11 motivos para não pedalar na contramão

1) Não é mais rápido: Ao contrário da crença polular, ciclistas que se integram ao fluxo normal de veículos chegam mais depressa ao destino. Quando você entra na contramão, tem que parar ou diminuir o ritmo a todo instante (pelos motivos expostos nos itens abaixo), enquanto integrado ao fluxo de veículos você desenvolve velocidades maiores – principalmente considerando-se a velocidade média, que é o que determina a duração do trajeto.

2) Não é mais seguro: A maneira mais segura de pedalar no trânsito é fazer parte dele. De acordo com estudos científicos sobre colisões, ciclistas que pedalam na mão correta têm cerca de cinco vezes menos chances de colisão, comparados aos que fazem suas próprias regras em vez de se integrar às que já valem aos demais veículos (J. Forester; Effective Cycling. Cambridge, MA, MIT Press, 1993). Segundo Bruce Mackey, diretor de segurança para Bicicletas em Nevada, 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de ciclistas pedalando na contramão.

3) Não há tempo de reação: Mais de 50% dos atropelamentos poderiam ser evitados com um comportamento mais defensivo do ciclista (algumas fontes citam 90%) e em menos de 1% dos casos o ciclista sofre uma colisão traseira. Na contramão, você tem a sensação psicológica de que está mantendo a situação sob controle, quando na verdade não está. Se você vê um carro desgovernado vindo na sua direção, não dá tempo de desviar, principalmente porque suas velocidades estarão potencializadas: a velocidade com a qual o carro se aproxima de você é a sua somada à dele. Um carro a 60 km/h com você a 20 km/h estará se aproximando de você a uma velocidade relativa de 80 km/h. Se vocês estivessem na mesma direção, ele chegaria a você com metade dessa velocidade, 40 km/h. Com o bom uso de um espelho retrovisor e de seus ouvidos, você tem o dobro do tempo de reação. O motorista também terá esse tempo e é mais importante ele desviar de você do que você dele, porque quem conduz o carro é quem realmente pode evitar o atropelamento. Você não consegue jogar sua bicicleta cinco metros para o lado em um segundo, mas o motorista pode fazer isso com seu carro se houver tempo suficiente.

4) É mais difícil evitar o atropelamento: Andar na contramão é chegar nos carros mais depressa. Trafegando em direções opostas, tanto você como o motorista precisam parar totalmente para evitar uma colisão frontal. Trafegando no mesmo sentido, o motorista precisa apenas diminuir a velocidade para abaixo da sua para evitar o atropelamento, tendo ainda muito mais tempo para reagir e uma margem bem maior.

5) Em caso de atropelamento, os danos ao seu corpo serão bem maiores: Pelo mesmo motivo do item anterior (soma de velocidades), se você bater de frente com um carro vai sofrer muito mais. E ainda há um agravante: a inércia. Se você está indo no mesmo sentido do carro, ele vai pegar primeiro sua roda traseira e você sairá voando por cima do guidão, devido à inércia (com a roda de trás da bicicleta agarrada pelo carro, você continuará seu movimento anterior) ou devido à transmissão de energia cinética (o carro colide com a bicicleta e transfere parte de seu movimento para ela e consequentemente para seu corpo, impulsionando ambos adiante, com a bicicleta começando a parar uma fração de segundo depois porque a roda de trás não gira mais e seu corpo saindo para a frente com o movimento transferido). Melhor voar por cima da bicicleta em direção ao asfalto livre e estacionário do que se chocar com um para-brisa ou capô, que além de estarem a um metro de você no momento da colisão ainda vêm em sua direção com velocidade e força de impacto.

6) Você surpreende os carros: Como você chega mais rápido nos carros, você os pega de surpresa. Principalmente em curvas à direita: o motorista está fazendo a curva quando de repente aparece você vindo na direção dele. Não há tempo de reação. Ele não consegue frear, não pode ir para a esquerda porque há outros carros, na direita tem um carro parado ou a calçada. Você também não pode se jogar para a calçada se há carros parados e, mesmo que não haja, não dá tempo nem de pensar nisso. Se vocês estivessem no mesmo sentido, o motorista teria bem mais tempo para reagir, talvez até o dobro, e poderia apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão. Um carro não estanca imediatamente, mesmo que o motorista queira, se esforce e tenha um freio ABS com pneus bons.

7) Os motoristas não te vêem nos cruzamentos: 95% dos acidentes com bicicletas acontecem em cruzamentos. E falando especificamente de pedalar na contramão, é fácil entender o motivo: quando um carro vira num cruzamento, o motorista olha apenas para o lado do qual os carros vêm. Imagine um carro entrando numa avenida: o condutor olha para a esquerda; se não vem carro, ele entra. Nisso você está chegando com sua bicicleta na contramão e ele te pega de frente. Não tem buzininha, grito, agilidade ou terço pendurado no guidão que resolva isso.

8) Os motoristas não te vêem ao sair das vagas e garagens: Ao sair de uma vaga em que está estacionado, o motorista olha para trás, seja pelos espelhos ou pela janela, para ver se há veículos vindo. O mesmo ocorre quando ele sai de uma garagem de prédio ou de um estacionamento. Ele não olha para a frente, afinal não vêm carros daquela direção. Você, vindo na direção do carro, nem sempre verá que o motorista vai sair da vaga e, quando vir, talvez não adiante mais frear. Ao sair, ele vai te pegar de frente, mesmo que você consiga parar totalmente a bicicleta a tempo.

9) Os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros: Se muitos já não olham pelo espelho para abrir a porta do carro e ainda culpam o ciclista por isso, imagine se vão olhar para a frente para ver se vem vindo uma bicicleta. A chance de levar uma portada é muito maior.

10) Os pedestres não te vêem: Quando um pedestre vai atravessar a rua, ele olha para o lado do qual os carros vêm. Preste atenção no seu próprio comportamento na próxima vez que for atravessar uma avenida a pé e perceberá como isso é verdade. Por isso, pode acontecer de alguém cruzar a rua do nada na frente da sua bicicleta, saindo do meio dos carros, de costas para você. E não vai dar tempo para fazer nada.

11) Se quer ser tratado como veículo, porte-se como um: Se você se comporta como um veículo, sinalizando suas intenções, respeitando mãos de direção, sinais de tráfego, faixas de pedestre e etc., os motoristas o respeitarão mais. “Se aquele cara se preocupa com tudo isso, não é um mané qualquer que está aqui só atrapalhando”. Se, por outro lado, você anda na contramão, você os incomoda. Sim, isso irrita muitos motoristas, que ficam com a sensação de que você está adotando uma atitude de confrontamento, de negação de regras, de desrespeito. Passar em todos os sinais e outras pequenas infrações também os irritam, geralmente pela sensação de injustiça (“poxa, aquilo é proibido mas só porque ele tá de bicicleta ele pode fazer e eu não?”). Seja um modelo a ser espelhado e não um alvo da raiva e frustração alheias.

“Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo”  Mahatma Gandhi

O que diz a lei

O Código Brasileiro de Trânsito é claro: bicicletas devem circular na via, no mesmo sentido dos carros e com preferência sobre eles. E não é à toa, é uma questão de segurança viária.

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Complemento do assunto…

Sei que minhas reportagens são sobre esportes e não de carros, porém, achei bem interessante o vídeo feito pelo pessoal do “Acelerados”. Veja-o:

Como NÃO ser um BABACA no trânsito! – Tudo Sobre #22 | Acelerados
Excelente dicas para um transito melhor, independente do meio utilizado.
Sobre pedalar na contramão, a partir do 07:08

Fontes

1 Bicycling Street Smarts: Where to Ride on the Road

2 Escola de bicicleta: pedalar no trânsito

3 Guia Bike na Rua (por Cleber Anderson)

4 Traffic safety solutions in the works – Las Vegas Sun, 04/Jun/2004

5 Bicyclesafe.com – How to Not Get Hit by Cars

6 Vá de Bike

Por que pedalamos no meio da rua?

compartilhamento da via é uma das principais soluções para integrar as bicicletas ao trânsito. Onde não houver ciclovia ou ciclofaixa, sempre recomendo que os ciclistas ocupem a faixa de rolamento. Mas nem sempre esse procedimento é compreendido pelos motoristas – e até mesmo por alguns ciclistas.

Veja como exemplo o comentário postado por um motorista, que se identifica apenas como Paulo:

“Ok. Também ando de bike, mas cicloativistas como qualquer outro ativista exigem respeito mas não respeitam… 1,5m eu acho muita distância, principalmente levando em consideração que os ciclistas ultrapassam nossos carros a 10-20cm e andam na esquerda da pista e seguram o trânsito a 20 ou 30 por hora. Se ficassem na direita da faixa a ultrapassagem seria possível. Mas ficam na esquerda [da faixa] obrigando os carros a ultrapassarem pela contramão se não quiserem andar a 20km/h. Respeito ciclistas. Detesto ciclo ativistas que se acham donos da rua.” (sic)

Ultrapassar o ciclista na mesma faixa em que ele está é colocar sua vida em risco. Um leve toque no guidão ou até mesmo o deslocamento de ar do veículo em velocidade podem levá-lo para debaixo das rodas, ou derrubá-lo no meio da via com mais carros vindo atrás.

Paulo explicita, de forma rude, sua opinião de que as pessoas deveriam pedalar junto à sarjeta, para que os carros pudessem passar na mesma faixa onde o ciclista está. Dessa forma, ele “não atrapalharia o trânsito”.

Essa opinião é comum, derivada da ideia de que as ruas seriam feitas para os carros, não para o deslocamento de pessoas. Por essa ótica, as bicicletas seriam intrusas, podendo usar as vias apenas quando não interferirem na circulação dos automóveis. Ou seja: ocupar a faixa com a bicicleta seria um desrespeito a quem está de carro. Alguns chegam a afirmar que as bicicletas deveriam usar a calçada, para não atrapalhar os carros.

Mas por que ocupar a faixa?

É muito mais seguro para o ciclista ocupar a faixa, pois isso força os motoristas que não aceitam cumprir o 1,5 m a mudarem de faixa para fazer a ultrapassagem. Pedalando sobre a sarjeta, o ciclista acaba vítima de motoristas que acham 1,5 m muita distância e insistem em passar quase raspando.

Melhor um motorista mal educado que buzina e xinga, pensando que é o ciclista quem se acha o dono da rua (mesmo que esteja compartilhando a via em vez exigir exclusividade), do que o mesmo motorista mal educado passando a 10 cm do guidão – pensando que “tem espaço, acho que dá” – e derrubando o ciclista que teve que desviar de uma grelha aberta na sarjeta.

Motorista, ultrapasse com segurança

Quando há um caminhão ou ônibus trafegando devagar, os motoristas aguardam um momento seguro, mudam de pista e ultrapassam. O mesmo deve ser feito com a bicicleta. Basta entender que ela também é um veículo, tem o mesmo direito de circulação que os demais e possui sua limitação de velocidade, que precisa ser compreendida e aceita.

E por mais que um ciclista ou pedestre esteja errado, nunca, mas nunca mesmo ameace sua vida com o carro para lhe dar uma lição. Algo pode dar errado e você terá que carregar consigo para sempre o peso de ter matado ou mutilado alguém, destruindo a vida dessa pessoa e de sua família.

Por que 1,5m e como fazer para respeitá-lo

Quem utiliza a bicicleta nas ruas diariamente – não apenas em parques, ciclovias e Ciclofaixas de Lazer – percebe claramente que 1,5 m é uma distância importante para não haver contato caso o ciclista se desequilibre, precise desviar de um buraco, de um desnível do asfalto ou de alguém que começa a atravessar a rua sem olhar.

Ao ocupar um espaço maior da faixa, o ciclista obriga o motorista a aguardar um momento em que possa ultrapassar com segurança.

Quem pedala nas ruas também sabe que nem sempre é possível manter uma trajetória continuamente reta e previsível, principalmente em nossas vias esburacadas, com asfalto irregular, caçambas estacionadas, motoristas abrindo a porta do carro sem olhar e carros saindo de garagens e esquinas sem se preocupar com pessoas que estejam passando.

A lei do 1,5 m (art. 201 do CTB) visa acima de tudo a segurança viária.

Mas…

“– E quando não há espaço para a ultrapassagem, por só ser uma via de mão dupla com uma única faixa em cada sentido?”

– E se a rua for de mão única, com carros estacionados, de forma que não caberiam o carro e a bicicleta lado a lado com 1,5m entre eles?”

Para responder a essas perguntas, imagine que na sua frente há um carro andando devagar, um caminhão, um ônibus ou outro veículo qualquer ocupando o espaço adiante. Como você faria a ultrapassagem? Seria obrigado a esperar? A resposta está aí, a situação é a mesma.

Tire de sua cabeça esse preconceito de que a bicicleta tem menos direito de ocupar a rua e que por isso “atrapalha” por circular devagar. Ela circula na velocidade que lhe é inerente, como um caminhão carregado ou um trator que esteja se deslocando na via. Tenha paciência.

E os ciclistas no corredor?

Paulo, ainda comenta que os ciclistas ultrapassam seu carro “a 10-20 cm de distância”. Bem, provavelmente isso acontece quando o carro está parado (afinal, o mesmo comentário diz que bicicletas circulam a 20km/h). Não vejo que risco bicicletas poderiam oferecem a alguém em um carro, ao ultrapassá-lo quando parado ou em velocidade inferior a 20 km/h.

