BikeFit: O que é, e porque você deveria fazer

Dores e falta de rendimento podem estar relacionadas a um mal ajuste do ciclista a bicicleta. Conheça o trabalho dos profissionais que adequam a bike ao seu corpo

Arquivo pessoal

O que é o Bike Fit?

O bike fit nada mais é do que o ajuste e/ou adequação da bicicleta para o ciclista; em qualquer nível, modalidade e tipo de bicicleta. Portanto, às vezes é trocar ou ajustar a posição de componentes como mesa, pedivela, clip ou o que for necessário para que o ciclista esteja na melhor posição para pedalar.

O bike fit com um profissional capacitado é imprescindível para o confortável, eficiente e seguro uso de sua bicicleta. Ele poderá solucionar problemas e elucidar dúvidas muito comuns, como por exemplo:

  • Qual o quadro ideal para mim?
  • Vou pedalar na cidade; qual o tipo de bicicleta que devo adquirir?
  • Qual a diferença de um quadro feminino para os quadros de série?
  • Por que existem faixas de largura de selim?
  • Por que na speed o tronco é baixo e na mountain bike é mais alto em relação ao solo?
  • É questão de aerodinâmica? Ou distribuição de peso e dirigibilidade?
  • Existe uma bicicleta específica para utilizarmos como meio de transporte?
  • O que define a altura do meu guidão?
  • Qual a altura ideal de selim? Isso muda com o tempo? Esta medida vale para todas as bicicletas?
  • Que tipo de taquinho devo utilizar em minhas sapatilhas?
  • Existem guidões mais largos?! Ou mais estreitos?!
  • Por que meus pés e mãos ficam dormentes?
  • Por que tenho dores lombares?

O que é a melhor posição para pedalar?

Dentre inúmeras definições, as quais vieram ao longo desses anos de existência do ciclismo sendo criadas por Eddy Merckx, Bernard Hinault, Arnie Baker, Mark Hodges, John Howard, Greg LeMond, Andy Pruitt, Cristopher Kautz dentre outros, hoje podem ser resumidas em “Ajuste da bicicleta a fim de deixar o ciclista confortável e seguro, produzindo cada vez mais velocidade sem gastar energia desnecessária, evitando lesões e tornando o pedal agradável”.

Claro que podemos dividir as situações, como para um ciclista recreacional, que visa ter uma bicicleta confortável e ter uma trilha, ou um pedal de estrada duradouro e prazeroso. Assim como podemos pensar em um atleta de elite, que pode preferir ter um pouco do seu conforto prejudicado para adquirir uma posição mais aerodinâmica e que produza mais potência. Neste caso ele visa velocidade, mas também não pode deixar o conforto completamente de lado, pois a posição desagradável pode deixá-lo com dores e sua velocidade diminuirá em conseqüência do desconforto.

Imagem relacionada

Para quem e quando fazer?

Indicado a qualquer ciclista, seja mountain biker de provas de aventura, maratonas ou singletracks; triatletas, ciclistas de estrada ou recreacionais. Atletas amadores ou profissionais e, no caso de iniciantes, o ideal é que haja uma orientação prévia no intuito da compra correta.

Deve-se fazer um bike fit sempre que estiver pedalando, seja para sanar a causa de uma dor ou à procura do posicionamento perfeito, lembrando que o nosso corpo passa por mudanças constantes, como lesões, mudanças de objetivo com provas diferentes (curta ou longa distância) ganho de flexibilidade, enfim, em média a cada 6 meses deve-se pensar nos objetivos que há pela frente, fazer uma avaliação física e traçar novas metas, pois muitas vezes pode-se deixar a bicicleta numa posição mais agressiva, mantendo conforto e você não sabe.

Métodos e materiais de avaliação Ferramentas como goniômetro, prumo, trena e outros materiais que se parecem mais com os de um engenheiro. E hoje o ciclismo pode contar com o apoio da ciência para avaliação, com o uso de softwares, simuladores quase que reais e análise biomecânica com gráfico instantâneo de cada parte do ciclo da pedalada.

Como funciona um bike fit de verdade

Resumo das etapas:

1. Após um prévio agendamento, o ciclista passa por uma anamnese, nada mais que um diálogo, buscando detalhes e informações sobre histórico de lesões, dores freqüentes, tipo de pedalada. Quais objetivos existem em relação à bike, postura de trabalho para saber suas possíveis influências na postura, testes de flexibilidade, avaliação do arco do pé entre outras perguntas.

2. Após a medição da bike e antes das alterações, o ciclista inicia uma pedalada sobre um simulador para que dê inicio a avaliação.

3. Alguns fazem vídeo do “antes” e seguem para a parte prática, que vai desde o ajuste dos taquinhos da sapatilha até todas as modificações necessárias, como altura do canote, ajuste de selim, mesa, guidão etc.

4. Então faz-se o vídeo do depois, com a finalização para que se possa avaliar e comparar as posições. Normalmente há um retorno em 30 dias.

Fatores como pedivela e guidão, alinhamento dos manetes, barends e, principalmente, ajuste dos taquinhos são comumente achados em tamanhos e posições fora do padrão ideal para determinado ciclista, por isso vale a pena uma avaliação feita por profissional, que dura em torno de 2h.

Por que fazer?

Muitas vezes ouvimos que alguém fará um bike fit porque esta sentindo dores, e é exatamente isso que tem que mudar, pois assim como na hidratação em que existe aquele ditado: “antes de sentir sede tem que beber água”, na bike é igual, pois, muitas vezes, já estamos pedalando com a postura inadequada o com material incorreto, e no futuro sentimos dores e nos machucamos. E o fator que considero o mais importante é o conforto, pois onde há conforto há performance, logo se estamos nos sentindo bem em cima da bike, por lá ficaremos horas e horas!

Não se deixe enganar

Para que você tenha certeza de que está fazendo um bike fit com um profissional de qualidade, procure saber mais sobre ele, pesquise e converse com seu treinador ou o pessoal onde você leva a sua bicicleta para manutenção. A diferença está na tecnologia, no procedimento e know how que cada um possui. Pois cada um tem o seu ponto de partida e de finalização, às vezes um é mais conservador que outro. Cada um tem sua técnica e sua seqüência de avaliação, seguido de uma filosofia individual.

Fonte

Até onde a dor na bunda é normal e como diminuí-la.

Ahh a dor na bunda… Você sai para pedalar, passa uma hora e para um pouco para beber uma água e comer uma fruta. Quando senta novamente no selim parece que esteve numa britadeira por dias. O desconforto é insuportável.

Quem nunca?

Hoje vamos explorar as causas, explicar até onde ela pode ser considerada “normal” e como fazer para minimizar o desconforto.

Afinal, a dor é na bunda mesmo?

Pode parecer piada um título desse, mas de fato, a dor é na bunda? Todos nós sabemos que na realidade não se trata exatamente disso. Os glúteos, nágedas, bunda, bumbum – chame como quiser – nada têm a ver com a sensação de incômodo que se instala devido ao contato prolongado do corpo com o selim.

O que de fato fica dolorido é o Períneo –  região do corpo com uma série de músculos que ficam entre… bem, você sabe entre o que e o que. E sim, mulheres e homens tem um e sim, o nome é o mesmo para ambos. O que muda é o que a lesão no períneo pode acarretar em cada sexo.

Como amenizar a dor na bunda?

A dor na região “da bunda”, como muitos chamam, é sim inevitável a partir de um tempo contínuo de contato da região com o seu selim. O que não é normal é o excesso dessa dor na bunda. E há algumas coisas que você pode fazer agora mesmo para deixar o pedal o mais confortável possível:

1- Altura e posição do banco

Provavelmente o mais óbvio de todos. Um selim muito alto (na foto abaixo, imagem A) fará com que você incline os quadris constantemente de um lado para o outro para que sua perna consiga exercer força de forma adequada nos pedais.

