Quem pedala sabe o quanto praticar uma atividade física, especialmente ao ar livre, impacta positivamente a própria saúde física e mental. Em casos de depressão, cada vez mais estudos científicos comprovam esta correlação e médicos passaram também a prescrever, junto com medicamentos, hábitos saudáveis, como mover o corpo e alimentar-se de maneira saudável.
“Hoje entende-se que os transtornos psiquiátricos são multifatoriais, portanto, não respondem a uma única estratégia”, explica o psiquiatra Arthur Danila, coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Estudo de 2022, publicado na JAMA Psychiatry, aponta que se as pessoas fossem ativas fisicamente, 11% da depressão incidente seria evitada. Em 2023, outro estudo, publicado no Journal of Affective Disorders, acompanhou 141 pacientes por 16 semanas e mostrou que, em casos de depressão ou ansiedade patológica, correr duas vezes na semana pode ter efeito semelhante a antidepressivos e ansiolíticos.
Vale a pena lembrar que a indicação da OMS (Organização Mundial da Saúde) é movimentar-se ao menos 30 minutos por dia, cinco dias na semana. Para crianças, são 60 minutos diários.
E aí, bora pedalar em benefício da nossa saúde física e mental?
Isso pode parecer não fazer muito sentido, mas um capacete de ciclismo tem um tempo de uso e algumas variáveis que determinam sua duração.
Um capacete de ciclismo é feito quase inteiramente de materiais plásticos, e isso muitas vezes transmite a sensação de eternidade. Só que os materiais derivados do petróleo também se degradam e perdem propriedades, e é por isso que um capacete de bicicleta também expira.
Basicamente, as partes de um capacete de ciclismo são constituídas pelos seguintes materiais: a chamada cortiça é poliestireno expandido, uma espécie de conjunto de bolas que sob pressão e hidratação incham e se compactam, formando uma estrutura rígida e altamente absorvente a qualquer impacto. O poliestireno pode durar com propriedades completas por cerca de 5 anos.
É claro que muito depende do uso e cuidado que se dá ao capacete. Uma pessoa que o usa uma vez por semana não é igual a outra que usa diariamente. Mas a média é essa: cerca de 5 anos segundo os principais fabricantes.
E tem mais: A placa externa dos capacetes é feita de policarbonato moldado. É o material mais duro e resistente do capacete, mas, também, as altas temperaturas e o uso constante (arranhões e mais arranhões) fazem com que essa parte se degrade, até se desprenda da sua união com a cortiça. Assim, a placa externa também se torna menos seguro. O principal motivo dessa degradação é a incidência solar, portanto, proteger o capacete quando não o estivermos usando da luz solar prolongará sua vida útil. Dá pra perceber que o desgaste de um capacete não se resume apenas a questão estética dele.
Mas ainda há mais. As tiras são feitas de nylon e as peças de ajuste e fixação são de materiais plásticos muito rígidos. Eles também têm sua degradação. As alças constantemente se conectam com uma das áreas com mais transpiração: a área das orelhas. O suor, com seus sais e ácidos, é ligeiramente corrosivo com o tempo.
Mas a principal razão pela qual um capacete expira e é essencial trocá-lo periodicamente são os impactos. Ao ouvir essa palavra, você ainda pode pensar em uma queda brutal, mas não, você também deve considerar os pequenos golpes que o capacete recebe durante anos: quedas ao solo de alturas diferentes, golpes com outros acessórios, no transporte, uma pedra ou projétil ou uma queda mais ou menos importante.
Os fabricantes de capacetes deixam bem claro que o correto é substituir o acessório depois de uma queda ou impacto. E se você pensar, isso é lógico: o capacete absorveu todo o impacto de uma queda ou algo semelhante, e agora ele não é mais o mesmo. Não é estratégia para vender mais. É algo provado em estudos de laboratório.
Enfim, você não deve economizar no que talvez seja o único elemento de segurança para um ciclista, um elemento que salva milhares de vidas todos os anos. É importante dar ouvidos à ciência. É verdade que capacetes bons estão cada vez mais caros, mas isso não vale o risco.
Cada vez mais pessoas estão adotando a bicicleta como meio de transporte. Além de ser muito prazeroso, também faz bem para a saúde, sendo um exercício que movimenta bastante os músculos do corpo e melhora a circulação.
“Acabei de ouvir no rádio que vai chover granizo”
Quem mora perto de parques, praias ou outras paisagens naturais, ou quem quer viajar e levar a bike junto, precisa saber como transportá-la com segurança, para evitar multas e até a possível retenção do veículo.
É possível levar a bicicleta em cima do carro ou na parte de trás. Bikes menores e dobráveis também podem ser levadas no porta-malas ou até dentro do carro (mas essa maneira de transportá-las é mais rara e trabalhosa, apesar de ser a “mais segura”).
O que considerar para escolher um suporte de bicicleta para carros?
Ter um bom suporte de bicicleta para carros, para andar pela cidade ou pegar a estrada, é muito importante para não ter problemas com o transporte. Escolher esse acessório, no entanto, não é uma tarefa tão simples — pois ele precisa ser prático, seguro e ainda estar dentro das leis de trânsito.
Alguns pontos importantes precisam ser considerados a fim de evitar multas e problemas futuros, afinal, adquirir um acessório difícil de manusear e que não seja adequado para o seu carro faz você perder dinheiro e ter muita dor de cabeça.
Pensando nisso, neste artigo falaremos dos tipos de suporte de bicicleta para carros e como escolher o ideal para suas necessidades. Confira!
Quais são os tipos de suporte de bicicleta para carros?
O suporte de bike para carros, também chamado de transbike, pode ser encontrado em vários modelos e a instalação pode ser feita no teto do veículo ou na parte traseira.
Confira os principais tipos de suporte e suas vantagens:
Suporte traseiro
Exemplo de Hack de carro Hatch (E) e carro Sedan (D) Imagens: Google
Esse é o suporte de bicicleta para carros dos mais baratos e populares. Ele é fixado nas extremidades do porta-malas. Em alguns modelos, você ainda consegue abrir o porta-malas sem a necessidade de tirar a bike ou mesmo o hack.
Existe um modelo da marca Thule que os pontos de apoio/contato com o carro, são somente as extremidades do porta-mala (para carro hatch), facilitando o acesso interno do porta-malas.
