11 motivos para não pedalar na contramão

1) Não é mais rápido: Ao contrário da crença polular, ciclistas que se integram ao fluxo normal de veículos chegam mais depressa ao destino. Quando você entra na contramão, tem que parar ou diminuir o ritmo a todo instante (pelos motivos expostos nos itens abaixo), enquanto integrado ao fluxo de veículos você desenvolve velocidades maiores – principalmente considerando-se a velocidade média, que é o que determina a duração do trajeto.

2) Não é mais seguro: A maneira mais segura de pedalar no trânsito é fazer parte dele. De acordo com estudos científicos sobre colisões, ciclistas que pedalam na mão correta têm cerca de cinco vezes menos chances de colisão, comparados aos que fazem suas próprias regras em vez de se integrar às que já valem aos demais veículos (J. Forester; Effective Cycling. Cambridge, MA, MIT Press, 1993). Segundo Bruce Mackey, diretor de segurança para Bicicletas em Nevada, 25% dos acidentes com ciclistas nos EUA resultam de ciclistas pedalando na contramão.

3) Não há tempo de reação: Mais de 50% dos atropelamentos poderiam ser evitados com um comportamento mais defensivo do ciclista (algumas fontes citam 90%) e em menos de 1% dos casos o ciclista sofre uma colisão traseira. Na contramão, você tem a sensação psicológica de que está mantendo a situação sob controle, quando na verdade não está. Se você vê um carro desgovernado vindo na sua direção, não dá tempo de desviar, principalmente porque suas velocidades estarão potencializadas: a velocidade com a qual o carro se aproxima de você é a sua somada à dele. Um carro a 60 km/h com você a 20 km/h estará se aproximando de você a uma velocidade relativa de 80 km/h. Se vocês estivessem na mesma direção, ele chegaria a você com metade dessa velocidade, 40 km/h. Com o bom uso de um espelho retrovisor e de seus ouvidos, você tem o dobro do tempo de reação. O motorista também terá esse tempo e é mais importante ele desviar de você do que você dele, porque quem conduz o carro é quem realmente pode evitar o atropelamento. Você não consegue jogar sua bicicleta cinco metros para o lado em um segundo, mas o motorista pode fazer isso com seu carro se houver tempo suficiente.

4) É mais difícil evitar o atropelamento: Andar na contramão é chegar nos carros mais depressa. Trafegando em direções opostas, tanto você como o motorista precisam parar totalmente para evitar uma colisão frontal. Trafegando no mesmo sentido, o motorista precisa apenas diminuir a velocidade para abaixo da sua para evitar o atropelamento, tendo ainda muito mais tempo para reagir e uma margem bem maior.

5) Em caso de atropelamento, os danos ao seu corpo serão bem maiores: Pelo mesmo motivo do item anterior (soma de velocidades), se você bater de frente com um carro vai sofrer muito mais. E ainda há um agravante: a inércia. Se você está indo no mesmo sentido do carro, ele vai pegar primeiro sua roda traseira e você sairá voando por cima do guidão, devido à inércia (com a roda de trás da bicicleta agarrada pelo carro, você continuará seu movimento anterior) ou devido à transmissão de energia cinética (o carro colide com a bicicleta e transfere parte de seu movimento para ela e consequentemente para seu corpo, impulsionando ambos adiante, com a bicicleta começando a parar uma fração de segundo depois porque a roda de trás não gira mais e seu corpo saindo para a frente com o movimento transferido). Melhor voar por cima da bicicleta em direção ao asfalto livre e estacionário do que se chocar com um para-brisa ou capô, que além de estarem a um metro de você no momento da colisão ainda vêm em sua direção com velocidade e força de impacto.

6) Você surpreende os carros: Como você chega mais rápido nos carros, você os pega de surpresa. Principalmente em curvas à direita: o motorista está fazendo a curva quando de repente aparece você vindo na direção dele. Não há tempo de reação. Ele não consegue frear, não pode ir para a esquerda porque há outros carros, na direita tem um carro parado ou a calçada. Você também não pode se jogar para a calçada se há carros parados e, mesmo que não haja, não dá tempo nem de pensar nisso. Se vocês estivessem no mesmo sentido, o motorista teria bem mais tempo para reagir, talvez até o dobro, e poderia apenas diminuir a velocidade para evitar a colisão. Um carro não estanca imediatamente, mesmo que o motorista queira, se esforce e tenha um freio ABS com pneus bons.