Já um selim muito baixo (imagem B) tira um pouco da sustentação do corpo realizada pelos braços no guidão, deixando mais peso do corpo sobre o banco e constantemente, mais pressão e dor na bunda na certa.

fit-torto

Uma dica prática para saber qual é a altura ideal do selim para você é se sentar na sua bike e procure encostar o seu calcanhar no pedal, com a perna levemente esticada, como na foto abaixo:

SeatHeight_09920a08-6b3a-412b-a93b-987e18bd5f30

Como no exemplo, para ajustar a altura do selim, você vai precisar de uma forma de manter a bicicleta de pé enquanto você faz os ajustes. Uma opção e ter um amigo que segure a bike. Você também pode inclinar a bike contra uma árvore, parede ou bancada.

Objetivo: Você vai querer uma curvatura de 25 a 30 graus em seus joelhos. Cheque sua posição colocando seu calcanhar no pedal e estique sua perna até que o pedal esteja em baixo.

2- Posição do taquinho nas sapatilhas

admin-ajax

Sério! Um taquinho muito para trás fará com que você tenha que se sentar mais na ponta do banco para pedalar adequadamente, posição onde há muito menos sustentação.

Já um taquinho muito para frente fará com que você sente muito para trás, região onde o banco é mais largo e a área de contato exagerada e a dor na bunda atacará!

Experimente posicionar seus taquinhos da maneira correta. 

3- Distância entre o ciclista e o guidão

O princípio é o mesmo para o primeiro item: um guidão muito para frente deixará você muito inclinado sobre a bike e a área de contato será muito menor e mais danosa. Um guidão muito próximo do ciclista fará com que você se sente verticalmente no selim, tirando o apoio dos braços e aumentando a pressão no selim. E como já vimos pressão = dor na bunda.

Esse é um assunto que deverá ser discutido para a escolha certa do tamanho da bicicleta.

4- Utilize bermudas acolchoadas

2xu-sublimation-cycling-shorts-191216

Muitos frabicantes fazem bermudas e bretelles acolchoados. Grande parte dos ciclistas, tanto no mountain bike como no ciclismo de estrada, já utilizam um produto assim – e realmente ajuda!

Se você não usa, experimente comprar uma peça assim. Além de diminuir o atrito com o banco, a bermuda também distribui melhor os impactos transmitidos ao ciclista pelo contato com o selim.

5- Vá sem cueca/calcinha

Se você seguiu o ítem anterior, então está na hora de deixar sua cueca ou calcinha em casa. As bermudas ciclísticas não foram feitas para serem vestidas com roupas íntimas.

A costura da peça pode machucar e irritar sua pele, além de que o alchoamento da bermuda já possui um formato anatômico próprio para ficar em contato direto com sua pele. Utilizar uma cueca ou calcinha acaba imediatamente com esse benefício proporcionado pela bermuda ciclística.

Quando a dor na bunda deixa de ser normal?

dor na bunda

Preste muita atenção! A dor na bunda excessiva que atinge o ciclista em menos de uma hora de pedal pode ser extremamente danosa!

Não pense que isso só acarretará lesões nas “partes íntimas” – a lesão por contato no selim também pode afetar seu cóccix. E aí estamos falando de sua coluna vertebral. Meu amigo, você não vai querer danificar sua coluna vertebral, não é?

Então se as dores estão constantes, você sai da bike e fica até difícil de sentar no seu travesseiro da NASA, a solução imediata que se deve tomar é procurar um médico!

Não sou do ramo então não vou indicar para você um ortopedista ou urologista, mas não deixe o orgulho ou vergonha tomar você. Visite um e veja se está tudo correto.

É questão de costume?

Percorreu todos os passos acima e continua doendo? Dê uma chance ao seu banco por umas semanas.

Verdade é que todos temos que conviver com as dores no ciclismo – afinal, essa região não foi feita para entrar em contato direto e sofrer choques físicos por tanto tempo – porém o fator que determina que elas venham a diminuir é um só: Costume.

Difícil de ler isso, mas é verdade. Há estudos mostrando que nosso corpo “se adapta” fisicamente ao contato prolongado com o selim. Porém são um pouco inconclusos.

O que se acredita é que nos acostumamos psicológicamente com o contato. De uma forma ou de outra, a verdade é que com o passar do tempo a dor na bunda se torna mais tolerável.

Ainda sente dores? Troque de selim

saddles-320x239

Essa é a última das opções, mas pode ser também a mais adequada. Escolha seu banco pensando em que tipo de ciclista você é.

A grande verdade é que 99% de todos os atletas do ciclismo não têm o esporte como profissão. Sendo assim, busque deixar o seu desempenho em segundo plano e priorize o conforto: Prefira um banco mais confortável a um desconfortável e aerodinâmico.

Mas pera lá!

Escolher um banco também não é tão simples assim. Sabia que a flexibilidade de sua coluna tem tudo a ver com qual banco você deveria escolher?

Ou seja, sabe quando voce fica de pé e tenta encostar o chão com sua mão? O quanto você consegue se aproximar do solo tem tudo a ver com o seu banco.

A Fizik, empresa italiana que fabrica entre outras coisas selim para ciclismo, divide o nível de flexibilidade da coluna do ciclista em três: Cobra (snake) , camaleão (chamaleon) e touro (bull).

Capture

A última dica, será a indicação de um BIKE FIT.

bike fit nada mais é do que o ajuste e/ou adequação da bicicleta para o ciclista; em qualquer nível, modalidade e tipo de bicicleta. Portanto, às vezes é trocar ou ajustar a posição de componentes como mesa, pedivela, clip ou o que for necessário para que o ciclista esteja na melhor posição para pedalar.

Fonte

Pedalar emagrece, melhora sono, aumenta imunidade e alivia o estresse

Destacamos cinco motivos para você fazer da bicicleta uma grande companheira. Confira:

Pode ser uma ótima opção para emagrecer
Combinar pedaladas com uma dieta equilibrada pode auxiliar na perda de peso e na redução da gordura corporal. Uma pedalada de uma hora em ritmo moderado pode detonar 400 ou até 500 quilocalorias (kcal).

Pedalar pode estimular a produção de endorfina no seu organismo
Essa substância, entre outras funções, é uma das responsáveis pela sensação de bem-estar. Isso pode fazer a diferença quando o objetivo é aliviar o estresse do dia de trabalho.

Com a bike você pode fugir do trânsito 
Além de poupar tempo para ir para o trabalho, por exemplo. Pedalar distâncias que podem ser percorridas em 20 ou 30 minutos, de uma maneira geral, é mais rápido do que ir de ônibus ou de carro. Mas é preciso ficar atento às normas de segurança para circular no meio do trânsito.

Uma pedalada logo pela manhã pode ajudar a melhorar o seu sono
Pesquisas sérias indicam que três pedaladas de meia hora na semana já podem ajudar quem tem problemas de insônia. A regularidade na bike fez com que o tempo necessário para que esses indivíduos adormecessem caísse pela metade. E o tempo de sono aumentou em quase uma hora.

Não fique doente 
Ciclismo moderado deixa as células do sistema imunológico mais ativas e prontas para lutar contra infecções. Pedalar duas ou três vezes na semana já podem deixá-lo doente menos vezes por ano. Faça o teste!  

Fonte

Consumo exagerado de suplementos proteicos pode trazer danos ao cérebro

A pesquisa aponta que o exagero nos suplementos que contêm BCAA pode desestimular a produção de serotonina
Resultado de imagem para whey protein

O whey protein é o tipo de suplemento alimentar mais consumido por atletas e esportistas amadores. Em forma de barra, pó ou bebida, as proteínas, geralmente, oriundas do leite, são consumidas em massa para favorecer o desenvolvimento muscular. Porém, uma pesquisa publicada em abril pela revista acadêmica Nature Metabolism, alerta para os cuidados da ingestão exagerada do macronutriente oriundo de suplementos.

A investigação afirma que a grande concentração de aminoácidos de cadeia ramificada, também conhecidos como BCAA, pode interferir no funcionamento do cérebro e na emissão de serotonina, o hormônio da felicidade.

Realizado pela Universidade de Sidney, na Austrália, o estudo alimentou grupos de camundongos a partir de diferentes quantidades de BCAAs: um grupo consumia apenas uma dose e outro consumia o dobro do indicado. Entre os animais que ingeriam altas porções da substância, os índices de obesidade e mortalidade cresceram consideravelmente.

