Por que pedalamos no meio da rua?

compartilhamento da via é uma das principais soluções para integrar as bicicletas ao trânsito. Onde não houver ciclovia ou ciclofaixa, sempre recomendo que os ciclistas ocupem a faixa de rolamento. Mas nem sempre esse procedimento é compreendido pelos motoristas – e até mesmo por alguns ciclistas.

Veja como exemplo o comentário postado por um motorista, que se identifica apenas como Paulo:

“Ok. Também ando de bike, mas cicloativistas como qualquer outro ativista exigem respeito mas não respeitam… 1,5m eu acho muita distância, principalmente levando em consideração que os ciclistas ultrapassam nossos carros a 10-20cm e andam na esquerda da pista e seguram o trânsito a 20 ou 30 por hora. Se ficassem na direita da faixa a ultrapassagem seria possível. Mas ficam na esquerda [da faixa] obrigando os carros a ultrapassarem pela contramão se não quiserem andar a 20km/h. Respeito ciclistas. Detesto ciclo ativistas que se acham donos da rua.” (sic)

Ultrapassar o ciclista na mesma faixa em que ele está é colocar sua vida em risco. Um leve toque no guidão ou até mesmo o deslocamento de ar do veículo em velocidade podem levá-lo para debaixo das rodas, ou derrubá-lo no meio da via com mais carros vindo atrás.

Paulo explicita, de forma rude, sua opinião de que as pessoas deveriam pedalar junto à sarjeta, para que os carros pudessem passar na mesma faixa onde o ciclista está. Dessa forma, ele “não atrapalharia o trânsito”.

Essa opinião é comum, derivada da ideia de que as ruas seriam feitas para os carros, não para o deslocamento de pessoas. Por essa ótica, as bicicletas seriam intrusas, podendo usar as vias apenas quando não interferirem na circulação dos automóveis. Ou seja: ocupar a faixa com a bicicleta seria um desrespeito a quem está de carro. Alguns chegam a afirmar que as bicicletas deveriam usar a calçada, para não atrapalhar os carros.

Mas por que ocupar a faixa?

É muito mais seguro para o ciclista ocupar a faixa, pois isso força os motoristas que não aceitam cumprir o 1,5 m a mudarem de faixa para fazer a ultrapassagem. Pedalando sobre a sarjeta, o ciclista acaba vítima de motoristas que acham 1,5 m muita distância e insistem em passar quase raspando.

Melhor um motorista mal educado que buzina e xinga, pensando que é o ciclista quem se acha o dono da rua (mesmo que esteja compartilhando a via em vez exigir exclusividade), do que o mesmo motorista mal educado passando a 10 cm do guidão – pensando que “tem espaço, acho que dá” – e derrubando o ciclista que teve que desviar de uma grelha aberta na sarjeta.

Motorista, ultrapasse com segurança

Quando há um caminhão ou ônibus trafegando devagar, os motoristas aguardam um momento seguro, mudam de pista e ultrapassam. O mesmo deve ser feito com a bicicleta. Basta entender que ela também é um veículo, tem o mesmo direito de circulação que os demais e possui sua limitação de velocidade, que precisa ser compreendida e aceita.

E por mais que um ciclista ou pedestre esteja errado, nunca, mas nunca mesmo ameace sua vida com o carro para lhe dar uma lição. Algo pode dar errado e você terá que carregar consigo para sempre o peso de ter matado ou mutilado alguém, destruindo a vida dessa pessoa e de sua família.

Por que 1,5m e como fazer para respeitá-lo

Quem utiliza a bicicleta nas ruas diariamente – não apenas em parques, ciclovias e Ciclofaixas de Lazer – percebe claramente que 1,5 m é uma distância importante para não haver contato caso o ciclista se desequilibre, precise desviar de um buraco, de um desnível do asfalto ou de alguém que começa a atravessar a rua sem olhar.

Ao ocupar um espaço maior da faixa, o ciclista obriga o motorista a aguardar um momento em que possa ultrapassar com segurança.

Quem pedala nas ruas também sabe que nem sempre é possível manter uma trajetória continuamente reta e previsível, principalmente em nossas vias esburacadas, com asfalto irregular, caçambas estacionadas, motoristas abrindo a porta do carro sem olhar e carros saindo de garagens e esquinas sem se preocupar com pessoas que estejam passando.

A lei do 1,5 m (art. 201 do CTB) visa acima de tudo a segurança viária.

Mas…

“– E quando não há espaço para a ultrapassagem, por só ser uma via de mão dupla com uma única faixa em cada sentido?”

– E se a rua for de mão única, com carros estacionados, de forma que não caberiam o carro e a bicicleta lado a lado com 1,5m entre eles?”

Para responder a essas perguntas, imagine que na sua frente há um carro andando devagar, um caminhão, um ônibus ou outro veículo qualquer ocupando o espaço adiante. Como você faria a ultrapassagem? Seria obrigado a esperar? A resposta está aí, a situação é a mesma.

Tire de sua cabeça esse preconceito de que a bicicleta tem menos direito de ocupar a rua e que por isso “atrapalha” por circular devagar. Ela circula na velocidade que lhe é inerente, como um caminhão carregado ou um trator que esteja se deslocando na via. Tenha paciência.

E os ciclistas no corredor?

Paulo, ainda comenta que os ciclistas ultrapassam seu carro “a 10-20 cm de distância”. Bem, provavelmente isso acontece quando o carro está parado (afinal, o mesmo comentário diz que bicicletas circulam a 20km/h). Não vejo que risco bicicletas poderiam oferecem a alguém em um carro, ao ultrapassá-lo quando parado ou em velocidade inferior a 20 km/h.