7) Os motoristas não te vêem nos cruzamentos: 95% dos acidentes com bicicletas acontecem em cruzamentos. E falando especificamente de pedalar na contramão, é fácil entender o motivo: quando um carro vira num cruzamento, o motorista olha apenas para o lado do qual os carros vêm. Imagine um carro entrando numa avenida: o condutor olha para a esquerda; se não vem carro, ele entra. Nisso você está chegando com sua bicicleta na contramão e ele te pega de frente. Não tem buzininha, grito, agilidade ou terço pendurado no guidão que resolva isso.

8) Os motoristas não te vêem ao sair das vagas e garagens: Ao sair de uma vaga em que está estacionado, o motorista olha para trás, seja pelos espelhos ou pela janela, para ver se há veículos vindo. O mesmo ocorre quando ele sai de uma garagem de prédio ou de um estacionamento. Ele não olha para a frente, afinal não vêm carros daquela direção. Você, vindo na direção do carro, nem sempre verá que o motorista vai sair da vaga e, quando vir, talvez não adiante mais frear. Ao sair, ele vai te pegar de frente, mesmo que você consiga parar totalmente a bicicleta a tempo.

9) Os motoristas não te vêem ao abrir as portas dos carros: Se muitos já não olham pelo espelho para abrir a porta do carro e ainda culpam o ciclista por isso, imagine se vão olhar para a frente para ver se vem vindo uma bicicleta. A chance de levar uma portada é muito maior.

10) Os pedestres não te vêem: Quando um pedestre vai atravessar a rua, ele olha para o lado do qual os carros vêm. Preste atenção no seu próprio comportamento na próxima vez que for atravessar uma avenida a pé e perceberá como isso é verdade. Por isso, pode acontecer de alguém cruzar a rua do nada na frente da sua bicicleta, saindo do meio dos carros, de costas para você. E não vai dar tempo para fazer nada.

11) Se quer ser tratado como veículo, porte-se como um: Se você se comporta como um veículo, sinalizando suas intenções, respeitando mãos de direção, sinais de tráfego, faixas de pedestre e etc., os motoristas o respeitarão mais. “Se aquele cara se preocupa com tudo isso, não é um mané qualquer que está aqui só atrapalhando”. Se, por outro lado, você anda na contramão, você os incomoda. Sim, isso irrita muitos motoristas, que ficam com a sensação de que você está adotando uma atitude de confrontamento, de negação de regras, de desrespeito. Passar em todos os sinais e outras pequenas infrações também os irritam, geralmente pela sensação de injustiça (“poxa, aquilo é proibido mas só porque ele tá de bicicleta ele pode fazer e eu não?”). Seja um modelo a ser espelhado e não um alvo da raiva e frustração alheias.

“Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo”  Mahatma Gandhi

O que diz a lei

O Código Brasileiro de Trânsito é claro: bicicletas devem circular na via, no mesmo sentido dos carros e com preferência sobre eles. E não é à toa, é uma questão de segurança viária.

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Complemento do assunto…

Sei que minhas reportagens são sobre esportes e não de carros, porém, achei bem interessante o vídeo feito pelo pessoal do “Acelerados”. Veja-o:

Como NÃO ser um BABACA no trânsito! – Tudo Sobre #22 | Acelerados
Excelente dicas para um transito melhor, independente do meio utilizado.
Sobre pedalar na contramão, a partir do 07:08

Fontes

1 Bicycling Street Smarts: Where to Ride on the Road

2 Escola de bicicleta: pedalar no trânsito

3 Guia Bike na Rua (por Cleber Anderson)

4 Traffic safety solutions in the works – Las Vegas Sun, 04/Jun/2004

5 Bicyclesafe.com – How to Not Get Hit by Cars

6 Vá de Bike

Conheça 4 modalidades de ciclismo e suas diferenças

O ciclismo é um dos esportes mais praticados no Brasil atualmente, principalmente por sua versatilidade, já que essa atividade é indicada para todo tipo de pessoa que tenha condições físicas e motoras para pedalar.

