Isso pode parecer não fazer muito sentido, mas um capacete de ciclismo tem um tempo de uso e algumas variáveis que determinam sua duração.
Um capacete de ciclismo é feito quase inteiramente de materiais plásticos, e isso muitas vezes transmite a sensação de eternidade. Só que os materiais derivados do petróleo também se degradam e perdem propriedades, e é por isso que um capacete de bicicleta também expira.
Basicamente, as partes de um capacete de ciclismo são constituídas pelos seguintes materiais: a chamada cortiça é poliestireno expandido, uma espécie de conjunto de bolas que sob pressão e hidratação incham e se compactam, formando uma estrutura rígida e altamente absorvente a qualquer impacto. O poliestireno pode durar com propriedades completas por cerca de 5 anos.
É claro que muito depende do uso e cuidado que se dá ao capacete. Uma pessoa que o usa uma vez por semana não é igual a outra que usa diariamente. Mas a média é essa: cerca de 5 anos segundo os principais fabricantes.
E tem mais: A placa externa dos capacetes é feita de policarbonato moldado. É o material mais duro e resistente do capacete, mas, também, as altas temperaturas e o uso constante (arranhões e mais arranhões) fazem com que essa parte se degrade, até se desprenda da sua união com a cortiça. Assim, a placa externa também se torna menos seguro. O principal motivo dessa degradação é a incidência solar, portanto, proteger o capacete quando não o estivermos usando da luz solar prolongará sua vida útil. Dá pra perceber que o desgaste de um capacete não se resume apenas a questão estética dele.
Mas ainda há mais. As tiras são feitas de nylon e as peças de ajuste e fixação são de materiais plásticos muito rígidos. Eles também têm sua degradação. As alças constantemente se conectam com uma das áreas com mais transpiração: a área das orelhas. O suor, com seus sais e ácidos, é ligeiramente corrosivo com o tempo.
Mas a principal razão pela qual um capacete expira e é essencial trocá-lo periodicamente são os impactos. Ao ouvir essa palavra, você ainda pode pensar em uma queda brutal, mas não, você também deve considerar os pequenos golpes que o capacete recebe durante anos: quedas ao solo de alturas diferentes, golpes com outros acessórios, no transporte, uma pedra ou projétil ou uma queda mais ou menos importante.
Os fabricantes de capacetes deixam bem claro que o correto é substituir o acessório depois de uma queda ou impacto. E se você pensar, isso é lógico: o capacete absorveu todo o impacto de uma queda ou algo semelhante, e agora ele não é mais o mesmo. Não é estratégia para vender mais. É algo provado em estudos de laboratório.
Enfim, você não deve economizar no que talvez seja o único elemento de segurança para um ciclista, um elemento que salva milhares de vidas todos os anos. É importante dar ouvidos à ciência. É verdade que capacetes bons estão cada vez mais caros, mas isso não vale o risco.
Cada vez mais pessoas estão adotando a bicicleta como meio de transporte. Além de ser muito prazeroso, também faz bem para a saúde, sendo um exercício que movimenta bastante os músculos do corpo e melhora a circulação.
“Acabei de ouvir no rádio que vai chover granizo”
Quem mora perto de parques, praias ou outras paisagens naturais, ou quem quer viajar e levar a bike junto, precisa saber como transportá-la com segurança, para evitar multas e até a possível retenção do veículo.
É possível levar a bicicleta em cima do carro ou na parte de trás. Bikes menores e dobráveis também podem ser levadas no porta-malas ou até dentro do carro (mas essa maneira de transportá-las é mais rara e trabalhosa, apesar de ser a “mais segura”).
O que considerar para escolher um suporte de bicicleta para carros?
Ter um bom suporte de bicicleta para carros, para andar pela cidade ou pegar a estrada, é muito importante para não ter problemas com o transporte. Escolher esse acessório, no entanto, não é uma tarefa tão simples — pois ele precisa ser prático, seguro e ainda estar dentro das leis de trânsito.
Alguns pontos importantes precisam ser considerados a fim de evitar multas e problemas futuros, afinal, adquirir um acessório difícil de manusear e que não seja adequado para o seu carro faz você perder dinheiro e ter muita dor de cabeça.
Pensando nisso, neste artigo falaremos dos tipos de suporte de bicicleta para carros e como escolher o ideal para suas necessidades. Confira!
Quais são os tipos de suporte de bicicleta para carros?
O suporte de bike para carros, também chamado de transbike, pode ser encontrado em vários modelos e a instalação pode ser feita no teto do veículo ou na parte traseira.
Confira os principais tipos de suporte e suas vantagens:
Suporte traseiro
Exemplo de Hack de carro Hatch (E) e carro Sedan (D) Imagens: Google
Esse é o suporte de bicicleta para carros dos mais baratos e populares. Ele é fixado nas extremidades do porta-malas. Em alguns modelos, você ainda consegue abrir o porta-malas sem a necessidade de tirar a bike ou mesmo o hack.
Existe um modelo da marca Thule que os pontos de apoio/contato com o carro, são somente as extremidades do porta-mala (para carro hatch), facilitando o acesso interno do porta-malas.
O problema desse suporte é que ele pode tampar o campo de visão do vidro traseiro, dificultando que o motorista realize manobras com o carro. Dependendo do modelo, pode cobrir a placa e as luzes de sinalização do veículo. Outro problema grave, são as partes que “tocam” a lataria do carro. Mesmo com proteções de espuma ou borrachas, na trepidação típica no rodar do carro, vai cacabar arranhando a lataria.
Mas, pensando em praticidade, o suporte traseiro é uma boa opção, pois é mais fácil de manipular a bike, já que ela fica em uma altura favorável, porém a maioria dos modelos atrapalha o acesso ao porta malas.
Suporte de teto
Existem modelos que necessitam que tirem as rodas dianteiras (E) e outras não (D) Imagens: Google
O suporte de bike para carros de teto um dos mais usados, porém requer algumas observações importantes.
O equipamento é instalado no teto do veículo e pode carregar uma quantidade maior de bicicletas. A maior vantagem dele é que, além do campo de visão do motorista ficar livre, as placas e as luzes de sinalização também não são bloqueadas.
Porém, o suporte de teto exige que o veículo tenha uma preparação para receber o rack na parte de cima da carroceria. Procure saber o modelo certo para o seu carro.
Ninguem quer que isso aconteça. Não é verdade?
Por ficar na parte superior do veículo, ele não interfere na abertura do porta-malas e é mais seguro em caso de uma colisão traseira.
É preciso, no entanto, ficar atento onde se passa, porque dependendo da altura, é possível atingir árvores ou até mesmo a garagem ao entrar em casa.
Suporte de engate
Suporte Thule Xpress 970 com suporte de placa (E) e Suporte “base” (D), com rebatimento para acesso ao porta-malas.