O problema desse suporte é que ele pode tampar o campo de visão do vidro traseiro, dificultando que o motorista realize manobras com o carro. Dependendo do modelo, pode cobrir a placa e as luzes de sinalização do veículo. Outro problema grave, são as partes que “tocam” a lataria do carro. Mesmo com proteções de espuma ou borrachas, na trepidação típica no rodar do carro, vai cacabar arranhando a lataria.
Mas, pensando em praticidade, o suporte traseiro é uma boa opção, pois é mais fácil de manipular a bike, já que ela fica em uma altura favorável, porém a maioria dos modelos atrapalha o acesso ao porta malas.
Suporte de teto
Existem modelos que necessitam que tirem as rodas dianteiras (E) e outras não (D) Imagens: Google
O suporte de bike para carros de teto um dos mais usados, porém requer algumas observações importantes.
O equipamento é instalado no teto do veículo e pode carregar uma quantidade maior de bicicletas. A maior vantagem dele é que, além do campo de visão do motorista ficar livre, as placas e as luzes de sinalização também não são bloqueadas.
Porém, o suporte de teto exige que o veículo tenha uma preparação para receber o rack na parte de cima da carroceria. Procure saber o modelo certo para o seu carro.
Ninguem quer que isso aconteça. Não é verdade?
Por ficar na parte superior do veículo, ele não interfere na abertura do porta-malas e é mais seguro em caso de uma colisão traseira.
É preciso, no entanto, ficar atento onde se passa, porque dependendo da altura, é possível atingir árvores ou até mesmo a garagem ao entrar em casa.
Suporte de engate
Suporte Thule Xpress 970 com suporte de placa (E) e Suporte “base” (D), com rebatimento para acesso ao porta-malas.
O suportes de bicicleta para carro é fixado apenas na bola de engate do carro. É o modelo mais fácil de manusear, além de não ter contato nenhum com a lataria do carro.
Mas, muito cuidado, assim como o suporte traseiro, este também pode impossibilitar a visão da placa e das luzes de sinalização, que é considerado infração de trânsito. Alguns modelos vêm com um espaço para inclusão de uma placa e iluminação extra.
Existem outros modelos que permitem o engate de uma base fixa em que as bicicletas se apoiam como se estivessem no chão. Esses são modelos já vem com luzes de sinalização e espaço para a placa e não impede a abertura do porta-malas, no entanto, custam um pouco mais caro que os demais.
Suporte de ventosa
Muito cuidado com a marca a ser comprada! Existem alguns “engenheiros” que adaptam uma ventosa para trabalhar com vidros para o transporte das bicicletas. Não vale a pena a “economia” por essas adaptações!
Gradativamente esse modelo de suporte vem ganhando espaço, ele é muito prático e rápido de instalar.
Porém, sempre quando for usá-lo, não se esqueça de limpar bem o local onde vai fixá-lo. Você pode usar vários pontos do carro para conectar esse modelo de transbike, inclusive locais próximos ao vidro traseiro e/ou dianteiro.
Pode parecer estranho, parece que bike vai sair voando, mas esse sistema é bem seguro, basta você ler muito bem o manual que acompanha o suporte e fazer exatamente o que pede o fabricante, evite acidentes desnecessários.
Como escolher o suporte de bicicleta para carros ideal?
Para escolher o melhor suporte de bicicleta para carros é preciso considerar alguns pontos, por exemplo:
Thule Xpress 970 Arquivo pessoal
suas necessidades — quantas bicicletas serão transportadas? Esse detalhe é importante para definir o melhor suporte;
placa do carro — nos suportes traseiros, como vimos, a placa do carro não fica 100% visível. Por isso, é interessante mandar fazer uma placa extra para evitar ser multado durante o trajeto;
sinalização — ela TEM QUE ESTAR VISÍVEL! Também pode acarretar multas.
O suporte de teto é um dos mais usados e seguros, porque não impede o campo de visão e nem interfere na abertura do porta-malas. No entanto, para guardar o carro é preciso se lembrar de retirar a bicicleta. Os demais, tanto o traseiro quanto o de engate, são mais práticos, principalmente dentro da cidade.
Quais são as normas para transportar a bike?
Independentemente do modelo do suporte de bicicleta para carros, é preciso cuidar para não infringir alguma lei de trânsito e, claro, verificar se o suporte está bem fixado à estrutura do veículo e com os dispositivos adequados.
Segundo as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) o suporte de bike para carros deve ser bem fixado e sua instalação não pode comprometer a visibilidade do motorista. O peso da bicicleta e do suporte também não pode ser maior que o limite de carga do automóvel.
Por exemplo, se a bike se soltar do suporte e for arrastada em uma via o motorista pode ser multado em R$ 293,47 reais e perder 7 pontos na CNH (artigo 231, II), multa gravíssima. Já se o suporte de bicicleta ocasionar um excesso de peso a multa é de R$ 130,16, infração média com perda de 4 pontos na carteira.
É preciso atentar às leis de trânsito e complementar com o suporte para a placa e luzes de sinalização. Lembre-se, também, que a bicicleta e o suporte não podem ultrapassar as dimensões do carro, cobrir a placa, o farol ou a visibilidade do motorista.
Abaixo, um vídeo bem explicativo, de um agente de transito sendo entrevistado e falando sobre o transporte das bicicletas no trânsito. Vale a pena assisti-lo:
O ciclismo é um dos esportes mais praticados no Brasil atualmente, principalmente por sua versatilidade, já que essa atividade é indicada para todo tipo de pessoa que tenha condições físicas e motoras para pedalar.
No entanto, muitos daqueles que têm a bicicleta como uma boa companhia nos momentos de lazer e até mesmo algumas pessoas que participam de competições desse esporte não conhecem bem as principais modalidades de ciclismo.
Por isso, vamos detalhar a seguir 4 dos principais tipos de ciclismo e apontar as principais diferenças que existem entre eles. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas para que suas próximas pedaladas sejam mais seguras e divertidas.
1. CICLISMO DE ESTRADA
Funny bike race
O ciclismo de estrada talvez seja a modalidade mais praticada, sendo que algumas das competições mais famosas desse esporte em todo o planeta são realizadas nesse estilo.