No entanto, muitos daqueles que têm a bicicleta como uma boa companhia nos momentos de lazer e até mesmo algumas pessoas que participam de competições desse esporte não conhecem bem as principais modalidades de ciclismo.

Por isso, vamos detalhar a seguir 4 dos principais tipos de ciclismo e apontar as principais diferenças que existem entre eles. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas para que suas próximas pedaladas sejam mais seguras e divertidas.

1. CICLISMO DE ESTRADA

Funny bike race

O ciclismo de estrada talvez seja a modalidade mais praticada, sendo que algumas das competições mais famosas desse esporte em todo o planeta são realizadas nesse estilo.

Os campeonatos de estrada são disputados de maneira individual ou por equipe, sendo que existem dois estilos de competição, o de resistência e o de tempo. No primeiro, os competidores largam todos juntos e vence aquele que concluir o percurso primeiro, sendo que a distância das provas variam de 50 a mais de 5000 km.

Já nas competições contra o tempo, os atletas largam em instantes diferentes, e o vencedor é o que concluir o trajeto total no menor tempo.

O ciclismo de estrada é praticado com as chamadas speeds, bicicletas que têm os pneus bastante finos e sem cravos, são mais leves que as tradicionais, além de serem desenvolvidas com uma aerodinâmica que favorece o ganho de velocidade e estabilidade nas estradas.

2. MOUNTAIN BIKE

“ohh trem bão, sô!”

A Mountain Bike é uma das modalidades mais conhecidas e exploradas por ciclistas no mundo todo. Em geral, ela acontece em terrenos de terra e com percursos cheios de obstáculos em toda sua extensão.

Existem várias submodalidades de Mountain Bike no mundo, sendo Cross Country, Downhill e BMX as mais conhecidas e praticadas. Com buracos, aclives e declives, a bike correta para ciclismo, neste caso, deve ter algumas particularidades:

  • Os pneus de uma bicicleta para Mountain Bike são mais largos, a fim de garantir mais estabilidade em terrenos acidentados e com lama. Isso permite maior aderência da borracha ao terreno, dando mais segurança e controle de tração da bicicleta;
  • Usam amortecedores que garantem mais segurança e conforto em cada pedalada.
  • As marchas variam entre 18 e 27 (modalidades para iniciantes) e de 11 a 30 (bikes profissionais);
  • O quadro das bicicletas de Mountain Bike são mais reforçados para aguentar os impactos causados pelos terrenos irregulares (buracos, obstáculos, pedras, etc) e normalmente são fabricados em alumínio ou fibra de carbono.

3. GRAVEL

Um modelo de bicicleta recém-chegado ao Brasil tem chamado a atenção dos ciclistas, tanto dos mais experientes quanto dos novatos. O tipo Gravel Bike (cascalho em inglês) surgiu para atrair as duas principais classes de atletas, os que praticam o ciclismo de rua e o mountain bike.

A modalidade Gravel, atletas que utilizam este segmento de bicicleta, é muito comum nos Estados Unidos e na Europa, onde os percursos na terra e asfalto são comuns. A principal ideia dessa bike é a versatilidade e o fato de se adequar à realidade do ciclista.

“É uma bicicleta alternativa. Temos a bicicleta urbana, usada no transporte na cidade, mas as principais modalidades esportivas no ciclismo são mountain bike e ciclismo de estrada. A Gravel é considerada um meio termo entre estes dois”, afirma Caetano Barreira, proprietário da Velodrome Bikeshop.

O ciclista e dono da loja faz uma analogia com modelos de carros. A Gravel poderia ser equiparada a um SUV, um veículo utilitário esportivo, por seu conforto e opcionais melhores.

“O ciclismo de estrada utiliza bicicletas como Fórmula 1, é rápido, leve e frágil, enquanto a mountain bike utiliza bicicletas como se fossem um jipe, com um sistema de suspensão muito mais complexo. A Gravel seria um SUV. É uma bicicleta que te oferece conforto, te permite fazer longas distâncias e você não precisa levar tanto peso quanto em uma mountain bike. Além disso, ela utiliza freios a disco e um pneu mais grosso”, afirma Caetano.

