Doping

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É chamado de Doping, o uso de qualquer droga ou medicamento que possa aumentar o desempenho dos atletas durante uma competição.

O uso de medicamentos por alguns atletas, além de trazerem riscos a saúde, é antiético, pois nesse caso, não há igualdade de condições entre os atletas.

A pioneira nas punições por uso de doping foi a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). Em 1928 a Associação baniu os primeiros atletas por doping.

Atualmente, existe uma lista de medicamentos proibidos. Essas drogas são agrupadas nas seguintes classes:

Estimulantes: agem direto sobre o sistema nervoso central, fazendo o mesmo efeito da adrenalina. As substâncias são: pseudoefedrina, efedrina, anfetamina, cocaína e cafeína.

Analgésicos Narcóticos: atuam no sistema nervoso central, diminuindo a sensação de dor. As substâncias são: morfina, codeína, propoxifeno, petidina.

Agentes anabólicos: agem aumentando o tamanho dos músculos.

– Diuréticos: atua aumentando a produção e a excreção, causando a perda de peso. São usados também para o mascaramento de doping. As substâncias são: triantereno, hidroclorotiazínicos, furosemide.

Betabloqueadores: agem diminuindo a pressão arterial e ajudam a manter estáveis as mãos do atleta. É usado em competições como o tiro. As substâncias são: propranolol e atenol.

Hormônios peptídeos e análogos: aumentam o volume e a potência dos músculos. As substâncias são: Hormônio do crescimento (GH), eritropoetina, corticotropina.

Alguns cientistas apontam que, atualmente, existe a possibilidade de doping genético. Através da alteração genética, se pode, por exemplo, aumentar a produção de hormônios.

Desde 1968 foram utilizados pela primeira vez os testes anti-doping nos Jogos Olímpicos.

Em 1999 foi fundada a World Anti-Doping Agency (WADA), para o combate da prática do doping pelos atletas. Essa Agência Mundial criou um código mundial anti-doping (CMAD), que é utilizado pela maioria das Federações Internacionais e pelo Comitê Olímpico Internacional.

Fonte

A ciência adverte: Ir de bicicleta para o trabalho melhora a saúde! A bicicleta é a melhor opção

Estudo publicado em importante revista médica mostra que o deslocamento para o trabalho em bicicletas melhora a saúde, por isso é urgente que os governantes comecem a encorajar esse tipo de prática.

Todos nós sabemos que o sedentarismo é prejudicial à saúde e um dos principais fatores que causam diversas doenças na sociedade moderna. A superação deste problema passa pelo estímulo da prática de atividade física na população. Quando me perguntam se eu não acho perigoso andar de bicicleta na rua, minha resposta sempre é: “perigo é ter um infarto se eu ficar sentado no sofá assistindo TV”.

Todavia, a escolha do tipo, de como e de quando uma atividade deve ser praticada, ainda não é um consenso. Vários pesquisadores, inclusive eu, sugerem que para que haja um maior benefício, é importante a escolha de uma atividade física que possa se integrar ao cotidiano de cada praticante especificamente. Acreditamos que ao introduzir uma atividade física como parte do dia a dia, inclusive tornando-a uma atividade coletiva, a adesão por parte da população será maior.

Uma das sugestões que vem ganhando peso neste início de século 21 é o uso de meios de deslocamentos ativos, em especial o uso da bicicleta ao trabalho. Pessoalmente, já fazem alguns anos que tenho usado a bicicleta para ir ao trabalho.

“PODEMOS DIZER QUE O USO DA BICICLETA COMO O MODO DE DESLOCAMENTO PARA IR AO TRABALHO EVITOU CASOS DE CÂNCER E DOENÇAS CARDIOVASCULARES, BEM COMO DE MORTES POR ESSAS DOENÇAS.”

No entanto, quando falamos em saúde, não podemos ficar no “eu acho”. É preciso ter evidência de estudos científicos que confirmem determinada hipótese, ou então isto será somente uma opinião. No caso da importância do uso da bicicleta como meio de deslocamento para o trabalho, temos o que comemorar. Recebi a informação de que um estudo mostrando os benefícios para a saúde do uso da bicicleta para o trabalho seria publicado em uma das melhores revistas médicas do mundo. No mundo acadêmico, as boas notícias também correm rápido. Minha ansiedade só fez aumentar quando recebi o artigo e pude lê-lo. Lá encontrei um grande estudo inglês que investigou o comportamento de mais de 260 mil pessoas. Senti meu coração acelerar, como se estivesse pedalando no meio de um trânsito pesado, quando li que os resultados da pesquisa mostravam que as pessoas que faziam o uso de bicicleta para ir ao trabalho viviam mais e tinham menos câncer e doenças do coração.

O Estudo

Fonte: Instituto de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Glasgow no Reino Unido

Avaliar a qualidade de um estudo científico passa pela ponderação do contexto em que ele foi realizado. Ao ler o estudo, descobri que foi feito por cientistas do Instituto de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Glasgow no Reino Unido, e que os pesquisadores investigaram 263.540 pessoas, tanto homens (48%) quanto mulheres (52%). Era muita gente e, além disso, atingia vinte e duas cidades do Reino Unido. Eles usaram os dados de um sistema de registro de saúde do Reino Unido chamado de UK – Biobank. Este sistema contém registros de várias informações, tais como comportamentos, hábitos alimentares e também informações sobre saúde. O objetivo deles foi investigar a relação entre o tipo de deslocamento para o trabalho com os casos de doenças e as mortes.

Para descobrir se havia algum tipo de benefício de um tipo específico de mobilidade, foram definidos três grupos de deslocamento:

a) deslocamento passivo – quando as pessoas faziam uso do transporte público ou de automóvel para ir ao trabalho;

b) deslocamento ativo – quando os indivíduos iam a pé, ou usavam a bicicleta;

c) modalidade mista – quando as pessoas faziam o uso de deslocamento passivo e o complementavam com um outro tipo de deslocamento ativo, a pé ou de bicicleta.

Para as doenças, os pesquisadores definiram como variáveis a morte por qualquer causa, os casos de câncer, as mortes por câncer, os casos de doenças cardiovasculares e as mortes por doenças cardiovasculares. Os pesquisadores inicialmente identificaram que tipo de mobilidade as pessoas utilizavam para irem ao trabalho, e cinco anos depois o que tinha acontecido com elas durante este tempo.