Os campeonatos de estrada são disputados de maneira individual ou por equipe, sendo que existem dois estilos de competição, o de resistência e o de tempo. No primeiro, os competidores largam todos juntos e vence aquele que concluir o percurso primeiro, sendo que a distância das provas variam de 50 a mais de 5000 km.
Já nas competições contra o tempo, os atletas largam em instantes diferentes, e o vencedor é o que concluir o trajeto total no menor tempo.
O ciclismo de estrada é praticado com as chamadas speeds, bicicletas que têm os pneus bastante finos e sem cravos, são mais leves que as tradicionais, além de serem desenvolvidas com uma aerodinâmica que favorece o ganho de velocidade e estabilidade nas estradas.
2. MOUNTAIN BIKE
“ohh trem bão, sô!”
A Mountain Bike é uma das modalidades mais conhecidas e exploradas por ciclistas no mundo todo. Em geral, ela acontece em terrenos de terra e com percursos cheios de obstáculos em toda sua extensão.
Existem várias submodalidades de Mountain Bike no mundo, sendo Cross Country, Downhill e BMX as mais conhecidas e praticadas. Com buracos, aclives e declives, a bike correta para ciclismo, neste caso, deve ter algumas particularidades:
Os pneus de uma bicicleta para Mountain Bike são mais largos, a fim de garantir mais estabilidade em terrenos acidentados e com lama. Isso permite maior aderência da borracha ao terreno, dando mais segurança e controle de tração da bicicleta;
Usam amortecedores que garantem mais segurança e conforto em cada pedalada.
As marchas variam entre 18 e 27 (modalidades para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais);
O quadro das bicicletas de Mountain Bike são mais reforçados para aguentar os impactos causados pelos terrenos irregulares (buracos, obstáculos, pedras, etc) e normalmente são fabricados em alumínio ou fibra de carbono.
3. GRAVEL
Um modelo de bicicleta recém-chegado ao Brasil tem chamado a atenção dos ciclistas, tanto dos mais experientes quanto dos novatos. O tipo Gravel Bike (cascalho em inglês) surgiu para atrair as duas principais classes de atletas, os que praticam o ciclismo de rua e o mountain bike.
A modalidade Gravel, atletas que utilizam este segmento de bicicleta, é muito comum nos Estados Unidos e na Europa, onde os percursos na terra e asfalto são comuns. A principal ideia dessa bike é a versatilidade e o fato de se adequar à realidade do ciclista.
“É uma bicicleta alternativa. Temos a bicicleta urbana, usada no transporte na cidade, mas as principais modalidades esportivas no ciclismo são mountain bike e ciclismo de estrada. A Gravel é considerada um meio termo entre estes dois”, afirma Caetano Barreira, proprietário da Velodrome Bikeshop.
O ciclista e dono da loja faz uma analogia com modelos de carros. A Gravel poderia ser equiparada a um SUV, um veículo utilitário esportivo, por seu conforto e opcionais melhores.
“O ciclismo de estrada utiliza bicicletas como Fórmula 1, é rápido, leve e frágil, enquanto a mountain bike utiliza bicicletas como se fossem um jipe, com um sistema de suspensão muito mais complexo. A Gravel seria um SUV. É uma bicicleta que te oferece conforto, te permite fazer longas distâncias e você não precisa levar tanto peso quanto em uma mountain bike. Além disso, ela utiliza freios a disco e um pneu mais grosso”, afirma Caetano.
Além da possibilidade de utilizar o modelo em diferentes competições, a Gravel também pode ser utilizada no dia a dia de ciclistas profissionais e amadores.
“Ela pode ser usada para ir ao trabalho, por exemplo. Te oferece mais segurança que a bicicleta de estrada, mas são mais robustas, próximas a uma mountain bike. A melhor característica dela é a versatilidade. É bastante comum atletas de mountain bike comprando uma Gravel como uma bicicleta para o dia a dia. Ao mesmo tempo, ciclistas de estrada que querem ir para a terra ou querem fazer um percurso em que o asfalto é de má qualidade também podem usufruir”, ressalta.
4. BMX (BICICROSS)
Fonte: Giphy
Reconhecido como uma das modalidades de ciclismo que mais exige habilidade por parte dos atletas, o BMX também proporciona manobras espetaculares.
Esse tipo de ciclismo, que é praticado com bicicletas que têm pneus menores — geralmente, apenas 20 polegadas de diâmetro —, é dividido em dois estilos, BMX Racing (corrida) e BMX Freestyle (manobras).
No primeiro caso, os competidores disputam uma corrida em uma pista circular com diversos obstáculos e o vencedor é aquele que concluir o percurso primeiro.
Já no BMX Freestyle, o objetivo é fazer manobras radicais, sendo que o vencedor é aquele que conseguir as notas mais altas na avaliação dos juízes.
Para concluir, é importante ressaltar que, independentemente da modalidade a ser praticada, é fundamental fazer uma boa manutenção em sua bicicleta sempre que você perceber qualquer anormalidade.
Resumão…
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A existência de ciclofaixas já fazem parte da rotina de muitos brasileiros, com o número de ciclistas tendo crescido no último ano. Além de cuidados com a segurança, com utilização de itens de segurança, os novos ciclistas precisam prestar atenção à saúde antes de investir em uma nova atividade.
O fisioterapeuta Rafael Sales explica que muitas lesões musculares acontecem devido à falta de preparo físico. “A gente é muito imediatista, no geral. Começamos a malhar aqui e em uma semana queremos correr uma maratona. O que mais chega para mim são pessoas que vão fazer atividade física, fazem de qualquer jeito. Como o corpo não está pronto, não é receptivo ao estímulo. A pessoa de repente anda muito de bicicleta, resolve correr, acaba sentido dores”, explica Sales.
Os ciclistas mais recentes tendem a sentir mais as dores devido à facilidade do exercício, que leva a um ‘excesso’, explica o professor de educação física Roosevelt Menezes. “[Pedalar] é uma atividade leve, onde se aplica pouca força e a própria inércia vai levá-lo cinco metros adiante. Aí se dá mais quatro pedaladas, vai mais dez metros. Então, para o ciclista, dá tempo de recuperar a sensação, mas a musculatura não funciona assim. Por isso que correr é mais difícil, você tem que aplicar a força a cada passada. Bicicleta não, você vai sentir quando estiver bem longe de casa. É onde se acentuam as lesões, você já sentiu os primeiros efeitos quando está a dez quilômetros de casa e vai ter que voltar . Por isso que no dia depois a pessoa sente dores”, aponta Menezes.