Além da possibilidade de utilizar o modelo em diferentes competições, a Gravel também pode ser utilizada no dia a dia de ciclistas profissionais e amadores.

“Ela pode ser usada para ir ao trabalho, por exemplo. Te oferece mais segurança que a bicicleta de estrada, mas são mais robustas, próximas a uma mountain bike. A melhor característica dela é a versatilidade. É bastante comum atletas de mountain bike comprando uma Gravel como uma bicicleta para o dia a dia. Ao mesmo tempo, ciclistas de estrada que querem ir para a terra ou querem fazer um percurso em que o asfalto é de má qualidade também podem usufruir”, ressalta.

4. BMX (BICICROSS)

Fonte: Giphy

Reconhecido como uma das modalidades de ciclismo que mais exige habilidade por parte dos atletas, o BMX também proporciona manobras espetaculares.

Esse tipo de ciclismo, que é praticado com bicicletas que têm pneus menores — geralmente, apenas 20 polegadas de diâmetro —, é dividido em dois estilos, BMX Racing (corrida) e BMX Freestyle (manobras).

No primeiro caso, os competidores disputam uma corrida em uma pista circular com diversos obstáculos e o vencedor é aquele que concluir o percurso primeiro.

Já no BMX Freestyle, o objetivo é fazer manobras radicais, sendo que o vencedor é aquele que conseguir as notas mais altas na avaliação dos juízes.

Para concluir, é importante ressaltar que, independentemente da modalidade a ser praticada, é fundamental fazer uma boa manutenção em sua bicicleta sempre que você perceber qualquer anormalidade.

Resumão…

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Boas pedaladas!

Fontes: [1], [2] e [3]

Correntes para Bicicletas: Saiba os cuidados para fazer a manutenção

Para quem adora o ciclismo, não há nada mais frustrante do que voltar para casa empurrando a bike porque alguma peça foi danificada por falta de manutenção. Um dos itens que merecem atenção na manutenção são as correntes para bicicletas. Responsável por transmitir a energia das pedaladas para as rodas, a corrente é uma das partes mais importantes da bicicleta.

Não é incomum encontrar ciclistas voltando para casa com a corrente arrebentada ou até mesmo acontecerem acidentes em função da falta de cuidado com esta peça. Portanto, para manter o bom estado das correntes, separamos aqui algumas dicas para a manutenção:

LIMPEZA E LUBRIFICAÇÃO

Uma das formas mais simples de se conservar as correntes é mantê-las limpas e lubrificadas. Embora alguns modelos de bicicletas sejam próprios para os diversos terrenos, as partículas de areia, poeira e terra acumuladas nas correntes podem desgastá-las e reduzir a sua vida útil.

Para limpar as correntes, é necessário esfregá-las com uma escova com produtos próprios para a limpeza. Existem alguns acessórios/ferramentas, que facilitam esse trabalho. Gostei de usar essa “engenhoca” que custou na casa dos R$20,00:

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O pessoal do site Pedaleria fez um vídeo explicando como utilizar essa ferramenta. Cliquei aqui para assisti-lo.

Existem diversos produtos com diversos preços no mercado, mas eu costumo usar uma mistura biodegradável, fácil de fazer e realmente muito eficiente: 50% sabão neuro e 50% do suco puro de um limão. Veja este vídeo exemplificando como fazer.

Após a limpeza enxágue-as e seque-a bem para lubrificá-las. É importante utilizar um lubrificante apropriado para as correntes, pois eles possuem propriedades que evitam o acúmulo de sujeiras e permitem que a bicicleta passe pelos diversos tipos de terrenos.

A maneira certa de aplicar o lubrificante na corrente, é pingando elo a elo da corrente.

MUITO IMPORTANTE: É vital para a corrente que ela trabalhe praticamente seca por fora e lubrificada por dentro. Por isto é necessário limpar o excesso de lubrificante com um pano seco.

QUANDO TROCAR?