A bicicleta é a melhor prevenção!

Li e reli o estudo várias vezes. A análise dos resultados deste estudo inglês mostrava claramente que as pessoas que se deslocavam de bicicleta para o trabalho tinham expectativa de vida mais alta e menos casos de câncer e de doenças cardiovasculares. Além disso, elas também morriam menos de câncer e de doenças do coração. Para minha surpresa, os resultados mostravam que as pessoas que iam a pé para o trabalho tinham menos chance de ter doenças cardiovasculares.

Mas o que realmente o trabalho mostrou? Vou tentar explicar aqui de uma forma simplificada, mesmo correndo o risco de cometer alguma imprecisão. No estudo foi encontrado que do total da amostra (264.377 pessoas), ocorreram 2.430 mortes ao final de cinco anos (0,91%); no entanto, entre as pessoas que declararam que faziam o uso da bicicleta para irem ao trabalho – um total de 6.301 (2,40% da amostra) – os pesquisadores encontraram somente 37 mortes (0,59%). Já para as pessoas que se deslocavam passivamente, em transporte público ou em automóveis individuais, que somavam um total de 186.763 pessoas, foi encontrado o registro de 1.379 mortes (0,74%). Este menor percentual de mortes no grupo em que os sujeitos declararam que usam a bicicleta foi considerado estatisticamente significante.

O estudo realmente não mostra uma causalidade, mas o que podemos afirmar é que se os que usam a bicicleta para ir ao trabalho tivessem o mesmo padrão de morte acreditado para a população geral, que foi de 0,91%, era esperado que tivessem ocorrido 63 mortes. Assim, podemos dizer que o uso de bicicleta como meio de deslocamento para ir ao trabalho salvou a vida de 26 pessoas. Já imaginou se extrapolássemos isto para toda a população do Reino Unido?

Este mesmo raciocínio pode ser feito em relação as outras variáveis. Assim, podemos dizer que o uso da bicicleta como o modo de deslocamento para ir ao trabalho evitou casos de câncer e doenças cardiovasculares, bem como de mortes por essas doenças.

Para aqueles que relataram que iam ao trabalho a pé, somente houve o registro de menos casos de doenças cardiovasculares. O estudo mostrou mais ainda a importância do uso da bicicleta quando comparou com a modalidade mista, pois somente para as pessoas que usavam a bicicleta como um dos meios de transporte é que ocorreu uma redução dos casos de doenças ou mortes.

Derrubando Mitos

Arquivo pessoal : Deslocamento Trabalho > Ksa

Ao terminar de ler o estudo várias vezes e fazer uns rabiscos, eu pude sentir sua importância por várias qualidades. Afinal, este foi um estudo feito com um grande número de pessoas. Além disso, apesar de outros fatores poderem confundir os resultados – tais como idade, sexo, uso de cigarro e de bebidas alcoólicas e doenças prévias – os pesquisadores verificaram que nenhum desses interferiu nos resultados. Ou seja, os ciclistas morriam ou adoeciam menos não por serem mais jovens ou não serem fumantes.

Alguns estudos mostrando que o uso de bicicleta como meio de mobilidade faz bem a saúde da população já tinham sido realizados anteriormente. Porém, os estudos anteriores tinham sido realizados nos países nórdicos, locais em que a infraestrutura cicloviária é grande e bem-feita. Outro argumento utilizado é que os estudos anteriores também tinham sido feitos em países com cultura no uso da bicicleta, fazendo com que haja mais respeito aos ciclistas.

Por isso, aqueles que defendem ainda o uso de automóvel individual como o meio de mobilidade mais eficiente diziam que a mobilidade em bicicleta só funciona em países com infraestrutura já implantada. Eles também sempre levantam o argumento de que o benefício do uso de bicicleta para ir ao trabalho não ocorreria em países com uma infraestrutura cicloviária precária, principalmente por causa dos riscos de acidentes.

Todavia, nós cicloativistas temos evidências científicas que podem generalizar a afirmação de que o uso da bicicleta faz bem para a saúde em qualquer local. Este estudo inglês mostrou claramente que estes argumentos estavam errados, pois o Reino Unido não é um país com uma infraestrutura cicloviária adequada. Além disso, eles também têm uma baixa taxa de uso da bicicleta como modalidade de transporte. Na Dinamarca, por exemplo, 40% dos deslocamentos são feitos em bicicletas, enquanto no Reino Unido somente 2,5%.

“UMA CIDADE MAIS HUMANA, UMA CIDADE PARA AS PESSOAS.”

Esse discurso, em conjunto com o argumento de que andar de bicicleta é perigoso, representa as grandes barreiras para o uso da bicicleta no Brasil; no entanto, com este estudo temos mais um instrumento rico em evidências de que isto é errado. Este estudo derrubou vários mitos, e agora podemos escrever em letras garrafais: “O uso de bicicleta para ir ao trabalho faz bem para a saúde. A Ciência adverte“.

A bicicleta no futuro das cidades

Agora é o momento deste e de outros estudos sobre os benefícios do uso da bicicleta para ir ao trabalho serem empoderados por todos nós que somos cicloativistas. Vamos usá-lo como uma palavra de ordem, como bandeira de luta nas nossas reivindicações por melhores condições de infraestrutura cicloviária nas nossas cidades! Este estudo precisa ser levado a todos os gestores envolvidos com o planejamento e execução de projetos de mobilidade urbana.

Agora me sinto mais feliz com a minha atitude de ter trocado o automóvel individual pela bicicleta. Como cidadão, estou com novas munições para participar ativa e coletivamente na construção de uma cidade do futuro. Uma cidade com uma infraestrutura e cultura de mobilidade ativa, em especial o andar a pé e o uso de bicicleta para ir para a escola e para o trabalho. Uma cidade mais humana, uma cidade para as pessoas.

Fonte

Animação explica o Tour de France de forma simples e divertida

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Faltam poucos dias para começar o Tour de France de 2019. Fuçando o Youtube encontramos essa animação que explica muito bem como era a corrida quando ela surgiu e como é hoje. Vale a pena assistir! Legendas em português disponíveis, basta ativar.