O estudo não menciona as porções recomendadas para ratos ou seres humanos, mas aponta que, a longo prazo, uma overdose de BCAA pode levar à eliminação do triptofano, uma substância que dá origem à serotonina, proporcionando as sensações de bem-estar, regulando o ciclo do sono e desempenhando um papel importante no comportamento alimentar do indivíduo. 

Para evitar com que isso aconteça, os pesquisadores recomendam consumir proteínas, aminoácidos e nutrientes diretamente dos alimentos convencionais, como peixes, ovos, laticínios, castanhas e outros produtos naturais.

O melhor mesmo, antes que tenha uma “overdose” de suplementos proteicos, é visitar um nutricionista de confiança e, dependendo do caso, já vá diretamente em um Nutricionista Esportivo. Esse profissional é o mais indicado a te receitar a quantidade e a forma certa de consumir esses produtos.

Fonte

Boas estratégias para pedalar no frio

O inverno está chegando e consequentemente o frio já se apresenta e os dias de sol implacável já começam a “falhar” durante a pedalada. Nessas condições, muita coisa muda: o vestuário, alimentação, nossas percepções de esforço, o percurso dos treinos e, claro, as companhias. Afinal, sempre há aquele parceiro de treino que não vai aparecer porque não conseguiu sair das cobertas!

Além de ser um desafio para a nossa motivação, treinar em temperaturas baixas é um desafio para o nosso corpo, assim como em condições de muito calor. Hoje, escrevo sobre algumas estratégias vitais para realizar treinos com conforto, qualidade e segurança no frio – mas lembre-se, escrevo pensando em temperaturas entre 5 e 15 graus. Se seu caso é mais extremo, reforce a proteção!

Vestuário

Roupas de ciclismo para verão são finas, leves e respiráveis. Roupas de ciclismo para dias frios são… finas, leves e respiráveis! A menos que você vá encarar chuva gelada ou neve, ou se a sua região tem um clima realmente polar, não há razão para usar agasalhos impermeáveis e com isolamento pesado. Essas roupas poderão ficar úmidas e desconfortáveis à medida em que seu corpo aquecer, e ficarão geladas ao encarar uma descida longa. E caso o clima esquente, você não vai ter onde guardar uma jaqueta, por exemplo.

Arquivo pessoal: Brevet 600km – Cruzeiro/SP
Prova que passamos 2 madrugadas pedalando, enfrentando temperaturas de 5ºC a 32ºC.

Claro, existem opções versáteis e compactáveis no mercado, mas elas tem seu custo. Mas em geral, uma ótima estratégia é utilizar várias camadas de vestuário comum de ciclismo. Mesmo que sejam feitas do tecido fino e leve de sempre, utilizar duas camisas de ciclismo sob um colete corta-vento simples é uma excelente alternativa. A regulação térmica é a grande vantagem, pois você poderá abrir os zíperes de uma ou mais camadas em uma subida longa, e depois curtir a descida seco com proteção total. Coletes corta-vento são mais práticos, tem menor volume quando dobrados e também custam menos.

Para os braços e pernas, manguitos e pernitos para clima frio são excelentes. Mas tome cuidado, pois há peças no mercado que servem apenas para proteção contra raios UV e não vão ajudar muito a barrar o vento. Os manguitos devem ficar firmes no braço, e podem ser abaixados se necessário ou removidos. Pernitos podem ter extensão total da perna ou cobrir apenas os joelhos. Calças compridas para ciclismo também são uma boa opção, mas a maioria ainda prefere a versatilidade dos pernitos.

Muita atenção também com a cabeça e pescoço. Aquelas bandanas superversáteis são muito úteis. Se o vento começa a incomodar a boca e o nariz, basta puxar um pouco e você terá uma face protegida. Se começar a embaçar os óculos, basta abaixar! Elas também podem ser utilizadas para cobrir as orelhas e nuca. O treino ficará muito mais confortável se você cobrir esses pequenos pontos de muita sensibilidade. Gorros finos, quepes e testeiras também ajudam bastante quando usadas sob o capacete.

As mãos também sofrem muito. Luvas full-finger (de dedos longos) de mountain bike geralmente são suficientes. Tome cuidado com as luvas mais grossas, pois elas podem atrapalhar na frenagem ou na troca de marchas. Para os pés, um bom improviso para quem não tem botinhas é cortar uma meia de algodão e vestir sobre a sapatilha.

Alimentação e hidratação

Arquivo pessoal: Brevet 400km – Divinópolis/MG
“Ahh o café… sempre haverá café nas madrugadas pedaladas!”

A regulação térmica demanda bastante energia do seu organismo. Pense que, durante o exercício, você está realizando um grande esforço para gerar calor. No frio, esse esforço precisa ser ainda maior. Capriche na alimentação para suprir essa demanda e não se esqueça de levar algo para comer durante o treino. Outro ponto crítico é a hidratação. Em temperaturas baixas, acabamos esquecendo de beber água, seja sobre a bike ou no dia-a-dia. Uma hidratação deficitária prejudica seu rendimento, sua recuperação e pode rapidamente prejudicar sua saúde. Dias frios nos dão ótimas oportunidades para imitar nossos colegas europeus e fazer agradáveis paradinhas durante o treino para uma bebida quente!

Bike

Não pense que não há o que fazer na bike em dias frios. Primeiro, lembre-se sempre que o efeito da dilatação térmica vai contrair um pouco os cabos e, portanto, afetar o ajuste dos câmbios. Para evitar barulhos e problemas com as marchas durante a pedalada, converse com o seu mecânico e aprenda a mexer no ajuste fino dos conduítes para compensar o efeito, especialmente útil para os casos em que a temperatura varia muito ao longo do treino. Outro ajuste a ser observado é a pressão dos pneus.

No frio, ficamos mais suscetíveis a sentir dormência nos pés e mãos, e também sentimos mais as dores. Geralmente utilizo uma pressão um pouco mais baixa nos pneus para absorver melhor pequenos impactos e reduzir a vibração, o que traz um grande benefício para o conforto.

Percepção de esforço e aquecimento

Diferentes ciclistas demonstram diferentes reações e preferências ao frio e ao calor, e isso é absolutamente normal. Em geral, no frio sentimos mais dores, corremos mais risco de lesionar músculos e tendões e é fácil perceber as pernas mais duras e pesadas. Também é comum observar alterações na frequência cardíaca, por conta das adaptações do organismo ao ambiente. Se no calor extremo a FC vai às alturas com facilidade, no frio ela fica “preguiçosa”. Fique sempre atento às suas sensações e respeite o que o seu corpo está dizendo.

Trajeto e horário do treino

Às vezes um dia frio pode exigir ou permitir algumas mudanças de itinerário. Neblina, incidência do vento, locais para comer e proximidade a grandes massas de água (como rios ou lagos) acabam fazendo muita diferença para o conforto e para a segurança em condições aquém das ideais. Fique atento a estes aspectos para que pequenos detalhes não transformem seu treino no frio em uma aventura desagradável.

Arquivo Pessoal: 2015, na primeira vez de BH para Aparecida do Norte/SP

Dicas gerais:

– Saiba se há a possibilidade da temperatura mudar muito ao longo do treino, mas esteja preparado para inesperados.
– Evite sair vestido em excesso. O ideal é sentir um pouco de frio e desconforto no começo do pedal, pois seu corpo vai aquecer após alguns minutos.
– Saber abrir e fechar zíperes em movimento é uma habilidade útil. Conseguir tirar, dobrar e guardar seu corta-vento em movimento vai impressionar seus amigos. Mas não caia e nem derrube ninguém no processo! Seja cuidadoso!
– Estipule intervalos de tempo para hidratação e alimentação. Por exemplo, lembre-se sempre de beber água a cada dez ou quinze minutos e comer uma banana a cada quarenta minutos. Programe também uma parada para comer algo quente.
– Na sua aconchegante parada para um lanche e bebida quente, não permaneça por muito tempo. Seu corpo vai esfriar, mas a roupa continuará úmida do suor. A sensação ao retornar para a bike é horrível.
– Cuidado extra com o pescoço. Muitos ciclistas sofrem lesões nessa parte do corpo no frio. Ao olhar para trás, por exemplo, evite movimentos bruscos.
– Não desanime. Registre sua pedalada gelada em uma foto e mande para seus amigos que não tiveram a mesma coragem que você!