Existem diversas maneiras de identificar se já é preciso trocar as correntes da sua bicicleta. Uma corrente em bom estado fica bem esticada e se encaixa perfeitamente em todos os dentes da coroa. Quando não está nessas condições, o contato dela com a coroa e o cassete fica comprometido devido à folga da corrente. Assim, o câmbio passa a pular as marchas, danificando também as outras peças.

Por isso é importante ficar atento ao seu estado. É comum ouvir por aí que as correntes devem ser trocadas a cada 1000-1500 km rodados, mas essa não é uma conta simples, pois o desgaste muda muito dependendo do estilo da pedalada de cada ciclista, da frequência da limpeza e manutenção e do tipo de terreno onde se pedala.

Existe uma ferramenta simples, que mede o desgaste das correntes, uma ferramenta barata e extremamente simples e você nem se suja. Existem várias marcas e preços a partir de R$ 30 no mercado. O funcionamento básico da chave é baseado no encaixe da mesma na corrente, se a corrente é nova ou está em condições de uso, a chave não se encaixa, mas se encaixar é porque a corrente esticou e está fora do padrão de uso.

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Mas melhor forma de saber a hora certa de trocar a corrente é por meio da avaliação de um especialista.

TIPOS DE CORRENTES PARA BICICLETAS

Antes de trocá-las, é preciso ficar atento ao seu tipo de corrente. De modo geral, a escolha da corrente para suas bicicletas, vai depender do número de marchas que ela possui. Atualmente, um mesmo modelo de corrente, serve tanto para Mountain Bike, quanto para Speed.

Porém, é importante ficar atento ao fabricante da corrente, uma vez que ela terá melhor compatibilidade com as peças da mesma marca. Embora algumas correntes sejam de mesma marca, elas possuem modelos com designs diferentes, o que pode interferir na compatibilidade com a coroa e o cassete da sua bicicleta. Procure seguir as orientações do fabricante ou de um especialista para comprar o modelo correto.

COROA E CASSETE

Os cuidados a serem tomados não devem ser só com as correntes, mas também com a coroa e o cassete. Com o tempo, os dentes da coroa e do cassete vão se desgastando e é necessário substituí-los também. Este desgaste atrapalha na troca de marcha e pode danificar não só a corrente nova, mas também o câmbio traseiro e comprometer toda a sua bicicleta.

Manter o bom estado das correntes para bicicletas é fundamental para não ter gastos extras. São medidas simples a serem tomadas, mas fundamentais para conservar não só esta peça, mas toda a bike e manter a sua segurança.

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Por que pedalamos no meio da rua?

compartilhamento da via é uma das principais soluções para integrar as bicicletas ao trânsito. Onde não houver ciclovia ou ciclofaixa, sempre recomendo que os ciclistas ocupem a faixa de rolamento. Mas nem sempre esse procedimento é compreendido pelos motoristas – e até mesmo por alguns ciclistas.

Veja como exemplo o comentário postado por um motorista, que se identifica apenas como Paulo:

“Ok. Também ando de bike, mas cicloativistas como qualquer outro ativista exigem respeito mas não respeitam… 1,5m eu acho muita distância, principalmente levando em consideração que os ciclistas ultrapassam nossos carros a 10-20cm e andam na esquerda da pista e seguram o trânsito a 20 ou 30 por hora. Se ficassem na direita da faixa a ultrapassagem seria possível. Mas ficam na esquerda [da faixa] obrigando os carros a ultrapassarem pela contramão se não quiserem andar a 20km/h. Respeito ciclistas. Detesto ciclo ativistas que se acham donos da rua.” (sic)

Ultrapassar o ciclista na mesma faixa em que ele está é colocar sua vida em risco. Um leve toque no guidão ou até mesmo o deslocamento de ar do veículo em velocidade podem levá-lo para debaixo das rodas, ou derrubá-lo no meio da via com mais carros vindo atrás.

Paulo explicita, de forma rude, sua opinião de que as pessoas deveriam pedalar junto à sarjeta, para que os carros pudessem passar na mesma faixa onde o ciclista está. Dessa forma, ele “não atrapalharia o trânsito”.