A 106.ª edição do Tour de France será uma corrida de ciclismo em estrada por etapas que vai acontecer entre os dias 6 a 28 de julho de 2019 e vai percorrer uma distância total de 3.460 quilômetros, divididos em 21 etapas com início na cidade de Bruxelas na Bélgica e término no tradicional circuito da Champs-Élysées em Paris.

Os 3.460 quilômetros de percurso que compreendem as 21 etapas da corrida estão divididos em dois contrarrelógios (um individual e outro por equipes), oito etapas para velocistas, cinco etapas em media montanha e seis etapas de alta montanha das quais cinco são com finais no alto da montanha. O Tour desse ano inclui um total de 26 montanhas e 2 dias de descanso.

Rota completa do TdF2019 em 3D:

Fontes: [1] , [2]

8 DICAS para pedalar sozinho sem medo e com segurança

Arquivo pessoal

Pedalar sozinho tem as suas vantagens. Além de você decidir a rota, fica livre para demorar o tempo que quiser e explorar novos trajetos sem ter de consultar ninguém.

Pedalar sozinho tem as suas vantagens. Além de você decidir a rota, fica livre para demorar o tempo que quiser e explorar novos trajetos sem ter de consultar ninguém.

Contudo, para pedalar sozinho com segurança é preciso tomar alguns cuidados. A seguir, elaboramos uma lista com oito dicas para quem quer se aventurar na bike sem preocupações. Confira.

1. PESQUISE SOBRE O TRAJETO 

Isso é fundamental, especialmente se você não conhece muito bem a região por onde vai pedalar.

Verifique se o trajeto é seguro, se você não estará próximo de áreas com maior risco de roubos ou assaltos, ou mesmo se há comércio e outros estabelecimentos próximos. Além da segurança, é importante checar as condições do terreno. 

2. MANTENHA OS SEUS AMIGOS E PARENTES INFORMADOS

Antes de sair para pedalar sozinho, avise algum parente ou familiar próximo. Informe o horário que você pretende voltar e também o destino. 

Se costuma variar bastante de trajeto, procure levar o celular com você.

Dica pessoal: Sempre saio com um equipamento de rastreamento via GPS, no qual informo meus familiares o link para que eles possam me acompanhar. Saiba mais sobre o SPOT Gen3 aqui.

3. USE OS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA

Ao pedalar em grupo, você acaba se preocupando menos com os equipamentos de segurança porque é mais fácil conseguir ajuda caso precise.

Quando você pedala sozinho, é importante estar bem equipado. Não deixe de levar as ferramentas básicas e obrigatórias para sua “sobrevivência mecânica”.

Ahh, outra coisa muito importante: ESTEJA SEMPRE À VISTA DE TODOS! Use roupas mais claras, coletes reflectivos, luzes sinalizadoras e farol.

4. LEVE SEMPRE OS SEUS DOCUMENTOS

Pode parecer algo básico, mas muita gente esquece de levar os documentos para uma volta de bike. É fundamental tê-los sempre à mão, em caso de algum acidente ou outra necessidade menos grave.

Lembre-se de que os imprevistos acontecem. Quanto mais preparado você estiver, melhor.

5. FIQUE ATENTO AO TRÂNSITO

Ao pedalar sozinho, o cuidado com o trânsito deve ser redobrado porque você estará mais vulnerável.

Isso, é claro, não é motivo nenhum para deixar de pedalar! Apenas serve de dica para você ficar mais alerta e evitar manobras ou trajetos que possam colocar a sua segurança em risco.

6. FAÇA VISTORIAS NA BIKE PARA PEDALAR SOZINHO COM SEGURANÇA

Imagine que você esteja em um trajeto a quilômetros de casa e, de repente, sua bike tem algum problema.

Para se livrar desses apertos, faça a manutenção com frequência na bicicleta e revise todas as peças antes de sair de casa: pneus, guidão, freios e equipamentos de segurança.

7. LEVE UM LANCHE E GARRAFA DE ÁGUA

É fundamental manter-se sempre hidratado e bem alimentado. Algumas pessoas esquecem de levar alimentos e água achando que vão encontrar algo para comprar pelo caminho.

Leve um biscoito, fruta ou barra de cereal e ande sempre com uma garrafinha de água durante as pedaladas de bike. (Leia mais aqui)

8. PARE APENAS EM LOCAIS MOVIMENTADOS

O ideal é não parar de pedalar, mas os imprevistos acontecem. Se, por qualquer motivo, você tiver de fazer uma parada, procure um local movimentado. Nunca fique parado por muito tempo em locais escuros (se você pedala à noite) e desertos.

Pedalar sozinho com segurança é possível, mas exige mais cuidado. Com estas dicas, você pode pedalar tranquilo e curtir o passeio sem se preocupar.

Boas pedaladas a todos!

Fonte

BikeFit: O que é, e porque você deveria fazer

Dores e falta de rendimento podem estar relacionadas a um mal ajuste do ciclista a bicicleta. Conheça o trabalho dos profissionais que adequam a bike ao seu corpo

Arquivo pessoal

O que é o Bike Fit?

O bike fit nada mais é do que o ajuste e/ou adequação da bicicleta para o ciclista; em qualquer nível, modalidade e tipo de bicicleta. Portanto, às vezes é trocar ou ajustar a posição de componentes como mesa, pedivela, clip ou o que for necessário para que o ciclista esteja na melhor posição para pedalar.

O bike fit com um profissional capacitado é imprescindível para o confortável, eficiente e seguro uso de sua bicicleta. Ele poderá solucionar problemas e elucidar dúvidas muito comuns, como por exemplo:

  • Qual o quadro ideal para mim?
  • Vou pedalar na cidade; qual o tipo de bicicleta que devo adquirir?
  • Qual a diferença de um quadro feminino para os quadros de série?
  • Por que existem faixas de largura de selim?
  • Por que na speed o tronco é baixo e na mountain bike é mais alto em relação ao solo?
  • É questão de aerodinâmica? Ou distribuição de peso e dirigibilidade?
  • Existe uma bicicleta específica para utilizarmos como meio de transporte?
  • O que define a altura do meu guidão?
  • Qual a altura ideal de selim? Isso muda com o tempo? Esta medida vale para todas as bicicletas?
  • Que tipo de taquinho devo utilizar em minhas sapatilhas?
  • Existem guidões mais largos?! Ou mais estreitos?!
  • Por que meus pés e mãos ficam dormentes?
  • Por que tenho dores lombares?