O suportes de bicicleta para carro é fixado apenas na bola de engate do carro. É o modelo mais fácil de manusear, além de não ter contato nenhum com a lataria do carro.
Mas, muito cuidado, assim como o suporte traseiro, este também pode impossibilitar a visão da placa e das luzes de sinalização, que é considerado infração de trânsito. Alguns modelos vêm com um espaço para inclusão de uma placa e iluminação extra.
Existem outros modelos que permitem o engate de uma base fixa em que as bicicletas se apoiam como se estivessem no chão. Esses são modelos já vem com luzes de sinalização e espaço para a placa e não impede a abertura do porta-malas, no entanto, custam um pouco mais caro que os demais.
Suporte de ventosa
Muito cuidado com a marca a ser comprada! Existem alguns “engenheiros” que adaptam uma ventosa para trabalhar com vidros para o transporte das bicicletas. Não vale a pena a “economia” por essas adaptações!
Gradativamente esse modelo de suporte vem ganhando espaço, ele é muito prático e rápido de instalar.
Porém, sempre quando for usá-lo, não se esqueça de limpar bem o local onde vai fixá-lo. Você pode usar vários pontos do carro para conectar esse modelo de transbike, inclusive locais próximos ao vidro traseiro e/ou dianteiro.
Pode parecer estranho, parece que bike vai sair voando, mas esse sistema é bem seguro, basta você ler muito bem o manual que acompanha o suporte e fazer exatamente o que pede o fabricante, evite acidentes desnecessários.
Como escolher o suporte de bicicleta para carros ideal?
Para escolher o melhor suporte de bicicleta para carros é preciso considerar alguns pontos, por exemplo:
Thule Xpress 970 Arquivo pessoal
suas necessidades — quantas bicicletas serão transportadas? Esse detalhe é importante para definir o melhor suporte;
placa do carro — nos suportes traseiros, como vimos, a placa do carro não fica 100% visível. Por isso, é interessante mandar fazer uma placa extra para evitar ser multado durante o trajeto;
sinalização — ela TEM QUE ESTAR VISÍVEL! Também pode acarretar multas.
O suporte de teto é um dos mais usados e seguros, porque não impede o campo de visão e nem interfere na abertura do porta-malas. No entanto, para guardar o carro é preciso se lembrar de retirar a bicicleta. Os demais, tanto o traseiro quanto o de engate, são mais práticos, principalmente dentro da cidade.
Quais são as normas para transportar a bike?
Independentemente do modelo do suporte de bicicleta para carros, é preciso cuidar para não infringir alguma lei de trânsito e, claro, verificar se o suporte está bem fixado à estrutura do veículo e com os dispositivos adequados.
Segundo as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) o suporte de bike para carros deve ser bem fixado e sua instalação não pode comprometer a visibilidade do motorista. O peso da bicicleta e do suporte também não pode ser maior que o limite de carga do automóvel.
Por exemplo, se a bike se soltar do suporte e for arrastada em uma via o motorista pode ser multado em R$ 293,47 reais e perder 7 pontos na CNH (artigo 231, II), multa gravíssima. Já se o suporte de bicicleta ocasionar um excesso de peso a multa é de R$ 130,16, infração média com perda de 4 pontos na carteira.
É preciso atentar às leis de trânsito e complementar com o suporte para a placa e luzes de sinalização. Lembre-se, também, que a bicicleta e o suporte não podem ultrapassar as dimensões do carro, cobrir a placa, o farol ou a visibilidade do motorista.
Abaixo, um vídeo bem explicativo, de um agente de transito sendo entrevistado e falando sobre o transporte das bicicletas no trânsito. Vale a pena assisti-lo:
O ciclismo é um dos esportes mais praticados no Brasil atualmente, principalmente por sua versatilidade, já que essa atividade é indicada para todo tipo de pessoa que tenha condições físicas e motoras para pedalar.
No entanto, muitos daqueles que têm a bicicleta como uma boa companhia nos momentos de lazer e até mesmo algumas pessoas que participam de competições desse esporte não conhecem bem as principais modalidades de ciclismo.
Por isso, vamos detalhar a seguir 4 dos principais tipos de ciclismo e apontar as principais diferenças que existem entre eles. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas para que suas próximas pedaladas sejam mais seguras e divertidas.
1. CICLISMO DE ESTRADA
Funny bike race
O ciclismo de estrada talvez seja a modalidade mais praticada, sendo que algumas das competições mais famosas desse esporte em todo o planeta são realizadas nesse estilo.
Os campeonatos de estrada são disputados de maneira individual ou por equipe, sendo que existem dois estilos de competição, o de resistência e o de tempo. No primeiro, os competidores largam todos juntos e vence aquele que concluir o percurso primeiro, sendo que a distância das provas variam de 50 a mais de 5000 km.
Já nas competições contra o tempo, os atletas largam em instantes diferentes, e o vencedor é o que concluir o trajeto total no menor tempo.
O ciclismo de estrada é praticado com as chamadas speeds, bicicletas que têm os pneus bastante finos e sem cravos, são mais leves que as tradicionais, além de serem desenvolvidas com uma aerodinâmica que favorece o ganho de velocidade e estabilidade nas estradas.
2. MOUNTAIN BIKE
“ohh trem bão, sô!”
A Mountain Bike é uma das modalidades mais conhecidas e exploradas por ciclistas no mundo todo. Em geral, ela acontece em terrenos de terra e com percursos cheios de obstáculos em toda sua extensão.
Existem várias submodalidades de Mountain Bike no mundo, sendo Cross Country, Downhill e BMX as mais conhecidas e praticadas. Com buracos, aclives e declives, a bike correta para ciclismo, neste caso, deve ter algumas particularidades:
Os pneus de uma bicicleta para Mountain Bike são mais largos, a fim de garantir mais estabilidade em terrenos acidentados e com lama. Isso permite maior aderência da borracha ao terreno, dando mais segurança e controle de tração da bicicleta;
Usam amortecedores que garantem mais segurança e conforto em cada pedalada.
As marchas variam entre 18 e 27 (modalidades para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais);
O quadro das bicicletas de Mountain Bike são mais reforçados para aguentar os impactos causados pelos terrenos irregulares (buracos, obstáculos, pedras, etc) e normalmente são fabricados em alumínio ou fibra de carbono.
3. GRAVEL
Um modelo de bicicleta recém-chegado ao Brasil tem chamado a atenção dos ciclistas, tanto dos mais experientes quanto dos novatos. O tipo Gravel Bike (cascalho em inglês) surgiu para atrair as duas principais classes de atletas, os que praticam o ciclismo de rua e o mountain bike.
A modalidade Gravel, atletas que utilizam este segmento de bicicleta, é muito comum nos Estados Unidos e na Europa, onde os percursos na terra e asfalto são comuns. A principal ideia dessa bike é a versatilidade e o fato de se adequar à realidade do ciclista.
