores: Pelo mesmo motivo do item anterior (soma de velocidades), se você bater de frente com um carro vai sofrer muito mais. E ainda há um agravante: a inércia. Se você está indo no mesmo sentido do carro, ele vai pegar primeiro sua roda traseira e você sairá voando por cima do guidão, devido à inércia (com a roda de trás da bicicleta agarrada pelo carro, você continuará seu movimento anterior) ou devido à transmissão de energia cinética (o carro colide com a bicicleta e transfere parte de seu movimento para ela e consequentemente para seu corpo, impulsionando ambos adiante, com a bicicleta começando a parar uma fração de segundo depois porque a roda de trás não gira mais e seu corpo saindo para a frente com o movimento transferido). Melhor voar por cima da bicicleta em direção ao asfalto livre e estacionário do que se chocar com um para-brisa ou capô, que além de estarem a um metro de você no momento da colisão ainda vêm em sua direção com velocidade e força de impacto.

6) Você surpreende os carros: Como você chega mais rápido nos carros, você os pega de surpresa. Principalmente em curvas à direita: o motorista está fazendo a curva quando de repente aparece você vindo na direção dele. Não há tempo de reação. Ele não consegue frear, não pode ir para a esquerda porque há outros carros, na direita tem um carro parado ou a calçada. Você também não pode se jogar para a calçada se há carros parados e, mesmo que não haja, não dá tempo nem de pensar nisso. Se vocês estivessem no mesmo sentido, o motorista teria bem mais tempo para reagir, talvez até o dobro, e poderia apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão. Um carro não estanca imediatamente, mesmo que o motorista queira, se esforce e tenha um freio ABS com pneus bons.

7) Os motoristas não te vêem nos cruzamentos: 95% dos acidentes com bicicletas acontecem em cruzamentos. E falando especificamente de pedalar na contramão, é fácil entender o motivo: quando um carro vira num cruzamento, o motorista olha apenas para o lado do qual os carros vêm. Imagine um carro entrando numa avenida: o condutor olha para a esquerda; se não vem carro, ele entra. Nisso você está chegando com sua bicicleta na contramão e ele te pega de frente. Não tem buzininha, grito, agilidade ou terço pendurado no guidão que resolva isso.

8) Os motoristas não te vêem ao sair das vagas e garagens: Ao sair de uma vaga em que está estacionado, o motorista olha para trás, seja pelos espelhos ou pela janela, para ver se há veículos vindo. O mesmo ocorre quando ele sai de uma garagem de prédio ou de um estacionamento. Ele não olha para a frente, afinal não vêm carros daquela direção. Você, vindo na direção do carro, nem sempre verá que o motorista vai sair da vaga e, quando vir, talvez não adiante mais frear. Ao sair, ele vai te pegar de frente, mesmo que você consiga parar totalmente a bicicleta a tempo.

9) Os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros: Se muitos já não olham pelo espelho para abrir a porta do carro e ainda culpam o ciclista por isso, imagine se vão olhar para a frente para ver se vem vindo uma bicicleta. A chance de levar uma portada é muito maior.

10) Os pedestres não te vêem: Quando um pedestre vai atravessar a rua, ele olha para o lado do qual os carros vêm. Preste atenção no seu próprio comportamento na próxima vez que for atravessar uma avenida a pé e perceberá como isso é verdade. Por isso, pode acontecer de alguém cruzar a rua do nada na frente da sua bicicleta, saindo do meio dos carros, de costas para você. E não vai dar tempo para fazer nada.

11) Se quer ser tratado como veículo, porte-se como um: Se você se comporta como um veículo, sinalizando suas intenções, respeitando mãos de direção, sinais de tráfego, faixas de pedestre e etc., os motoristas o respeitarão mais. “Se aquele cara se preocupa com tudo isso, não é um mané qualquer que está aqui só atrapalhando”. Se, por outro lado, você anda na contramão, você os incomoda. Sim, isso irrita muitos motoristas, que ficam com a sensação de que você está adotando uma atitude de confrontamento, de negação de regras, de desrespeito. Passar em todos os sinais e outras pequenas infrações também os irritam, geralmente pela sensação de injustiça (“poxa, aquilo é proibido mas só porque ele tá de bicicleta ele pode fazer e eu não?”). Seja um modelo a ser espelhado e não um alvo da raiva e frustração alheias.

“Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo”  Mahatma Gandhi

O que diz a lei

O Código Brasileiro de Trânsito é claro: bicicletas devem circular na via, no mesmo sentido dos carros e com preferência sobre eles. E não é à toa, é uma questão de segurança viária.

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Complemento do assunto…

Sei que minhas reportagens são sobre esportes e não de carros, porém, achei bem interessante o vídeo feito pelo pessoal do “Acelerados”. Veja-o:

Como NÃO ser um BABACA no trânsito! – Tudo Sobre #22 | Acelerados
Excelente dicas para um transito melhor, independente do meio utilizado.
Sobre pedalar na contramão, a partir do 07:08

Fontes

1 Bicycling Street Smarts: Where to Ride on the Road

2 Escola de bicicleta: pedalar no trânsito

3 Guia Bike na Rua (por Cleber Anderson)

4 Traffic safety solutions in the works – Las Vegas Sun, 04/Jun/2004

5 Bicyclesafe.com – How to Not Get Hit by Cars

6 Vá de Bike

Conheça 4 modalidades de ciclismo e suas diferenças

O ciclismo é um dos esportes mais praticados no Brasil atualmente, principalmente por sua versatilidade, já que essa atividade é indicada para todo tipo de pessoa que tenha condições físicas e motoras para pedalar.

No entanto, muitos daqueles que têm a bicicleta como uma boa companhia nos momentos de lazer e até mesmo algumas pessoas que participam de competições desse esporte não conhecem bem as principais modalidades de ciclismo.

Por isso, vamos detalhar a seguir 4 dos principais tipos de ciclismo e apontar as principais diferenças que existem entre eles. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas para que suas próximas pedaladas sejam mais seguras e divertidas.

1. CICLISMO DE ESTRADA

Funny bike race

O ciclismo de estrada talvez seja a modalidade mais praticada, sendo que algumas das competições mais famosas desse esporte em todo o planeta são realizadas nesse estilo.

Os campeonatos de estrada são disputados de maneira individual ou por equipe, sendo que existem dois estilos de competição, o de resistência e o de tempo. No primeiro, os competidores largam todos juntos e vence aquele que concluir o percurso primeiro, sendo que a distância das provas variam de 50 a mais de 5000 km.

Já nas competições contra o tempo, os atletas largam em instantes diferentes, e o vencedor é o que concluir o trajeto total no menor tempo.

O ciclismo de estrada é praticado com as chamadas speeds, bicicletas que têm os pneus bastante finos e sem cravos, são mais leves que as tradicionais, além de serem desenvolvidas com uma aerodinâmica que favorece o ganho de velocidade e estabilidade nas estradas.

2. MOUNTAIN BIKE

“ohh trem bão, sô!”

A Mountain Bike é uma das modalidades mais conhecidas e exploradas por ciclistas no mundo todo. Em geral, ela acontece em terrenos de terra e com percursos cheios de obstáculos em toda sua extensão.

Existem várias submodalidades de Mountain Bike no mundo, sendo Cross Country, Downhill e BMX as mais conhecidas e praticadas. Com buracos, aclives e declives, a bike correta para ciclismo, neste caso, deve ter algumas particularidades:

  • Os pneus de uma bicicleta para Mountain Bike são mais largos, a fim de garantir mais estabilidade em terrenos acidentados e com lama. Isso permite maior aderência da borracha ao terreno, dando mais segurança e controle de tração da bicicleta;
  • Usam amortecedores que garantem mais segurança e conforto em cada pedalada.
  • As marchas variam entre 18 e 27 (modalidades para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais);
  • O quadro das bicicletas de Mountain Bike são mais reforçados para aguentar os impactos causados pelos terrenos irregulares (buracos, obstáculos, pedras, etc) e normalmente são fabricados em alumínio ou fibra de carbono.