Poderíamos usar a mesma argumentação desse comentário e dizer que um carro parado ocupando a faixa “obriga as bicicletas a ultrapassarem a 10-20 cm se não quiserem ficar paradas”. Poderíamos também dizer que “respeitamos motoristas que não congestionam”, mas “detestamos quem faz isso”, generalizando-os como “carroativistas que se acham donos da rua”. Mas não seria muito justo, não é?

É melhor compreendermos por que razões um carro fica parado ocupando a faixa toda, muitas vezes por longos minutos, até conseguir se mover por 3 ou 4 metros e parar novamente. Melhor ultrapassá-lo com tranquilidade e ir embora do que começar a gritar para que o motorista saia da frente porque está atrapalhando ali parado, como muitos que dirigem costumam fazer com os ciclistas que estão em movimento.

Quando os carros estão parados, o ciclista tem todo o direito de ultrapassá-los pelo corredor. Tem esse direito até mesmo nos casos em que outros veículos não podem fazê-lo, como em uma interdição temporária da via ou uma fila de balsa (art. 211 do Código de Trânsito). E, desde que haja espaço adequado para isso e os carros não estejam em movimento, não estará se colocando em risco ao fazê-lo. Também não colocará em risco nenhum motorista, afinal é um pouco difícil derrubar um carro com o guidão de uma bicicleta.

Mas o ciclista deve ficar atento ao sinal que vai abrir e ao movimento dos carros adiante. Quando perceber que os carros começarão a se mover, deve sair do corredor e voltar a ocupar a faixa, para sua própria segurança. Sempre pedindo espaço e agradecendo a gentileza com um sorriso. Os bons motoristas compreenderão sua atitude.

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SUOR: o que é? Afinal, MAIS SUOR = TREINO MELHOR?

Muita gente já sabe que o suor serve para resfriar o corpo. Assim, durante um treino ou atividade física intensa, ele é inevitável.

Mas suor pode aparecer também durante uma situação muito estressante. Existem dois tipos de glândulas sudoríparas. Você sabia? Graças a isso, não precisamos passar desodorante no corpo inteiro.

O QUE É O SUOR?

Vamos começar do princípio: o suor é composto basicamente por água (H20) e sal (Na+). É por isso que manter uma hidratação adequada é crucial para garantir que o corpo tenha como se refrigerar. Se estiver desidratado e for treinar, é provável que você não se sinta bem. No mais, seu corpo não vai conseguir se autorrefrigerar ou regular bem a temperatura interna.

A mesma coisa vale quando o assunto é repor a hidratação perdida após um treino intenso: a ingestão de fluidos tem que ser reforçada para repor o que foi perdido através do suor, pois, principalmente para aqueles que praticam atividades físicas intensas, um estado de hipohidratação pode se instalar, bem como um aumento geral na temperatura corporal(1).

Tenha em mente que o suor é composto por água *e* sal, então se reidrate com água (claro!) e também com bebidas eletrolíticas caseiras. Vale também adicionar conscientemente um pouco de sal às suas refeições.

DOIS TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS

O corpo humano tem glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas. As écrinas são responsáveis pela autorrefrigeração corporal quando a temperatura interna sobe, elas são encontradas no corpo todo. A abertura destas glândulas ocorre diretamente na superfície da pele. Isso permite que o suor evapore, causando o efeito refrigerador.

Já as glândulas apócrinas se concentram apenas nas regiões das axilas e da virilha, que são áreas com maior concentração de folículos capilares. Estas glândulas sudoríparas também são ativadas pela elevação na temperatura corporal, mas são ativadas principalmente em momentos de estresse, ansiedade e flutuações hormonais. Este suor é um pouco mais leitoso e se mistura com as bactérias da pele, criando aquele característico e desagradável odor corporal.

MAIS SUOR SIGNIFICA TREINOS MAIS INTENSOS?

A quantidade de suor que sai de uma pessoa depende do peso, gênero, nível de condicionamento físico, idade, local onde se encontra (clima) e até da genética. Uma pessoa com sobrepeso vai suar mais, pois a quantidade de energia necessária para realizar determinada atividade será mais alta.

Além disso, uma pessoa mais em forma e que treina com regularidade começará a suar mais rápido que uma pessoa menos em forma, porque o corpo já está “mais esperto”, ou seja, programado para suar a fim de se refrigerar durante o treino.

SEJA A SUA MELHOR VERSÃO “SUADA” COM ESTAS DICAS:

1. BOA HIDRATAÇÃO 

Sabia que a maioria das pessoas vive cronicamente desidratada? Veja se está consumindo a quantidade recomendada de líquidos com este cálculo simples: 30 ml por quilo do seu peso corporal. Se praticar exercícios por mais de 1h, acrescente 500 ml para exercícios moderados, 1 litro para intensidade alta e 1,5 litros para intensidade extremamente alta.

Atenção: beba água até quando não estiver com sede! A sensação de sede já é seu corpo implorando por ajuda, não um sinal inicial.

2. TOME UM BANHO ANTES DO TREINO (E OUTRO DEPOIS, CLARO!)

Se possível, remova todo tipo de maquiagem ou cremes que tenha aplicado ao longo do dia. Eles podem bloquear os poros e impedir que seu corpo se resfrie da maneira apropriada. Ficar com os poros bloqueados (especialmente no rosto) durante a prática de exercícios aumenta a chance de manchas na pele. 

3. USE A ROUPA CERTA

Na hora do treino, nada de vestir roupas abafadas. Seu conforto será maior com tecidos respiráveis e que dispersam a umidade. Identifique os acessórios perfeitos para praticar exercícios, e logo verá que diferença eles fazem.