O que é a melhor posição para pedalar?

Dentre inúmeras definições, as quais vieram ao longo desses anos de existência do ciclismo sendo criadas por Eddy Merckx, Bernard Hinault, Arnie Baker, Mark Hodges, John Howard, Greg LeMond, Andy Pruitt, Cristopher Kautz dentre outros, hoje podem ser resumidas em “Ajuste da bicicleta a fim de deixar o ciclista confortável e seguro, produzindo cada vez mais velocidade sem gastar energia desnecessária, evitando lesões e tornando o pedal agradável”.

Claro que podemos dividir as situações, como para um ciclista recreacional, que visa ter uma bicicleta confortável e ter uma trilha, ou um pedal de estrada duradouro e prazeroso. Assim como podemos pensar em um atleta de elite, que pode preferir ter um pouco do seu conforto prejudicado para adquirir uma posição mais aerodinâmica e que produza mais potência. Neste caso ele visa velocidade, mas também não pode deixar o conforto completamente de lado, pois a posição desagradável pode deixá-lo com dores e sua velocidade diminuirá em conseqüência do desconforto.

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Para quem e quando fazer?

Indicado a qualquer ciclista, seja mountain biker de provas de aventura, maratonas ou singletracks; triatletas, ciclistas de estrada ou recreacionais. Atletas amadores ou profissionais e, no caso de iniciantes, o ideal é que haja uma orientação prévia no intuito da compra correta.

Deve-se fazer um bike fit sempre que estiver pedalando, seja para sanar a causa de uma dor ou à procura do posicionamento perfeito, lembrando que o nosso corpo passa por mudanças constantes, como lesões, mudanças de objetivo com provas diferentes (curta ou longa distância) ganho de flexibilidade, enfim, em média a cada 6 meses deve-se pensar nos objetivos que há pela frente, fazer uma avaliação física e traçar novas metas, pois muitas vezes pode-se deixar a bicicleta numa posição mais agressiva, mantendo conforto e você não sabe.

Métodos e materiais de avaliação Ferramentas como goniômetro, prumo, trena e outros materiais que se parecem mais com os de um engenheiro. E hoje o ciclismo pode contar com o apoio da ciência para avaliação, com o uso de softwares, simuladores quase que reais e análise biomecânica com gráfico instantâneo de cada parte do ciclo da pedalada.

Como funciona um bike fit de verdade

Resumo das etapas:

1. Após um prévio agendamento, o ciclista passa por uma anamnese, nada mais que um diálogo, buscando detalhes e informações sobre histórico de lesões, dores freqüentes, tipo de pedalada. Quais objetivos existem em relação à bike, postura de trabalho para saber suas possíveis influências na postura, testes de flexibilidade, avaliação do arco do pé entre outras perguntas.

2. Após a medição da bike e antes das alterações, o ciclista inicia uma pedalada sobre um simulador para que dê inicio a avaliação.

3. Alguns fazem vídeo do “antes” e seguem para a parte prática, que vai desde o ajuste dos taquinhos da sapatilha até todas as modificações necessárias, como altura do canote, ajuste de selim, mesa, guidão etc.

4. Então faz-se o vídeo do depois, com a finalização para que se possa avaliar e comparar as posições. Normalmente há um retorno em 30 dias.

Fatores como pedivela e guidão, alinhamento dos manetes, barends e, principalmente, ajuste dos taquinhos são comumente achados em tamanhos e posições fora do padrão ideal para determinado ciclista, por isso vale a pena uma avaliação feita por profissional, que dura em torno de 2h.

Por que fazer?

Muitas vezes ouvimos que alguém fará um bike fit porque esta sentindo dores, e é exatamente isso que tem que mudar, pois assim como na hidratação em que existe aquele ditado: “antes de sentir sede tem que beber água”, na bike é igual, pois, muitas vezes, já estamos pedalando com a postura inadequada o com material incorreto, e no futuro sentimos dores e nos machucamos. E o fator que considero o mais importante é o conforto, pois onde há conforto há performance, logo se estamos nos sentindo bem em cima da bike, por lá ficaremos horas e horas!

Não se deixe enganar

Para que você tenha certeza de que está fazendo um bike fit com um profissional de qualidade, procure saber mais sobre ele, pesquise e converse com seu treinador ou o pessoal onde você leva a sua bicicleta para manutenção. A diferença está na tecnologia, no procedimento e know how que cada um possui. Pois cada um tem o seu ponto de partida e de finalização, às vezes um é mais conservador que outro. Cada um tem sua técnica e sua seqüência de avaliação, seguido de uma filosofia individual.

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Até onde a dor na bunda é normal e como diminuí-la.

Ahh a dor na bunda… Você sai para pedalar, passa uma hora e para um pouco para beber uma água e comer uma fruta. Quando senta novamente no selim parece que esteve numa britadeira por dias. O desconforto é insuportável.

Quem nunca?

Hoje vamos explorar as causas, explicar até onde ela pode ser considerada “normal” e como fazer para minimizar o desconforto.

Afinal, a dor é na bunda mesmo?

Pode parecer piada um título desse, mas de fato, a dor é na bunda? Todos nós sabemos que na realidade não se trata exatamente disso. Os glúteos, nágedas, bunda, bumbum – chame como quiser – nada têm a ver com a sensação de incômodo que se instala devido ao contato prolongado do corpo com o selim.

O que de fato fica dolorido é o Períneo –  região do corpo com uma série de músculos que ficam entre… bem, você sabe entre o que e o que. E sim, mulheres e homens tem um e sim, o nome é o mesmo para ambos. O que muda é o que a lesão no períneo pode acarretar em cada sexo.

Como amenizar a dor na bunda?