Poderíamos usar a mesma argumentação desse comentário e dizer que um carro parado ocupando a faixa “obriga as bicicletas a ultrapassarem a 10-20 cm se não quiserem ficar paradas”. Poderíamos também dizer que “respeitamos motoristas que não congestionam”, mas “detestamos quem faz isso”, generalizando-os como “carroativistas que se acham donos da rua”. Mas não seria muito justo, não é?

É melhor compreendermos por que razões um carro fica parado ocupando a faixa toda, muitas vezes por longos minutos, até conseguir se mover por 3 ou 4 metros e parar novamente. Melhor ultrapassá-lo com tranquilidade e ir embora do que começar a gritar para que o motorista saia da frente porque está atrapalhando ali parado, como muitos que dirigem costumam fazer com os ciclistas que estão em movimento.

Quando os carros estão parados, o ciclista tem todo o direito de ultrapassá-los pelo corredor. Tem esse direito até mesmo nos casos em que outros veículos não podem fazê-lo, como em uma interdição temporária da via ou uma fila de balsa (art. 211 do Código de Trânsito). E, desde que haja espaço adequado para isso e os carros não estejam em movimento, não estará se colocando em risco ao fazê-lo. Também não colocará em risco nenhum motorista, afinal é um pouco difícil derrubar um carro com o guidão de uma bicicleta.

Mas o ciclista deve ficar atento ao sinal que vai abrir e ao movimento dos carros adiante. Quando perceber que os carros começarão a se mover, deve sair do corredor e voltar a ocupar a faixa, para sua própria segurança. Sempre pedindo espaço e agradecendo a gentileza com um sorriso. Os bons motoristas compreenderão sua atitude.

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Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse

Áreas naturais trazem benefícios para saúde e bem-estar.
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Imagem: Google

O agito dos grandes centros urbanos prejudica a saúde física e mental. As poluições sonora, visual e atmosférica somadas ao enclausuramento do dia a dia contribuem com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Diante deste contexto, a ciência vem mostrando que praticar atividades ao ar livre, em contato com a natureza, é o que precisa ser incorporado na rotina das pessoas como forma de tratamento preventivo.

Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, reuniram 168 voluntários e colocaram metade para passear em florestas e o grupo restante para andar nos centros urbanos. As pessoas que tiveram contato com a natureza mostraram em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial.

Para o neurologista e psicoterapeuta cognitivo Mário Negrão, é possível notar uma melhora significativa no aparelho digestivo, nas alergias e na resistência à bactérias e infecções, mas o mais importante é a sensação de bem-estar. “Quando você coloca um indivíduo em uma cidade sem muita natureza, você está colocando-o em um ecossistema hostil, onde tudo que o rodeia é artificial. É comprovado que isso gera um impacto imenso na saúde”, relata.  

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Um dos grandes prazeres do MTB é o contato com a natureza

Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Para a doutora em Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Teresa Magro, a sensação de bem-estar está relacionada também ao que fazemos no ambiente natural. “Só o fato de olhar uma paisagem, fazer um passeio em um parque ou em uma área com menos barulho, já nos dá uma sensação de relaxamento”, afirma.

No país com a mais rica biodiversidade do mundo, o contato com a natureza pode ocorrer em diferentes espaços, como parques, praças, cachoeiras e ambientes costeiros e marinhos. “Os benefícios fornecidos pela natureza – como ar puro, água, regulação microclimática, redução de partículas poluentes, relaxamento mental e físico, entre outros – e sua conexão com a saúde das pessoas devem ser vistos pela sociedade e pelo poder público como uma prioridade. Ter espaços verdes acessíveis e bem cuidados próximos da população estimula a visitação e a prática de atividades, o que resulta em indivíduos mais relaxados e produtivos”, completa a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

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Inverno aumenta em 30% o risco de infarto. Veja como proteger seu coração

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Com a chegada do inverno, muita gente fica focado na prevenção de gripes, resfriados, problemas respiratórios e alergias. Mas várias pessoas ainda desconhecem o risco de doenças circulatórias que a estação também costuma trazer, a exemplo dos problemas cardíacos.

Segundo informações do INC (Instituto Nacional de Cardiologia), o inverno costuma aumentar em 30% o risco de infarto. O médico do Serviço de Cardiologia do HFB (Hospital Federal de Bonsucesso), Artur Guimarães, destaca que baixas temperaturas contribuem com a vasoconstrição (contração dos vasos na superfície do corpo), o que pode provocar uma sobrecarga no sistema circulatório e motivar o aumento do risco de infarto no miocárdio.

O aumento de doenças respiratórias na época de frio também sobrecarrega o sistema cardiovascular e isso pode levar ao infarto. O especialista alerta que idosos ou portadores de doença na artéria coronária são os que estão mais propensos a sofrer infarto devido ao frio intenso. “Essa artéria é a responsável pela chegada do oxigênio e outros nutrientes ao miocárdio e com ela obstruída ou sem funcionar como deveria, o sistema circulatório para”, explica Guimarães.

Para prevenir o infarto devido ao frio, o cardiologista recomenda tomar alguns cuidados, como se manter bem agasalhado; alimentação que dê preferência às receitas compatíveis com a estação, e não esquecer de observar o controle de peso. Se for do grupo prioritário, é importante vacinar contra a gripe, que ajuda a manter uma saúde equilibrada.

Quer saber mais sobre o aumento do infarto no inverno? Acompanhe a entrevista com cardiologistas da Unidade Coronariana do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Maximiliano Freire Dutra e Ana Amaral Ferreira Dutra.

1) O que é e como acontece um infarto?

O infarto agudo do miocárdio nada mais é do que a interrupção parcial ou total do fluxo de sangue através das artérias (vasos sanguíneos) que irrigam o músculo do coração (miocárdio). Em decorrência disso, acontece a diminuição da oferta de oxigênio, levando a dor no peito e necrose (morte) de parte deste músculo. Na maioria das vezes é causado por uma ruptura de uma placa de gordura (colesterol – placa aterosclerótica) causando o fechamento da luz do vaso.

2) Por que ocorre o aumento do número de infartos no inverno e quais fatores influenciam?

Em temperaturas mais frias, abaixo de 14°C, acredita-se que tenhamos um aumento do número de infarto agudo do miocárdio (entre 13 a 30%). Isso se deve a uma resposta do organismo a manutenção de nossa temperatura corporal, com consequente liberação de hormônios (da família da adrenalina), levando a diminuição do calibre dos vasos de sangue.