COMO SABER SE O SUOR ESTÁ EXCESSIVO?

Acha que está suando demais, especialmente fora dos treinos e situações de estresse?

Então consulte um médico, pois você pode ter uma condição chamada hiperidrose. Para quem sofre dessa condição, o suor interfere nas atividades cotidianas: a palma da mão fica toda suada e escorrega ao tentar abrir uma maçaneta, ou as roupas ficam encharcadas de suor sem a pessoa ter feito nenhum tipo de atividade física intensa(2).

Se for o seu caso, nada de vergonha: não se deixe abater, você não está sozinho! Cerca de 5% da população mundial lida com a hiperidrose (3) – nada menos que 350 milhões de pessoas.

Fonte

7 erros comuns no jantar. Livre-se deles!

Arquivo pessoal

Se você quer perder peso, ou simplesmente levar uma vida ativa e saudável, dê muita atenção ao jantar. Ele é decisivo! Confira os 7 erros mais comuns que cometemos na última refeição do dia e que podem atrapalhar o bem-estar.

1.  DEIXAR O PLANEJAMENTO ALIMENTAR PARA A ÚLTIMA HORA

O dia vai acabando, bate o cansaço e, nessa hora, fica super fácil fazer escolhas alimentares ruins. Faça um plano alimentar no fim de semana (ou quando sobrar umas horinhas) para que o preparo dos alimentos flua bem durante a semana.

Saber de antemão o que cozinhar e adiantar parte do preparo das refeições ajuda você a optar menos por fast food ou alimentos processados quando bater a fome.

Solução: lembre-se de alocar diariamente à sua agenda um tempo para o preparo das refeições. Cozinhar às 20h não é o mesmo que sentar-se para comer às 20h.

2. EXAGERAR NA SOBREMESA

Sabia que ingerir muito açúcar pode atrapalhar seu sono? Altas cargas de açúcar causam um pico de glicemia no sangue, seguido de uma queda súbita durante a noite. Em geral, é isso que faz a gente acordar no meio da noite.(1)  Talvez você não acorde, mas provavelmente sairá do sono profundo e se sentirá cansado no dia seguinte.

Solução: se você tiver uma queda por doces, recorra a uma pequena porção de uma guloseima após o jantar, como um pedacinho de chocolate amargo. Quando você se acostumar a abrir mão das sobremesas, qualquer pequena porção será suficiente para satisfazer o desejo por algo doce.

3. TORNAR O JANTAR A MAIOR REFEIÇÃO DO DIA

Para perder peso, faça as refeições de maior porte durante o dia. Um estudo envolvendo mulheres demonstrou que, mesmo consumindo os mesmos alimentos, foi mais fácil perder peso para as participantes que ingeriam maiores porções no almoço.(2)

Além disso, comer durante o dia pode causar alterações hormonais favoráveis, que proporcionam a sensação de saciedade por mais tempo. Isso reduz o risco de exagerar na comida.(3)

Solução: reduzir o tamanho das porções consumidas no jantar e transferir essas calorias para o café da manhã e almoço.

4.  EXAGERAR NO ÁLCOOL

Pode até ser mais fácil pegar no sono após alguns drinks, mas a verdade é que o álcool afeta sua noite inteira. Ele perturba o fluxo natural das diferentes etapas do sono. Em geral, o álcool provoca um sono mais leve e inquieto no início da manhã, levando à fadiga no dia seguinte.(4)

Solução: beba com moderação. Preste atenção ao seu limite, para não se sentir inquieto e acordar com frequência à noite.

5. BEBIDAS QUE CONTÊM CAFEÍNA COMO ACOMPANHAMENTO DO JANTAR

A cafeína estimula o sistema nervoso central, deixando-nos mais alertas e reduzindo a sensação de fadiga. Fora isso, ela bloqueia a eficácia da adenosina, um composto químico que nos deixa sonolentos e regula o ciclo sono-vigília.(5)

Solução: a resposta à cafeína varia muito de pessoa para pessoa. Se seu corpo for mais lento para metabolizar este aditivo, abra mão da cafeína no jantar. Se precisar beber algo quentinho à noite, opte por chás de ervas ou café descafeinado.

6.  COMER USANDO O COMPUTADOR OU VENDO TV

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Jantar assistindo TV ou navegando na web pode fazer com que não prestemos atenção ao ato de comer. Isso afeta diretamente a sensação de saciedade. Estudos mostram que comer com distrações, ou seja, quase que inconscientemente, aumenta as chances de exagerar nas porções. Acabamos comendo mais do que necessário.(6)

Solução: tente comer sem aparelhos eletrônicos por perto. Se esforce para prestar atenção nas especificidades dos alimentos no seu prato, como cores, texturas e sabores.

7.  COMER MUITO PERTO DA HORA DE DORMIR

Dica final, mas muito importante: comer tarde da noite eleva o nível de açúcar no sangue, e o seu corpo não consegue lidar com isso quando entende que você deveria estar dormindo. Com o passar do tempo, isso pode levar a acúmulo de gordura, resistência à insulina e distúrbios metabólicos.(7,8 

O estômago precisa de algumas horinhas para ficar vazio após uma refeição (e, conforme a idade avança, isso leva cada vez mais tempo). Assim, comer tarde da noite pode causar refluxo.(9)

Solução: planeje jantar 3 horas antes de ir dormir. Organizar um plano alimentar com antecedência ajuda a garantir o jantar na hora certa.

Fonte

Aproveite e leia outras postagens sobre alimentação e saúde.

Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse

Áreas naturais trazem benefícios para saúde e bem-estar.
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Imagem: Google

O agito dos grandes centros urbanos prejudica a saúde física e mental. As poluições sonora, visual e atmosférica somadas ao enclausuramento do dia a dia contribuem com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Diante deste contexto, a ciência vem mostrando que praticar atividades ao ar livre, em contato com a natureza, é o que precisa ser incorporado na rotina das pessoas como forma de tratamento preventivo.

Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, reuniram 168 voluntários e colocaram metade para passear em florestas e o grupo restante para andar nos centros urbanos. As pessoas que tiveram contato com a natureza mostraram em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial.

Para o neurologista e psicoterapeuta cognitivo Mário Negrão, é possível notar uma melhora significativa no aparelho digestivo, nas alergias e na resistência à bactérias e infecções, mas o mais importante é a sensação de bem-estar. “Quando você coloca um indivíduo em uma cidade sem muita natureza, você está colocando-o em um ecossistema hostil, onde tudo que o rodeia é artificial. É comprovado que isso gera um impacto imenso na saúde”, relata.  

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Um dos grandes prazeres do MTB é o contato com a natureza

Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Para a doutora em Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Teresa Magro, a sensação de bem-estar está relacionada também ao que fazemos no ambiente natural. “Só o fato de olhar uma paisagem, fazer um passeio em um parque ou em uma área com menos barulho, já nos dá uma sensação de relaxamento”, afirma.

No país com a mais rica biodiversidade do mundo, o contato com a natureza pode ocorrer em diferentes espaços, como parques, praças, cachoeiras e ambientes costeiros e marinhos. “Os benefícios fornecidos pela natureza – como ar puro, água, regulação microclimática, redução de partículas poluentes, relaxamento mental e físico, entre outros – e sua conexão com a saúde das pessoas devem ser vistos pela sociedade e pelo poder público como uma prioridade. Ter espaços verdes acessíveis e bem cuidados próximos da população estimula a visitação e a prática de atividades, o que resulta em indivíduos mais relaxados e produtivos”, completa a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

Fonte

Ciclistas do TdF2019 a serem seguidos no Strava

Para você que gosta de ver os dados dos treinos dos profissionais do ciclismo, abaixo a lista de alguns profissionais que estão correndo o Tour de France 2019.

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Este ano, há mais de 90 pilotos iniciando o Tour de France que fazem o upload regularmente para o Strava, ou seja, quase 50% do campo. De velocistas a alpinistas, há alguns grandes nomes que estarão dando a você uma visão única dos bastidores da maior corrida no ciclismo. Então, siga alguns dos seus profissionais favoritos (ou todos eles!) e não se esqueça de verificar o seu feed após todas as etapas deste mês de julho.

Quem está pronto para ver alguns KOMs caírem?

AG2R LA MONDIALE

Romain Bardet
Mickaël Cherel
Pierre Latour
Oliver Naesen

TEAM ARKÉA SAMSIC

Warren Barguil
Maxime Bouet
Anthony Delaplace
Élie Gesbert
André Greipel

ASTANA PRO TEAM

Alexey, Lutsenko

BAHRAIN MERIDA

Damiano Caruso
Sonny Colbrelli
Matej Mohorič
Vincenzo Nibali

BORA – HANSGROHE

Emanuel Buchmann
Marcus Burghardt
Patrick Konrad
Daniel Oss

CCC

Greg Van Avermaet
Simon Geschke
Guillaume Van Keirsbulck
Alessandro De Marchi
Łukasz Wiśniowski

COFIDIS, SOLUTIONS CRÉDITS

Nicolas Edet
Jesús Herrada
Hugo Hofstetter
Christophe Laporte
Anthony Perez
Pierre-luc Périchon
Julien Simon

DECEUNINCK – QUICK STEP

Kasper Asgreen
Dries Devenyns
Michael Mørkøv

DIMENSION DATA

Reinardt Janse van Rensburg
Ben King

EF EDUCATION FIRST

Alberto Bettiol
Lawson Craddock
Tejay Van Garderen

GROUPAMA – FDJ

David Gaudu
Stefan Küng
Matthieu Ladagnous
Rudy Molard
Steve Morabito
Thibaut Pinot
Sébastien Reichenbach

INEOS

Dylan Van Baarle
Egan Bernal
Kenny Elissonde
Michal Kwiatkowski
Wout Poels

JUMBO – VISMA

Wout Van Aert
George Bennett
Steven Kruijswijk
Laurens De Plus
Mike Teunissen

KATUSHA-ALPECIN

Marco Haller
Nils Politt
Rick Zabel

LOTTO SOUDAL

Tiesj Benoot
Jasper De Buyst
Thomas De Gendt
Jens Keukeleire
Roger Kluge
Maxime Monfort

MITCHELTON – SCOTT

Impey Daryl

MOVISTAR

Winner Anacona
Carlos Verona

SUNWEB

Lennard Kämna
Wilco Kelderman
Nicolas Roche

TOTAL DIRECT ENERGIE

Niccolò Bonifazio
Lilian Calmejane
Adrien Petit
Rein Taaramäe
Niki Terpstra

TREK – SEGAFREDO

Giulio Ciccone
Koen De Kort
Jasper Stuyven
Edward Theuns
Richie Porte

UAE TEAM EMIRATES

Fabio Aru
Sven Erik Bystrøm
Alexander Kristoff
Jasper Philipsen

WANTY – GOBERT

Frederik Backaert
Odd Christian  Eiking
Aimé De Gendt
Kévin Van Melsen
Xandro Meurisse
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Inverno aumenta em 30% o risco de infarto. Veja como proteger seu coração

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Com a chegada do inverno, muita gente fica focado na prevenção de gripes, resfriados, problemas respiratórios e alergias. Mas várias pessoas ainda desconhecem o risco de doenças circulatórias que a estação também costuma trazer, a exemplo dos problemas cardíacos.