3. GRAVEL

Um modelo de bicicleta recém-chegado ao Brasil tem chamado a atenção dos ciclistas, tanto dos mais experientes quanto dos novatos. O tipo Gravel Bike (cascalho em inglês) surgiu para atrair as duas principais classes de atletas, os que praticam o ciclismo de rua e o mountain bike.

A modalidade Gravel, atletas que utilizam este segmento de bicicleta, é muito comum nos Estados Unidos e na Europa, onde os percursos na terra e asfalto são comuns. A principal ideia dessa bike é a versatilidade e o fato de se adequar à realidade do ciclista.

“É uma bicicleta alternativa. Temos a bicicleta urbana, usada no transporte na cidade, mas as principais modalidades esportivas no ciclismo são mountain bike e ciclismo de estrada. A Gravel é considerada um meio termo entre estes dois”, afirma Caetano Barreira, proprietário da Velodrome Bikeshop.

O ciclista e dono da loja faz uma analogia com modelos de carros. A Gravel poderia ser equiparada a um SUV, um veículo utilitário esportivo, por seu conforto e opcionais melhores.

“O ciclismo de estrada utiliza bicicletas como Fórmula 1, é rápido, leve e frágil, enquanto a mountain bike utiliza bicicletas como se fossem um jipe, com um sistema de suspensão muito mais complexo. A Gravel seria um SUV. É uma bicicleta que te oferece conforto, te permite fazer longas distâncias e você não precisa levar tanto peso quanto em uma mountain bike. Além disso, ela utiliza freios a disco e um pneu mais grosso”, afirma Caetano.

Além da possibilidade de utilizar o modelo em diferentes competições, a Gravel também pode ser utilizada no dia a dia de ciclistas profissionais e amadores.

“Ela pode ser usada para ir ao trabalho, por exemplo. Te oferece mais segurança que a bicicleta de estrada, mas são mais robustas, próximas a uma mountain bike. A melhor característica dela é a versatilidade. É bastante comum atletas de mountain bike comprando uma Gravel como uma bicicleta para o dia a dia. Ao mesmo tempo, ciclistas de estrada que querem ir para a terra ou querem fazer um percurso em que o asfalto é de má qualidade também podem usufruir”, ressalta.

4. BMX (BICICROSS)

Fonte: Giphy

Reconhecido como uma das modalidades de ciclismo que mais exige habilidade por parte dos atletas, o BMX também proporciona manobras espetaculares.

Esse tipo de ciclismo, que é praticado com bicicletas que têm pneus menores — geralmente, apenas 20 polegadas de diâmetro —, é dividido em dois estilos, BMX Racing (corrida) e BMX Freestyle (manobras).

No primeiro caso, os competidores disputam uma corrida em uma pista circular com diversos obstáculos e o vencedor é aquele que concluir o percurso primeiro.

Já no BMX Freestyle, o objetivo é fazer manobras radicais, sendo que o vencedor é aquele que conseguir as notas mais altas na avaliação dos juízes.

Para concluir, é importante ressaltar que, independentemente da modalidade a ser praticada, é fundamental fazer uma boa manutenção em sua bicicleta sempre que você perceber qualquer anormalidade.

Resumão…

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Boas pedaladas!

Fontes: [1], [2] e [3]

Correntes para Bicicletas: Saiba os cuidados para fazer a manutenção

Para quem adora o ciclismo, não há nada mais frustrante do que voltar para casa empurrando a bike porque alguma peça foi danificada por falta de manutenção. Um dos itens que merecem atenção na manutenção são as correntes para bicicletas. Responsável por transmitir a energia das pedaladas para as rodas, a corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta.

Não é incomum encontrar ciclistas voltando para casa com a corrente arrebentada ou até mesmo acontecerem acidentes em função da falta de cuidado com esta peça. Portanto, para manter o bom estado das correntes, separamos aqui algumas dicas para a manutenção:

LIMPEZA E LUBRIFICAÇÃO

Uma das formas mais simples de se conservar as correntes é mantê-las limpas e lubrificadas. Embora alguns modelos de bicicletas sejam próprios para os diversos terrenos, as partículas de areia, poeira e terra acumuladas nas correntes podem desgastá-las e reduzir a sua vida útil.