A dor na região “da bunda”, como muitos chamam, é sim inevitável a partir de um tempo contínuo de contato da região com o seu selim. O que não é normal é o excesso dessa dor na bunda. E há algumas coisas que você pode fazer agora mesmo para deixar o pedal o mais confortável possível:

1- Altura e posição do banco

Provavelmente o mais óbvio de todos. Um selim muito alto (na foto abaixo, imagem A) fará com que você incline os quadris constantemente de um lado para o outro para que sua perna consiga exercer força de forma adequada nos pedais.

Já um selim muito baixo (imagem B) tira um pouco da sustentação do corpo realizada pelos braços no guidão, deixando mais peso do corpo sobre o banco e constantemente, mais pressão e dor na bunda na certa.

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Uma dica prática para saber qual é a altura ideal do selim para você é se sentar na sua bike e procure encostar o seu calcanhar no pedal, com a perna levemente esticada, como na foto abaixo:

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Como no exemplo, para ajustar a altura do selim, você vai precisar de uma forma de manter a bicicleta de pé enquanto você faz os ajustes. Uma opção e ter um amigo que segure a bike. Você também pode inclinar a bike contra uma árvore, parede ou bancada.

Objetivo: Você vai querer uma curvatura de 25 a 30 graus em seus joelhos. Cheque sua posição colocando seu calcanhar no pedal e estique sua perna até que o pedal esteja em baixo.

2- Posição do taquinho nas sapatilhas

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Sério! Um taquinho muito para trás fará com que você tenha que se sentar mais na ponta do banco para pedalar adequadamente, posição onde há muito menos sustentação.

Já um taquinho muito para frente fará com que você sente muito para trás, região onde o banco é mais largo e a área de contato exagerada e a dor na bunda atacará!

Experimente posicionar seus taquinhos da maneira correta. 

3- Distância entre o ciclista e o guidão

O princípio é o mesmo para o primeiro item: um guidão muito para frente deixará você muito inclinado sobre a bike e a área de contato será muito menor e mais danosa. Um guidão muito próximo do ciclista fará com que você se sente verticalmente no selim, tirando o apoio dos braços e aumentando a pressão no selim. E como já vimos pressão = dor na bunda.

Esse é um assunto que deverá ser discutido para a escolha certa do tamanho da bicicleta.

4- Utilize bermudas acolchoadas

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Muitos frabicantes fazem bermudas e bretelles acolchoados. Grande parte dos ciclistas, tanto no mountain bike como no ciclismo de estrada, já utilizam um produto assim – e realmente ajuda!

Se você não usa, experimente comprar uma peça assim. Além de diminuir o atrito com o banco, a bermuda também distribui melhor os impactos transmitidos ao ciclista pelo contato com o selim.

5- Vá sem cueca/calcinha

Se você seguiu o ítem anterior, então está na hora de deixar sua cueca ou calcinha em casa. As bermudas ciclísticas não foram feitas para serem vestidas com roupas íntimas.

A costura da peça pode machucar e irritar sua pele, além de que o alchoamento da bermuda já possui um formato anatômico próprio para ficar em contato direto com sua pele. Utilizar uma cueca ou calcinha acaba imediatamente com esse benefício proporcionado pela bermuda ciclística.

Quando a dor na bunda deixa de ser normal?

dor na bunda

Preste muita atenção! A dor na bunda excessiva que atinge o ciclista em menos de uma hora de pedal pode ser extremamente danosa!

Não pense que isso só acarretará lesões nas “partes íntimas” – a lesão por contato no selim também pode afetar seu cóccix. E aí estamos falando de sua coluna vertebral. Meu amigo, você não vai querer danificar sua coluna vertebral, não é?

Então se as dores estão constantes, você sai da bike e fica até difícil de sentar no seu travesseiro da NASA, a solução imediata que se deve tomar é procurar um médico!

Não sou do ramo então não vou indicar para você um ortopedista ou urologista, mas não deixe o orgulho ou vergonha tomar você. Visite um e veja se está tudo correto.

É questão de costume?

Percorreu todos os passos acima e continua doendo? Dê uma chance ao seu banco por umas semanas.

Verdade é que todos temos que conviver com as dores no ciclismo – afinal, essa região não foi feita para entrar em contato direto e sofrer choques físicos por tanto tempo – porém o fator que determina que elas venham a diminuir é um só: Costume.

Difícil de ler isso, mas é verdade. Há estudos mostrando que nosso corpo “se adapta” fisicamente ao contato prolongado com o selim. Porém são um pouco inconclusos.

O que se acredita é que nos acostumamos psicológicamente com o contato. De uma forma ou de outra, a verdade é que com o passar do tempo a dor na bunda se torna mais tolerável.

Ainda sente dores? Troque de selim

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Essa é a última das opções, mas pode ser também a mais adequada. Escolha seu banco pensando em que tipo de ciclista você é.

A grande verdade é que 99% de todos os atletas do ciclismo não têm o esporte como profissão. Sendo assim, busque deixar o seu desempenho em segundo plano e priorize o conforto: Prefira um banco mais confortável a um desconfortável e aerodinâmico.

Mas pera lá!

Escolher um banco também não é tão simples assim. Sabia que a flexibilidade de sua coluna tem tudo a ver com qual banco você deveria escolher?

Ou seja, sabe quando voce fica de pé e tenta encostar o chão com sua mão? O quanto você consegue se aproximar do solo tem tudo a ver com o seu banco.

A Fizik, empresa italiana que fabrica entre outras coisas selim para ciclismo, divide o nível de flexibilidade da coluna do ciclista em três: Cobra (snake) , camaleão (chamaleon) e touro (bull).

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A última dica, será a indicação de um BIKE FIT.

bike fit nada mais é do que o ajuste e/ou adequação da bicicleta para o ciclista; em qualquer nível, modalidade e tipo de bicicleta. Portanto, às vezes é trocar ou ajustar a posição de componentes como mesa, pedivela, clip ou o que for necessário para que o ciclista esteja na melhor posição para pedalar.

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Pedalar emagrece, melhora sono, aumenta imunidade e alivia o estresse

Destacamos cinco motivos para você fazer da bicicleta uma grande companheira. Confira:

Pode ser uma ótima opção para emagrecer
Combinar pedaladas com uma dieta equilibrada pode auxiliar na perda de peso e na redução da gordura corporal. Uma pedalada de uma hora em ritmo moderado pode detonar 400 ou até 500 quilocalorias (kcal).

