Como estamos num período de chuvas, acredito que as dicas abaixo possam ajudar quem gosta de pedalar, não se importando se está chovendo ou não.

Se for pedalar na chuva, observe alguns detalhes pra evitar surpresas desagradáveis:
Relaxe os braços e ombros.
Se você estiver tenso e começar a derrapar, você vai cair, estando relaxado e livre uma pequena derrapada não te derruba da bike;
Olhe para frente e planeje sua linha.
Uma curva feita bem redonda e aberta é melhor, tombar a bike de forma abrupta ou viradas bruscas farão seu pneu derrapar inesperadamente. Quando na cidade tome cuidado com faixas pintadas e tampas metálicas, elas escorregam muito quando molhadas!
Quando estiver numa curva faça pressão no pedal do lado de fora conforme começa a curva. Você baixa seu centro de gravidade e força os pneus contra o chão melhorando a tração;
Se estiver andando atrás de alguém, você pode ficar cego pelo spray de água que sobe da roda de traz dele. Pode parecer estranho, mas a melhor tática é ficar perto da outra pessoa, pois menos spray vai vir em você. É legal ficar um pouco ao lado da outra pessoa, assim o spray de agua bate no ombro e nao no rosto;
Use uma pala em seu capacete ou um boné de ciclismo por baixo. isto fara uma proteção que manterá o spray longe dos seus olhos;
Evite encher demais os pneus.
Excesso de pressão deixa-os muito duros e com pouca aderência ao piso, podendo escorregar em curvas e frenagens.
Mantenha a corrente lubrificada.
Com a chuva o óleo da corrente é lavado e pode causar a quebra da corrente.
Evite os cantos da rua.
A chuva lava a sujeira da rua, como cacos de vidro e arames de pneu, para o bordo onde a bike circula, causando furos e paradas desagradáveis.
Desvie de poças d’agua.
Assim como com o carro, evite passar dentro de poças, elas podem esconder buracos, barras de ferro, pregos e outras surpresas inconvenientes.
Use roupas chamativas.
Na chuva muitos motoristas acabam por ter desatenção com outras coisas por focar demais no carro que vai a frente além da água que fica sobre o para-brisas limitar a visão. Roupas claras (branco, cinza) nem sempre chamam tanta atenção como um vermelho ou verde durante o dia. Na noite todas as roupas de cores claras são bem vindas.
Previna-se. Na chuva é comum ocorrer furos de pneu. Leve sempre mais de uma câmara de ar reserva além de remendos.
Certifique-se de saber remendar corretamente a câmara de ar.
DICA IMPORTANTE: não limpe a sujeira dos seus óculos com a manga da camisa ou coisa assim, vai riscar as lentes, melhor lavar a lente com um borrifo de agua da garrafa que deve estar carregando.
Para aprender a andar na chuva, não tem outro jeito, tem que andar na chuva… sabemos que é ruim ficar ensopado, lavar a bike depois, mas é o único jeito de ganhar confiança pra andar na chuva.
Um meio de diminuir o sofrimento é andar com uma bike mais velha, com componentes mais simples… não a tua bike de corrida que custa uma grana preta e que vai ficar caro a manutenção!
Pratique, teste os limites, em um lugar seguro, force uma pequena derrapagem pra sentir o ponto que o pneu perde a aderência.
Com o tempo você se sentirá seguro pra andar na chuva, fazer curvas e andar próximo de outro ciclista sem se arriscar!
CUIDADOS COM A BIKE
Ao chegar em casa, passe uma água na bike e tire o grosso da sujeira. Dê atenção especial à superfície dos aros, aos discos de freio e aos componentes da relação. Após pedalar na chuva, é fundamental que a bike seja levada para a revisão. A limpeza e lubrificação em alguns componentes vão poupar dinheiro no futuro.
As partes da bike mais atingidas pela chuva são as que têm movimento e/ou que giram. Veja abaixo como a chuva afeta alguns componentes:
Quadro
Mesmo durante lavagens um pouco de água escorre para dentro do quadro via canote de selim, ou pelos pequenos furos de respiro do quadro. A água vai se acumular na parte mais baixa da bike – ao redor da caixa do movimento central – e causar oxidação.
Bikes com quadros de cromo e aço se oxidam com relativa facilidade. Quadros de alumínio, embora menos sujeitos à oxidação, também sofrem com esse problema. No futuro o quadro pode apresentar uma ruptura nessa região devido à ferrugem.
Vale a pena, ao chegar em casa, retirar o canote, virar a bike cabeça para baixo e deixar a água escorrer. Um jato de spray tipo WD-40 pode retardar o processo de oxidação, especialmente nos quadros de cromo. Nas bikes de cromo e alumínio, a aplicação de uma fina película de graxa no canote de selim vai proteger este componente da oxidação e facilitar a retirada no futuro.
Corrente
Basta um pouco de exposição à chuva para que toda a lubrificação da corrente vá literalmente por água abaixo. Mesmo as bicicletas de ciclismo sofrerão um desgaste maior na corrente sob chuva, pois toda a sujeira do asfalto será lançada para cima e misturada à corrente. No mountain bike esta situação é mais crítica.
É recomendada a aplicação de uma boa dose de lubrificante específico para condições extremas. Leve o frasco no bolso traseiro e reaplique após passar nas poças d’água mais profundas.
Caixa de direção
É um dos componentes mais afetados pela chuva, já que recebe diretamente a água lançada pela roda dianteira. Os anéis de vedação permitem a entrada de água nas pistas das esferas, que remove a graxa, permitindo a oxidação. Isso acontece mesmo com as caixas de direção de ótima qualidade. Como prevenção, dá para instalar um pára-lama, mesmo que improvisado.
Cassete
A água passa pelas vedações e escorre para dentro do núcleo. A água afeta também o interior do eixo traseiro e o cubo da roda. O lado direito, em que está o cassete, é o mais vulnerável.
Cubo dianteiro
Geralmente deixa entrar menos água que o cubo traseiro, mesmo assim, dependendo da intensidade da chuva, um pouco de água vai conseguir entrar. Cubos com rolamento são menos suscetíveis a este problema.
Movimento central
A água pode penetrar pelos pequenos furos de respiro do quadro e também pelo canote de selim. A água também pode entrar pela vedação do eixo. Muitas vezes, a peça chega a ficar “soldada” na rosca por conta da oxidação.
Cabos
Tanto os cabos de acionamento dos freios quanto os do câmbio deixam entrar água com certa facilmente, mesmo nos cabos que têm boa vedação nos terminais. A oxidação leva ao endurecimento dos cabos e à imprecisão do acionamento.
Freios
Verifique sempre o estado das sapatas de freio e do aro, pois a chuva sempre colabora para o desgaste dessas partes. Nas mountain bikes, que enfrentam condições mais severas, as sapatas e pastilhas de freios sofrem muito mais abrasão, tanto nas paredes do aro (no caso das bikes com v-brakes) como nos rotores do freio a disco. No mercado há pastilhas e sapatas de freio especiais para dias de chuva.
Suspensão
Este componente das mountain bikes tem boa proteção contra a entrada de água e os anéis e vedações protegem bem contra a chuva.
Fontes:
encurtador.com.br/gKMOS
encurtador.com.br/ckrAC
encurtador.com.br/wxEI4