Uma das reclamações mais comuns é a de ‘dor nas costas’, por vezes confundida com a síndrome do piriforme, músculo estratégico do quadril, que cuida da rotação do sacroilíaco, a última parte da coluna. “Mesmo sendo de baixo impacto, o movimento repetitivo gera desequilíbrio. Não tem estudos que comprovem que todo ciclista desenvolve a síndrome do piriforme, mas, na prática, a gente vê um desequilíbrio da pélvis”, afirma Sales.
Mesmo já tendo ouvido falar da síndrome, Menezes acreditava que as dores que sentia nas costas, há seis anos, eram devido a problemas de coluna. Com medo de lesões, chegou a deixar de viajar com amigos para a Chapada Diamantina, até enfim ter o diagnóstico que o problema era outro.
“Todos os médicos diziam que era coluna. Só tem um ano que descobri que era síndrome do piriforme. O músculo pega de um lado a outro, do sacro ao fêmur. Quando ele é encurtado, ele gira, faz torção na articulação sacroilíaca. Ele joga então a tensão para a coluna lombar, para cima, então acontece uma reação em cadeia – e provoca na maioria das vezes uma travar das costas. Muita gente pensa que tem problema de coluna por causa disso”, explica o professor de educação física, que trata o problema com fisioterapia atrelada à osteopatia, semanalmente.
Os tratamentos mais comuns estão relacionados aos antiinflamatórios, com uma reincidência da dor a cada movimento. “A dor é uma conseqüência da inflamação. As pessoas quando estão com inflamação tomam logo o antiinflamatório, mas não perguntam a razão da inflamação. Muitas vezes, do ponto de vista prático, o problema está na distância de onde há a queixa. A pessoa sente dores na cervical, mas o problema está no sacro ou na dorsal, ou seja, uma região não funciona suficientemente bem e faz com que se sobrecarregue outra, gerando dor”, aponta o fisioterapeuta.
Uma das formas de diminuir os danos à musculatura é buscar fazer alongamentos. “Quando acaba a atividade, o ciclista deve realizar o relaxamento e distensionamento do grupo muscular que foi superestimulado. É reforçar o óbvio, alongar mesmo, às vezes até eu preciso ser lembrado disso”, admite o educador físico.
Outra conseqüência de se fazer um exercício sem preparo e atenção a pequenos detalhes é a cãibra, que tem como motivos a má hidratação, o excesso de exercícios e a diminuição do potássio no organismo. “O importante é garantir boa hidratação, usando água antes, cerca de 300 mililitros; durante, tomando aproximadamente meio litro a cada hora de pedalada; e logo após o treino. Durante treino de mais de uma hora, deve-se, a partir de uma hora, iniciar o uso de carboidratos e eletrólitos (sódio e potássio), que serão usados como fonte de energia e evitarão desidratação e cãibras. As bebidas esportivas são indicadas nesse caso”, aponta a nutricionista Roberta Costi.
Cuidados
A alimentação é um dos cuidados necessários antes de pedalar. As recomendações das avós de não fazer exercício logo depois de uma refeição pesada são mais do que crenças, ensina a nutricionista. “Fazer exercício com o estomago ‘cheio’ leva a um ‘desvio do fluxo sanguíneo’, significa que ao invés do sangue levar glicose, que nada mais é que energia, para os músculos em exercício, ele também terá que levar energia para o estômago poder fazer a digestão. A consequência é uma diminuição na performance, o ritmo de treino diminui”, avisa Costi.
Sair sem comer também não é uma boa ideia. “Nunca deve-se fazer exercício em jejum. Até uma hora antes, você pode fazer uma refeição sólida, como café da manhã, um sanduíche com suco, um iogurte com granola ou uma fruta com leite. Se for almoçar, deve-se esperar pelo menos duas ou três horas para fazer a digestão e treinar. Se só tiver 15 ou 30 minutos para sair para pedalar, use apenas algo leve, líquido de preferência”, ensina a nutricionista.
Aliando cuidados com a alimentação e com o preparo físico, a pessoa tende a perceber uma melhoria na qualidade de vida, acredita o educador físico Roosevelt Menezes. “O efeito mais imediato da atividade física é o sono. No dia que você faz atividade, você dorme bem. Depois, vêm outros efeitos crônicos, como melhora da postura, equilíbrio, marcha, condicionamento geral, força. Depois você vê aumento da massa muscular, melhor disposição. Os [benefícios] psicológicos são segurança física, autoestima”, explica.
Antes e depois de pedalar, o ciclista deve alongar quatro músculos: o posterior de coxa, o iliopsoas, o piriforme e o quadrado lombar. “Eles são considerados o pilar do quadril, que é o eixo mais importante do corpo, porque liga as partes inferior e superior. E funciona não só numa direção, ele gira, roda e flexiona, em movimentos independentes”, ensina Menezes.
Alongamentos básicos
1. Quadríceps (parte da frente da perna): dobre a perna para trás, tentando encostar o calcanhar na sua nádega. Se quiser dar uma reforçada no alongamento, faça força como se quisesse esticar o joelho e enquanto segura o pé com firmeza. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.
2. Femorais (parte de trás da perna): apoie o calcanhar sobre o selim, segure a ponta do pé com a mão do mesmo lado e o guidão com a mão oposta. Dobre as costas em direção à perna que está levantada, quanto mais você se abaixa, mais sente o alongamento. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.
3. Panturrilhas (famosa, “batata da perna”): suba na bicicleta e mantenha um pé apoiado no pedal, colocando o pedivela para baixo e fazendo pressão com o calcanhar em direção chão. O alongamento será mais eficaz quanto mais você baixar o calcanhar e jogar o corpo para frente. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.
4. Psoas-Ilíaco (perna/quadril): dê um grande passo para frente e se agache dobrando apenas uma das pernas no sentido perpendicular ao chão. Apoie-se na bicicleta e mantenha as costas erguidas. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.
5. Costas: segure a bicicleta pelo guidão e o selim e dobre o tronco em direção a ela, mantendo as pernas esticadas. A tendência é que você sinta mais alívio nas costas conforme for abaixado. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos.