Em pacientes que já tenham doença das artérias (aterosclerose), essa alteração pode levar a uma redução importante do fluxo de sangue nestes locais. Outro ponto está relacionado a mudanças comportamentais nessa época do ano, tais como: redução da prática de atividade física regular, redução da ingestão de líquidos e aumento da ingestão de alimentos gordurosos. Para concluir, uma última teoria seria que os aumentos de infecções, principalmente as respiratórias como gripe, resfriado e pneumonia, levariam a uma inflamação dos vasos levando a uma ruptura de placa de colesterol e consequente coagulo, no interior dos mesmos.

3) Existem grupos de risco que estão propensos ao infarto nessa época?

Esse aumento do número de casos de infarto agudo do miocárdio no inverno acontece, em particular, na população idosa (mais propensos a infecções respiratórias), e em pacientes já portadores de doença aterosclerótica (especialmente das artérias coronárias).

4) Quais cuidados a população precisa ter para evitar um infarto?

Para tentar evitar o infarto, devemos, principalmente, iniciar hábitos saudáveis de vida como: alimentação balanceada, atividade física regular, procurar ter boa qualidade de sono, diminuir a carga de stress e manter um peso ideal. Deve-se evitar uma alimentação rica em frituras, gorduras e açúcar. Não fumar! A crendice popular que “não se deve ir ao médico para não se descobrir doença” deve ser desencorajada. Ir regularmente a um médico com o objetivo de descobrir e tratar doenças como diabetes e a hipertensão arterial é claramente benéfico, e reduz não só o Infarto como o derrame e outras doenças graves, como a dos rins – que podem levar a necessidade de diálise.

5) Qual o papel da vacina contra gripe na prevenção de um infarto?

A vacina contra a gripe tem papel importante na redução de casos graves de gripe e também reduz a chance de pneumonia que pode acontecer após uma infecção por um vírus, devido à queda da imunidade. Dessa forma, com a vacinação, pode-se reduzir um mecanismo importante de inflamação que é causador de infarto agudo do miocárdio, conforme dito previamente.

6) Quais são os sintomas de um início de infarto?

O infarto pode se manifestar de formas variadas. A população deve estar atenta a sinais como:

  • Forte dor no peito, especialmente se houver características de ser um aperto e associadas a algum tipo de esforço físico, e cansaço. Esta dor pode se estender para o braço (esquerdo, principalmente) ou mandíbula.
  • Suor frio, náuseas e vômitos costumam acompanhar o quadro.

Nessas situações, procure um médico preventivamente. Nem sempre as mulheres e os diabéticos têm sintomas clássicos. Nestes, as dores podem ter pouca intensidade, com características diferentes.

7) Ao identificar os sinais, qual deve ser o encaminhamento? E os cuidados após um início de infarto ou um infarto?

Sempre que houver suspeita de infarto o paciente deve ir imediatamente a um serviço de emergência para que seja avaliado. O diagnóstico e tratamento do infarto devem acontecer de forma rápida e dentro de uma Unidade de Saúde. O paciente sempre deve avisar ao atendente ou a pessoa responsável pela triagem da fila da emergência que está sentindo dor no peito ou falta de ar e solicitar que seja realizado um exame de eletrocardiograma nos primeiros 10 minutos de sua chegada ao hospital.

Este exame será rapidamente entregue a um médico e o mesmo definirá a prioridade de atendimento no caso de confirmar a suspeita de Infarto. Dessa forma, o tratamento com remédios poderá ser iniciado de forma rápida, eficiente e segura.

Fonte

A ciência adverte: Ir de bicicleta para o trabalho melhora a saúde! A bicicleta é a melhor opção

Estudo publicado em importante revista médica mostra que o deslocamento para o trabalho em bicicletas melhora a saúde, por isso é urgente que os governantes comecem a encorajar esse tipo de prática.

Todos nós sabemos que o sedentarismo é prejudicial à saúde e um dos principais fatores que causam diversas doenças na sociedade moderna. A superação deste problema passa pelo estímulo da prática de atividade física na população. Quando me perguntam se eu não acho perigoso andar de bicicleta na rua, minha resposta sempre é: “perigo é ter um infarto se eu ficar sentado no sofá assistindo TV”.

Todavia, a escolha do tipo, de como e de quando uma atividade deve ser praticada, ainda não é um consenso. Vários pesquisadores, inclusive eu, sugerem que para que haja um maior benefício, é importante a escolha de uma atividade física que possa se integrar ao cotidiano de cada praticante especificamente. Acreditamos que ao introduzir uma atividade física como parte do dia a dia, inclusive tornando-a uma atividade coletiva, a adesão por parte da população será maior.

Uma das sugestões que vem ganhando peso neste início de século 21 é o uso de meios de deslocamentos ativos, em especial o uso da bicicleta ao trabalho. Pessoalmente, já fazem alguns anos que tenho usado a bicicleta para ir ao trabalho.

“PODEMOS DIZER QUE O USO DA BICICLETA COMO O MODO DE DESLOCAMENTO PARA IR AO TRABALHO EVITOU CASOS DE CÂNCER E DOENÇAS CARDIOVASCULARES, BEM COMO DE MORTES POR ESSAS DOENÇAS.”

No entanto, quando falamos em saúde, não podemos ficar no “eu acho”. É preciso ter evidência de estudos científicos que confirmem determinada hipótese, ou então isto será somente uma opinião. No caso da importância do uso da bicicleta como meio de deslocamento para o trabalho, temos o que comemorar. Recebi a informação de que um estudo mostrando os benefícios para a saúde do uso da bicicleta para o trabalho seria publicado em uma das melhores revistas médicas do mundo. No mundo acadêmico, as boas notícias também correm rápido. Minha ansiedade só fez aumentar quando recebi o artigo e pude lê-lo. Lá encontrei um grande estudo inglês que investigou o comportamento de mais de 260 mil pessoas. Senti meu coração acelerar, como se estivesse pedalando no meio de um trânsito pesado, quando li que os resultados da pesquisa mostravam que as pessoas que faziam o uso de bicicleta para ir ao trabalho viviam mais e tinham menos câncer e doenças do coração.

O Estudo

Fonte: Instituto de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Glasgow no Reino Unido

Avaliar a qualidade de um estudo científico passa pela ponderação do contexto em que ele foi realizado. Ao ler o estudo, descobri que foi feito por cientistas do Instituto de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Glasgow no Reino Unido, e que os pesquisadores investigaram 263.540 pessoas, tanto homens (48%) quanto mulheres (52%). Era muita gente e, além disso, atingia vinte e duas cidades do Reino Unido. Eles usaram os dados de um sistema de registro de saúde do Reino Unido chamado de UK – Biobank. Este sistema contém registros de várias informações, tais como comportamentos, hábitos alimentares e também informações sobre saúde. O objetivo deles foi investigar a relação entre o tipo de deslocamento para o trabalho com os casos de doenças e as mortes.