Essa opinião é comum, derivada da ideia de que as ruas seriam feitas para os carros, não para o deslocamento de pessoas. Por essa ótica, as bicicletas seriam intrusas, podendo usar as vias apenas quando não interferirem na circulação dos automóveis. Ou seja: ocupar a faixa com a bicicleta seria um desrespeito a quem está de carro. Alguns chegam a afirmar que as bicicletas deveriam usar a calçada, para não atrapalhar os carros.

Mas por que ocupar a faixa?

É muito mais seguro para o ciclista ocupar a faixa, pois isso força os motoristas que não aceitam cumprir o 1,5 m a mudarem de faixa para fazer a ultrapassagem. Pedalando sobre a sarjeta, o ciclista acaba vítima de motoristas que acham 1,5 m muita distância e insistem em passar quase raspando.

Melhor um motorista mal educado que buzina e xinga, pensando que é o ciclista quem se acha o dono da rua (mesmo que esteja compartilhando a via em vez exigir exclusividade), do que o mesmo motorista mal educado passando a 10 cm do guidão – pensando que “tem espaço, acho que dá” – e derrubando o ciclista que teve que desviar de uma grelha aberta na sarjeta.

Motorista, ultrapasse com segurança

Quando há um caminhão ou ônibus trafegando devagar, os motoristas aguardam um momento seguro, mudam de pista e ultrapassam. O mesmo deve ser feito com a bicicleta. Basta entender que ela também é um veículo, tem o mesmo direito de circulação que os demais e possui sua limitação de velocidade, que precisa ser compreendida e aceita.

E por mais que um ciclista ou pedestre esteja errado, nunca, mas nunca mesmo ameace sua vida com o carro para lhe dar uma lição. Algo pode dar errado e você terá que carregar consigo para sempre o peso de ter matado ou mutilado alguém, destruindo a vida dessa pessoa e de sua família.

Por que 1,5m e como fazer para respeitá-lo

Quem utiliza a bicicleta nas ruas diariamente – não apenas em parques, ciclovias e Ciclofaixas de Lazer – percebe claramente que 1,5 m é uma distância importante para não haver contato caso o ciclista se desequilibre, precise desviar de um buraco, de um desnível do asfalto ou de alguém que começa a atravessar a rua sem olhar.

Ao ocupar um espaço maior da faixa, o ciclista obriga o motorista a aguardar um momento em que possa ultrapassar com segurança.

Quem pedala nas ruas também sabe que nem sempre é possível manter uma trajetória continuamente reta e previsível, principalmente em nossas vias esburacadas, com asfalto irregular, caçambas estacionadas, motoristas abrindo a porta do carro sem olhar e carros saindo de garagens e esquinas sem se preocupar com pessoas que estejam passando.

A lei do 1,5 m (art. 201 do CTB) visa acima de tudo a segurança viária.

Mas…

“– E quando não há espaço para a ultrapassagem, por só ser uma via de mão dupla com uma única faixa em cada sentido?”

– E se a rua for de mão única, com carros estacionados, de forma que não caberiam o carro e a bicicleta lado a lado com 1,5m entre eles?”

Para responder a essas perguntas, imagine que na sua frente há um carro andando devagar, um caminhão, um ônibus ou outro veículo qualquer ocupando o espaço adiante. Como você faria a ultrapassagem? Seria obrigado a esperar? A resposta está aí, a situação é a mesma.

Tire de sua cabeça esse preconceito de que a bicicleta tem menos direito de ocupar a rua e que por isso “atrapalha” por circular devagar. Ela circula na velocidade que lhe é inerente, como um caminhão carregado ou um trator que esteja se deslocando na via. Tenha paciência.

E os ciclistas no corredor?

Paulo, ainda comenta que os ciclistas ultrapassam seu carro “a 10-20 cm de distância”. Bem, provavelmente isso acontece quando o carro está parado (afinal, o mesmo comentário diz que bicicletas circulam a 20km/h). Não vejo que risco bicicletas poderiam oferecem a alguém em um carro, ao ultrapassá-lo quando parado ou em velocidade inferior a 20 km/h.

Poderíamos usar a mesma argumentação desse comentário e dizer que um carro parado ocupando a faixa “obriga as bicicletas a ultrapassarem a 10-20 cm se não quiserem ficar paradas”. Poderíamos também dizer que “respeitamos motoristas que não congestionam”, mas “detestamos quem faz isso”, generalizando-os como “carroativistas que se acham donos da rua”. Mas não seria muito justo, não é?