Até a próxima coluna e bons treinos!

Fonte

Andar de bicicleta requer alguns cuidados com a saúde

CBP_illustration-bikers-in-city-cycling-onA existência de ciclofaixas já fazem parte da rotina de muitos brasileiros, com o número de ciclistas tendo crescido no último ano. Além de cuidados com a segurança, com utilização de itens de segurança, os novos ciclistas precisam prestar atenção à saúde antes de investir em uma nova atividade.

CBP_Ciclovia_Ciclofaixa_Ciclorrota

O fisioterapeuta Rafael Sales explica que muitas lesões musculares acontecem devido à falta de preparo físico. “A gente é muito imediatista, no geral. Começamos a malhar aqui e em uma semana queremos correr uma maratona. O que mais chega para mim são pessoas que vão fazer atividade física, fazem de qualquer jeito. Como o corpo não está pronto, não é receptivo ao estímulo. A pessoa de repente anda muito de bicicleta, resolve correr, acaba sentido dores”, explica Sales.

Os ciclistas mais recentes tendem a sentir mais as dores devido à facilidade do exercício, que leva a um ‘excesso’, explica o professor de educação física Roosevelt Menezes. “[Pedalar] é uma atividade leve, onde se aplica pouca força e a própria inércia vai levá-lo cinco metros adiante. Aí se dá mais quatro pedaladas, vai mais dez metros. Então, para o ciclista, dá tempo de recuperar a sensação, mas a musculatura não funciona assim. Por isso que correr é mais difícil, você tem que aplicar a força a cada passada. Bicicleta não, você vai sentir quando estiver bem longe de casa. É onde se acentuam as lesões, você já sentiu os primeiros efeitos quando está a dez quilômetros de casa e vai ter que voltar . Por isso que no dia depois a pessoa sente dores”, aponta Menezes.

Uma das reclamações mais comuns é a de ‘dor nas costas’, por vezes confundida com a síndrome do piriforme, músculo estratégico do quadril, que cuida da rotação do sacroilíaco, a última parte da coluna. “Mesmo sendo de baixo impacto, o movimento repetitivo gera desequilíbrio. Não tem estudos que comprovem que todo ciclista desenvolve a síndrome do piriforme, mas, na prática, a gente vê um desequilíbrio da pélvis”, afirma Sales.

Mesmo já tendo ouvido falar da síndrome, Menezes acreditava que as dores que sentia nas costas, há seis anos, eram devido a problemas de coluna. Com medo de lesões, chegou a deixar de viajar com amigos para a Chapada Diamantina, até enfim ter o diagnóstico que o problema era outro.

dor_ciatica_-_novo_-_edit_novo“Todos os médicos diziam que era coluna. Só tem um ano que descobri que era síndrome do piriforme. O músculo pega de um lado a outro, do sacro ao fêmur. Quando ele é encurtado, ele gira, faz torção na articulação sacroilíaca. Ele joga então a tensão para a coluna lombar, para cima, então acontece uma reação em cadeia – e provoca na maioria das vezes uma travar das costas. Muita gente pensa que tem problema de coluna por causa disso”, explica o professor de educação física, que trata o problema com fisioterapia atrelada à osteopatia, semanalmente.

Os tratamentos mais comuns estão relacionados aos antiinflamatórios, com uma reincidência da dor a cada movimento. “A dor é uma conseqüência da inflamação. As pessoas quando estão com inflamação tomam logo o antiinflamatório, mas não perguntam a razão da inflamação. Muitas vezes, do ponto de vista prático, o problema está na distância de onde há a queixa. A pessoa sente dores na cervical, mas o problema está no sacro ou na dorsal, ou seja, uma região não funciona suficientemente bem e faz com que se sobrecarregue outra, gerando dor”, aponta o fisioterapeuta.

Uma das formas de diminuir os danos à musculatura é buscar fazer alongamentos. “Quando acaba a atividade, o ciclista deve realizar o relaxamento e distensionamento do grupo muscular que foi superestimulado. É reforçar o óbvio, alongar mesmo, às vezes até eu preciso ser lembrado disso”, admite o educador físico.

Outra conseqüência de se fazer um exercício sem preparo e atenção a pequenos detalhes é a cãibra, que tem como motivos a má hidratação, o excesso de exercícios e a diminuição do potássio no organismo. “O importante é garantir boa hidratação, usando água antes, cerca de 300 mililitros; durante, tomando aproximadamente meio litro a cada hora de pedalada; e logo após o treino. Durante treino de mais de uma hora, deve-se, a partir de uma hora, iniciar o uso de carboidratos e eletrólitos (sódio e potássio), que serão usados como fonte de energia e evitarão desidratação e cãibras. As bebidas esportivas são indicadas nesse caso”, aponta a nutricionista Roberta Costi.

Cuidados

A alimentação é um dos cuidados necessários antes de pedalar. As recomendações das avós de não fazer exercício logo depois de uma refeição pesada são mais do que crenças, ensina a nutricionista. “Fazer exercício com o estomago ‘cheio’ leva a um ‘desvio do fluxo sanguíneo’, significa que ao invés do sangue levar glicose, que nada mais é que energia, para os músculos em exercício, ele também terá que levar energia para o estômago poder fazer a digestão. A consequência é uma diminuição na performance, o ritmo de treino diminui”, avisa Costi.

CBP_medialunas-desayuno

Sair sem comer também não é uma boa ideia. “Nunca deve-se fazer exercício em jejum. Até uma hora antes, você pode fazer uma refeição sólida, como café da manhã, um sanduíche com suco, um iogurte com granola ou uma fruta com leite. Se for almoçar, deve-se esperar pelo menos duas ou três horas para fazer a digestão e treinar. Se só tiver 15 ou 30 minutos para sair para pedalar, use apenas algo leve, líquido de preferência”, ensina a nutricionista.

Aliando cuidados com a alimentação e com o preparo físico, a pessoa tende a perceber uma melhoria na qualidade de vida, acredita o educador físico Roosevelt Menezes. “O efeito mais imediato da atividade física é o sono. No dia que você faz atividade, você dorme bem. Depois, vêm outros efeitos crônicos, como melhora da postura, equilíbrio, marcha, condicionamento geral, força. Depois você vê aumento da massa muscular, melhor disposição. Os [benefícios] psicológicos são segurança física, autoestima”, explica.

Antes e depois de pedalar, o ciclista deve alongar quatro músculos: o posterior de coxa, o iliopsoas, o piriforme e o quadrado lombar. “Eles são considerados o pilar do quadril, que é o eixo mais importante do corpo, porque liga as partes inferior e superior. E funciona não só numa direção, ele gira, roda e flexiona, em movimentos independentes”, ensina Menezes.

Alongamentos básicos

alongamentos-básicos-ciclista

1. Quadríceps (parte da frente da perna): dobre a perna para trás, tentando encostar o calcanhar na sua nádega. Se quiser dar uma reforçada no alongamento, faça força como se quisesse esticar o joelho e enquanto segura o pé com firmeza. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

2. Femorais (parte de trás da perna): apoie o calcanhar sobre o selim, segure a ponta do pé com a mão do mesmo lado e o guidão com a mão oposta. Dobre as costas em direção à perna que está levantada, quanto mais você se abaixa, mais sente o alongamento. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

3. Panturrilhas (famosa, “batata da perna”): suba na bicicleta e mantenha um pé apoiado no pedal, colocando o pedivela para baixo e fazendo pressão com o calcanhar em direção chão. O alongamento será mais eficaz quanto mais você baixar o calcanhar e jogar o corpo para frente. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

4. Psoas-Ilíaco (perna/quadril): dê um grande passo para frente e se agache dobrando apenas uma das pernas no sentido perpendicular ao chão. Apoie-se na bicicleta e mantenha as costas erguidas. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos em cada perna.