Para limpar as correntes, é necessário esfregá-las com uma escova com produtos próprios para a limpeza. Existem alguns acessórios/ferramentas, que facilitam esse trabalho. Gostei de usar essa “engenhoca” que custou na casa dos R$20,00:

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O pessoal do site Pedaleria fez um vídeo explicando como utilizar essa ferramenta. Cliquei aqui para assisti-lo.

Existem diversos produtos com diversos preços no mercado, mas eu costumo usar uma mistura biodegradável, fácil de fazer e realmente muito eficiente: 50% sabão neuro e 50% do suco puro de um limão. Veja este vídeo exemplificando como fazer.

Após a limpeza enxágue-as e seque-a bem para lubrificá-las. É importante utilizar um lubrificante apropriado para as correntes, pois eles possuem propriedades que evitam o acúmulo de sujeiras e permitem que a bicicleta passe pelos diversos tipos de terrenos.

A maneira certa de aplicar o lubrificante na corrente, é pingando elo a elo da corrente.

MUITO IMPORTANTE: É vital para a corrente que ela trabalhe praticamente seca por fora e lubrificada por dentro. Por isto é necessário limpar o excesso de lubrificante com um pano seco.

QUANDO TROCAR?

Existem diversas maneiras de identificar se já é preciso trocar as correntes da sua bicicleta. Uma corrente em bom estado fica bem esticada e se encaixa perfeitamente em todos os dentes da coroa. Quando não está nessas condições, o contato dela com a coroa e o cassete fica comprometido devido à folga da corrente. Assim, o câmbio passa a pular as marchas, danificando também as outras peças.

Por isso é importante ficar atento ao seu estado. É comum ouvir por aí que as correntes devem ser trocadas a cada 1000-1500 km rodados, mas essa não é uma conta simples, pois o desgaste muda muito dependendo do estilo da pedalada de cada ciclista, da frequência da limpeza e manutenção e do tipo de terreno onde se pedala.

Existe uma ferramenta simples, que mede o desgaste das correntes, uma ferramenta barata e extremamente simples e você nem se suja. Existem várias marcas e preços a partir de R$ 30 no mercado. O funcionamento básico da chave é baseado no encaixe da mesma na corrente, se a corrente é nova ou está em condições de uso, a chave não se encaixa, mas se encaixar é porque a corrente esticou e está fora do padrão de uso.

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Mas melhor forma de saber a hora certa de trocar a corrente é por meio da avaliação de um especialista.

TIPOS DE CORRENTES PARA BICICLETAS

Antes de trocá-las, é preciso ficar atento ao seu tipo de corrente. De modo geral, a escolha da corrente para suas bicicletas, vai depender do número de marchas que ela possui. Atualmente, um mesmo modelo de corrente, serve tanto para Mountain Bike, quanto para Speed.

Porém, é importante ficar atento ao fabricante da corrente, uma vez que ela terá melhor compatibilidade com as peças da mesma marca. Embora algumas correntes sejam de mesma marca, elas possuem modelos com designs diferentes, o que pode interferir na compatibilidade com a coroa e o cassete da sua bicicleta. Procure seguir as orientações do fabricante ou de um especialista para comprar o modelo correto.

COROA E CASSETE

Os cuidados a serem tomados não devem ser só com as correntes, mas também com a coroa e o cassete. Com o tempo, os dentes da coroa e do cassete vão se desgastando e é necessário substituí-los também. Este desgaste atrapalha na troca de marcha e pode danificar não só a corrente nova, mas também o câmbio traseiro e comprometer toda a sua bicicleta.

Manter o bom estado das correntes para bicicletas é fundamental para não ter gastos extras. São medidas simples a serem tomadas, mas fundamentais para conservar não só esta peça, mas toda a bike e manter a sua segurança.