Segundo informações do INC (Instituto Nacional de Cardiologia), o inverno costuma aumentar em 30% o risco de infarto. O médico do Serviço de Cardiologia do HFB (Hospital Federal de Bonsucesso), Artur Guimarães, destaca que baixas temperaturas contribuem com a vasoconstrição (contração dos vasos na superfície do corpo), o que pode provocar uma sobrecarga no sistema circulatório e motivar o aumento do risco de infarto no miocárdio.

O aumento de doenças respiratórias na época de frio também sobrecarrega o sistema cardiovascular e isso pode levar ao infarto. O especialista alerta que idosos ou portadores de doença na artéria coronária são os que estão mais propensos a sofrer infarto devido ao frio intenso. “Essa artéria é a responsável pela chegada do oxigênio e outros nutrientes ao miocárdio e com ela obstruída ou sem funcionar como deveria, o sistema circulatório para”, explica Guimarães.

Para prevenir o infarto devido ao frio, o cardiologista recomenda tomar alguns cuidados, como se manter bem agasalhado; alimentação que dê preferência às receitas compatíveis com a estação, e não esquecer de observar o controle de peso. Se for do grupo prioritário, é importante vacinar contra a gripe, que ajuda a manter uma saúde equilibrada.

Quer saber mais sobre o aumento do infarto no inverno? Acompanhe a entrevista com cardiologistas da Unidade Coronariana do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Maximiliano Freire Dutra e Ana Amaral Ferreira Dutra.

1) O que é e como acontece um infarto?

O infarto agudo do miocárdio nada mais é do que a interrupção parcial ou total do fluxo de sangue através das artérias (vasos sanguíneos) que irrigam o músculo do coração (miocárdio). Em decorrência disso, acontece a diminuição da oferta de oxigênio, levando a dor no peito e necrose (morte) de parte deste músculo. Na maioria das vezes é causado por uma ruptura de uma placa de gordura (colesterol – placa aterosclerótica) causando o fechamento da luz do vaso.

2) Por que ocorre o aumento do número de infartos no inverno e quais fatores influenciam?

Em temperaturas mais frias, abaixo de 14°C, acredita-se que tenhamos um aumento do número de infarto agudo do miocárdio (entre 13 a 30%). Isso se deve a uma resposta do organismo a manutenção de nossa temperatura corporal, com consequente liberação de hormônios (da família da adrenalina), levando a diminuição do calibre dos vasos de sangue.

Em pacientes que já tenham doença das artérias (aterosclerose), essa alteração pode levar a uma redução importante do fluxo de sangue nestes locais. Outro ponto está relacionado a mudanças comportamentais nessa época do ano, tais como: redução da prática de atividade física regular, redução da ingestão de líquidos e aumento da ingestão de alimentos gordurosos. Para concluir, uma última teoria seria que os aumentos de infecções, principalmente as respiratórias como gripe, resfriado e pneumonia, levariam a uma inflamação dos vasos levando a uma ruptura de placa de colesterol e consequente coagulo, no interior dos mesmos.

3) Existem grupos de risco que estão propensos ao infarto nessa época?

Esse aumento do número de casos de infarto agudo do miocárdio no inverno acontece, em particular, na população idosa (mais propensos a infecções respiratórias), e em pacientes já portadores de doença aterosclerótica (especialmente das artérias coronárias).

4) Quais cuidados a população precisa ter para evitar um infarto?

Para tentar evitar o infarto, devemos, principalmente, iniciar hábitos saudáveis de vida como: alimentação balanceada, atividade física regular, procurar ter boa qualidade de sono, diminuir a carga de stress e manter um peso ideal. Deve-se evitar uma alimentação rica em frituras, gorduras e açúcar. Não fumar! A crendice popular que “não se deve ir ao médico para não se descobrir doença” deve ser desencorajada. Ir regularmente a um médico com o objetivo de descobrir e tratar doenças como diabetes e a hipertensão arterial é claramente benéfico, e reduz não só o Infarto como o derrame e outras doenças graves, como a dos rins – que podem levar a necessidade de diálise.

5) Qual o papel da vacina contra gripe na prevenção de um infarto?

A vacina contra a gripe tem papel importante na redução de casos graves de gripe e também reduz a chance de pneumonia que pode acontecer após uma infecção por um vírus, devido à queda da imunidade. Dessa forma, com a vacinação, pode-se reduzir um mecanismo importante de inflamação que é causador de infarto agudo do miocárdio, conforme dito previamente.

6) Quais são os sintomas de um início de infarto?

O infarto pode se manifestar de formas variadas. A população deve estar atenta a sinais como:

  • Forte dor no peito, especialmente se houver características de ser um aperto e associadas a algum tipo de esforço físico, e cansaço. Esta dor pode se estender para o braço (esquerdo, principalmente) ou mandíbula.
  • Suor frio, náuseas e vômitos costumam acompanhar o quadro.

Nessas situações, procure um médico preventivamente. Nem sempre as mulheres e os diabéticos têm sintomas clássicos. Nestes, as dores podem ter pouca intensidade, com características diferentes.

7) Ao identificar os sinais, qual deve ser o encaminhamento? E os cuidados após um início de infarto ou um infarto?

Sempre que houver suspeita de infarto o paciente deve ir imediatamente a um serviço de emergência para que seja avaliado. O diagnóstico e tratamento do infarto devem acontecer de forma rápida e dentro de uma Unidade de Saúde. O paciente sempre deve avisar ao atendente ou a pessoa responsável pela triagem da fila da emergência que está sentindo dor no peito ou falta de ar e solicitar que seja realizado um exame de eletrocardiograma nos primeiros 10 minutos de sua chegada ao hospital.