5. Costas: segure a bicicleta pelo guidão e o selim e dobre o tronco em direção a ela, mantendo as pernas esticadas. A tendência é que você sinta mais alívio nas costas conforme for abaixado. Repetições: 2 ou 3 de 20 segundos.

Fontes: [1] [2]

O que NÃO comer antes do pedal

Parece que estamos na era da alimentação saudável. As pessoas, atletas ou não, cada vez mais têm se importado com seu corpo e saúde, buscando ter uma alimentação balanceada em conjunto com exercícios físicos e acompanhamento médico. Mas, por mais que o projeto alimentação saudável vá bem, obrigada, alguns alimentos são difíceis de ler: parecem nutritivos e saudáveis, mas não são.

CBP_3-consejos-para-un-desayuno-equilibrado

Para pedalar a coisa complica, porque além de um alimento saudável você precisa de algo que te dê energia o suficiente para aguentar todas as horas de treino na bike. Já discutimos em outros momentos, quais alimentos fundamentais, hidratação e o que comer durante uma pedalada, alimentação pós-treinos entre outros.

Alguns alimentos parecem saudáveis e apetitosos antes do pedal mas podem ser grandes vilões para o seu treino. O mesmo vale para líquidos e outros alimentos que você sempre pensou que gerassem bastante energia mas na verdade até roubam a energia que você usaria para pedalar.

Por que me preocupar com isso?

Escolher os alimentos certos vai aumentar a sua performance e também melhorar as suas escolhas nutricionais. Lembrando, é claro, que é muito importante ter sempre o acompanhamento de um médico e um nutricionista, para conciliar o esporte com a alimentação e por consequência, vida saudável.

Então vamos lá para a lista de 10 alimentos que você não deve consumir antes de pedalar. Alguns deles são bem óbvios, outros nem tanto. Confira abaixo:

1. Água em excesso

É sim extremamente importante beber água, mas a água em excesso vai te deixar com a sensação de peso, desânimo, com seu estômago sobrecarregado. O nosso sistema sanguíneo não absorve mais do que 250ml de água por hora, então você não precisa beber tanto para se manter hidratado. O mesmo vale durante o pedal: claro que você deve levar em consideração a temperatura do local que estará pedalando e também a distância, mas em linhas gerais para um pedal de 1h, um squeeze de 250ml é suficiente.

Ps: Nunca pedale sem levar uma água. Leve sempre com você uma squeeze ou mochila de hidratação.

2. Fibras, saladas, pipocas, grãos.

Você precisa ter bom senso nesse caso, comer um pouco não vai fazer mal, mas esses não são alimentos que vão te oferecer bastante energia. Na verdade é o contrário, eles precisam de muita energia do próprio corpo para serem digeridos, portanto acabam diminuindo a energia que vai para você em formato de força. Alimentos como carboidratos (batatas, arroz, pizza) são bons para a noite anterior do passeio – eles vão ser digeridos durante a noite e te oferecer energia quando acordar.

Além disso, granola, aveia e outros grãos estimulam o intestino, e não é isso que você procura antes de começar o seu treino, certo? Então fique longe desses alimentos pelo menos na uma hora que antecede o pedal.

3. Comidas e géis energéticos

As barrinhas de cereal e géis energéticos geram energia de forma rápida. Mas é extremamente não recomendável que você consuma tais alimentos em jejum, uma vez que são feitos para gerar energia e gastar na mesma hora – isso acontece porque para compensar o nível de açúcar, o corpo libera insulina. Se sua primeira alimentação antes de pedalar for um desses exemplos, você logo ficará fraco e com fome, terá que parar para comer mais e entrar em um ciclo.

O ideal é ter um café da manhã reforçado, comendo frutas, carboidratos e proteínas. Coma de tudo um pouco moderadamente, assim você não sobrecarrega seu sistema digestivo e ainda auxilia no ganho e armazenamento energético para o seu pedal.

Ps: as comidas e géis energéticos só não são recomendados em jejum, mas você pode consumi-los sem medo durante o exercício.

4. Bebidas esportivas

As bebidas esportivas, assim como as comidas e géis, são recomendadas apenas depois de iniciar o exercício, e não antes dela. As bebidas isotônicas como gatorade são comportas de água, carboidratos, sódio, potássio e vitaminas. Elas são feitas para quando você já está em grande esforço, pois os eletrólitos da bebida não fornecem uma variedade de minerais antes disso.

5. Alcool

CBP_SeBeberNaoPedale
Se beber, não pedale!

Parece piada, mas não é. Muita gente pensa que consumir cervejas antes de pedalar porque elas supostamente queimam o álcool durante a pedalada. Na realidade o álcool vai te desidratar mais rápido, e sua absorção vai se tornar glicose antes de ir como energia para os músculos. A conversão em energia é mínima, portanto o melhor a se fazer é tomar água.

Ps: além de não fazer bem pra sua saúde, o álcool altera a sua percepção de ambiente e capacidade de tomar decisões. O pedal precisa de atenção, ainda mais quando nas rodovias, então não é preciso arriscar seu corpo e sua vida por uma teoria furada.

6. Lanches pesados

Alimentos de difícil digestão não são recomendados antes do pedal. Fiquei longe de sanduíches cheios de queijo, bacon, frituras e afins. Quando você fica de barriga cheia, tendo comido alimentos pesados, o sangue do seu corpo está concentrado no sistema digestivo e deixa em segundo plano a irrigação dos músculos e cérebro – exatamente o contrário do que você precisa.

7. Café

Cafe_43669620_471251406700716_114273832612659200_nO café é um energético conhecido por muitos ciclistas – e não ciclistas também, obviamente. Ele produz uma grande quantidade de energia em um pequeno espaço de tempo, aumentando o metabolismo, temperatura e pressão do corpo. Só aí já deu pra imaginar porque ele não é o líquido mais recomendado, certo? Portanto, além de ser diurético – vai te fazer ficar com vontade de ir ao banheiro de poucos em poucos minutos, acaba desidratando o corpo e em grandes quantidades, provoca insônia, nervosismo e até arritmia cardíaca.

Pra resumir, é tudo uma questão de bom-senso. A xícara de café que você toma antes de dirigir até o local do treino/prova não te afeta negativamente. Mas se você tomar durante o exercício, todos os contras podem acontecer. Caso tome um pouco de café, especialistas aconselham a tomar a mesma quantidade de água em seguida.

8. Refrigerante, água com gás

Os refrigerantes, em especial os tipo “cola” possuem muito açúcar e baixo nível energético. Mesmo os que são zero açúcar possuem altos níveis de sódio que são prejudiciais ao nosso organismo quando em excesso. Além disso tanto os refrigerantes quanto a água com gás possuem gás  carbônico para deixá-los gaseificados – ele nos dá a sensação de saciedade e falta de fome que pode nos fazer confundir a necessidade de reidratação.

9. Alimentos que incham a barriga

Brócolis, couve-flor, feijão, lentilha, pimentão, ervilha, excesso de proteínas  e alguns outros alimentos tendem a te deixar com sensação de inchaço e com gases. O absomem inchado e dolorido dificulta a realização dos movimentos e consequentemente, te deixa bem menos confortável no pedal.

10. Lactose

O leite e seus derivados já são difíceis de digerir para a maioria das pessoas. Além deles proporcionarem um baixo nível de hidratação, também é preciso ficar muito atento se o seu corpo está acostumado a tomá-lo ou se você tem chances de ser intolerante a esse tipo de bebida. Para evitar dor de cabeça, não consuma lactose antes do pedal.

Tá… mas o que eu devo comer antes do pedal?

Se você for treinar pela manhã, o ideal é ter um café da manhã variado e balanceado, uma opção é misturar frutas, batata doce, suco natural e ovos mexidos (um bom exemplo, é a primeira imagem desta matéria). Você ainda deve consultar o seu médico nutricionista para avaliar seu corpo como um todo e ver exclusivamente quais alimentos se encaixam melhores para você.

O que você costuma consumir antes de pedalar? Conta pra gente nos comentários.