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Por que pedalamos no meio da rua?

compartilhamento da via é uma das principais soluções para integrar as bicicletas ao trânsito. Onde não houver ciclovia ou ciclofaixa, sempre recomendo que os ciclistas ocupem a faixa de rolamento. Mas nem sempre esse procedimento é compreendido pelos motoristas – e até mesmo por alguns ciclistas.

Veja como exemplo o comentário postado por um motorista, que se identifica apenas como Paulo:

“Ok. Também ando de bike, mas cicloativistas como qualquer outro ativista exigem respeito mas não respeitam… 1,5m eu acho muita distância, principalmente levando em consideração que os ciclistas ultrapassam nossos carros a 10-20cm e andam na esquerda da pista e seguram o trânsito a 20 ou 30 por hora. Se ficassem na direita da faixa a ultrapassagem seria possível. Mas ficam na esquerda [da faixa] obrigando os carros a ultrapassarem pela contramão se não quiserem andar a 20km/h. Respeito ciclistas. Detesto ciclo ativistas que se acham donos da rua.” (sic)

Ultrapassar o ciclista na mesma faixa em que ele está é colocar sua vida em risco. Um leve toque no guidão ou até mesmo o deslocamento de ar do veículo em velocidade podem levá-lo para debaixo das rodas, ou derrubá-lo no meio da via com mais carros vindo atrás.

Paulo explicita, de forma rude, sua opinião de que as pessoas deveriam pedalar junto à sarjeta, para que os carros pudessem passar na mesma faixa onde o ciclista está. Dessa forma, ele “não atrapalharia o trânsito”.

Essa opinião é comum, derivada da ideia de que as ruas seriam feitas para os carros, não para o deslocamento de pessoas. Por essa ótica, as bicicletas seriam intrusas, podendo usar as vias apenas quando não interferirem na circulação dos automóveis. Ou seja: ocupar a faixa com a bicicleta seria um desrespeito a quem está de carro. Alguns chegam a afirmar que as bicicletas deveriam usar a calçada, para não atrapalhar os carros.

Mas por que ocupar a faixa?

É muito mais seguro para o ciclista ocupar a faixa, pois isso força os motoristas que não aceitam cumprir o 1,5 m a mudarem de faixa para fazer a ultrapassagem. Pedalando sobre a sarjeta, o ciclista acaba vítima de motoristas que acham 1,5 m muita distância e insistem em passar quase raspando.

Melhor um motorista mal educado que buzina e xinga, pensando que é o ciclista quem se acha o dono da rua (mesmo que esteja compartilhando a via em vez exigir exclusividade), do que o mesmo motorista mal educado passando a 10 cm do guidão – pensando que “tem espaço, acho que dá” – e derrubando o ciclista que teve que desviar de uma grelha aberta na sarjeta.

Motorista, ultrapasse com segurança

Quando há um caminhão ou ônibus trafegando devagar, os motoristas aguardam um momento seguro, mudam de pista e ultrapassam. O mesmo deve ser feito com a bicicleta. Basta entender que ela também é um veículo, tem o mesmo direito de circulação que os demais e possui sua limitação de velocidade, que precisa ser compreendida e aceita.

E por mais que um ciclista ou pedestre esteja errado, nunca, mas nunca mesmo ameace sua vida com o carro para lhe dar uma lição. Algo pode dar errado e você terá que carregar consigo para sempre o peso de ter matado ou mutilado alguém, destruindo a vida dessa pessoa e de sua família.

Por que 1,5m e como fazer para respeitá-lo

Quem utiliza a bicicleta nas ruas diariamente – não apenas em parques, ciclovias e Ciclofaixas de Lazer – percebe claramente que 1,5 m é uma distância importante para não haver contato caso o ciclista se desequilibre, precise desviar de um buraco, de um desnível do asfalto ou de alguém que começa a atravessar a rua sem olhar.

Ao ocupar um espaço maior da faixa, o ciclista obriga o motorista a aguardar um momento em que possa ultrapassar com segurança.