“É uma bicicleta alternativa. Temos a bicicleta urbana, usada no transporte na cidade, mas as principais modalidades esportivas no ciclismo são mountain bike e ciclismo de estrada. A Gravel é considerada um meio termo entre estes dois”, afirma Caetano Barreira, proprietário da Velodrome Bikeshop.
O ciclista e dono da loja faz uma analogia com modelos de carros. A Gravel poderia ser equiparada a um SUV, um veículo utilitário esportivo, por seu conforto e opcionais melhores.
“O ciclismo de estrada utiliza bicicletas como Fórmula 1, é rápido, leve e frágil, enquanto a mountain bike utiliza bicicletas como se fossem um jipe, com um sistema de suspensão muito mais complexo. A Gravel seria um SUV. É uma bicicleta que te oferece conforto, te permite fazer longas distâncias e você não precisa levar tanto peso quanto em uma mountain bike. Além disso, ela utiliza freios a disco e um pneu mais grosso”, afirma Caetano.
Além da possibilidade de utilizar o modelo em diferentes competições, a Gravel também pode ser utilizada no dia a dia de ciclistas profissionais e amadores.
“Ela pode ser usada para ir ao trabalho, por exemplo. Te oferece mais segurança que a bicicleta de estrada, mas são mais robustas, próximas a uma mountain bike. A melhor característica dela é a versatilidade. É bastante comum atletas de mountain bike comprando uma Gravel como uma bicicleta para o dia a dia. Ao mesmo tempo, ciclistas de estrada que querem ir para a terra ou querem fazer um percurso em que o asfalto é de má qualidade também podem usufruir”, ressalta.
4. BMX (BICICROSS)
Fonte: Giphy
Reconhecido como uma das modalidades de ciclismo que mais exige habilidade por parte dos atletas, o BMX também proporciona manobras espetaculares.
Esse tipo de ciclismo, que é praticado com bicicletas que têm pneus menores — geralmente, apenas 20 polegadas de diâmetro —, é dividido em dois estilos, BMX Racing (corrida) e BMX Freestyle (manobras).
No primeiro caso, os competidores disputam uma corrida em uma pista circular com diversos obstáculos e o vencedor é aquele que concluir o percurso primeiro.
Já no BMX Freestyle, o objetivo é fazer manobras radicais, sendo que o vencedor é aquele que conseguir as notas mais altas na avaliação dos juízes.
Para concluir, é importante ressaltar que, independentemente da modalidade a ser praticada, é fundamental fazer uma boa manutenção em sua bicicleta sempre que você perceber qualquer anormalidade.
Resumão…
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Para quem adora o ciclismo, não há nada mais frustrante do que voltar para casa empurrando a bike porque alguma peça foi danificada por falta de manutenção. Um dos itens que merecem atenção na manutenção são as correntes para bicicletas. Responsável por transmitir a energia das pedaladas para as rodas, a corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta.
Não é incomum encontrar ciclistas voltando para casa com a corrente arrebentada ou até mesmo acontecerem acidentes em função da falta de cuidado com esta peça. Portanto, para manter o bom estado das correntes, separamos aqui algumas dicas para a manutenção:
LIMPEZA E LUBRIFICAÇÃO
Uma das formas mais simples de se conservar as correntes é mantê-las limpas e lubrificadas. Embora alguns modelos de bicicletas sejam próprios para os diversos terrenos, as partículas de areia, poeira e terra acumuladas nas correntes podem desgastá-las e reduzir a sua vida útil.
Para limpar as correntes, é necessário esfregá-las com uma escova com produtos próprios para a limpeza. Existem alguns acessórios/ferramentas, que facilitam esse trabalho. Gostei de usar essa “engenhoca” que custou na casa dos R$20,00:
Existem diversos produtos com diversos preços no mercado, mas eu costumo usar uma mistura biodegradável, fácil de fazer e realmente muito eficiente: 50% sabão neuro e 50% do suco puro de um limão. Veja este vídeo exemplificando como fazer.
Após a limpeza enxágue-as e seque-a bem para lubrificá-las. É importante utilizar um lubrificante apropriado para as correntes, pois eles possuem propriedades que evitam o acúmulo de sujeiras e permitem que a bicicleta passe pelos diversos tipos de terrenos.
A maneira certa de aplicar o lubrificante na corrente, é pingando elo a elo da corrente.
MUITO IMPORTANTE: É vital para a corrente que ela trabalhe praticamente seca por fora e lubrificada por dentro. Por isto é necessário limpar o excesso de lubrificante com um pano seco.
QUANDO TROCAR?
Existem diversas maneiras de identificar se já é preciso trocar as correntes da sua bicicleta. Uma corrente em bom estado fica bem esticada e se encaixa perfeitamente em todos os dentes da coroa. Quando não está nessas condições, o contato dela com a coroa e o cassete fica comprometido devido à folga da corrente. Assim, o câmbio passa a pular as marchas, danificando também as outras peças.
Por isso é importante ficar atento ao seu estado. É comum ouvir por aí que as correntes devem ser trocadas a cada 1000-1500 km rodados, mas essa não é uma conta simples, pois o desgaste muda muito dependendo do estilo da pedalada de cada ciclista, da frequência da limpeza e manutenção e do tipo de terreno onde se pedala.
Existe uma ferramenta simples, que mede o desgaste das correntes, uma ferramenta barata e extremamente simples e você nem se suja. Existem várias marcas e preços a partir de R$ 30 no mercado. O funcionamento básico da chave é baseado no encaixe da mesma na corrente, se a corrente é nova ou está em condições de uso, a chave não se encaixa, mas se encaixar é porque a corrente esticou e está fora do padrão de uso.
Mas melhor forma de saber a hora certa de trocar a corrente é por meio da avaliação de um especialista.
TIPOS DE CORRENTES PARA BICICLETAS
Antes de trocá-las, é preciso ficar atento ao seu tipo de corrente. De modo geral, a escolha da corrente para suas bicicletas, vai depender do número de marchas que ela possui. Atualmente, um mesmo modelo de corrente, serve tanto para Mountain Bike, quanto para Speed.
Porém, é importante ficar atento ao fabricante da corrente, uma vez que ela terá melhor compatibilidade com as peças da mesma marca. Embora algumas correntes sejam de mesma marca, elas possuem modelos com designs diferentes, o que pode interferir na compatibilidade com a coroa e o cassete da sua bicicleta. Procure seguir as orientações do fabricante ou de um especialista para comprar o modelo correto.
COROA E CASSETE
Os cuidados a serem tomados não devem ser só com as correntes, mas também com a coroa e o cassete. Com o tempo, os dentes da coroa e do cassete vão se desgastando e é necessário substituí-los também. Este desgaste atrapalha na troca de marcha e pode danificar não só a corrente nova, mas também o câmbio traseiro e comprometer toda a sua bicicleta.