Fonte

Como escolher uma bomba de ar para sua bicicleta

Resultado de imagem para pumping air into tiresBomba de piso ou mini bomba? Volume ou pressão? Confira os tipos disponíveis e a utilização de cada modelo

Acessório obrigatório para todos os praticantes do ciclismo em geral, a bomba de ar serve para um único e simples propósito: fornecer ar sob pressão para o conjunto câmara / pneu.

Entretanto, a enorme variedade de marcas, tipos e utilizações específicas existente no mercado torna difícil para o iniciante nas trilhas escolher o modelo que se mais adeque ao seu uso.

Para auxiliar na escolha de sua próxima bomba de ar, listamos os itens que devem ser considerados na hora da compra. Confira!

Tipos

Mini bomba ou bomba portátil – Utilizadas apenas para fins emergenciais, estes modelos priorizam a leveza e a portabilidade, não servindo para o uso no dia a dia. Acessório obrigatório de qualquer ciclista que se aventura a mais de 1km de casa.

Bomba de quadro – Mais eficiente que as mini bombas, os modelos de quadro possuem um tamanho maior, que lhes proporciona um maior volume de ar. Por outro lado, são pesadas e podem se soltar do quadro em trechos não pavimentados. Indicadas para uso em bicicletas de estrada e recreacionais.

Resultado de imagem para bomba de piso specialized
Existem diversas marcas de Bombas de pé no mercado. Vale cada centavo investido!

Bomba de pé (ou também conhecida de Bomba de piso) – Os modelos de piso são presença obrigatória nas garagens ou residências de todo ciclista que utilize a bicicleta com frequência. Mangueira de ar com um bom tamanho, compatibilidade com válvulas Presta e Schrader, medidor de pressão com boa legibilidade e um barril com grande volume de ar são características desejáveis neste tipo de bomba. Ignore solenemente os modelos sem manômetro!

Bombas de suspensão – Indicada para usuários de amortecedores e garfos de suspensão a ar, a bomba de suspensão difere dos modelos convencionais por priorizar a pressão em detrimento ao volume do ar.
Compatível apenas com válvulas Schrader, devem possuir um manômetro que proporcione boa leitura e facilidade na calibragem.

Resultado de imagem para cartucho de co2 para bike

Cartuchos de CO2 – Desenvolvido para utilização emergencial em provas e competições, o cartucho de CO2 permite encher um pneu em pouco mais de 3 segundos.
Apesar desta grande vantagem, possui alguns inconvenientes, como o preço e a impossibilidade de se reaproveitar o cartucho usado, que vai para o lixo.

Utilização primária

A primeira coisa que devemos levar em consideração na hora da compra é como a bomba de ar será utilizada. Embora eventualmente as bombas possam ter performance razoável tento para encher tanto pneus de bicicleta de estrada quanto de MTB, um modelo específico para cada modalidade cumprirá sua tarefa de maneira mais rápida e eficiente.

Pressão x volume de ar – Uma confusão frequente entre novatos refere-se à diferença entre pressão e voluma do ar. Afinal, como é que aqueles pneus magricelas das bicicletas de estradas utilizarem pressões superiores a 100psi, enquanto o pneu do meu carro, que bem maior, trabalha com 28psi?

Via de regra, quanto menor o volume reservatório de ar – seja este a câmara de ar do pneu ou a câmara pneumática do amortecedor -, maior será a sua pressão de trabalho. Desta orma, pneus de bicicletas de estrada necessitam de uma bomba que disponibilize pressões de até 160psi, enquanto em uma mountain bike (aquela que utiliza pneus mais “grossos”), o acessório deverá priorizar o volume de ar, de forma a permitir encher o pneu com o mínimo de esforço.

Resultado de imagem para air tool specialized

Na prática, embora seja possível encher um pneu de mountain bike com uma bomba específica para pneus de estrada, o ciclista acabará por gastar o dobro (ou muitas vezes até mais) de esforço para enchê-lo. Já no caso inverso, é praticamente impossível encher um pneu de estrada em sua pressão ideal de trabalho com uma bomba para bicicletas MTB.

Procure na embalagem dos produtos por informações sobre o tipo de utilização e pressão máxima de trabalho da bomba que pretende adquirir

Desta forma, procure sempre escolher bombas específicas para o tipo de atividade escolhida, de forma a facilitar a operação e ganhar tempo. Felizmente, a maioria dos fabricantes disponibiliza na embalagem de seus produtos, informações como o tipo de utilização primária de suas bombas de ar e pressão máxima de trabalho.

Precisão

A melhor maneira de se medir isto é através de um manômetro.

Imagem relacionada

É importante ressaltar que bombas portáteis são acessórios emergenciais apenas. Embora alguns modelos possuam pequenos manômetros incorporados, sua precisão via de regra é sofrível. Portanto, qualquer pessoa que pedale pelo menos três vezes por semana deveria levar em consideração a aquisição de uma bomba de piso, já que este modelo proporcionará a precisão necessária na calibragem dos pneus.

Procure por modelos com mostradores que possibilitem uma boa leitura, de tamanho médio a grande, levando em consideração que os manômetros geralmente são mais acurados em sua região intermediária de leitura. Um manômetro posicionado próximo à alavanca da bomba pode ser uma vantagem a mais para as pessoas com problema de visão.

Manômetros digitais são uma opção que aumenta a precisão, embora seu custo seja substancialmente mais elevado.

Compatibilidade

Imagem relacionada

No Brasil, câmaras de ar para pneus de bicicleta são oferecidas com duas opções de válvulas de ar: Presta (conhecida como ‘bico fino’) e Schrader (similar às utilizadas em automóveis). Embora a maioria das bombas de ar oferecidas no mercado sejam compatíveis com ambos modelos, nem todas o são.

A conversão para este ou aquele tipo de válvula pode ser realizado através de adaptadores externos, mediante a inversão da montagem do mecanismo da cabeça da bomba, ou através das chamadas ‘cabeças inteligentes’, que reconhecem automaticamente o tipo de válvula. Embora mais caro, sempre que possível dê preferência para este último tipo, já que o usar adaptadores ou desmontar os componentes internos da bomba no meio de uma trilha sempre podem resultar em perda de peças e a consequente inutilização da bomba.

Dimensão e peso

Se a bomba de ar for utilizada em ambiente doméstico ou de oficina, questões como peso e tamanho são serão a maior das preocupações. Porém, no caso de bombas portáteis para utilização na estrada ou em trilhas, o ideal é que o acessório seja o mais leve e compacto possível.

O problema é que, dependendo das dimensões do seu corpo (barril), a bomba poderá não entregar a pressão ou volume de trabalho necessário para encher corretamente o pneu da bicicleta. Desconfie de modelos voltados para uso MTB com o corpo muito fino, o que significa que o barril da mesma é de baixo volume, exigindo assim um maior esforço e tempo durante a operação de inflar o pneu.

Construção e manutenção

Tecnicamente falando, uma boa bomba de ar deveria durar uma eternidade. Entretanto, assim como qualquer acessório, ela também está sujeita a ser danificada tanto pelo uso quanto pela falta de uso.

A qualidade da construção de uma bomba está diretamente ligada ao tipo de material empregado em sua construção. Enquanto que na maioria das bombas de ar de baixo custo prevalece o plástico como material principal, modelos topo de linha são construídos em liga de alumínio ou fibra de carbono, aumentando sua durabilidade sob uso constante.

Embora para o usuário recreacional a utilização de modelos mais baratos seja a opção mais lógica, devese ficar atento à qualidade do material empregado. Evite sempre que possível modelos com a alavanca de travamento da cabeça em material plástico, que se quebra facilmente.

Em modelos que necessitam de desmontagem da cabeça para a alteração do tipo de válvula, dê preferência para modelos com a rosca metálica, pelo mesmo motivo acima.

Já os praticantes entusiastas e atletas, a aquisição de um modelo intermediário ou topo de linha deve ser encarada como um investimento a médio/longo prazo.

Resultado de imagem para racerocket topeak

Estes modelos permitem sua total desmontagem, possibilitando sua lubrificação e reparo. Atualmente, fabricantes como a Topeak e a ParkTool fornecem peças de reposição para suas bombas, o que aumenta bastante a vida útil de seus modelos.