Para descobrir se havia algum tipo de benefício de um tipo específico de mobilidade, foram definidos três grupos de deslocamento:

a) deslocamento passivo – quando as pessoas faziam uso do transporte público ou de automóvel para ir ao trabalho;

b) deslocamento ativo – quando os indivíduos iam a pé, ou usavam a bicicleta;

c) modalidade mista – quando as pessoas faziam o uso de deslocamento passivo e o complementavam com um outro tipo de deslocamento ativo, a pé ou de bicicleta.

Para as doenças, os pesquisadores definiram como variáveis a morte por qualquer causa, os casos de câncer, as mortes por câncer, os casos de doenças cardiovasculares e as mortes por doenças cardiovasculares. Os pesquisadores inicialmente identificaram que tipo de mobilidade as pessoas utilizavam para irem ao trabalho, e cinco anos depois o que tinha acontecido com elas durante este tempo.

A bicicleta é a melhor prevenção!

Li e reli o estudo várias vezes. A análise dos resultados deste estudo inglês mostrava claramente que as pessoas que se deslocavam de bicicleta para o trabalho tinham expectativa de vida mais alta e menos casos de câncer e de doenças cardiovasculares. Além disso, elas também morriam menos de câncer e de doenças do coração. Para minha surpresa, os resultados mostravam que as pessoas que iam a pé para o trabalho tinham menos chance de ter doenças cardiovasculares.

Mas o que realmente o trabalho mostrou? Vou tentar explicar aqui de uma forma simplificada, mesmo correndo o risco de cometer alguma imprecisão. No estudo foi encontrado que do total da amostra (264.377 pessoas), ocorreram 2.430 mortes ao final de cinco anos (0,91%); no entanto, entre as pessoas que declararam que faziam o uso da bicicleta para irem ao trabalho – um total de 6.301 (2,40% da amostra) – os pesquisadores encontraram somente 37 mortes (0,59%). Já para as pessoas que se deslocavam passivamente, em transporte público ou em automóveis individuais, que somavam um total de 186.763 pessoas, foi encontrado o registro de 1.379 mortes (0,74%). Este menor percentual de mortes no grupo em que os sujeitos declararam que usam a bicicleta foi considerado estatisticamente significante.

O estudo realmente não mostra uma causalidade, mas o que podemos afirmar é que se os que usam a bicicleta para ir ao trabalho tivessem o mesmo padrão de morte acreditado para a população geral, que foi de 0,91%, era esperado que tivessem ocorrido 63 mortes. Assim, podemos dizer que o uso de bicicleta como meio de deslocamento para ir ao trabalho salvou a vida de 26 pessoas. Já imaginou se extrapolássemos isto para toda a população do Reino Unido?

Este mesmo raciocínio pode ser feito em relação as outras variáveis. Assim, podemos dizer que o uso da bicicleta como o modo de deslocamento para ir ao trabalho evitou casos de câncer e doenças cardiovasculares, bem como de mortes por essas doenças.

Para aqueles que relataram que iam ao trabalho a pé, somente houve o registro de menos casos de doenças cardiovasculares. O estudo mostrou mais ainda a importância do uso da bicicleta quando comparou com a modalidade mista, pois somente para as pessoas que usavam a bicicleta como um dos meios de transporte é que ocorreu uma redução dos casos de doenças ou mortes.

Derrubando Mitos

Arquivo pessoal : Deslocamento Trabalho > Ksa

Ao terminar de ler o estudo várias vezes e fazer uns rabiscos, eu pude sentir sua importância por várias qualidades. Afinal, este foi um estudo feito com um grande número de pessoas. Além disso, apesar de outros fatores poderem confundir os resultados – tais como idade, sexo, uso de cigarro e de bebidas alcoólicas e doenças prévias – os pesquisadores verificaram que nenhum desses interferiu nos resultados. Ou seja, os ciclistas morriam ou adoeciam menos não por serem mais jovens ou não serem fumantes.

Alguns estudos mostrando que o uso de bicicleta como meio de mobilidade faz bem a saúde da população já tinham sido realizados anteriormente. Porém, os estudos anteriores tinham sido realizados nos países nórdicos, locais em que a infraestrutura cicloviária é grande e bem-feita. Outro argumento utilizado é que os estudos anteriores também tinham sido feitos em países com cultura no uso da bicicleta, fazendo com que haja mais respeito aos ciclistas.

Por isso, aqueles que defendem ainda o uso de automóvel individual como o meio de mobilidade mais eficiente diziam que a mobilidade em bicicleta só funciona em países com infraestrutura já implantada. Eles também sempre levantam o argumento de que o benefício do uso de bicicleta para ir ao trabalho não ocorreria em países com uma infraestrutura cicloviária precária, principalmente por causa dos riscos de acidentes.

Todavia, nós cicloativistas temos evidências científicas que podem generalizar a afirmação de que o uso da bicicleta faz bem para a saúde em qualquer local. Este estudo inglês mostrou claramente que estes argumentos estavam errados, pois o Reino Unido não é um país com uma infraestrutura cicloviária adequada. Além disso, eles também têm uma baixa taxa de uso da bicicleta como modalidade de transporte. Na Dinamarca, por exemplo, 40% dos deslocamentos são feitos em bicicletas, enquanto no Reino Unido somente 2,5%.

“UMA CIDADE MAIS HUMANA, UMA CIDADE PARA AS PESSOAS.”

Esse discurso, em conjunto com o argumento de que andar de bicicleta é perigoso, representa as grandes barreiras para o uso da bicicleta no Brasil; no entanto, com este estudo temos mais um instrumento rico em evidências de que isto é errado. Este estudo derrubou vários mitos, e agora podemos escrever em letras garrafais: “O uso de bicicleta para ir ao trabalho faz bem para a saúde. A Ciência adverte“.

A bicicleta no futuro das cidades

Agora é o momento deste e de outros estudos sobre os benefícios do uso da bicicleta para ir ao trabalho serem empoderados por todos nós que somos cicloativistas. Vamos usá-lo como uma palavra de ordem, como bandeira de luta nas nossas reivindicações por melhores condições de infraestrutura cicloviária nas nossas cidades! Este estudo precisa ser levado a todos os gestores envolvidos com o planejamento e execução de projetos de mobilidade urbana.

Agora me sinto mais feliz com a minha atitude de ter trocado o automóvel individual pela bicicleta. Como cidadão, estou com novas munições para participar ativa e coletivamente na construção de uma cidade do futuro. Uma cidade com uma infraestrutura e cultura de mobilidade ativa, em especial o andar a pé e o uso de bicicleta para ir para a escola e para o trabalho. Uma cidade mais humana, uma cidade para as pessoas.