Este exame será rapidamente entregue a um médico e o mesmo definirá a prioridade de atendimento no caso de confirmar a suspeita de Infarto. Dessa forma, o tratamento com remédios poderá ser iniciado de forma rápida, eficiente e segura.

Fonte

Exames Antidoping

O uso de drogas ou qualquer outro tipo de substância que melhore de forma artificial o rendimento de um atleta durante uma competição e que tragam efeitos prejudiciais ao mesmo é denominado doping (leia mais aqui). Aquele que faz uso de doping leva certa vantagem (desleal) em relação aos que não o fazem, por isso é considerado antiético e é proibido no esporte. O teste antidoping tem a função de detectar essas substâncias, bem como sua quantidade no organismo dos atletas, classificadas pela Agência Mundial de Antidoping.

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Infelizmente até os amadores estão utilizando em larga escala

O teste é feito com urina, aproximadamente 65 mL, uma vez que é pela urina que são eliminadas substâncias tóxicas ao organismo. Para fazer o exame, o atleta é encaminhado para o controle de doping, onde fará a coleta da urina na presença de um responsável do evento de mesmo sexo, para que não haja fraude na coleta. No ato da coleta são analisados o pH e o volume da amostra, que depois é transferida para dois recipientes: prova e contraprova e enviada ao laboratório olímpico.

A fase analítica do teste envolve técnicas de cromatografia gasosa e espectrometria de massa. O cromatógrafo tem a função de separar as substâncias encontradas no frasco prova e transferi-las ao espectrômetro, que fará fragmentos da molécula e quantificará cada pedaço obtido. Depois tais moléculas são rearranjadas e comparadas às proibidas pela Agência Mundial de Antidoping. Quando são encontradas substâncias proibidas na prova, é feito um novo exame com a amostra contraprova, obedecendo aos mesmos parâmetros do primeiro.

Nos casos em que a contraprova também gera resultado positivo, a infração do esportista é informada ao órgão que controlam o processo e o atleta é punido, podendo ser eliminado da competição ou até julgado pelo comitê. O laudo do exame é entregue em envelope lacrado primeiramente ao órgão responsável, e não ao atleta.

As substâncias vetadas são, geralmente, classificadas em quatro grupos:

  • Estimulantes: tornam o atleta mais excitado, agindo diretamente no sistema nervoso. São capazes de eliminar a sensação de fadiga e o potencializar o desempenho do atleta. Dentre as mais comuns estão a anfetamina, a cocaína e o ecstasy.
  • Narcóticos analgésicos: têm o poder de amenizar a dor e são usados com maior frequência no ciclismo e no pugilismo. Morfina e derivados são exemplos de doping dessa classe.
  • Diuréticos: atuam na eliminação de água do organismo para que haja perda de peso, além de serem utilizados também para eliminar outras substâncias proibidas.
  • Esteroides anabolizantes: aumentam a massa muscular do atleta (não-atletas também os utilizam para esse fim) e diminuem o tempo de recuperação. Podem ser consideradas as mais nocivas das substâncias vetadas.

O doping pode trazer efeitos colaterais como comportamento agressivo, acne, lesões hepáticas, sudorese excessiva, choque anafilático, insônia, arritmia cardíaca, acidente vascular cerebral, cânceres, entre outros.

Somente os laboratórios credenciados pela WADA – World Anti-doping Agency – são aptos a fazer o exame antidoping. Todos os atletas são submetidos ao teste sem serem avisados previamente.

Referências
http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0607/esteroides/metodos.html
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/doping/index.shtml
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-feito-o-exame-antidoping
http://listas.cev.org.br/cevdopagem/2004-September/000953.html

Fonte

Doping

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É chamado de Doping, o uso de qualquer droga ou medicamento que possa aumentar o desempenho dos atletas durante uma competição.

O uso de medicamentos por alguns atletas, além de trazerem riscos a saúde, é antiético, pois nesse caso, não há igualdade de condições entre os atletas.

A pioneira nas punições por uso de doping foi a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). Em 1928 a Associação baniu os primeiros atletas por doping.

Atualmente, existe uma lista de medicamentos proibidos. Essas drogas são agrupadas nas seguintes classes:

Estimulantes: agem direto sobre o sistema nervoso central, fazendo o mesmo efeito da adrenalina. As substâncias são: pseudoefedrina, efedrina, anfetamina, cocaína e cafeína.

Analgésicos Narcóticos: atuam no sistema nervoso central, diminuindo a sensação de dor. As substâncias são: morfina, codeína, propoxifeno, petidina.

Agentes anabólicos: agem aumentando o tamanho dos músculos.

– Diuréticos: atua aumentando a produção e a excreção, causando a perda de peso. São usados também para o mascaramento de doping. As substâncias são: triantereno, hidroclorotiazínicos, furosemide.

Betabloqueadores: agem diminuindo a pressão arterial e ajudam a manter estáveis as mãos do atleta. É usado em competições como o tiro. As substâncias são: propranolol e atenol.

Hormônios peptídeos e análogos: aumentam o volume e a potência dos músculos. As substâncias são: Hormônio do crescimento (GH), eritropoetina, corticotropina.

Alguns cientistas apontam que, atualmente, existe a possibilidade de doping genético. Através da alteração genética, se pode, por exemplo, aumentar a produção de hormônios.

Desde 1968 foram utilizados pela primeira vez os testes anti-doping nos Jogos Olímpicos.

Em 1999 foi fundada a World Anti-Doping Agency (WADA), para o combate da prática do doping pelos atletas. Essa Agência Mundial criou um código mundial anti-doping (CMAD), que é utilizado pela maioria das Federações Internacionais e pelo Comitê Olímpico Internacional.