Muitos modelos costumam utilizar cabeças inteligentes, que funcionam tanto com válvulas Presta quanto Schrader sem a necessidade de adaptadores ou desmontagem. Este sistema, alem de diminuir o tempo de operação, não corre o risco de se perder alguma pequena peça no meio da trilha.

Cuide de sua bomba!

Toda bomba de ar deve ser limpa com frequência. Chuva, lama e outros tipos de detritos podem oxidar e até mesmo inutilizar o acessório. E o que é pior: o risco de descobrir o problema justamente quando você mais precisa da bomba é enorme!

Mantenha a tampa protetora da cabeça sempre fechada para evitar que detritos e sujeira penetrem em seu interior e danifique o mecanismo.

Lembre-se: mesmo quando não utilizada, a bomba de ar está sujeita a ações da natureza, principalmente se ela encontra-se presa ao quadro. Uma boa medida de proteção é manter a bomba embalada em filme PVC (aquele utilizado para embalar alimentos). Isto manterá sua bomba limpa e sem a possibilidade de corpos estranhos entrarem no bocal, inutilizando-a.

Sempre que o êmbolo apresentar alguma resistência incomum durante a operação de inflar o pneu é sinal que a bomba precisa ter o interior de seu barril lubrificado. Utilize para isto graxas leves e resistentes a água.

Fonte

Maus hábitos que prejudicam sua saúde

Você come bem. Se exercita. Dorme cedo. De modo geral, dedica-se ao máximo a cuidar da própria saúde. Se deseja viver uma vida longa e produtiva, manter em dia todos os cuidados é absolutamente vital. Mas você sabia que alguns poucos maus costumes podem arruinar todo o seu esforço? Sem mais delongas, a seguir reunimos algumas práticas que podem afetar negativamente sua qualidade de vida.

Beber bebidas açucaradas
BBV4jy0Você aprecia o sabor refrescante de um refrigerante gelado? É uma tristeza, mas as bebidas açucaradas podem ser um dos hábitos mais nocivos para sua saúde. Pesquisa da Sociedade Americana de Nefrologia sugere que as bebidas gaseificadas e com adição de açúcar podem estar associadas a um maior risco de desenvolver doenças renais. Não é melhor tomar só uma aguinha?

Usar cigarro eletrônico
Os cigarros eletrônicos ficaram muito populares nos últimos anos como uma alternativa supostamente saudável de reduzir danos do tabagismo. Entretanto, seu risco à saúde pode ser sério. Um estudo da Universidade Americana de Cardiologia liga o uso dos cigarros eletrônicos a uma probabilidade mais alta de depressão e doenças cardíacas. Se a sua intenção é abandonar um vício nefasto, pode começar por aqui.

Perder peso e engordar de novo
Entrar em forma pode ser muito sofrido. No entanto, se você é fã de dietas da moda pode acabar se dando mal. Pesquisa da Sociedade Americana do Coração sugere que as dietas ioiô podem estar ligadas a um maior risco de doença cardíaca em mulheres. Manter o equilíbrio na alimentação e se exercitar é a única forma de chegar ao sucesso.

Não dormir bem
Você tem dificuldade constante de dormir? Quando não repousa o suficiente, pode comprometer seriamente a saúde. Sono de má qualidade está ligado a um maior número de doenças relacionadas ao coração, segundo pesquisa publicada no European Heart Journal. Se você procura uma forma de ter um estilo de vida mais saudável, deve colocar o seu sono no centro das prioridades.

Comer frituras
Comer fritura pode ser uma delícia, mas você deve considerar o efeito negativo que tem na sua saúde. Pesquisa do British Medical Journal sugere que comer muita comida frita pode levar a um maior risco de problemas cardiovasculares, alguns tipos de câncer e até mesmo ao óbito precoce. Cortar óleos vegetais pode ser um passo muito inteligente e saudável.

Ver muita TV
Você é do tipo que passa horas ligado na tela? Se não perde nada da programação do seu canal preferido, temos más notícias. Um estudo da Universidade Americana de Cardiologia descobriu que assistir muita TV está associado a índices mais altos de pressão sanguínea e diabetes. Apertar o “off” e sair um pouco fará toda a diferença.

Ficar o dia inteiro sentado
1526395550_archive_55cded5363629Se você tem um emprego de escritório, seu coração pode correr risco. Permanecer o dia inteiro sentado é um dos maus hábitos mais comuns dos tempos modernos. Pesquisa da Universidade da Califórnia sugere que o costume está associado a uma deterioração das funções cerebrais, além de maior risco de doença cardíaca e diabetes.

Pular refeições
Seja uma forma de reduzir peso ou porque você simplesmente não consegue parar para comer, pular as refeições é um daqueles maus hábitos em que muitos de nós caímos. Pode soar como uma surpresa para você, mas o efeito na balança pode ser exatamente o inverso do desejado. Um estudo da Ohio State University descobriu que ignorar refeições pode levar ao ganho de gordura abdominal.

Comer correndo
Se você leva um estilo de vida agitado, encontrar um momento para comer de maneira calma e decente pode ser difícil. No entanto, engolir uma refeição apressada seguramente é um hábito do qual devemos fugir. Um estudo da Sociedade Europeia de Endocrinologia descobriu que consumir a comida muito rápido pode aumentar a tendência de desenvolver diabetes.

Não beber água
A desidratação é uma preocupação real para muitos de nós. Um relatório do Serviço Nacional de Saúde dos EUA (NHS, na sigla em inglês) coloca que a prática pode levar a problemas renais se você não fizer nada. Os sintomas da desidratação incluem tontura, dores de cabeça e boca seca. Não ignore os sinais— tome água.

Fumar
Você já devia ter parado há tempo! Se é fumante, seguramente já sentiu todos os problemas de saúde que seu vício acarreta. Por exemplo, quanto mais fumar, maior será o risco ao seu coração, de acordo com pesquisa da Sociedade Europeia de Cardiologia. Ao mesmo tempo que parar é duro, os benefícios à saúde logo aparecem.

Usar fones de ouvido
Amantes de música precisam tomar muito cuidado—ouvir música alta nos fones de ouvido pode ser muito perigoso. Um relatório da Universidade do Estado de Utah sugere que o exagero no volume dos fones durante muito tempo pode levar à perda da audição. Se você deseja minimizar este risco, a saída é limitar o uso e ser moderado no volume.

Fonte

Os 10 erros mais comuns na academia

Pressa, falta de orientação, ansiedade… Estes são alguns dos obstáculos na hora de encarar o treino.

Continuando o assunto MUSCULAÇÃO, tratado na postagem anterior, listamos os dez erros mais comuns na academia para você driblar e se sair bem na academia.

bolt_gym
Google: Usain Bolt for PUMA — EMILY MAYE

O objetivo é o mesmo: trabalhar a musculatura do corpo por um todo e como consequencia, acabamos conquistando um corpo/shape legal e um bem-estar total. Mas, nessa busca, muitas se perdem por pressa, falta de orientação, ansiedade… E cometem erros que prejudicam a performance e colocam a saúde em risco.

 

Confira os vacilos mais comuns e garanta um desempenho impecável, que, acredite, vai se traduzir em ganho de performance no ciclismo, corrida ou pro próprio dia a dia.

1º erro: Começar a malhar sem aquecer o corpo

Por incrível que pareça, tem quem suba na esteira e regule a velocidade para dez – de cara – ou vá direto aos aparelhos de musculação com carga total. “O esforço tem que ser paulatino, crescente, de forma a acordar o organismo”, diz Cristian Becerra, diretor técnico da unidade Bio Ritmo West Plaza (SP). O aquecimento, que deve ser feito com movimentos leves, como uma caminhada, prepara músculos, tendões e ligamentos para o esforço maior – o treinamento em si. O corpo aquecido se move mais rapidamente e produz mais força. Esse cuidado promove também a lubrificação das articulações, facilitando os movimentos.

O que fazer: respeitar seu corpo e entender que ele precisa ser avisado que vai sair do estado de repouso para o de movimento. Caminhe ou pedale devagar por 5 a 10 minutos e gire cotovelos, ombros e tornozelos lentamente, até sentir o corpo azeitado.