Manter o bom estado das correntes para bicicletas é fundamental para não ter gastos extras. São medidas simples a serem tomadas, mas fundamentais para conservar não só esta peça, mas toda a bike e manter a sua segurança.
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Pedalar sozinho tem as suas vantagens. Além de você decidir a rota, fica livre para demorar o tempo que quiser e explorar novos trajetos sem ter de consultar ninguém.
Pedalar sozinho tem as suas vantagens. Além de você decidir a rota, fica livre para demorar o tempo que quiser e explorar novos trajetos sem ter de consultar ninguém.
Contudo, para pedalar sozinho com segurança é preciso tomar alguns cuidados. A seguir, elaboramos uma lista com oito dicas para quem quer se aventurar na bike sem preocupações. Confira.
1. PESQUISE SOBRE O TRAJETO
Isso é fundamental, especialmente se você não conhece muito bem a região por onde vai pedalar.
Verifique se o trajeto é seguro, se você não estará próximo de áreas com maior risco de roubos ou assaltos, ou mesmo se há comércio e outros estabelecimentos próximos. Além da segurança, é importante checar as condições do terreno.
2. MANTENHA OS SEUS AMIGOS E PARENTES INFORMADOS
Antes de sair para pedalar sozinho, avise algum parente ou familiar próximo. Informe o horário que você pretende voltar e também o destino.
Se costuma variar bastante de trajeto, procure levar o celular com você.
Dica pessoal: Sempre saio com um equipamento de rastreamento via GPS, no qual informo meus familiares o link para que eles possam me acompanhar. Saiba mais sobre o SPOT Gen3aqui.
3. USE OS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
Ao pedalar em grupo, você acaba se preocupando menos com os equipamentos de segurança porque é mais fácil conseguir ajuda caso precise.
Quando você pedala sozinho, é importante estar bem equipado. Não deixe de levar as ferramentas básicas e obrigatórias para sua “sobrevivência mecânica”.
Ahh, outra coisa muito importante: ESTEJA SEMPRE À VISTA DE TODOS! Use roupas mais claras, coletes reflectivos, luzes sinalizadoras e farol.
4. LEVE SEMPRE OS SEUS DOCUMENTOS
Pode parecer algo básico, mas muita gente esquece de levar os documentos para uma volta de bike. É fundamental tê-los sempre à mão, em caso de algum acidente ou outra necessidade menos grave.
Lembre-se de que os imprevistos acontecem. Quanto mais preparado você estiver, melhor.
5. FIQUE ATENTO AO TRÂNSITO
Ao pedalar sozinho, o cuidado com o trânsito deve ser redobrado porque você estará mais vulnerável.
Isso, é claro, não é motivo nenhum para deixar de pedalar! Apenas serve de dica para você ficar mais alerta e evitar manobras ou trajetos que possam colocar a sua segurança em risco.
6. FAÇA VISTORIAS NA BIKE PARA PEDALAR SOZINHO COM SEGURANÇA
Imagine que você esteja em um trajeto a quilômetros de casa e, de repente, sua bike tem algum problema.
Para se livrar desses apertos, faça a manutenção com frequência na bicicleta e revise todas as peças antes de sair de casa: pneus, guidão, freios e equipamentos de segurança.
7. LEVE UM LANCHE E GARRAFA DE ÁGUA
É fundamental manter-se sempre hidratado e bem alimentado. Algumas pessoas esquecem de levar alimentos e água achando que vão encontrar algo para comprar pelo caminho.
Leve um biscoito, fruta ou barra de cereal e ande sempre com uma garrafinha de água durante as pedaladas de bike. (Leia mais aqui)
8. PARE APENAS EM LOCAIS MOVIMENTADOS
O ideal é não parar de pedalar, mas os imprevistos acontecem. Se, por qualquer motivo, você tiver de fazer uma parada, procure um local movimentado. Nunca fique parado por muito tempo em locais escuros (se você pedala à noite) e desertos.
Pedalar sozinho com segurança é possível, mas exige mais cuidado. Com estas dicas, você pode pedalar tranquilo e curtir o passeio sem se preocupar.
Dores e falta de rendimento podem estar relacionadas a um mal ajuste do ciclista a bicicleta. Conheça o trabalho dos profissionais que adequam a bike ao seu corpo
Arquivo pessoal
O que é o Bike Fit?
O bike fit nada mais é do que o ajuste e/ou adequação da bicicleta para o ciclista; em qualquer nível, modalidade e tipo de bicicleta. Portanto, às vezes é trocar ou ajustar a posição de componentes como mesa, pedivela, clip ou o que for necessário para que o ciclista esteja na melhor posição para pedalar.
O bike fit com um profissional capacitado é imprescindível para o confortável, eficiente e seguro uso de sua bicicleta. Ele poderá solucionar problemas e elucidar dúvidas muito comuns, como por exemplo:
Qual o quadro ideal para mim?
Vou pedalar na cidade; qual o tipo de bicicleta que devo adquirir?
Qual a diferença de um quadro feminino para os quadros de série?
Por que existem faixas de largura de selim?
Por que na speed o tronco é baixo e na mountain bike é mais alto em relação ao solo?
É questão de aerodinâmica? Ou distribuição de peso e dirigibilidade?
Existe uma bicicleta específica para utilizarmos como meio de transporte?
O que define a altura do meu guidão?
Qual a altura ideal de selim? Isso muda com o tempo? Esta medida vale para todas as bicicletas?
Que tipo de taquinho devo utilizar em minhas sapatilhas?
Existem guidões mais largos?! Ou mais estreitos?!
Por que meus pés e mãos ficam dormentes?
Por que tenho dores lombares?
O que é a melhor posição para pedalar?
Dentre inúmeras definições, as quais vieram ao longo desses anos de existência do ciclismo sendo criadas por Eddy Merckx, Bernard Hinault, Arnie Baker, Mark Hodges, John Howard, Greg LeMond, Andy Pruitt, Cristopher Kautz dentre outros, hoje podem ser resumidas em “Ajuste da bicicleta a fim de deixar o ciclista confortável e seguro, produzindo cada vez mais velocidade sem gastar energia desnecessária, evitando lesões e tornando o pedal agradável”.
Claro que podemos dividir as situações, como para um ciclista recreacional, que visa ter uma bicicleta confortável e ter uma trilha, ou um pedal de estrada duradouro e prazeroso. Assim como podemos pensar em um atleta de elite, que pode preferir ter um pouco do seu conforto prejudicado para adquirir uma posição mais aerodinâmica e que produza mais potência. Neste caso ele visa velocidade, mas também não pode deixar o conforto completamente de lado, pois a posição desagradável pode deixá-lo com dores e sua velocidade diminuirá em conseqüência do desconforto.