Parece que estamos na era da alimentação saudável. As pessoas, atletas ou não, cada vez mais têm se importado com seu corpo e saúde, buscando ter uma alimentação balanceada em conjunto com exercícios físicos e acompanhamento médico. Mas, por mais que o projeto alimentação saudável vá bem, obrigada, alguns alimentos são difíceis de ler: parecem nutritivos e saudáveis, mas não são.
Alguns alimentos parecem saudáveis e apetitosos antes do pedal mas podem ser grandes vilões para o seu treino. O mesmo vale para líquidos e outros alimentos que você sempre pensou que gerassem bastante energia mas na verdade até roubam a energia que você usaria para pedalar.
Por que me preocupar com isso?
Escolher os alimentos certos vai aumentar a sua performance e também melhorar as suas escolhas nutricionais. Lembrando, é claro, que é muito importante ter sempre o acompanhamento de um médico e um nutricionista, para conciliar o esporte com a alimentação e por consequência, vida saudável.
Então vamos lá para a lista de 10 alimentos que você não deve consumir antes de pedalar. Alguns deles são bem óbvios, outros nem tanto. Confira abaixo:
1. Água em excesso
É sim extremamente importante beber água, mas a água em excesso vai te deixar com a sensação de peso, desânimo, com seu estômago sobrecarregado. O nosso sistema sanguíneo não absorve mais do que 250ml de água por hora, então você não precisa beber tanto para se manter hidratado. O mesmo vale durante o pedal: claro que você deve levar em consideração a temperatura do local que estará pedalando e também a distância, mas em linhas gerais para um pedal de 1h, um squeeze de 250ml é suficiente.
Ps: Nunca pedale sem levar uma água. Leve sempre com você uma squeeze ou mochila de hidratação.
2. Fibras, saladas, pipocas, grãos.
Você precisa ter bom senso nesse caso, comer um pouco não vai fazer mal, mas esses não são alimentos que vão te oferecer bastante energia. Na verdade é o contrário, eles precisam de muita energia do próprio corpo para serem digeridos, portanto acabam diminuindo a energia que vai para você em formato de força. Alimentos como carboidratos (batatas, arroz, pizza) são bons para a noite anterior do passeio – eles vão ser digeridos durante a noite e te oferecer energia quando acordar.
Além disso, granola, aveia e outros grãos estimulam o intestino, e não é isso que você procura antes de começar o seu treino, certo? Então fique longe desses alimentos pelo menos na uma hora que antecede o pedal.
3. Comidas e géis energéticos
As barrinhas de cereal e géis energéticos geram energia de forma rápida. Mas é extremamente não recomendável que você consuma tais alimentos em jejum, uma vez que são feitos para gerar energia e gastar na mesma hora – isso acontece porque para compensar o nível de açúcar, o corpo libera insulina. Se sua primeira alimentação antes de pedalar for um desses exemplos, você logo ficará fraco e com fome, terá que parar para comer mais e entrar em um ciclo.
O ideal é ter um café da manhã reforçado, comendo frutas, carboidratos e proteínas. Coma de tudo um pouco moderadamente, assim você não sobrecarrega seu sistema digestivo e ainda auxilia no ganho e armazenamento energético para o seu pedal.
Ps: as comidas e géis energéticos só não são recomendados em jejum, mas você pode consumi-los sem medo durante o exercício.
4. Bebidas esportivas
As bebidas esportivas, assim como as comidas e géis, são recomendadas apenas depois de iniciar o exercício, e não antes dela. As bebidas isotônicas como gatorade são comportas de água, carboidratos, sódio, potássio e vitaminas. Elas são feitas para quando você já está em grande esforço, pois os eletrólitos da bebida não fornecem uma variedade de minerais antes disso.
5. Alcool
Se beber, não pedale!
Parece piada, mas não é. Muita gente pensa que consumir cervejas antes de pedalar porque elas supostamente queimam o álcool durante a pedalada. Na realidade o álcool vai te desidratar mais rápido, e sua absorção vai se tornar glicose antes de ir como energia para os músculos. A conversão em energia é mínima, portanto o melhor a se fazer é tomar água.
Ps: além de não fazer bem pra sua saúde, o álcool altera a sua percepção de ambiente e capacidade de tomar decisões. O pedal precisa de atenção, ainda mais quando nas rodovias, então não é preciso arriscar seu corpo e sua vida por uma teoria furada.
6. Lanches pesados
Alimentos de difícil digestão não são recomendados antes do pedal. Fiquei longe de sanduíches cheios de queijo, bacon, frituras e afins. Quando você fica de barriga cheia, tendo comido alimentos pesados, o sangue do seu corpo está concentrado no sistema digestivo e deixa em segundo plano a irrigação dos músculos e cérebro – exatamente o contrário do que você precisa.
7. Café
O café é um energético conhecido por muitos ciclistas – e não ciclistas também, obviamente. Ele produz uma grande quantidade de energia em um pequeno espaço de tempo, aumentando o metabolismo, temperatura e pressão do corpo. Só aí já deu pra imaginar porque ele não é o líquido mais recomendado, certo? Portanto, além de ser diurético – vai te fazer ficar com vontade de ir ao banheiro de poucos em poucos minutos, acaba desidratando o corpo e em grandes quantidades, provoca insônia, nervosismo e até arritmia cardíaca.
Pra resumir, é tudo uma questão de bom-senso. A xícara de café que você toma antes de dirigir até o local do treino/prova não te afeta negativamente. Mas se você tomar durante o exercício, todos os contras podem acontecer. Caso tome um pouco de café, especialistas aconselham a tomar a mesma quantidade de água em seguida.
8. Refrigerante, água com gás
Os refrigerantes, em especial os tipo “cola” possuem muito açúcar e baixo nível energético. Mesmo os que são zero açúcar possuem altos níveis de sódio que são prejudiciais ao nosso organismo quando em excesso. Além disso tanto os refrigerantes quanto a água com gás possuem gás carbônico para deixá-los gaseificados – ele nos dá a sensação de saciedade e falta de fome que pode nos fazer confundir a necessidade de reidratação.
9. Alimentos que incham a barriga
Brócolis, couve-flor, feijão, lentilha, pimentão, ervilha, excesso de proteínas e alguns outros alimentos tendem a te deixar com sensação de inchaço e com gases. O absomem inchado e dolorido dificulta a realização dos movimentos e consequentemente, te deixa bem menos confortável no pedal.