Fonte

A ciência adverte: Ir de bicicleta para o trabalho melhora a saúde! A bicicleta é a melhor opção

Estudo publicado em importante revista médica mostra que o deslocamento para o trabalho em bicicletas melhora a saúde, por isso é urgente que os governantes comecem a encorajar esse tipo de prática.

Todos nós sabemos que o sedentarismo é prejudicial à saúde e um dos principais fatores que causam diversas doenças na sociedade moderna. A superação deste problema passa pelo estímulo da prática de atividade física na população. Quando me perguntam se eu não acho perigoso andar de bicicleta na rua, minha resposta sempre é: “perigo é ter um infarto se eu ficar sentado no sofá assistindo TV”.

Todavia, a escolha do tipo, de como e de quando uma atividade deve ser praticada, ainda não é um consenso. Vários pesquisadores, inclusive eu, sugerem que para que haja um maior benefício, é importante a escolha de uma atividade física que possa se integrar ao cotidiano de cada praticante especificamente. Acreditamos que ao introduzir uma atividade física como parte do dia a dia, inclusive tornando-a uma atividade coletiva, a adesão por parte da população será maior.

Uma das sugestões que vem ganhando peso neste início de século 21 é o uso de meios de deslocamentos ativos, em especial o uso da bicicleta ao trabalho. Pessoalmente, já fazem alguns anos que tenho usado a bicicleta para ir ao trabalho.

“PODEMOS DIZER QUE O USO DA BICICLETA COMO O MODO DE DESLOCAMENTO PARA IR AO TRABALHO EVITOU CASOS DE CÂNCER E DOENÇAS CARDIOVASCULARES, BEM COMO DE MORTES POR ESSAS DOENÇAS.”

No entanto, quando falamos em saúde, não podemos ficar no “eu acho”. É preciso ter evidência de estudos científicos que confirmem determinada hipótese, ou então isto será somente uma opinião. No caso da importância do uso da bicicleta como meio de deslocamento para o trabalho, temos o que comemorar. Recebi a informação de que um estudo mostrando os benefícios para a saúde do uso da bicicleta para o trabalho seria publicado em uma das melhores revistas médicas do mundo. No mundo acadêmico, as boas notícias também correm rápido. Minha ansiedade só fez aumentar quando recebi o artigo e pude lê-lo. Lá encontrei um grande estudo inglês que investigou o comportamento de mais de 260 mil pessoas. Senti meu coração acelerar, como se estivesse pedalando no meio de um trânsito pesado, quando li que os resultados da pesquisa mostravam que as pessoas que faziam o uso de bicicleta para ir ao trabalho viviam mais e tinham menos câncer e doenças do coração.

O Estudo

Fonte: Instituto de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Glasgow no Reino Unido

Avaliar a qualidade de um estudo científico passa pela ponderação do contexto em que ele foi realizado. Ao ler o estudo, descobri que foi feito por cientistas do Instituto de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Glasgow no Reino Unido, e que os pesquisadores investigaram 263.540 pessoas, tanto homens (48%) quanto mulheres (52%). Era muita gente e, além disso, atingia vinte e duas cidades do Reino Unido. Eles usaram os dados de um sistema de registro de saúde do Reino Unido chamado de UK – Biobank. Este sistema contém registros de várias informações, tais como comportamentos, hábitos alimentares e também informações sobre saúde. O objetivo deles foi investigar a relação entre o tipo de deslocamento para o trabalho com os casos de doenças e as mortes.

Para descobrir se havia algum tipo de benefício de um tipo específico de mobilidade, foram definidos três grupos de deslocamento:

a) deslocamento passivo – quando as pessoas faziam uso do transporte público ou de automóvel para ir ao trabalho;

b) deslocamento ativo – quando os indivíduos iam a pé, ou usavam a bicicleta;

c) modalidade mista – quando as pessoas faziam o uso de deslocamento passivo e o complementavam com um outro tipo de deslocamento ativo, a pé ou de bicicleta.

Para as doenças, os pesquisadores definiram como variáveis a morte por qualquer causa, os casos de câncer, as mortes por câncer, os casos de doenças cardiovasculares e as mortes por doenças cardiovasculares. Os pesquisadores inicialmente identificaram que tipo de mobilidade as pessoas utilizavam para irem ao trabalho, e cinco anos depois o que tinha acontecido com elas durante este tempo.

A bicicleta é a melhor prevenção!

Li e reli o estudo várias vezes. A análise dos resultados deste estudo inglês mostrava claramente que as pessoas que se deslocavam de bicicleta para o trabalho tinham expectativa de vida mais alta e menos casos de câncer e de doenças cardiovasculares. Além disso, elas também morriam menos de câncer e de doenças do coração. Para minha surpresa, os resultados mostravam que as pessoas que iam a pé para o trabalho tinham menos chance de ter doenças cardiovasculares.

Mas o que realmente o trabalho mostrou? Vou tentar explicar aqui de uma forma simplificada, mesmo correndo o risco de cometer alguma imprecisão. No estudo foi encontrado que do total da amostra (264.377 pessoas), ocorreram 2.430 mortes ao final de cinco anos (0,91%); no entanto, entre as pessoas que declararam que faziam o uso da bicicleta para irem ao trabalho – um total de 6.301 (2,40% da amostra) – os pesquisadores encontraram somente 37 mortes (0,59%). Já para as pessoas que se deslocavam passivamente, em transporte público ou em automóveis individuais, que somavam um total de 186.763 pessoas, foi encontrado o registro de 1.379 mortes (0,74%). Este menor percentual de mortes no grupo em que os sujeitos declararam que usam a bicicleta foi considerado estatisticamente significante.