É melhor compreendermos por que razões um carro fica parado ocupando a faixa toda, muitas vezes por longos minutos, até conseguir se mover por 3 ou 4 metros e parar novamente. Melhor ultrapassá-lo com tranquilidade e ir embora do que começar a gritar para que o motorista saia da frente porque está atrapalhando ali parado, como muitos que dirigem costumam fazer com os ciclistas que estão em movimento.

Quando os carros estão parados, o ciclista tem todo o direito de ultrapassá-los pelo corredor. Tem esse direito até mesmo nos casos em que outros veículos não podem fazê-lo, como em uma interdição temporária da via ou uma fila de balsa (art. 211 do Código de Trânsito). E, desde que haja espaço adequado para isso e os carros não estejam em movimento, não estará se colocando em risco ao fazê-lo. Também não colocará em risco nenhum motorista, afinal é um pouco difícil derrubar um carro com o guidão de uma bicicleta.

Mas o ciclista deve ficar atento ao sinal que vai abrir e ao movimento dos carros adiante. Quando perceber que os carros começarão a se mover, deve sair do corredor e voltar a ocupar a faixa, para sua própria segurança. Sempre pedindo espaço e agradecendo a gentileza com um sorriso. Os bons motoristas compreenderão sua atitude.

Fonte

SUOR: o que é? Afinal, MAIS SUOR = TREINO MELHOR?

Muita gente já sabe que o suor serve para resfriar o corpo. Assim, durante um treino ou atividade física intensa, ele é inevitável.

Mas suor pode aparecer também durante uma situação muito estressante. Existem dois tipos de glândulas sudoríparas. Você sabia? Graças a isso, não precisamos passar desodorante no corpo inteiro.

O QUE É O SUOR?

Vamos começar do princípio: o suor é composto basicamente por água (H20) e sal (Na+). É por isso que manter uma hidratação adequada é crucial para garantir que o corpo tenha como se refrigerar. Se estiver desidratado e for treinar, é provável que você não se sinta bem. No mais, seu corpo não vai conseguir se autorrefrigerar ou regular bem a temperatura interna.

A mesma coisa vale quando o assunto é repor a hidratação perdida após um treino intenso: a ingestão de fluidos tem que ser reforçada para repor o que foi perdido através do suor, pois, principalmente para aqueles que praticam atividades físicas intensas, um estado de hipohidratação pode se instalar, bem como um aumento geral na temperatura corporal(1).

Tenha em mente que o suor é composto por água *e* sal, então se reidrate com água (claro!) e também com bebidas eletrolíticas caseiras. Vale também adicionar conscientemente um pouco de sal às suas refeições.

DOIS TIPOS DE GLÂNDULAS SUDORÍPARAS

O corpo humano tem glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas. As écrinas são responsáveis pela autorrefrigeração corporal quando a temperatura interna sobe, elas são encontradas no corpo todo. A abertura destas glândulas ocorre diretamente na superfície da pele. Isso permite que o suor evapore, causando o efeito refrigerador.

Já as glândulas apócrinas se concentram apenas nas regiões das axilas e da virilha, que são áreas com maior concentração de folículos capilares. Estas glândulas sudoríparas também são ativadas pela elevação na temperatura corporal, mas são ativadas principalmente em momentos de estresse, ansiedade e flutuações hormonais. Este suor é um pouco mais leitoso e se mistura com as bactérias da pele, criando aquele característico e desagradável odor corporal.

MAIS SUOR SIGNIFICA TREINOS MAIS INTENSOS?

A quantidade de suor que sai de uma pessoa depende do peso, gênero, nível de condicionamento físico, idade, local onde se encontra (clima) e até da genética. Uma pessoa com sobrepeso vai suar mais, pois a quantidade de energia necessária para realizar determinada atividade será mais alta.

Além disso, uma pessoa mais em forma e que treina com regularidade começará a suar mais rápido que uma pessoa menos em forma, porque o corpo já está “mais esperto”, ou seja, programado para suar a fim de se refrigerar durante o treino.