Para quem e quando fazer?
Indicado aqualquer ciclista, seja mountain biker de provas de aventura, maratonas ou singletracks; triatletas, ciclistas de estrada ou recreacionais. Atletas amadores ou profissionais e, no caso de iniciantes, o ideal é que haja uma orientação prévia no intuito da compra correta.
Deve-se fazer um bike fit sempre que estiver pedalando, seja para sanar a causa de uma dor ou à procura do posicionamento perfeito, lembrando que o nosso corpo passa por mudanças constantes, como lesões, mudanças de objetivo com provas diferentes (curta ou longa distância) ganho de flexibilidade, enfim, em média a cada 6 meses deve-se pensar nos objetivos que há pela frente, fazer uma avaliação física e traçar novas metas, pois muitas vezes pode-se deixar a bicicleta numa posição mais agressiva, mantendo conforto e você não sabe.
Métodos e materiais de avaliação Ferramentas como goniômetro, prumo, trena e outros materiais que se parecem mais com os de um engenheiro. E hoje o ciclismo pode contar com o apoio da ciência para avaliação, com o uso de softwares, simuladores quase que reais e análise biomecânica com gráfico instantâneo de cada parte do ciclo da pedalada.
Como funciona um bike fit de verdade
Resumo das etapas:
1. Após um prévio agendamento, o ciclista passa por uma anamnese, nada mais que um diálogo, buscando detalhes e informações sobre histórico de lesões, dores freqüentes, tipo de pedalada. Quais objetivos existem em relação à bike, postura de trabalho para saber suas possíveis influências na postura, testes de flexibilidade, avaliação do arco do pé entre outras perguntas.
2. Após a medição da bike e antes das alterações, o ciclista inicia uma pedalada sobre um simulador para que dê inicio a avaliação.
3. Alguns fazem vídeo do “antes” e seguem para a parte prática, que vai desde o ajuste dos taquinhos da sapatilha até todas as modificações necessárias, como altura do canote, ajuste de selim, mesa, guidão etc.
4. Então faz-se o vídeo do depois, com a finalização para que se possa avaliar e comparar as posições. Normalmente há um retorno em 30 dias.
Fatores como pedivela e guidão, alinhamento dos manetes, barends e, principalmente, ajuste dos taquinhos são comumente achados em tamanhos e posições fora do padrão ideal para determinado ciclista, por isso vale a pena uma avaliação feita por profissional, que dura em torno de 2h.
Por que fazer?
Muitas vezes ouvimos que alguém fará um bike fit porque esta sentindo dores, e é exatamente isso que tem que mudar, pois assim como na hidratação em que existe aquele ditado: “antes de sentir sede tem que beber água”, na bike é igual, pois, muitas vezes, já estamos pedalando com a postura inadequada o com material incorreto, e no futuro sentimos dores e nos machucamos. E o fator que considero o mais importante é o conforto, pois onde há conforto há performance, logo se estamos nos sentindo bem em cima da bike, por lá ficaremos horas e horas!
Não se deixe enganar
Para que você tenha certeza de que está fazendo um bike fit com um profissional de qualidade, procure saber mais sobre ele, pesquise e converse com seu treinador ou o pessoal onde você leva a sua bicicleta para manutenção. A diferença está na tecnologia, no procedimento e know how que cada um possui. Pois cada um tem o seu ponto de partida e de finalização, às vezes um é mais conservador que outro. Cada um tem sua técnica e sua seqüência de avaliação, seguido de uma filosofia individual.
Ahh a dor na bunda… Você sai para pedalar, passa uma hora e para um pouco para beber uma água e comer uma fruta. Quando senta novamente no selim parece que esteve numa britadeira por dias. O desconforto é insuportável.
Quem nunca?
Hoje vamos explorar as causas, explicar até onde ela pode ser considerada “normal” e como fazer para minimizar o desconforto.
Afinal, a dor é na bunda mesmo?
Pode parecer piada um título desse, mas de fato, a dor é na bunda? Todos nós sabemos que na realidade não se trata exatamente disso. Os glúteos, nágedas, bunda, bumbum – chame como quiser – nada têm a ver com a sensação de incômodo que se instala devido ao contato prolongado do corpo com o selim.
O que de fato fica dolorido é o Períneo – região do corpo com uma série de músculos que ficam entre… bem, você sabe entre o que e o que. E sim, mulheres e homens tem um e sim, o nome é o mesmo para ambos. O que muda é o que a lesão no períneo pode acarretar em cada sexo.
Como amenizar a dor na bunda?
A dor na região “da bunda”, como muitos chamam, é sim inevitável a partir de um tempo contínuo de contato da região com o seu selim. O que não é normal é o excesso dessa dor na bunda. E há algumas coisas que você pode fazer agora mesmo para deixar o pedal o mais confortável possível:
1- Altura e posição do banco
Provavelmente o mais óbvio de todos. Um selim muito alto (na foto abaixo, imagem A) fará com que você incline os quadris constantemente de um lado para o outro para que sua perna consiga exercer força de forma adequada nos pedais.
Já um selim muito baixo (imagem B) tira um pouco da sustentação do corpo realizada pelos braços no guidão, deixando mais peso do corpo sobre o banco e constantemente, mais pressão e dor na bunda na certa.
Uma dica prática para saber qual é a altura ideal do selim para você é se sentar na sua bike e procure encostar o seu calcanhar no pedal, com a perna levemente esticada, como na foto abaixo:
Como no exemplo, para ajustar a altura do selim, você vai precisar de uma forma de manter a bicicleta de pé enquanto você faz os ajustes. Uma opção e ter um amigo que segure a bike. Você também pode inclinar a bike contra uma árvore, parede ou bancada.
Objetivo: Você vai querer uma curvatura de 25 a 30 graus em seus joelhos. Cheque sua posição colocando seu calcanhar no pedal e estique sua perna até que o pedal esteja em baixo.
2- Posição do taquinho nas sapatilhas
Sério! Um taquinho muito para trás fará com que você tenha que se sentar mais na ponta do banco para pedalar adequadamente, posição onde há muito menos sustentação.
Já um taquinho muito para frente fará com que você sente muito para trás, região onde o banco é mais largo e a área de contato exagerada e a dor na bunda atacará!
Experimente posicionar seus taquinhos da maneira correta.
3- Distância entre o ciclista e o guidão
O princípio é o mesmo para o primeiro item: um guidão muito para frente deixará você muito inclinado sobre a bike e a área de contato será muito menor e mais danosa. Um guidão muito próximo do ciclista fará com que você se sente verticalmente no selim, tirando o apoio dos braços e aumentando a pressão no selim. E como já vimos pressão = dor na bunda.
Esse é um assunto que deverá ser discutido para a escolha certa do tamanho da bicicleta.