2º erro: Dispensar o alongamento depois

Não é frescura. “Ele é fundamental para quem corre, pedala, faz musculação, nada, joga tênis ou pratica qualquer outro esporte”, diz Eduardo Caldeira, professor da Academia Competition (SP), pós-graduado em treinamento desportivo. Os movimentos devem ser suaves, executados devagar, para relaxar a musculatura. A prática evita lesões, distensões e inflamações.

3º erro: Fazer exercícios com excesso de carga

Seja na aula de local, seja na musculação, muitas vezes o aluno malha com uma carga elevada demais para seu nível de condicionamento. Não embarque nessa! O peso excessivo prejudica a execução ou reduz a amplitude do movimento. E não é só isso: você ainda pode ganhar uma baita lesão muscular ou articular ou ficar tão dolorido que vai querer fugir da academia e pedalada por alguns dias. Aliás, falando nisso, conscientize-se de que a dor é sinal de que algo está errado.

O que fazer: puxar o freio na ansiedade e seguir, fielmente, o plano montado para você. “A carga ideal é aquela que permite fazer exatamente o número de repetições propostas na série, ou seja, depois da última, você praticamente não consegue realizar mais nenhuma”, observa Alfredo Lima, coordenador de musculação da Academia Estação do Corpo (RJ).

4º erro: Exagerar no treino

Na expectativa de obter grandes mudanças em um curto espaço de tempo, muita gente exagera no volume e na intensidade dos exercícios. Faz 30 minutos na esteira e mais 30 minutos no transport e depois uma hora no spinning – porque, afinal, todo mundo é de ferro (êpa!). Tem corpo que agüente? O excesso gera cansaço intenso, fraqueza, queda de rendimento, lesões, dores generalizadas pelo corpo e, lá na frente, perda de motivação e problemas de saúde. Existe até um termo para definir o problema quando ele se torna crônico: síndrome do overtraining. Nesse caso, os sintomas são mais graves: elevação da pressão arterial, resfriados constantes, insônia, diarréia, náusea…

O que fazer: se conscientizar de que a pressa é inimiga – mesmo! – da perfeição. Depois, siga o treino elaborado pelo professor, adequado ao seu condicionamento e que inclui os períodos de recuperação necessários para alcançar bons resultados.

5º erro: Malhar em jejum

Parece que metade da população ainda acredita que treinar de barriga vazia ajuda a emagrecer. Nada disso. “A falta de alimentos durante o exercício leva o organismo a um sistema de ‘economia’, diminuindo o gasto calórico”, diz Izadora Guimarães, gerente técnica da Academia Companhia Athletica (SP). Além disso, a falta de nutrientes aumenta de forma considerável o catabolismo – perda de massa magra –, o que significa “adeus, músculos”. Em casos extremos, o ronco do estômago causa queda de pressão, desmaios e outros problemas.

O que fazer: coma um lanche leve, mas consistente, antes de começar sua maratona na academia (até uma hora antes). Boas opções são as frutas, in natura ou na forma de sucos, e sanduíche de queijo-de-minas ou peito de peru. Se o pão for integral, melhor ainda, pois dá uma sensação de saciedade mais duradoura.

6º erro: Fazer exercícios de forma incorreta

Pode acontecer na esteira, na bike, na aula de boxe, na ioga, na musculação… E, motivado por pressa, falta de prudência e conhecimento, desatenção e até vontade de matar a ginástica. Porém, se a mecânica do movimento está incorreta, das duas, uma: ou o exercício não surtirá o efeito desejado ou você corre o risco de sair machucado dessa história. Às vezes, o erro parece mínimo – os joelhos deveriam estar ligeiramente flexionados e não esticados –, mas, acredite, a conseqüência pode ser máxima. “Há uma posição certa para realizar qualquer exercício e isso deve ser respeitado sempre”, salienta Eduardo Caldeira.

O que fazer: o professor não está ali à toa: se precisar abordá-lo dez vezes durante a série, faça-o sem constrangimento. Só examinando detidamente sua postura, a posição do seu corpo, a velocidade do movimento, a respiração e tudo o mais é que ele poderá avaliar se está tudo bem.

7º erro: Achar que sabe tudo e não precisa de orientação

Personal trainer para quê? Professor disso e daquilo para quê? É assim que pensam alguns alunos, geralmente marombeiros descolados, que já mexem o corpo há tanto tempo a ponto de se considerarem experts. A verdade é que não dá para dispensar os conselhos de quem é diplomado no assunto. Também é mancada alterar a programação sem consultar o professor. “Tudo tem uma razão de ser. Nenhum exercício deve entrar ou sair do treino sem um objetivo específico”, diz Cristian Becerra. Quem dispensa a orientação corre riscos, que vão desde a demora nos resultados até complicações de saúde.

O que fazer: seguir a seqüência estipulada pelo professor. Se há exercícios ou atividades que você não gosta de fazer, sente, converse, explique – e participe, junto com ele, de mudanças. Realizar uma tabelinha esperta com o ‘técnico’, acredite, é a melhor forma de dar aquela acelerada no seu treino.

8º erro: Não se hidratar como deve

Durante a atividade física, seu corpo perde muito líquido por meio do suor. O organismo provoca essa sudorese para evitar que a temperatura suba muito. A água é importante demais e precisa ser reposta. Ela interfere em mecanismos como transportar oxigênio para os músculos, eliminar dióxido de carbono pela respiração e regular a pressão arterial para o bom funcionamento do coração. Porém, mesmo sabendo de tudo isso, tem gente que esquece de sempre estar bebendo água…

O que fazer: Sempre entre séries ou de um exercicício para outro, tomar água. Dica: a absorção de líquidos frios ou gelados é mais rápida. Outra: se você treinar mais de duas horas por dia, talvez valha a pena trocar a água por uma bebida isotônica, eficiente também para repor os sais minerais perdidos no suadouro. O que não vale é refrigerante (óbvio), bebidas com cafeína (por causa do efeito diurético) e sucos de frutas ácidas (pesam demais).

9º erro: Não respeitar o descanso

Seu corpo precisa tanto de repouso como de exercício. Para entender, saiba que o organismo tem duas fases distintas: o catabolismo, que é o consumo de energia, e o anabolismo, a síntese ou o estoque de energia. “Quando você malha, o que ocorre é o primeiro estágio e, no descanso, entra em cena o segundo”, explica Alfredo Lima. Trocando em miúdos, durante o treino você não ganha nada, na verdade perde, pois está destruindo fibras musculares e consumindo reservas energéticas. Mas aí vem a parte boa: você também gera estresse muscular para, durante o repouso, ter seu momento de anabolismo – recuperação dos substratos energéticos e reconstrução das fibras musculares.

O que fazer: trabalhar os mesmos grupamentos musculares todos os dias é roubada, não dá para dispensar o período de recuperação. Só depois dessa fase é que os músculos crescem e aparecem, literalmente. O caminho para isso inclui dormir de seis a oito horas por noite e deixar a musculatura de molho por pelo menos 24 horas. Aí vale malhar dia sim, dia não, ou dividir o treino, colocando exercícios para membros superiores e inferiores em dias intercalados, por exemplo. Não deixe, também, de respeitar o tempo de descanso entre as séries e os exercícios, que deve ser determinado pelo professor.

10º erro: Deixar de lado a tão necessária regularidade

Falamos aqui do turista de academia. Muitas vezes ele chega animado, faz um mês de aula com aplicação ferrenha e de repente desaparece sem deixar vestígios. Também não é nada positivo dar as caras apenas uma vez por semana. Além de não conquistar benefícios, existe o risco de haver lesões. “É essencial criar uma rotina para que o corpo seja constantemente estimulado e se ganhem, de fato, o condicionamento e uma estética bacana”, sugere Izadora Guimarães.

O que fazer: adotar o mantra: só vale malhar se for com regularidade. O que significa? No mínimo três vezes por semana. Imagine-se como uma máquina que precisa de combustível para funcionar bem, numa dose ordenada e sistêmica. Se não dispõe de muito tempo, sem problema, já está mais do que provado que 30 minutos surtem efeito – então, basta você se programar e encaixar esse presente para você mesma na agenda.

Fonte