Pedalar pode estimular a produção de endorfina no seu organismo
Essa substância, entre outras funções, é uma das responsáveis pela sensação de bem-estar. Isso pode fazer a diferença quando o objetivo é aliviar o estresse do dia de trabalho.

Com a bike você pode fugir do trânsito 
Além de poupar tempo para ir para o trabalho, por exemplo. Pedalar distâncias que podem ser percorridas em 20 ou 30 minutos, de uma maneira geral, é mais rápido do que ir de ônibus ou de carro. Mas é preciso ficar atento às normas de segurança para circular no meio do trânsito.

Uma pedalada logo pela manhã pode ajudar a melhorar o seu sono
Pesquisas sérias indicam que três pedaladas de meia hora na semana já podem ajudar quem tem problemas de insônia. A regularidade na bike fez com que o tempo necessário para que esses indivíduos adormecessem caísse pela metade. E o tempo de sono aumentou em quase uma hora.

Não fique doente 
Ciclismo moderado deixa as células do sistema imunológico mais ativas e prontas para lutar contra infecções. Pedalar duas ou três vezes na semana já podem deixá-lo doente menos vezes por ano. Faça o teste!  

Fonte

Consumo exagerado de suplementos proteicos pode trazer danos ao cérebro

A pesquisa aponta que o exagero nos suplementos que contêm BCAA pode desestimular a produção de serotonina
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O whey protein é o tipo de suplemento alimentar mais consumido por atletas e esportistas amadores. Em forma de barra, pó ou bebida, as proteínas, geralmente, oriundas do leite, são consumidas em massa para favorecer o desenvolvimento muscular. Porém, uma pesquisa publicada em abril pela revista acadêmica Nature Metabolism, alerta para os cuidados da ingestão exagerada do macronutriente oriundo de suplementos.

A investigação afirma que a grande concentração de aminoácidos de cadeia ramificada, também conhecidos como BCAA, pode interferir no funcionamento do cérebro e na emissão de serotonina, o hormônio da felicidade.

Realizado pela Universidade de Sidney, na Austrália, o estudo alimentou grupos de camundongos a partir de diferentes quantidades de BCAAs: um grupo consumia apenas uma dose e outro consumia o dobro do indicado. Entre os animais que ingeriam altas porções da substância, os índices de obesidade e mortalidade cresceram consideravelmente.

O estudo não menciona as porções recomendadas para ratos ou seres humanos, mas aponta que, a longo prazo, uma overdose de BCAA pode levar à eliminação do triptofano, uma substância que dá origem à serotonina, proporcionando as sensações de bem-estar, regulando o ciclo do sono e desempenhando um papel importante no comportamento alimentar do indivíduo. 

Para evitar com que isso aconteça, os pesquisadores recomendam consumir proteínas, aminoácidos e nutrientes diretamente dos alimentos convencionais, como peixes, ovos, laticínios, castanhas e outros produtos naturais.

O melhor mesmo, antes que tenha uma “overdose” de suplementos proteicos, é visitar um nutricionista de confiança e, dependendo do caso, já vá diretamente em um Nutricionista Esportivo. Esse profissional é o mais indicado a te receitar a quantidade e a forma certa de consumir esses produtos.

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Boas estratégias para pedalar no frio

O inverno está chegando e consequentemente o frio já se apresenta e os dias de sol implacável já começam a “falhar” durante a pedalada. Nessas condições, muita coisa muda: o vestuário, alimentação, nossas percepções de esforço, o percurso dos treinos e, claro, as companhias. Afinal, sempre há aquele parceiro de treino que não vai aparecer porque não conseguiu sair das cobertas!

Além de ser um desafio para a nossa motivação, treinar em temperaturas baixas é um desafio para o nosso corpo, assim como em condições de muito calor. Hoje, escrevo sobre algumas estratégias vitais para realizar treinos com conforto, qualidade e segurança no frio – mas lembre-se, escrevo pensando em temperaturas entre 5 e 15 graus. Se seu caso é mais extremo, reforce a proteção!

Vestuário

Roupas de ciclismo para verão são finas, leves e respiráveis. Roupas de ciclismo para dias frios são… finas, leves e respiráveis! A menos que você vá encarar chuva gelada ou neve, ou se a sua região tem um clima realmente polar, não há razão para usar agasalhos impermeáveis e com isolamento pesado. Essas roupas poderão ficar úmidas e desconfortáveis à medida em que seu corpo aquecer, e ficarão geladas ao encarar uma descida longa. E caso o clima esquente, você não vai ter onde guardar uma jaqueta, por exemplo.

Arquivo pessoal: Brevet 600km – Cruzeiro/SP
Prova que passamos 2 madrugadas pedalando, enfrentando temperaturas de 5ºC a 32ºC.

Claro, existem opções versáteis e compactáveis no mercado, mas elas tem seu custo. Mas em geral, uma ótima estratégia é utilizar várias camadas de vestuário comum de ciclismo. Mesmo que sejam feitas do tecido fino e leve de sempre, utilizar duas camisas de ciclismo sob um colete corta-vento simples é uma excelente alternativa. A regulação térmica é a grande vantagem, pois você poderá abrir os zíperes de uma ou mais camadas em uma subida longa, e depois curtir a descida seco com proteção total. Coletes corta-vento são mais práticos, tem menor volume quando dobrados e também custam menos.

Para os braços e pernas, manguitos e pernitos para clima frio são excelentes. Mas tome cuidado, pois há peças no mercado que servem apenas para proteção contra raios UV e não vão ajudar muito a barrar o vento. Os manguitos devem ficar firmes no braço, e podem ser abaixados se necessário ou removidos. Pernitos podem ter extensão total da perna ou cobrir apenas os joelhos. Calças compridas para ciclismo também são uma boa opção, mas a maioria ainda prefere a versatilidade dos pernitos.

Muita atenção também com a cabeça e pescoço. Aquelas bandanas superversáteis são muito úteis. Se o vento começa a incomodar a boca e o nariz, basta puxar um pouco e você terá uma face protegida. Se começar a embaçar os óculos, basta abaixar! Elas também podem ser utilizadas para cobrir as orelhas e nuca. O treino ficará muito mais confortável se você cobrir esses pequenos pontos de muita sensibilidade. Gorros finos, quepes e testeiras também ajudam bastante quando usadas sob o capacete.