4- Utilize bermudas acolchoadas
Muitos frabicantes fazem bermudas e bretelles acolchoados. Grande parte dos ciclistas, tanto no mountain bike como no ciclismo de estrada, já utilizam um produto assim – e realmente ajuda!
Se você não usa, experimente comprar uma peça assim. Além de diminuir o atrito com o banco, a bermuda também distribui melhor os impactos transmitidos ao ciclista pelo contato com o selim.
5- Vá sem cueca/calcinha
Se você seguiu o ítem anterior, então está na hora de deixar sua cueca ou calcinha em casa. As bermudas ciclísticas não foram feitas para serem vestidas com roupas íntimas.
A costura da peça pode machucar e irritar sua pele, além de que o alchoamento da bermuda já possui um formato anatômico próprio para ficar em contato direto com sua pele. Utilizar uma cueca ou calcinha acaba imediatamente com esse benefício proporcionado pela bermuda ciclística.
Quando a dor na bunda deixa de ser normal?
Preste muita atenção! A dor na bunda excessiva que atinge o ciclista em menos de uma hora de pedal pode ser extremamente danosa!
Não pense que isso só acarretará lesões nas “partes íntimas” – a lesão por contato no selim também pode afetar seu cóccix. E aí estamos falando de sua coluna vertebral. Meu amigo, você não vai querer danificar sua coluna vertebral, não é?
Então se as dores estão constantes, você sai da bike e fica até difícil de sentar no seu travesseiro da NASA, a solução imediata que se deve tomar é procurar um médico!
Não sou do ramo então não vou indicar para você um ortopedista ou urologista, mas não deixe o orgulho ou vergonha tomar você. Visite um e veja se está tudo correto.
É questão de costume?
Percorreu todos os passos acima e continua doendo? Dê uma chance ao seu banco por umas semanas.
Verdade é que todos temos que conviver com as dores no ciclismo – afinal, essa região não foi feita para entrar em contato direto e sofrer choques físicos por tanto tempo – porém o fator que determina que elas venham a diminuir é um só: Costume.
Difícil de ler isso, mas é verdade. Há estudos mostrando que nosso corpo “se adapta” fisicamente ao contato prolongado com o selim. Porém são um pouco inconclusos.
O que se acredita é que nos acostumamos psicológicamente com o contato. De uma forma ou de outra, a verdade é que com o passar do tempo a dor na bunda se torna mais tolerável.
Ainda sente dores? Troque de selim
Essa é a última das opções, mas pode ser também a mais adequada. Escolha seu banco pensando em que tipo de ciclista você é.
A grande verdade é que 99% de todos os atletas do ciclismo não têm o esporte como profissão. Sendo assim, busque deixar o seu desempenho em segundo plano e priorize o conforto: Prefira um banco mais confortável a um desconfortável e aerodinâmico.
Mas pera lá!
Escolher um banco também não é tão simples assim. Sabia que a flexibilidade de sua coluna tem tudo a ver com qual banco você deveria escolher?
Ou seja, sabe quando voce fica de pé e tenta encostar o chão com sua mão? O quanto você consegue se aproximar do solo tem tudo a ver com o seu banco.
A Fizik, empresa italiana que fabrica entre outras coisas selim para ciclismo, divide o nível de flexibilidade da coluna do ciclista em três: Cobra (snake) , camaleão (chamaleon) e touro (bull).
A última dica, será a indicação de um BIKE FIT.
O bike fit nada mais é do que o ajuste e/ou adequação da bicicleta para o ciclista; em qualquer nível, modalidade e tipo de bicicleta. Portanto, às vezes é trocar ou ajustar a posição de componentes como mesa, pedivela, clip ou o que for necessário para que o ciclista esteja na melhor posição para pedalar.
O inverno está chegando e consequentemente o frio já se apresenta e os dias de sol implacável já começam a “falhar” durante a pedalada. Nessas condições, muita coisa muda: o vestuário, alimentação, nossas percepções de esforço, o percurso dos treinos e, claro, as companhias. Afinal, sempre há aquele parceiro de treino que não vai aparecer porque não conseguiu sair das cobertas!
Além de ser um desafio para a nossa motivação, treinar em temperaturas baixas é um desafio para o nosso corpo, assim como em condições de muito calor. Hoje, escrevo sobre algumas estratégias vitais para realizar treinos com conforto, qualidade e segurança no frio – mas lembre-se, escrevo pensando em temperaturas entre 5 e 15 graus. Se seu caso é mais extremo, reforce a proteção!
Vestuário
Roupas de ciclismo para verão são finas, leves e respiráveis. Roupas de ciclismo para dias frios são… finas, leves e respiráveis! A menos que você vá encarar chuva gelada ou neve, ou se a sua região tem um clima realmente polar, não há razão para usar agasalhos impermeáveis e com isolamento pesado. Essas roupas poderão ficar úmidas e desconfortáveis à medida em que seu corpo aquecer, e ficarão geladas ao encarar uma descida longa. E caso o clima esquente, você não vai ter onde guardar uma jaqueta, por exemplo.
Arquivo pessoal: Brevet 600km – Cruzeiro/SP Prova que passamos 2 madrugadas pedalando, enfrentando temperaturas de 5ºC a 32ºC.
Claro, existem opções versáteis e compactáveis no mercado, mas elas tem seu custo. Mas em geral, uma ótima estratégia é utilizar várias camadas de vestuário comum de ciclismo. Mesmo que sejam feitas do tecido fino e leve de sempre, utilizar duas camisas de ciclismo sob um colete corta-vento simples é uma excelente alternativa. A regulação térmica é a grande vantagem, pois você poderá abrir os zíperes de uma ou mais camadas em uma subida longa, e depois curtir a descida seco com proteção total. Coletes corta-vento são mais práticos, tem menor volume quando dobrados e também custam menos.
Para os braços e pernas, manguitos e pernitos para clima frio são excelentes. Mas tome cuidado, pois há peças no mercado que servem apenas para proteção contra raios UV e não vão ajudar muito a barrar o vento. Os manguitos devem ficar firmes no braço, e podem ser abaixados se necessário ou removidos. Pernitos podem ter extensão total da perna ou cobrir apenas os joelhos. Calças compridas para ciclismo também são uma boa opção, mas a maioria ainda prefere a versatilidade dos pernitos.
Muita atenção também com a cabeça e pescoço. Aquelas bandanas superversáteis são muito úteis. Se o vento começa a incomodar a boca e o nariz, basta puxar um pouco e você terá uma face protegida. Se começar a embaçar os óculos, basta abaixar! Elas também podem ser utilizadas para cobrir as orelhas e nuca. O treino ficará muito mais confortável se você cobrir esses pequenos pontos de muita sensibilidade. Gorros finos, quepes e testeiras também ajudam bastante quando usadas sob o capacete.