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Animação explica o Tour de France de forma simples e divertida

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Faltam poucos dias para começar o Tour de France de 2019. Fuçando o Youtube encontramos essa animação que explica muito bem como era a corrida quando ela surgiu e como é hoje. Vale a pena assistir! Legendas em português disponíveis, basta ativar.

A 106.ª edição do Tour de France será uma corrida de ciclismo em estrada por etapas que vai acontecer entre os dias 6 a 28 de julho de 2019 e vai percorrer uma distância total de 3.460 quilômetros, divididos em 21 etapas com início na cidade de Bruxelas na Bélgica e término no tradicional circuito da Champs-Élysées em Paris.

Os 3.460 quilômetros de percurso que compreendem as 21 etapas da corrida estão divididos em dois contrarrelógios (um individual e outro por equipes), oito etapas para velocistas, cinco etapas em media montanha e seis etapas de alta montanha das quais cinco são com finais no alto da montanha. O Tour desse ano inclui um total de 26 montanhas e 2 dias de descanso.

Rota completa do TdF2019 em 3D:

Fontes: [1] , [2]

Pedalar emagrece, melhora sono, aumenta imunidade e alivia o estresse

Destacamos cinco motivos para você fazer da bicicleta uma grande companheira. Confira:

Pode ser uma ótima opção para emagrecer
Combinar pedaladas com uma dieta equilibrada pode auxiliar na perda de peso e na redução da gordura corporal. Uma pedalada de uma hora em ritmo moderado pode detonar 400 ou até 500 quilocalorias (kcal).

Pedalar pode estimular a produção de endorfina no seu organismo
Essa substância, entre outras funções, é uma das responsáveis pela sensação de bem-estar. Isso pode fazer a diferença quando o objetivo é aliviar o estresse do dia de trabalho.

Com a bike você pode fugir do trânsito 
Além de poupar tempo para ir para o trabalho, por exemplo. Pedalar distâncias que podem ser percorridas em 20 ou 30 minutos, de uma maneira geral, é mais rápido do que ir de ônibus ou de carro. Mas é preciso ficar atento às normas de segurança para circular no meio do trânsito.

Uma pedalada logo pela manhã pode ajudar a melhorar o seu sono
Pesquisas sérias indicam que três pedaladas de meia hora na semana já podem ajudar quem tem problemas de insônia. A regularidade na bike fez com que o tempo necessário para que esses indivíduos adormecessem caísse pela metade. E o tempo de sono aumentou em quase uma hora.

Não fique doente 
Ciclismo moderado deixa as células do sistema imunológico mais ativas e prontas para lutar contra infecções. Pedalar duas ou três vezes na semana já podem deixá-lo doente menos vezes por ano. Faça o teste!  

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Consumo exagerado de suplementos proteicos pode trazer danos ao cérebro

A pesquisa aponta que o exagero nos suplementos que contêm BCAA pode desestimular a produção de serotonina
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O whey protein é o tipo de suplemento alimentar mais consumido por atletas e esportistas amadores. Em forma de barra, pó ou bebida, as proteínas, geralmente, oriundas do leite, são consumidas em massa para favorecer o desenvolvimento muscular. Porém, uma pesquisa publicada em abril pela revista acadêmica Nature Metabolism, alerta para os cuidados da ingestão exagerada do macronutriente oriundo de suplementos.

A investigação afirma que a grande concentração de aminoácidos de cadeia ramificada, também conhecidos como BCAA, pode interferir no funcionamento do cérebro e na emissão de serotonina, o hormônio da felicidade.

Realizado pela Universidade de Sidney, na Austrália, o estudo alimentou grupos de camundongos a partir de diferentes quantidades de BCAAs: um grupo consumia apenas uma dose e outro consumia o dobro do indicado. Entre os animais que ingeriam altas porções da substância, os índices de obesidade e mortalidade cresceram consideravelmente.

O estudo não menciona as porções recomendadas para ratos ou seres humanos, mas aponta que, a longo prazo, uma overdose de BCAA pode levar à eliminação do triptofano, uma substância que dá origem à serotonina, proporcionando as sensações de bem-estar, regulando o ciclo do sono e desempenhando um papel importante no comportamento alimentar do indivíduo. 

Para evitar com que isso aconteça, os pesquisadores recomendam consumir proteínas, aminoácidos e nutrientes diretamente dos alimentos convencionais, como peixes, ovos, laticínios, castanhas e outros produtos naturais.

O melhor mesmo, antes que tenha uma “overdose” de suplementos proteicos, é visitar um nutricionista de confiança e, dependendo do caso, já vá diretamente em um Nutricionista Esportivo. Esse profissional é o mais indicado a te receitar a quantidade e a forma certa de consumir esses produtos.

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Boas estratégias para pedalar no frio

O inverno está chegando e consequentemente o frio já se apresenta e os dias de sol implacável já começam a “falhar” durante a pedalada. Nessas condições, muita coisa muda: o vestuário, alimentação, nossas percepções de esforço, o percurso dos treinos e, claro, as companhias. Afinal, sempre há aquele parceiro de treino que não vai aparecer porque não conseguiu sair das cobertas!

Além de ser um desafio para a nossa motivação, treinar em temperaturas baixas é um desafio para o nosso corpo, assim como em condições de muito calor. Hoje, escrevo sobre algumas estratégias vitais para realizar treinos com conforto, qualidade e segurança no frio – mas lembre-se, escrevo pensando em temperaturas entre 5 e 15 graus. Se seu caso é mais extremo, reforce a proteção!

Vestuário

Roupas de ciclismo para verão são finas, leves e respiráveis. Roupas de ciclismo para dias frios são… finas, leves e respiráveis! A menos que você vá encarar chuva gelada ou neve, ou se a sua região tem um clima realmente polar, não há razão para usar agasalhos impermeáveis e com isolamento pesado. Essas roupas poderão ficar úmidas e desconfortáveis à medida em que seu corpo aquecer, e ficarão geladas ao encarar uma descida longa. E caso o clima esquente, você não vai ter onde guardar uma jaqueta, por exemplo.

Arquivo pessoal: Brevet 600km – Cruzeiro/SP
Prova que passamos 2 madrugadas pedalando, enfrentando temperaturas de 5ºC a 32ºC.

Claro, existem opções versáteis e compactáveis no mercado, mas elas tem seu custo. Mas em geral, uma ótima estratégia é utilizar várias camadas de vestuário comum de ciclismo. Mesmo que sejam feitas do tecido fino e leve de sempre, utilizar duas camisas de ciclismo sob um colete corta-vento simples é uma excelente alternativa. A regulação térmica é a grande vantagem, pois você poderá abrir os zíperes de uma ou mais camadas em uma subida longa, e depois curtir a descida seco com proteção total. Coletes corta-vento são mais práticos, tem menor volume quando dobrados e também custam menos.