10. Lactose
O leite e seus derivados já são difíceis de digerir para a maioria das pessoas. Além deles proporcionarem um baixo nível de hidratação, também é preciso ficar muito atento se o seu corpo está acostumado a tomá-lo ou se você tem chances de ser intolerante a esse tipo de bebida. Para evitar dor de cabeça, não consuma lactose antes do pedal.
Tá… mas o que eu devo comer antes do pedal?
Se você for treinar pela manhã, o ideal é ter um café da manhã variado e balanceado, uma opção é misturar frutas, batata doce, suco natural e ovos mexidos (um bom exemplo, é a primeira imagem desta matéria). Você ainda deve consultar o seu médico nutricionista para avaliar seu corpo como um todo e ver exclusivamente quais alimentos se encaixam melhores para você.
O que você costuma consumir antes de pedalar? Conta pra gente nos comentários.
Bomba de piso ou mini bomba? Volume ou pressão? Confira os tipos disponíveis e a utilização de cada modelo
Acessório obrigatório para todos os praticantes do ciclismo em geral, a bomba de ar serve para um único e simples propósito: fornecer ar sob pressão para o conjunto câmara / pneu.
Entretanto, a enorme variedade de marcas, tipos e utilizações específicas existente no mercado torna difícil para o iniciante nas trilhas escolher o modelo que se mais adeque ao seu uso.
Para auxiliar na escolha de sua próxima bomba de ar, listamos os itens que devem ser considerados na hora da compra. Confira!
Tipos
Mini bomba ou bomba portátil – Utilizadas apenas para fins emergenciais, estes modelos priorizam a leveza e a portabilidade, não servindo para o uso no dia a dia. Acessório obrigatório de qualquer ciclista que se aventura a mais de 1km de casa.
Bomba de quadro – Mais eficiente que as mini bombas, os modelos de quadro possuem um tamanho maior, que lhes proporciona um maior volume de ar. Por outro lado, são pesadas e podem se soltar do quadro em trechos não pavimentados. Indicadas para uso em bicicletas de estrada e recreacionais.
Existem diversas marcas de Bombas de pé no mercado. Vale cada centavo investido!
Bomba de pé (ou também conhecida de Bomba de piso) – Os modelos de piso são presença obrigatória nas garagens ou residências de todo ciclista que utilize a bicicleta com frequência. Mangueira de ar com um bom tamanho, compatibilidade com válvulas Presta e Schrader, medidor de pressão com boa legibilidade e um barril com grande volume de ar são características desejáveis neste tipo de bomba. Ignore solenemente os modelos sem manômetro!
Bombas de suspensão – Indicada para usuários de amortecedores e garfos de suspensão a ar, a bomba de suspensão difere dos modelos convencionais por priorizar a pressão em detrimento ao volume do ar.
Compatível apenas com válvulas Schrader, devem possuir um manômetro que proporcione boa leitura e facilidade na calibragem.
Cartuchos de CO2 – Desenvolvido para utilização emergencial em provas e competições, o cartucho de CO2 permite encher um pneu em pouco mais de 3 segundos.
Apesar desta grande vantagem, possui alguns inconvenientes, como o preço e a impossibilidade de se reaproveitar o cartucho usado, que vai para o lixo.
Utilização primária
A primeira coisa que devemos levar em consideração na hora da compra é como a bomba de ar será utilizada. Embora eventualmente as bombas possam ter performance razoável tento para encher tanto pneus de bicicleta de estrada quanto de MTB, um modelo específico para cada modalidade cumprirá sua tarefa de maneira mais rápida e eficiente.
Pressão x volume de ar – Uma confusão frequente entre novatos refere-se à diferença entre pressão e voluma do ar. Afinal, como é que aqueles pneus magricelas das bicicletas de estradas utilizarem pressões superiores a 100psi, enquanto o pneu do meu carro, que bem maior, trabalha com 28psi?
Via de regra, quanto menor o volume reservatório de ar – seja este a câmara de ar do pneu ou a câmara pneumática do amortecedor -, maior será a sua pressão de trabalho. Desta orma, pneus de bicicletas de estrada necessitam de uma bomba que disponibilize pressões de até 160psi, enquanto em uma mountain bike (aquela que utiliza pneus mais “grossos”), o acessório deverá priorizar o volume de ar, de forma a permitir encher o pneu com o mínimo de esforço.
Na prática, embora seja possível encher um pneu de mountain bike com uma bomba específica para pneus de estrada, o ciclista acabará por gastar o dobro (ou muitas vezes até mais) de esforço para enchê-lo. Já no caso inverso, é praticamente impossível encher um pneu de estrada em sua pressão ideal de trabalho com uma bomba para bicicletas MTB.
Procure na embalagem dos produtos por informações sobre o tipo de utilização e pressão máxima de trabalho da bomba que pretende adquirir
Desta forma, procure sempre escolher bombas específicas para o tipo de atividade escolhida, de forma a facilitar a operação e ganhar tempo. Felizmente, a maioria dos fabricantes disponibiliza na embalagem de seus produtos, informações como o tipo de utilização primária de suas bombas de ar e pressão máxima de trabalho.
Precisão
A melhor maneira de se medir isto é através de um manômetro.
É importante ressaltar que bombas portáteis são acessórios emergenciais apenas. Embora alguns modelos possuam pequenos manômetros incorporados, sua precisão via de regra é sofrível. Portanto, qualquer pessoa que pedale pelo menos três vezes por semana deveria levar em consideração a aquisição de uma bomba de piso, já que este modelo proporcionará a precisão necessária na calibragem dos pneus.
Procure por modelos com mostradores que possibilitem uma boa leitura, de tamanho médio a grande, levando em consideração que os manômetros geralmente são mais acurados em sua região intermediária de leitura. Um manômetro posicionado próximo à alavanca da bomba pode ser uma vantagem a mais para as pessoas com problema de visão.
Manômetros digitais são uma opção que aumenta a precisão, embora seu custo seja substancialmente mais elevado.
Compatibilidade
No Brasil, câmaras de ar para pneus de bicicleta são oferecidas com duas opções de válvulas de ar: Presta (conhecida como ‘bico fino’) e Schrader (similar às utilizadas em automóveis). Embora a maioria das bombas de ar oferecidas no mercado sejam compatíveis com ambos modelos, nem todas o são.