Quem pedala nas ruas também sabe que nem sempre é possível manter uma trajetória continuamente reta e previsível, principalmente em nossas vias esburacadas, com asfalto irregular, caçambas estacionadas, motoristas abrindo a porta do carro sem olhar e carros saindo de garagens e esquinas sem se preocupar com pessoas que estejam passando.

A lei do 1,5 m (art. 201 do CTB) visa acima de tudo a segurança viária.

Mas…

“– E quando não há espaço para a ultrapassagem, por só ser uma via de mão dupla com uma única faixa em cada sentido?”

– E se a rua for de mão única, com carros estacionados, de forma que não caberiam o carro e a bicicleta lado a lado com 1,5m entre eles?”

Para responder a essas perguntas, imagine que na sua frente há um carro andando devagar, um caminhão, um ônibus ou outro veículo qualquer ocupando o espaço adiante. Como você faria a ultrapassagem? Seria obrigado a esperar? A resposta está aí, a situação é a mesma.

Tire de sua cabeça esse preconceito de que a bicicleta tem menos direito de ocupar a rua e que por isso “atrapalha” por circular devagar. Ela circula na velocidade que lhe é inerente, como um caminhão carregado ou um trator que esteja se deslocando na via. Tenha paciência.

E os ciclistas no corredor?

Paulo, ainda comenta que os ciclistas ultrapassam seu carro “a 10-20 cm de distância”. Bem, provavelmente isso acontece quando o carro está parado (afinal, o mesmo comentário diz que bicicletas circulam a 20km/h). Não vejo que risco bicicletas poderiam oferecem a alguém em um carro, ao ultrapassá-lo quando parado ou em velocidade inferior a 20 km/h.

Poderíamos usar a mesma argumentação desse comentário e dizer que um carro parado ocupando a faixa “obriga as bicicletas a ultrapassarem a 10-20 cm se não quiserem ficar paradas”. Poderíamos também dizer que “respeitamos motoristas que não congestionam”, mas “detestamos quem faz isso”, generalizando-os como “carroativistas que se acham donos da rua”. Mas não seria muito justo, não é?

É melhor compreendermos por que razões um carro fica parado ocupando a faixa toda, muitas vezes por longos minutos, até conseguir se mover por 3 ou 4 metros e parar novamente. Melhor ultrapassá-lo com tranquilidade e ir embora do que começar a gritar para que o motorista saia da frente porque está atrapalhando ali parado, como muitos que dirigem costumam fazer com os ciclistas que estão em movimento.

Quando os carros estão parados, o ciclista tem todo o direito de ultrapassá-los pelo corredor. Tem esse direito até mesmo nos casos em que outros veículos não podem fazê-lo, como em uma interdição temporária da via ou uma fila de balsa (art. 211 do Código de Trânsito). E, desde que haja espaço adequado para isso e os carros não estejam em movimento, não estará se colocando em risco ao fazê-lo. Também não colocará em risco nenhum motorista, afinal é um pouco difícil derrubar um carro com o guidão de uma bicicleta.

Mas o ciclista deve ficar atento ao sinal que vai abrir e ao movimento dos carros adiante. Quando perceber que os carros começarão a se mover, deve sair do corredor e voltar a ocupar a faixa, para sua própria segurança. Sempre pedindo espaço e agradecendo a gentileza com um sorriso. Os bons motoristas compreenderão sua atitude.

Fonte

SUOR: o que é? Afinal, MAIS SUOR = TREINO MELHOR?

Muita gente já sabe que o suor serve para resfriar o corpo. Assim, durante um treino ou atividade física intensa, ele é inevitável.

Mas suor pode aparecer também durante uma situação muito estressante. Existem dois tipos de glândulas sudoríparas. Você sabia? Graças a isso, não precisamos passar desodorante no corpo inteiro.

O QUE É O SUOR?

Vamos começar do princípio: o suor é composto basicamente por água (H20) e sal (Na+). É por isso que manter uma hidratação adequada é crucial para garantir que o corpo tenha como se refrigerar. Se estiver desidratado e for treinar, é provável que você não se sinta bem. No mais, seu corpo não vai conseguir se autorrefrigerar ou regular bem a temperatura interna.