Para os braços e pernas, manguitos e pernitos para clima frio são excelentes. Mas tome cuidado, pois há peças no mercado que servem apenas para proteção contra raios UV e não vão ajudar muito a barrar o vento. Os manguitos devem ficar firmes no braço, e podem ser abaixados se necessário ou removidos. Pernitos podem ter extensão total da perna ou cobrir apenas os joelhos. Calças compridas para ciclismo também são uma boa opção, mas a maioria ainda prefere a versatilidade dos pernitos.

Muita atenção também com a cabeça e pescoço. Aquelas bandanas superversáteis são muito úteis. Se o vento começa a incomodar a boca e o nariz, basta puxar um pouco e você terá uma face protegida. Se começar a embaçar os óculos, basta abaixar! Elas também podem ser utilizadas para cobrir as orelhas e nuca. O treino ficará muito mais confortável se você cobrir esses pequenos pontos de muita sensibilidade. Gorros finos, quepes e testeiras também ajudam bastante quando usadas sob o capacete.

As mãos também sofrem muito. Luvas full-finger (de dedos longos) de mountain bike geralmente são suficientes. Tome cuidado com as luvas mais grossas, pois elas podem atrapalhar na frenagem ou na troca de marchas. Para os pés, um bom improviso para quem não tem botinhas é cortar uma meia de algodão e vestir sobre a sapatilha.

Alimentação e hidratação

Arquivo pessoal: Brevet 400km – Divinópolis/MG
“Ahh o café… sempre haverá café nas madrugadas pedaladas!”

A regulação térmica demanda bastante energia do seu organismo. Pense que, durante o exercício, você está realizando um grande esforço para gerar calor. No frio, esse esforço precisa ser ainda maior. Capriche na alimentação para suprir essa demanda e não se esqueça de levar algo para comer durante o treino. Outro ponto crítico é a hidratação. Em temperaturas baixas, acabamos esquecendo de beber água, seja sobre a bike ou no dia-a-dia. Uma hidratação deficitária prejudica seu rendimento, sua recuperação e pode rapidamente prejudicar sua saúde. Dias frios nos dão ótimas oportunidades para imitar nossos colegas europeus e fazer agradáveis paradinhas durante o treino para uma bebida quente!

Bike

Não pense que não há o que fazer na bike em dias frios. Primeiro, lembre-se sempre que o efeito da dilatação térmica vai contrair um pouco os cabos e, portanto, afetar o ajuste dos câmbios. Para evitar barulhos e problemas com as marchas durante a pedalada, converse com o seu mecânico e aprenda a mexer no ajuste fino dos conduítes para compensar o efeito, especialmente útil para os casos em que a temperatura varia muito ao longo do treino. Outro ajuste a ser observado é a pressão dos pneus.

No frio, ficamos mais suscetíveis a sentir dormência nos pés e mãos, e também sentimos mais as dores. Geralmente utilizo uma pressão um pouco mais baixa nos pneus para absorver melhor pequenos impactos e reduzir a vibração, o que traz um grande benefício para o conforto.

Percepção de esforço e aquecimento

Diferentes ciclistas demonstram diferentes reações e preferências ao frio e ao calor, e isso é absolutamente normal. Em geral, no frio sentimos mais dores, corremos mais risco de lesionar músculos e tendões e é fácil perceber as pernas mais duras e pesadas. Também é comum observar alterações na frequência cardíaca, por conta das adaptações do organismo ao ambiente. Se no calor extremo a FC vai às alturas com facilidade, no frio ela fica “preguiçosa”. Fique sempre atento às suas sensações e respeite o que o seu corpo está dizendo.

Trajeto e horário do treino

Às vezes um dia frio pode exigir ou permitir algumas mudanças de itinerário. Neblina, incidência do vento, locais para comer e proximidade a grandes massas de água (como rios ou lagos) acabam fazendo muita diferença para o conforto e para a segurança em condições aquém das ideais. Fique atento a estes aspectos para que pequenos detalhes não transformem seu treino no frio em uma aventura desagradável.

Arquivo Pessoal: 2015, na primeira vez de BH para Aparecida do Norte/SP

Dicas gerais:

– Saiba se há a possibilidade da temperatura mudar muito ao longo do treino, mas esteja preparado para inesperados.
– Evite sair vestido em excesso. O ideal é sentir um pouco de frio e desconforto no começo do pedal, pois seu corpo vai aquecer após alguns minutos.
– Saber abrir e fechar zíperes em movimento é uma habilidade útil. Conseguir tirar, dobrar e guardar seu corta-vento em movimento vai impressionar seus amigos. Mas não caia e nem derrube ninguém no processo! Seja cuidadoso!
– Estipule intervalos de tempo para hidratação e alimentação. Por exemplo, lembre-se sempre de beber água a cada dez ou quinze minutos e comer uma banana a cada quarenta minutos. Programe também uma parada para comer algo quente.
– Na sua aconchegante parada para um lanche e bebida quente, não permaneça por muito tempo. Seu corpo vai esfriar, mas a roupa continuará úmida do suor. A sensação ao retornar para a bike é horrível.
– Cuidado extra com o pescoço. Muitos ciclistas sofrem lesões nessa parte do corpo no frio. Ao olhar para trás, por exemplo, evite movimentos bruscos.
– Não desanime. Registre sua pedalada gelada em uma foto e mande para seus amigos que não tiveram a mesma coragem que você!

Até a próxima coluna e bons treinos!

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Andar de bicicleta requer alguns cuidados com a saúde

CBP_illustration-bikers-in-city-cycling-onA existência de ciclofaixas já fazem parte da rotina de muitos brasileiros, com o número de ciclistas tendo crescido no último ano. Além de cuidados com a segurança, com utilização de itens de segurança, os novos ciclistas precisam prestar atenção à saúde antes de investir em uma nova atividade.

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O fisioterapeuta Rafael Sales explica que muitas lesões musculares acontecem devido à falta de preparo físico. “A gente é muito imediatista, no geral. Começamos a malhar aqui e em uma semana queremos correr uma maratona. O que mais chega para mim são pessoas que vão fazer atividade física, fazem de qualquer jeito. Como o corpo não está pronto, não é receptivo ao estímulo. A pessoa de repente anda muito de bicicleta, resolve correr, acaba sentido dores”, explica Sales.