A conversão para este ou aquele tipo de válvula pode ser realizado através de adaptadores externos, mediante a inversão da montagem do mecanismo da cabeça da bomba, ou através das chamadas ‘cabeças inteligentes’, que reconhecem automaticamente o tipo de válvula. Embora mais caro, sempre que possível dê preferência para este último tipo, já que o usar adaptadores ou desmontar os componentes internos da bomba no meio de uma trilha sempre podem resultar em perda de peças e a consequente inutilização da bomba.
Dimensão e peso
Se a bomba de ar for utilizada em ambiente doméstico ou de oficina, questões como peso e tamanho são serão a maior das preocupações. Porém, no caso de bombas portáteis para utilização na estrada ou em trilhas, o ideal é que o acessório seja o mais leve e compacto possível.
O problema é que, dependendo das dimensões do seu corpo (barril), a bomba poderá não entregar a pressão ou volume de trabalho necessário para encher corretamente o pneu da bicicleta. Desconfie de modelos voltados para uso MTB com o corpo muito fino, o que significa que o barril da mesma é de baixo volume, exigindo assim um maior esforço e tempo durante a operação de inflar o pneu.
Construção e manutenção
Tecnicamente falando, uma boa bomba de ar deveria durar uma eternidade. Entretanto, assim como qualquer acessório, ela também está sujeita a ser danificada tanto pelo uso quanto pela falta de uso.
A qualidade da construção de uma bomba está diretamente ligada ao tipo de material empregado em sua construção. Enquanto que na maioria das bombas de ar de baixo custo prevalece o plástico como material principal, modelos topo de linha são construídos em liga de alumínio ou fibra de carbono, aumentando sua durabilidade sob uso constante.
Embora para o usuário recreacional a utilização de modelos mais baratos seja a opção mais lógica, devese ficar atento à qualidade do material empregado. Evite sempre que possível modelos com a alavanca de travamento da cabeça em material plástico, que se quebra facilmente.
Em modelos que necessitam de desmontagem da cabeça para a alteração do tipo de válvula, dê preferência para modelos com a rosca metálica, pelo mesmo motivo acima.
Já os praticantes entusiastas e atletas, a aquisição de um modelo intermediário ou topo de linha deve ser encarada como um investimento a médio/longo prazo.
Estes modelos permitem sua total desmontagem, possibilitando sua lubrificação e reparo. Atualmente, fabricantes como a Topeak e a ParkTool fornecem peças de reposição para suas bombas, o que aumenta bastante a vida útil de seus modelos.
Muitos modelos costumam utilizar cabeças inteligentes, que funcionam tanto com válvulas Presta quanto Schrader sem a necessidade de adaptadores ou desmontagem. Este sistema, alem de diminuir o tempo de operação, não corre o risco de se perder alguma pequena peça no meio da trilha.
Cuide de sua bomba!
Toda bomba de ar deve ser limpa com frequência. Chuva, lama e outros tipos de detritos podem oxidar e até mesmo inutilizar o acessório. E o que é pior: o risco de descobrir o problema justamente quando você mais precisa da bomba é enorme!
Mantenha a tampa protetora da cabeça sempre fechada para evitar que detritos e sujeira penetrem em seu interior e danifique o mecanismo.
Lembre-se: mesmo quando não utilizada, a bomba de ar está sujeita a ações da natureza, principalmente se ela encontra-se presa ao quadro. Uma boa medida de proteção é manter a bomba embalada em filme PVC (aquele utilizado para embalar alimentos). Isto manterá sua bomba limpa e sem a possibilidade de corpos estranhos entrarem no bocal, inutilizando-a.
Sempre que o êmbolo apresentar alguma resistência incomum durante a operação de inflar o pneu é sinal que a bomba precisa ter o interior de seu barril lubrificado. Utilize para isto graxas leves e resistentes a água.
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A musculação é um exercício complementar muito benéfico ao ciclista, pois aumenta a densidade óssea, ajuda na consciência corporal sobre a bike e ameniza possíveis desvios posturais ou desequilíbrios musculares, além de otimizar o ganho de massa magra. Segundo Felipe Miranda Paes, treinador e sócio da OCE- treine.net, o treino de musculação para ciclistas deve ser focado principalmente nos membros inferiores, com exercícios como leg press, cadeira extensora, mesa flexora, flexão plantar, abdução e adução. Porém, também é importante trabalhar o fortalecimento dos membros superiores e da região do core (formada pelo abdome, lombar e quadril), responsáveis pela sustentação do atleta.
Como aliar a musculação ao treino de bike
Treino de base
No período do treinamento de base, quando o objetivo é preparar o corpo para a temporada, deve-se focar na resistência muscular, trabalhando com cargas médias e mais repetições. Nesse momento, o ideal são três a quatro séries com 15 a 20 repetições.
Aumentando a intensidade
Pouco antes do final dos meses de base, com o começo dos treinos mais intensos, é interessante aumentar a carga dos exercícios para ganhar força muscular. Mantenha o número de séries, mas diminua as repetições para oito ou 12.
Início da temporada
Com o início da temporada competitiva é recomendável reduzir o peso utilizado na musculação, assim como as repetições. Uma alternativa é explorar os exercícios funcionais, pois esses trabalham o corpo de forma integrada e possuem movimentos mais naturais que utilizam o próprio peso corporal.
Principais competições
Durante os meses em que ocorrem as principais competições focadas pelo atleta, nos quais os treinos são pensados especificamente para cada prova, o ideal é que se realize musculação apenas como “manutenção”. Para isso, devem- se utilizar cargas bem leves, com poucas repetições e séries.
Além das pernas
Ao aliar a musculação ao treino de bike, um complemento muitas vezes ignorado pelos ciclistas é o fortalecimento dos músculos superiores e da região do core, responsáveis por sustentar o atleta. Exercícios como remada unilateral com halteres, tríceps na polia ou supino com barra devem ser realizados com pouco peso, afinal, o objetivo é fortalecê-los e não ganhar massa muscular. Duas a três séries com oito a dez repetições são suficientes. Para fortalecer a região do core, uma boa pedida são treinos funcionais para as costas e para o abdome utilizando a bola de exercício, o que ajudará na estabilização da coluna e no equilíbrio corporal.