As mãos também sofrem muito. Luvas full-finger (de dedos longos) de mountain bike geralmente são suficientes. Tome cuidado com as luvas mais grossas, pois elas podem atrapalhar na frenagem ou na troca de marchas. Para os pés, um bom improviso para quem não tem botinhas é cortar uma meia de algodão e vestir sobre a sapatilha.

Alimentação e hidratação

Arquivo pessoal: Brevet 400km – Divinópolis/MG
“Ahh o café… sempre haverá café nas madrugadas pedaladas!”

A regulação térmica demanda bastante energia do seu organismo. Pense que, durante o exercício, você está realizando um grande esforço para gerar calor. No frio, esse esforço precisa ser ainda maior. Capriche na alimentação para suprir essa demanda e não se esqueça de levar algo para comer durante o treino. Outro ponto crítico é a hidratação. Em temperaturas baixas, acabamos esquecendo de beber água, seja sobre a bike ou no dia-a-dia. Uma hidratação deficitária prejudica seu rendimento, sua recuperação e pode rapidamente prejudicar sua saúde. Dias frios nos dão ótimas oportunidades para imitar nossos colegas europeus e fazer agradáveis paradinhas durante o treino para uma bebida quente!

Bike

Não pense que não há o que fazer na bike em dias frios. Primeiro, lembre-se sempre que o efeito da dilatação térmica vai contrair um pouco os cabos e, portanto, afetar o ajuste dos câmbios. Para evitar barulhos e problemas com as marchas durante a pedalada, converse com o seu mecânico e aprenda a mexer no ajuste fino dos conduítes para compensar o efeito, especialmente útil para os casos em que a temperatura varia muito ao longo do treino. Outro ajuste a ser observado é a pressão dos pneus.

No frio, ficamos mais suscetíveis a sentir dormência nos pés e mãos, e também sentimos mais as dores. Geralmente utilizo uma pressão um pouco mais baixa nos pneus para absorver melhor pequenos impactos e reduzir a vibração, o que traz um grande benefício para o conforto.

Percepção de esforço e aquecimento

Diferentes ciclistas demonstram diferentes reações e preferências ao frio e ao calor, e isso é absolutamente normal. Em geral, no frio sentimos mais dores, corremos mais risco de lesionar músculos e tendões e é fácil perceber as pernas mais duras e pesadas. Também é comum observar alterações na frequência cardíaca, por conta das adaptações do organismo ao ambiente. Se no calor extremo a FC vai às alturas com facilidade, no frio ela fica “preguiçosa”. Fique sempre atento às suas sensações e respeite o que o seu corpo está dizendo.

Trajeto e horário do treino

Às vezes um dia frio pode exigir ou permitir algumas mudanças de itinerário. Neblina, incidência do vento, locais para comer e proximidade a grandes massas de água (como rios ou lagos) acabam fazendo muita diferença para o conforto e para a segurança em condições aquém das ideais. Fique atento a estes aspectos para que pequenos detalhes não transformem seu treino no frio em uma aventura desagradável.

Arquivo Pessoal: 2015, na primeira vez de BH para Aparecida do Norte/SP

Dicas gerais:

– Saiba se há a possibilidade da temperatura mudar muito ao longo do treino, mas esteja preparado para inesperados.
– Evite sair vestido em excesso. O ideal é sentir um pouco de frio e desconforto no começo do pedal, pois seu corpo vai aquecer após alguns minutos.
– Saber abrir e fechar zíperes em movimento é uma habilidade útil. Conseguir tirar, dobrar e guardar seu corta-vento em movimento vai impressionar seus amigos. Mas não caia e nem derrube ninguém no processo! Seja cuidadoso!
– Estipule intervalos de tempo para hidratação e alimentação. Por exemplo, lembre-se sempre de beber água a cada dez ou quinze minutos e comer uma banana a cada quarenta minutos. Programe também uma parada para comer algo quente.
– Na sua aconchegante parada para um lanche e bebida quente, não permaneça por muito tempo. Seu corpo vai esfriar, mas a roupa continuará úmida do suor. A sensação ao retornar para a bike é horrível.
– Cuidado extra com o pescoço. Muitos ciclistas sofrem lesões nessa parte do corpo no frio. Ao olhar para trás, por exemplo, evite movimentos bruscos.
– Não desanime. Registre sua pedalada gelada em uma foto e mande para seus amigos que não tiveram a mesma coragem que você!

Até a próxima coluna e bons treinos!

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Andar de bicicleta requer alguns cuidados com a saúde

CBP_illustration-bikers-in-city-cycling-onA existência de ciclofaixas já fazem parte da rotina de muitos brasileiros, com o número de ciclistas tendo crescido no último ano. Além de cuidados com a segurança, com utilização de itens de segurança, os novos ciclistas precisam prestar atenção à saúde antes de investir em uma nova atividade.

CBP_Ciclovia_Ciclofaixa_Ciclorrota

O fisioterapeuta Rafael Sales explica que muitas lesões musculares acontecem devido à falta de preparo físico. “A gente é muito imediatista, no geral. Começamos a malhar aqui e em uma semana queremos correr uma maratona. O que mais chega para mim são pessoas que vão fazer atividade física, fazem de qualquer jeito. Como o corpo não está pronto, não é receptivo ao estímulo. A pessoa de repente anda muito de bicicleta, resolve correr, acaba sentido dores”, explica Sales.

Os ciclistas mais recentes tendem a sentir mais as dores devido à facilidade do exercício, que leva a um ‘excesso’, explica o professor de educação física Roosevelt Menezes. “[Pedalar] é uma atividade leve, onde se aplica pouca força e a própria inércia vai levá-lo cinco metros adiante. Aí se dá mais quatro pedaladas, vai mais dez metros. Então, para o ciclista, dá tempo de recuperar a sensação, mas a musculatura não funciona assim. Por isso que correr é mais difícil, você tem que aplicar a força a cada passada. Bicicleta não, você vai sentir quando estiver bem longe de casa. É onde se acentuam as lesões, você já sentiu os primeiros efeitos quando está a dez quilômetros de casa e vai ter que voltar . Por isso que no dia depois a pessoa sente dores”, aponta Menezes.