As mãos também sofrem muito. Luvas full-finger (de dedos longos) de mountain bike geralmente são suficientes. Tome cuidado com as luvas mais grossas, pois elas podem atrapalhar na frenagem ou na troca de marchas. Para os pés, um bom improviso para quem não tem botinhas é cortar uma meia de algodão e vestir sobre a sapatilha.
Alimentação e hidratação
Arquivo pessoal: Brevet 400km – Divinópolis/MG “Ahh o café… sempre haverá café nas madrugadas pedaladas!”
A regulação térmica demanda bastante energia do seu organismo. Pense que, durante o exercício, você está realizando um grande esforço para gerar calor. No frio, esse esforço precisa ser ainda maior. Capriche na alimentação para suprir essa demanda e não se esqueça de levar algo para comer durante o treino. Outro ponto crítico é a hidratação. Em temperaturas baixas, acabamos esquecendo de beber água, seja sobre a bike ou no dia-a-dia. Uma hidratação deficitária prejudica seu rendimento, sua recuperação e pode rapidamente prejudicar sua saúde. Dias frios nos dão ótimas oportunidades para imitar nossos colegas europeus e fazer agradáveis paradinhas durante o treino para uma bebida quente!
Bike
Não pense que não há o que fazer na bike em dias frios. Primeiro, lembre-se sempre que o efeito da dilatação térmica vai contrair um pouco os cabos e, portanto, afetar o ajuste dos câmbios. Para evitar barulhos e problemas com as marchas durante a pedalada, converse com o seu mecânico e aprenda a mexer no ajuste fino dos conduítes para compensar o efeito, especialmente útil para os casos em que a temperatura varia muito ao longo do treino. Outro ajuste a ser observado é a pressão dos pneus.
No frio, ficamos mais suscetíveis a sentir dormência nos pés e mãos, e também sentimos mais as dores. Geralmente utilizo uma pressão um pouco mais baixa nos pneus para absorver melhor pequenos impactos e reduzir a vibração, o que traz um grande benefício para o conforto.
Percepção de esforço e aquecimento
Diferentes ciclistas demonstram diferentes reações e preferências ao frio e ao calor, e isso é absolutamente normal. Em geral, no frio sentimos mais dores, corremos mais risco de lesionar músculos e tendões e é fácil perceber as pernas mais duras e pesadas. Também é comum observar alterações na frequência cardíaca, por conta das adaptações do organismo ao ambiente. Se no calor extremo a FC vai às alturas com facilidade, no frio ela fica “preguiçosa”. Fique sempre atento às suas sensações e respeite o que o seu corpo está dizendo.
Trajeto e horário do treino
Às vezes um dia frio pode exigir ou permitir algumas mudanças de itinerário. Neblina, incidência do vento, locais para comer e proximidade a grandes massas de água (como rios ou lagos) acabam fazendo muita diferença para o conforto e para a segurança em condições aquém das ideais. Fique atento a estes aspectos para que pequenos detalhes não transformem seu treino no frio em uma aventura desagradável.
Arquivo Pessoal: 2015, na primeira vez de BH para Aparecida do Norte/SP
Dicas gerais:
– Saiba se há a possibilidade da temperatura mudar muito ao longo do treino, mas esteja preparado para inesperados. – Evite sair vestido em excesso. O ideal é sentir um pouco de frio e desconforto no começo do pedal, pois seu corpo vai aquecer após alguns minutos. – Saber abrir e fechar zíperes em movimento é uma habilidade útil. Conseguir tirar, dobrar e guardar seu corta-vento em movimento vai impressionar seus amigos. Mas não caia e nem derrube ninguém no processo! Seja cuidadoso! – Estipule intervalos de tempo para hidratação e alimentação. Por exemplo, lembre-se sempre de beber água a cada dez ou quinze minutos e comer uma banana a cada quarenta minutos. Programe também uma parada para comer algo quente. – Na sua aconchegante parada para um lanche e bebida quente, não permaneça por muito tempo. Seu corpo vai esfriar, mas a roupa continuará úmida do suor. A sensação ao retornar para a bike é horrível. – Cuidado extra com o pescoço. Muitos ciclistas sofrem lesões nessa parte do corpo no frio. Ao olhar para trás, por exemplo, evite movimentos bruscos. – Não desanime. Registre sua pedalada gelada em uma foto e mande para seus amigos que não tiveram a mesma coragem que você!
Bomba de piso ou mini bomba? Volume ou pressão? Confira os tipos disponíveis e a utilização de cada modelo
Acessório obrigatório para todos os praticantes do ciclismo em geral, a bomba de ar serve para um único e simples propósito: fornecer ar sob pressão para o conjunto câmara / pneu.
Entretanto, a enorme variedade de marcas, tipos e utilizações específicas existente no mercado torna difícil para o iniciante nas trilhas escolher o modelo que se mais adeque ao seu uso.
Para auxiliar na escolha de sua próxima bomba de ar, listamos os itens que devem ser considerados na hora da compra. Confira!
Tipos
Mini bomba ou bomba portátil – Utilizadas apenas para fins emergenciais, estes modelos priorizam a leveza e a portabilidade, não servindo para o uso no dia a dia. Acessório obrigatório de qualquer ciclista que se aventura a mais de 1km de casa.
Bomba de quadro – Mais eficiente que as mini bombas, os modelos de quadro possuem um tamanho maior, que lhes proporciona um maior volume de ar. Por outro lado, são pesadas e podem se soltar do quadro em trechos não pavimentados. Indicadas para uso em bicicletas de estrada e recreacionais.
Existem diversas marcas de Bombas de pé no mercado. Vale cada centavo investido!
Bomba de pé (ou também conhecida de Bomba de piso) – Os modelos de piso são presença obrigatória nas garagens ou residências de todo ciclista que utilize a bicicleta com frequência. Mangueira de ar com um bom tamanho, compatibilidade com válvulas Presta e Schrader, medidor de pressão com boa legibilidade e um barril com grande volume de ar são características desejáveis neste tipo de bomba. Ignore solenemente os modelos sem manômetro!
Bombas de suspensão – Indicada para usuários de amortecedores e garfos de suspensão a ar, a bomba de suspensão difere dos modelos convencionais por priorizar a pressão em detrimento ao volume do ar.
Compatível apenas com válvulas Schrader, devem possuir um manômetro que proporcione boa leitura e facilidade na calibragem.
Cartuchos de CO2 – Desenvolvido para utilização emergencial em provas e competições, o cartucho de CO2 permite encher um pneu em pouco mais de 3 segundos.
Apesar desta grande vantagem, possui alguns inconvenientes, como o preço e a impossibilidade de se reaproveitar o cartucho usado, que vai para o lixo.