O estudo realmente não mostra uma causalidade, mas o que podemos afirmar é que se os que usam a bicicleta para ir ao trabalho tivessem o mesmo padrão de morte acreditado para a população geral, que foi de 0,91%, era esperado que tivessem ocorrido 63 mortes. Assim, podemos dizer que o uso de bicicleta como meio de deslocamento para ir ao trabalho salvou a vida de 26 pessoas. Já imaginou se extrapolássemos isto para toda a população do Reino Unido?

Este mesmo raciocínio pode ser feito em relação as outras variáveis. Assim, podemos dizer que o uso da bicicleta como o modo de deslocamento para ir ao trabalho evitou casos de câncer e doenças cardiovasculares, bem como de mortes por essas doenças.

Para aqueles que relataram que iam ao trabalho a pé, somente houve o registro de menos casos de doenças cardiovasculares. O estudo mostrou mais ainda a importância do uso da bicicleta quando comparou com a modalidade mista, pois somente para as pessoas que usavam a bicicleta como um dos meios de transporte é que ocorreu uma redução dos casos de doenças ou mortes.

Derrubando Mitos

Arquivo pessoal : Deslocamento Trabalho > Ksa

Ao terminar de ler o estudo várias vezes e fazer uns rabiscos, eu pude sentir sua importância por várias qualidades. Afinal, este foi um estudo feito com um grande número de pessoas. Além disso, apesar de outros fatores poderem confundir os resultados – tais como idade, sexo, uso de cigarro e de bebidas alcoólicas e doenças prévias – os pesquisadores verificaram que nenhum desses interferiu nos resultados. Ou seja, os ciclistas morriam ou adoeciam menos não por serem mais jovens ou não serem fumantes.

Alguns estudos mostrando que o uso de bicicleta como meio de mobilidade faz bem a saúde da população já tinham sido realizados anteriormente. Porém, os estudos anteriores tinham sido realizados nos países nórdicos, locais em que a infraestrutura cicloviária é grande e bem-feita. Outro argumento utilizado é que os estudos anteriores também tinham sido feitos em países com cultura no uso da bicicleta, fazendo com que haja mais respeito aos ciclistas.

Por isso, aqueles que defendem ainda o uso de automóvel individual como o meio de mobilidade mais eficiente diziam que a mobilidade em bicicleta só funciona em países com infraestrutura já implantada. Eles também sempre levantam o argumento de que o benefício do uso de bicicleta para ir ao trabalho não ocorreria em países com uma infraestrutura cicloviária precária, principalmente por causa dos riscos de acidentes.

Todavia, nós cicloativistas temos evidências científicas que podem generalizar a afirmação de que o uso da bicicleta faz bem para a saúde em qualquer local. Este estudo inglês mostrou claramente que estes argumentos estavam errados, pois o Reino Unido não é um país com uma infraestrutura cicloviária adequada. Além disso, eles também têm uma baixa taxa de uso da bicicleta como modalidade de transporte. Na Dinamarca, por exemplo, 40% dos deslocamentos são feitos em bicicletas, enquanto no Reino Unido somente 2,5%.

“UMA CIDADE MAIS HUMANA, UMA CIDADE PARA AS PESSOAS.”

Esse discurso, em conjunto com o argumento de que andar de bicicleta é perigoso, representa as grandes barreiras para o uso da bicicleta no Brasil; no entanto, com este estudo temos mais um instrumento rico em evidências de que isto é errado. Este estudo derrubou vários mitos, e agora podemos escrever em letras garrafais: “O uso de bicicleta para ir ao trabalho faz bem para a saúde. A Ciência adverte“.

A bicicleta no futuro das cidades

Agora é o momento deste e de outros estudos sobre os benefícios do uso da bicicleta para ir ao trabalho serem empoderados por todos nós que somos cicloativistas. Vamos usá-lo como uma palavra de ordem, como bandeira de luta nas nossas reivindicações por melhores condições de infraestrutura cicloviária nas nossas cidades! Este estudo precisa ser levado a todos os gestores envolvidos com o planejamento e execução de projetos de mobilidade urbana.

Agora me sinto mais feliz com a minha atitude de ter trocado o automóvel individual pela bicicleta. Como cidadão, estou com novas munições para participar ativa e coletivamente na construção de uma cidade do futuro. Uma cidade com uma infraestrutura e cultura de mobilidade ativa, em especial o andar a pé e o uso de bicicleta para ir para a escola e para o trabalho. Uma cidade mais humana, uma cidade para as pessoas.

Fonte

Animação explica o Tour de France de forma simples e divertida

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Faltam poucos dias para começar o Tour de France de 2019. Fuçando o Youtube encontramos essa animação que explica muito bem como era a corrida quando ela surgiu e como é hoje. Vale a pena assistir! Legendas em português disponíveis, basta ativar.

A 106.ª edição do Tour de France será uma corrida de ciclismo em estrada por etapas que vai acontecer entre os dias 6 a 28 de julho de 2019 e vai percorrer uma distância total de 3.460 quilômetros, divididos em 21 etapas com início na cidade de Bruxelas na Bélgica e término no tradicional circuito da Champs-Élysées em Paris.

Os 3.460 quilômetros de percurso que compreendem as 21 etapas da corrida estão divididos em dois contrarrelógios (um individual e outro por equipes), oito etapas para velocistas, cinco etapas em media montanha e seis etapas de alta montanha das quais cinco são com finais no alto da montanha. O Tour desse ano inclui um total de 26 montanhas e 2 dias de descanso.

Rota completa do TdF2019 em 3D:

Fontes: [1] , [2]