Uma das reclamações mais comuns é a de ‘dor nas costas’, por vezes confundida com a síndrome do piriforme, músculo estratégico do quadril, que cuida da rotação do sacroilíaco, a última parte da coluna. “Mesmo sendo de baixo impacto, o movimento repetitivo gera desequilíbrio. Não tem estudos que comprovem que todo ciclista desenvolve a síndrome do piriforme, mas, na prática, a gente vê um desequilíbrio da pélvis”, afirma Sales.

Mesmo já tendo ouvido falar da síndrome, Menezes acreditava que as dores que sentia nas costas, há seis anos, eram devido a problemas de coluna. Com medo de lesões, chegou a deixar de viajar com amigos para a Chapada Diamantina, até enfim ter o diagnóstico que o problema era outro.

dor_ciatica_-_novo_-_edit_novo“Todos os médicos diziam que era coluna. Só tem um ano que descobri que era síndrome do piriforme. O músculo pega de um lado a outro, do sacro ao fêmur. Quando ele é encurtado, ele gira, faz torção na articulação sacroilíaca. Ele joga então a tensão para a coluna lombar, para cima, então acontece uma reação em cadeia – e provoca na maioria das vezes uma travar das costas. Muita gente pensa que tem problema de coluna por causa disso”, explica o professor de educação física, que trata o problema com fisioterapia atrelada à osteopatia, semanalmente.

Os tratamentos mais comuns estão relacionados aos antiinflamatórios, com uma reincidência da dor a cada movimento. “A dor é uma conseqüência da inflamação. As pessoas quando estão com inflamação tomam logo o antiinflamatório, mas não perguntam a razão da inflamação. Muitas vezes, do ponto de vista prático, o problema está na distância de onde há a queixa. A pessoa sente dores na cervical, mas o problema está no sacro ou na dorsal, ou seja, uma região não funciona suficientemente bem e faz com que se sobrecarregue outra, gerando dor”, aponta o fisioterapeuta.

Uma das formas de diminuir os danos à musculatura é buscar fazer alongamentos. “Quando acaba a atividade, o ciclista deve realizar o relaxamento e distensionamento do grupo muscular que foi superestimulado. É reforçar o óbvio, alongar mesmo, às vezes até eu preciso ser lembrado disso”, admite o educador físico.

Outra conseqüência de se fazer um exercício sem preparo e atenção a pequenos detalhes é a cãibra, que tem como motivos a má hidratação, o excesso de exercícios e a diminuição do potássio no organismo. “O importante é garantir boa hidratação, usando água antes, cerca de 300 mililitros; durante, tomando aproximadamente meio litro a cada hora de pedalada; e logo após o treino. Durante treino de mais de uma hora, deve-se, a partir de uma hora, iniciar o uso de carboidratos e eletrólitos (sódio e potássio), que serão usados como fonte de energia e evitarão desidratação e cãibras. As bebidas esportivas são indicadas nesse caso”, aponta a nutricionista Roberta Costi.

Cuidados

A alimentação é um dos cuidados necessários antes de pedalar. As recomendações das avós de não fazer exercício logo depois de uma refeição pesada são mais do que crenças, ensina a nutricionista. “Fazer exercício com o estomago ‘cheio’ leva a um ‘desvio do fluxo sanguíneo’, significa que ao invés do sangue levar glicose, que nada mais é que energia, para os músculos em exercício, ele também terá que levar energia para o estômago poder fazer a digestão. A consequência é uma diminuição na performance, o ritmo de treino diminui”, avisa Costi.

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Sair sem comer também não é uma boa ideia. “Nunca deve-se fazer exercício em jejum. Até uma hora antes, você pode fazer uma refeição sólida, como café da manhã, um sanduíche com suco, um iogurte com granola ou uma fruta com leite. Se for almoçar, deve-se esperar pelo menos duas ou três horas para fazer a digestão e treinar. Se só tiver 15 ou 30 minutos para sair para pedalar, use apenas algo leve, líquido de preferência”, ensina a nutricionista.

Aliando cuidados com a alimentação e com o preparo físico, a pessoa tende a perceber uma melhoria na qualidade de vida, acredita o educador físico Roosevelt Menezes. “O efeito mais imediato da atividade física é o sono. No dia que você faz atividade, você dorme bem. Depois, vêm outros efeitos crônicos, como melhora da postura, equilíbrio, marcha, condicionamento geral, força. Depois você vê aumento da massa muscular, melhor disposição. Os [benefícios] psicológicos são segurança física, autoestima”, explica.

Antes e depois de pedalar, o ciclista deve alongar quatro músculos: o posterior de coxa, o iliopsoas, o piriforme e o quadrado lombar. “Eles são considerados o pilar do quadril, que é o eixo mais importante do corpo, porque liga as partes inferior e superior. E funciona não só numa direção, ele gira, roda e flexiona, em movimentos independentes”, ensina Menezes.

Alongamentos básicos

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1. Quadríceps (parte da frente da perna): dobre a perna para trás, tentando encostar o calcanhar na sua nádega. Se quiser dar uma reforçada no alongamento, faça força como se quisesse esticar o joelho e enquanto segura o pé com firmeza. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

2. Femorais (parte de trás da perna): apoie o calcanhar sobre o selim, segure a ponta do pé com a mão do mesmo lado e o guidão com a mão oposta. Dobre as costas em direção à perna que está levantada, quanto mais você se abaixa, mais sente o alongamento. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

3. Panturrilhas (famosa, “batata da perna”): suba na bicicleta e mantenha um pé apoiado no pedal, colocando o pedivela para baixo e fazendo pressão com o calcanhar em direção chão. O alongamento será mais eficaz quanto mais você baixar o calcanhar e jogar o corpo para frente. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

4. Psoas-Ilíaco (perna/quadril): dê um grande passo para frente e se agache dobrando apenas uma das pernas no sentido perpendicular ao chão. Apoie-se na bicicleta e mantenha as costas erguidas. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

5. Costas: segure a bicicleta pelo guidão e o selim e dobre o tronco em direção a ela, mantendo as pernas esticadas. A tendência é que você sinta mais alívio nas costas conforme for abaixado. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos.

Fontes: [1] [2]