Utilização primária
A primeira coisa que devemos levar em consideração na hora da compra é como a bomba de ar será utilizada. Embora eventualmente as bombas possam ter performance razoável tento para encher tanto pneus de bicicleta de estrada quanto de MTB, um modelo específico para cada modalidade cumprirá sua tarefa de maneira mais rápida e eficiente.
Pressão x volume de ar – Uma confusão frequente entre novatos refere-se à diferença entre pressão e voluma do ar. Afinal, como é que aqueles pneus magricelas das bicicletas de estradas utilizarem pressões superiores a 100psi, enquanto o pneu do meu carro, que bem maior, trabalha com 28psi?
Via de regra, quanto menor o volume reservatório de ar – seja este a câmara de ar do pneu ou a câmara pneumática do amortecedor -, maior será a sua pressão de trabalho. Desta orma, pneus de bicicletas de estrada necessitam de uma bomba que disponibilize pressões de até 160psi, enquanto em uma mountain bike (aquela que utiliza pneus mais “grossos”), o acessório deverá priorizar o volume de ar, de forma a permitir encher o pneu com o mínimo de esforço.
Na prática, embora seja possível encher um pneu de mountain bike com uma bomba específica para pneus de estrada, o ciclista acabará por gastar o dobro (ou muitas vezes até mais) de esforço para enchê-lo. Já no caso inverso, é praticamente impossível encher um pneu de estrada em sua pressão ideal de trabalho com uma bomba para bicicletas MTB.
Procure na embalagem dos produtos por informações sobre o tipo de utilização e pressão máxima de trabalho da bomba que pretende adquirir
Desta forma, procure sempre escolher bombas específicas para o tipo de atividade escolhida, de forma a facilitar a operação e ganhar tempo. Felizmente, a maioria dos fabricantes disponibiliza na embalagem de seus produtos, informações como o tipo de utilização primária de suas bombas de ar e pressão máxima de trabalho.
Precisão
A melhor maneira de se medir isto é através de um manômetro.
É importante ressaltar que bombas portáteis são acessórios emergenciais apenas. Embora alguns modelos possuam pequenos manômetros incorporados, sua precisão via de regra é sofrível. Portanto, qualquer pessoa que pedale pelo menos três vezes por semana deveria levar em consideração a aquisição de uma bomba de piso, já que este modelo proporcionará a precisão necessária na calibragem dos pneus.
Procure por modelos com mostradores que possibilitem uma boa leitura, de tamanho médio a grande, levando em consideração que os manômetros geralmente são mais acurados em sua região intermediária de leitura. Um manômetro posicionado próximo à alavanca da bomba pode ser uma vantagem a mais para as pessoas com problema de visão.
Manômetros digitais são uma opção que aumenta a precisão, embora seu custo seja substancialmente mais elevado.
Compatibilidade
No Brasil, câmaras de ar para pneus de bicicleta são oferecidas com duas opções de válvulas de ar: Presta (conhecida como ‘bico fino’) e Schrader (similar às utilizadas em automóveis). Embora a maioria das bombas de ar oferecidas no mercado sejam compatíveis com ambos modelos, nem todas o são.
A conversão para este ou aquele tipo de válvula pode ser realizado através de adaptadores externos, mediante a inversão da montagem do mecanismo da cabeça da bomba, ou através das chamadas ‘cabeças inteligentes’, que reconhecem automaticamente o tipo de válvula. Embora mais caro, sempre que possível dê preferência para este último tipo, já que o usar adaptadores ou desmontar os componentes internos da bomba no meio de uma trilha sempre podem resultar em perda de peças e a consequente inutilização da bomba.
Dimensão e peso
Se a bomba de ar for utilizada em ambiente doméstico ou de oficina, questões como peso e tamanho são serão a maior das preocupações. Porém, no caso de bombas portáteis para utilização na estrada ou em trilhas, o ideal é que o acessório seja o mais leve e compacto possível.
O problema é que, dependendo das dimensões do seu corpo (barril), a bomba poderá não entregar a pressão ou volume de trabalho necessário para encher corretamente o pneu da bicicleta. Desconfie de modelos voltados para uso MTB com o corpo muito fino, o que significa que o barril da mesma é de baixo volume, exigindo assim um maior esforço e tempo durante a operação de inflar o pneu.
Construção e manutenção
Tecnicamente falando, uma boa bomba de ar deveria durar uma eternidade. Entretanto, assim como qualquer acessório, ela também está sujeita a ser danificada tanto pelo uso quanto pela falta de uso.
A qualidade da construção de uma bomba está diretamente ligada ao tipo de material empregado em sua construção. Enquanto que na maioria das bombas de ar de baixo custo prevalece o plástico como material principal, modelos topo de linha são construídos em liga de alumínio ou fibra de carbono, aumentando sua durabilidade sob uso constante.
Embora para o usuário recreacional a utilização de modelos mais baratos seja a opção mais lógica, devese ficar atento à qualidade do material empregado. Evite sempre que possível modelos com a alavanca de travamento da cabeça em material plástico, que se quebra facilmente.
Em modelos que necessitam de desmontagem da cabeça para a alteração do tipo de válvula, dê preferência para modelos com a rosca metálica, pelo mesmo motivo acima.
Já os praticantes entusiastas e atletas, a aquisição de um modelo intermediário ou topo de linha deve ser encarada como um investimento a médio/longo prazo.
Estes modelos permitem sua total desmontagem, possibilitando sua lubrificação e reparo. Atualmente, fabricantes como a Topeak e a ParkTool fornecem peças de reposição para suas bombas, o que aumenta bastante a vida útil de seus modelos.
Muitos modelos costumam utilizar cabeças inteligentes, que funcionam tanto com válvulas Presta quanto Schrader sem a necessidade de adaptadores ou desmontagem. Este sistema, alem de diminuir o tempo de operação, não corre o risco de se perder alguma pequena peça no meio da trilha.
Cuide de sua bomba!
Toda bomba de ar deve ser limpa com frequência. Chuva, lama e outros tipos de detritos podem oxidar e até mesmo inutilizar o acessório. E o que é pior: o risco de descobrir o problema justamente quando você mais precisa da bomba é enorme!
Mantenha a tampa protetora da cabeça sempre fechada para evitar que detritos e sujeira penetrem em seu interior e danifique o mecanismo.
Lembre-se: mesmo quando não utilizada, a bomba de ar está sujeita a ações da natureza, principalmente se ela encontra-se presa ao quadro. Uma boa medida de proteção é manter a bomba embalada em filme PVC (aquele utilizado para embalar alimentos). Isto manterá sua bomba limpa e sem a possibilidade de corpos estranhos entrarem no bocal, inutilizando-a.
Sempre que o êmbolo apresentar alguma resistência incomum durante a operação de inflar o pneu é sinal que a bomba precisa ter o interior de seu barril lubrificado. Utilize para isto graxas leves e resistentes a água.