Muitos ciclistas perguntam o porquê andar de bicicleta dói tanto. Dizem que sentem dor nas costas, na bunda, nos braços, os pés e/ou mãos adormecem.
Uma pessoa comentou que um amigo dela havia dito que era assim mesmo, que andar de bicicleta exigia sacrifício. Mentira!
Costumo dizer que se está sentindo algum desconforto, alguma dor pelo ato de pedalar, é porque há algo ajustado erradamente para o seu corpo. Pode ser o tamanho da bike, selim (banco) muito alto ou baixo, distancia do selim ao guidão, posição das manoplas de freio/STI ou taquinho na posição errada na sapatilha.
Veja alguns princípios básicos:
A bike tem que se ajustar a você não você a bike. As bicicletas têm tamanho e peso diferentes. Procure uma que seja adequada a sua altura. Todo fabricante tem uma tabela com o tamanho do quadro da bicicleta relacionado à altura da pessoa.
Posicionamento do guidão, banco, alavancas de freio e marcha, altura do canote, etc. Todo este conjunto deve estar ajustado corretamente ao seu corpo, do contrário vai exercer força em locais específicos e a causa será dor na bunda, costas, braços, cotovelos, formigamentos, entre outros sintomas. Por isto é importante ajustar a bike ao seu corpo. Procure fazer um bike fit em um estudio e profissional de boa referencia. Todas as dores deixam de existir quando você fizer o ajuste da bicicleta ao seu corpo.
A queixa mais freqüente é a dor na bunda. Esta dor deixa de existir quando a bike estiver ajustada e quando você tiver mais experiência, pois irá distribuir melhor o seu peso sobre a bicicleta. Há 3 pontos de apoio: o selim, o guidão e o pedal. Quando você souber distribuir melhor o seu peso sobre estes pontos a sua bunda não vai doer.
Desloque o seu peso para frente ou para trás. Levante, deixando as pernas esticadas. Sinta o peso do seu tronco nas mãos. Perceba como as mudanças de posição sobre a bicicleta irão alterar a pressão sobre o selim.
Não use roupa íntima por debaixo da bermuda. A roupa íntima não tem tecido específico para este finalidade e tem costuras, vai causar mais atrito e o desconforto será inevitável. Procure por bermudas de marcas renomadas, com forro de 40 a 60 milímetros, com espessuras modulares, ou seja, uma espessura para frente, outra para o meio e outra para a parte de trás do forro. Lembrando que, há diferenças especificas desse gel/espuma, entre homens e mulheres.
Existem cremes específicos que evitam assaduras. Há um específico para o ciclismo e é vendido nas lojas de bicicletas. É excelente para quem vai percorrer grandes quilometragens.
Não existe “o selim correto” e sim um que se ajuste melhor a morfologia do corpo, dependendo tambem, do sexo do ciclista. O selim pode variar de acordo com a modalidade (SPEED – MTB – TRIATLO), devido ao posicionamento do tronco de acordo com a altura do apoio das mãos (ou cotovelo). Lembre-se: o selim “ideal” para o seu amigo, pode não ser para você.
Dores na panturrilha podem ser sinal que o taquinho está muito para frente ou para trás. Dores na lateral do joelho podem ser sinal que o taquinho está virado muito para dentro ou para fora. Na dúvida peça ajuda a um mecânico experiente.
Apesar das pessoas dizerem que você vai se acostumar, você não precisa entrar no pedal com sofrimento. É totalmente desnecessária essa idéia e isto pode comprometer passeios legais e a sua freqüência no esporte. Quanto mais conforto você tiver, mais a sua pedalada vai desenvolver e mais benefícios terá com o exercício.
Com tudo ajustado e sem sofrimento o seu desempenho aumentará consideravelmente. Pode confiar! 😉
Escolher o que se vai comer é uma etapa importante da preparação do ciclista antes de um treino ou prova. Por um lado, é preciso ter fontes de energia para serem consumidas em cima da bicicleta para garantir o desempenho ao longo das horas de atividade. Por outro, é preciso ter cuidado com a quantidade de alimentos ingeridos para diminuir o risco de passar mal. Por isso compilamos algumas dicas para você não errar na hora de planejar sua alimentação no ciclismo.
Antes
Os cuidados com a alimentação devem começar antes mesmo do treino ou da prova. No dia anterior, o ideal é evitar o excesso de alimentos indigestos, como a carne vermelha, ou mesmo a pizza, por causa do excesso de sódio. Na manhã do evento, é bom controlar até mesmo o consumo de leite. Barrinhas de cereal, cápsulas de sal e BCAA podem ser consumidos nesta fase da preparação para auxiliar o atleta a obter desempenho.
Durante
Ao longo de um treino ou prova, é importante consumir carboidratos de forma constante para não apresentar perda de rendimento. É preciso tomar cuidado, no entanto, com o tipo. Os indicados são os complexos, que vão liberar a glicose lentamente na corrente sanguínea, evitando picos e vales de glicemia.
Aposte em frutas secas, batata doce e pequenos sanduíches. Barrinhas, tanto de cereal quanto de proteínas, e géis também são indicados. Já o refrigerante, utilizado por atletas profissionais em alguns casos, pode, na verdade, causar piora de rendimento se não for usado de forma bem planejada.
“Se for ingerido algo muito doce e rico em glicose, ocorre o ‘efeito rebote’. Ele induz o corpo a liberar muita insulina e logo em seguida isso resulta em queda de rendimento”, explica o nutricionista da equipe Funvic Soul Cycles e ex-atleta profissional, Breno Sidoti. Por isso, é bom evitar rapadura e doses muito grandes de mel.
A cafeína, em doses de até 200mg, ajuda a melhorar o desempenho e diminui a percepção da fadiga, mas não deve ser usada por pessoas hipertensas e com problemas cardíacos. É importante também ser consciente com a frequência do uso. “Acho muito válida em provas. Em treinos, não recomendo porque pode causar dependência no organismo”, diz Breno Sidoti.
Quem está em uma cicloviagem, por exemplo, não precisa seguir estas dicas de alimentação, pensadas para levar nutrientes ao organismo sem deixar os atletas com grande volume de alimentos no estômago. Uma boa ideia nesse caso é realizar paradas ao longo do percurso para fazer a reposição energética.