Os ciclistas mais recentes tendem a sentir mais as dores devido à facilidade do exercício, que leva a um ‘excesso’, explica o professor de educação física Roosevelt Menezes. “[Pedalar] é uma atividade leve, onde se aplica pouca força e a própria inércia vai levá-lo cinco metros adiante. Aí se dá mais quatro pedaladas, vai mais dez metros. Então, para o ciclista, dá tempo de recuperar a sensação, mas a musculatura não funciona assim. Por isso que correr é mais difícil, você tem que aplicar a força a cada passada. Bicicleta não, você vai sentir quando estiver bem longe de casa. É onde se acentuam as lesões, você já sentiu os primeiros efeitos quando está a dez quilômetros de casa e vai ter que voltar . Por isso que no dia depois a pessoa sente dores”, aponta Menezes.

Uma das reclamações mais comuns é a de ‘dor nas costas’, por vezes confundida com a síndrome do piriforme, músculo estratégico do quadril, que cuida da rotação do sacroilíaco, a última parte da coluna. “Mesmo sendo de baixo impacto, o movimento repetitivo gera desequilíbrio. Não tem estudos que comprovem que todo ciclista desenvolve a síndrome do piriforme, mas, na prática, a gente vê um desequilíbrio da pélvis”, afirma Sales.

Mesmo já tendo ouvido falar da síndrome, Menezes acreditava que as dores que sentia nas costas, há seis anos, eram devido a problemas de coluna. Com medo de lesões, chegou a deixar de viajar com amigos para a Chapada Diamantina, até enfim ter o diagnóstico que o problema era outro.

dor_ciatica_-_novo_-_edit_novo“Todos os médicos diziam que era coluna. Só tem um ano que descobri que era síndrome do piriforme. O músculo pega de um lado a outro, do sacro ao fêmur. Quando ele é encurtado, ele gira, faz torção na articulação sacroilíaca. Ele joga então a tensão para a coluna lombar, para cima, então acontece uma reação em cadeia – e provoca na maioria das vezes uma travar das costas. Muita gente pensa que tem problema de coluna por causa disso”, explica o professor de educação física, que trata o problema com fisioterapia atrelada à osteopatia, semanalmente.

Os tratamentos mais comuns estão relacionados aos antiinflamatórios, com uma reincidência da dor a cada movimento. “A dor é uma conseqüência da inflamação. As pessoas quando estão com inflamação tomam logo o antiinflamatório, mas não perguntam a razão da inflamação. Muitas vezes, do ponto de vista prático, o problema está na distância de onde há a queixa. A pessoa sente dores na cervical, mas o problema está no sacro ou na dorsal, ou seja, uma região não funciona suficientemente bem e faz com que se sobrecarregue outra, gerando dor”, aponta o fisioterapeuta.

Uma das formas de diminuir os danos à musculatura é buscar fazer alongamentos. “Quando acaba a atividade, o ciclista deve realizar o relaxamento e distensionamento do grupo muscular que foi superestimulado. É reforçar o óbvio, alongar mesmo, às vezes até eu preciso ser lembrado disso”, admite o educador físico.

Outra conseqüência de se fazer um exercício sem preparo e atenção a pequenos detalhes é a cãibra, que tem como motivos a má hidratação, o excesso de exercícios e a diminuição do potássio no organismo. “O importante é garantir boa hidratação, usando água antes, cerca de 300 mililitros; durante, tomando aproximadamente meio litro a cada hora de pedalada; e logo após o treino. Durante treino de mais de uma hora, deve-se, a partir de uma hora, iniciar o uso de carboidratos e eletrólitos (sódio e potássio), que serão usados como fonte de energia e evitarão desidratação e cãibras. As bebidas esportivas são indicadas nesse caso”, aponta a nutricionista Roberta Costi.

Cuidados

A alimentação é um dos cuidados necessários antes de pedalar. As recomendações das avós de não fazer exercício logo depois de uma refeição pesada são mais do que crenças, ensina a nutricionista. “Fazer exercício com o estomago ‘cheio’ leva a um ‘desvio do fluxo sanguíneo’, significa que ao invés do sangue levar glicose, que nada mais é que energia, para os músculos em exercício, ele também terá que levar energia para o estômago poder fazer a digestão. A consequência é uma diminuição na performance, o ritmo de treino diminui”, avisa Costi.

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Sair sem comer também não é uma boa ideia. “Nunca deve-se fazer exercício em jejum. Até uma hora antes, você pode fazer uma refeição sólida, como café da manhã, um sanduíche com suco, um iogurte com granola ou uma fruta com leite. Se for almoçar, deve-se esperar pelo menos duas ou três horas para fazer a digestão e treinar. Se só tiver 15 ou 30 minutos para sair para pedalar, use apenas algo leve, líquido de preferência”, ensina a nutricionista.

Aliando cuidados com a alimentação e com o preparo físico, a pessoa tende a perceber uma melhoria na qualidade de vida, acredita o educador físico Roosevelt Menezes. “O efeito mais imediato da atividade física é o sono. No dia que você faz atividade, você dorme bem. Depois, vêm outros efeitos crônicos, como melhora da postura, equilíbrio, marcha, condicionamento geral, força. Depois você vê aumento da massa muscular, melhor disposição. Os [benefícios] psicológicos são segurança física, autoestima”, explica.

Antes e depois de pedalar, o ciclista deve alongar quatro músculos: o posterior de coxa, o iliopsoas, o piriforme e o quadrado lombar. “Eles são considerados o pilar do quadril, que é o eixo mais importante do corpo, porque liga as partes inferior e superior. E funciona não só numa direção, ele gira, roda e flexiona, em movimentos independentes”, ensina Menezes.

Alongamentos básicos

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1. Quadríceps (parte da frente da perna): dobre a perna para trás, tentando encostar o calcanhar na sua nádega. Se quiser dar uma reforçada no alongamento, faça força como se quisesse esticar o joelho e enquanto segura o pé com firmeza. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

2. Femorais (parte de trás da perna): apoie o calcanhar sobre o selim, segure a ponta do pé com a mão do mesmo lado e o guidão com a mão oposta. Dobre as costas em direção à perna que está levantada, quanto mais você se abaixa, mais sente o alongamento. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

3. Panturrilhas (famosa, “batata da perna”): suba na bicicleta e mantenha um pé apoiado no pedal, colocando o pedivela para baixo e fazendo pressão com o calcanhar em direção chão. O alongamento será mais eficaz quanto mais você baixar o calcanhar e jogar o corpo para frente. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

4. Psoas-Ilíaco (perna/quadril): dê um grande passo para frente e se agache dobrando apenas uma das pernas no sentido perpendicular ao chão. Apoie-se na bicicleta e mantenha as costas erguidas. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

5. Costas: segure a bicicleta pelo guidão e o selim e dobre o tronco em direção a ela, mantendo as pernas esticadas. A tendência é que você sinta mais alívio nas costas conforme for abaixado. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos.

Fontes: [1] [2]