A mesma coisa vale quando o assunto é repor a hidratação perdida após um treino intenso: a ingestão de fluidos tem que ser reforçada para repor o que foi perdido através do suor, pois, principalmente para aqueles que praticam atividades físicas intensas, um estado de hipohidratação pode se instalar, bem como um aumento geral na temperatura corporal(1).

Tenha em mente que o suor é composto por água *e* sal, então se reidrate com água (claro!) e também com bebidas eletrolíticas caseiras. Vale também adicionar conscientemente um pouco de sal às suas refeições.

DOIS TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS

O corpo humano tem glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas. As écrinas são responsáveis pela autorrefrigeração corporal quando a temperatura interna sobe, elas são encontradas no corpo todo. A abertura destas glândulas ocorre diretamente na superfície da pele. Isso permite que o suor evapore, causando o efeito refrigerador.

Já as glândulas apócrinas se concentram apenas nas regiões das axilas e da virilha, que são áreas com maior concentração de folículos capilares. Estas glândulas sudoríparas também são ativadas pela elevação na temperatura corporal, mas são ativadas principalmente em momentos de estresse, ansiedade e flutuações hormonais. Este suor é um pouco mais leitoso e se mistura com as bactérias da pele, criando aquele característico e desagradável odor corporal.

MAIS SUOR SIGNIFICA TREINOS MAIS INTENSOS?

A quantidade de suor que sai de uma pessoa depende do peso, gênero, nível de condicionamento físico, idade, local onde se encontra (clima) e até da genética. Uma pessoa com sobrepeso vai suar mais, pois a quantidade de energia necessária para realizar determinada atividade será mais alta.

Além disso, uma pessoa mais em forma e que treina com regularidade começará a suar mais rápido que uma pessoa menos em forma, porque o corpo já está “mais esperto”, ou seja, programado para suar a fim de se refrigerar durante o treino.

SEJA A SUA MELHOR VERSÃO “SUADA” COM ESTAS DICAS:

1. BOA HIDRATAÇÃO 

Sabia que a maioria das pessoas vive cronicamente desidratada? Veja se está consumindo a quantidade recomendada de líquidos com este cálculo simples: 30 ml por quilo do seu peso corporal. Se praticar exercícios por mais de 1h, acrescente 500 ml para exercícios moderados, 1 litro para intensidade alta e 1,5 litros para intensidade extremamente alta.

Atenção: beba água até quando não estiver com sede! A sensação de sede já é seu corpo implorando por ajuda, não um sinal inicial.

2. TOME UM BANHO ANTES DO TREINO (E OUTRO DEPOIS, CLARO!)

Se possível, remova todo tipo de maquiagem ou cremes que tenha aplicado ao longo do dia. Eles podem bloquear os poros e impedir que seu corpo se resfrie da maneira apropriada. Ficar com os poros bloqueados (especialmente no rosto) durante a prática de exercícios aumenta a chance de manchas na pele. 

3. USE A ROUPA CERTA

Na hora do treino, nada de vestir roupas abafadas. Seu conforto será maior com tecidos respiráveis e que dispersam a umidade. Identifique os acessórios perfeitos para praticar exercícios, e logo verá que diferença eles fazem.

COMO SABER SE O SUOR ESTÁ EXCESSIVO?

Acha que está suando demais, especialmente fora dos treinos e situações de estresse?

Então consulte um médico, pois você pode ter uma condição chamada hiperidrose. Para quem sofre dessa condição, o suor interfere nas atividades cotidianas: a palma da mão fica toda suada e escorrega ao tentar abrir uma maçaneta, ou as roupas ficam encharcadas de suor sem a pessoa ter feito nenhum tipo de atividade física intensa(2).

Se for o seu caso, nada de vergonha: não se deixe abater, você não está sozinho! Cerca de 5% da população mundial lida com a hiperidrose (3) – nada menos que 350 milhões de pessoas.

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