SEJA A SUA MELHOR VERSÃO “SUADA” COM ESTAS DICAS:

1. BOA HIDRATAÇÃO 

Sabia que a maioria das pessoas vive cronicamente desidratada? Veja se está consumindo a quantidade recomendada de líquidos com este cálculo simples: 30 ml por quilo do seu peso corporal. Se praticar exercícios por mais de 1h, acrescente 500 ml para exercícios moderados, 1 litro para intensidade alta e 1,5 litros para intensidade extremamente alta.

Atenção: beba água até quando não estiver com sede! A sensação de sede já é seu corpo implorando por ajuda, não um sinal inicial.

2. TOME UM BANHO ANTES DO TREINO (E OUTRO DEPOIS, CLARO!)

Se possível, remova todo tipo de maquiagem ou cremes que tenha aplicado ao longo do dia. Eles podem bloquear os poros e impedir que seu corpo se resfrie da maneira apropriada. Ficar com os poros bloqueados (especialmente no rosto) durante a prática de exercícios aumenta a chance de manchas na pele. 

3. USE A ROUPA CERTA

Na hora do treino, nada de vestir roupas abafadas. Seu conforto será maior com tecidos respiráveis e que dispersam a umidade. Identifique os acessórios perfeitos para praticar exercícios, e logo verá que diferença eles fazem.

COMO SABER SE O SUOR ESTÁ EXCESSIVO?

Acha que está suando demais, especialmente fora dos treinos e situações de estresse?

Então consulte um médico, pois você pode ter uma condição chamada hiperidrose. Para quem sofre dessa condição, o suor interfere nas atividades cotidianas: a palma da mão fica toda suada e escorrega ao tentar abrir uma maçaneta, ou as roupas ficam encharcadas de suor sem a pessoa ter feito nenhum tipo de atividade física intensa(2).

Se for o seu caso, nada de vergonha: não se deixe abater, você não está sozinho! Cerca de 5% da população mundial lida com a hiperidrose (3) – nada menos que 350 milhões de pessoas.

Fonte

7 erros comuns no jantar. Livre-se deles!

Arquivo pessoal

Se você quer perder peso, ou simplesmente levar uma vida ativa e saudável, dê muita atenção ao jantar. Ele é decisivo! Confira os 7 erros mais comuns que cometemos na última refeição do dia e que podem atrapalhar o bem-estar.

1.  DEIXAR O PLANEJAMENTO ALIMENTAR PARA A ÚLTIMA HORA

O dia vai acabando, bate o cansaço e, nessa hora, fica super fácil fazer escolhas alimentares ruins. Faça um plano alimentar no fim de semana (ou quando sobrar umas horinhas) para que o preparo dos alimentos flua bem durante a semana.

Saber de antemão o que cozinhar e adiantar parte do preparo das refeições ajuda você a optar menos por fast food ou alimentos processados quando bater a fome.

Solução: lembre-se de alocar diariamente à sua agenda um tempo para o preparo das refeições. Cozinhar às 20h não é o mesmo que sentar-se para comer às 20h.

2. EXAGERAR NA SOBREMESA

Sabia que ingerir muito açúcar pode atrapalhar seu sono? Altas cargas de açúcar causam um pico de glicemia no sangue, seguido de uma queda súbita durante a noite. Em geral, é isso que faz a gente acordar no meio da noite.(1)  Talvez você não acorde, mas provavelmente sairá do sono profundo e se sentirá cansado no dia seguinte.

Solução: se você tiver uma queda por doces, recorra a uma pequena porção de uma guloseima após o jantar, como um pedacinho de chocolate amargo. Quando você se acostumar a abrir mão das sobremesas, qualquer pequena porção será suficiente para satisfazer o desejo por algo doce.

3. TORNAR O JANTAR A MAIOR REFEIÇÃO DO DIA

Para perder peso, faça as refeições de maior porte durante o dia. Um estudo envolvendo mulheres demonstrou que, mesmo consumindo os mesmos alimentos, foi mais fácil perder peso para as participantes que ingeriam maiores porções no almoço.(2)

Além disso, comer durante o dia pode causar alterações hormonais favoráveis, que proporcionam a sensação de saciedade por mais tempo. Isso reduz o risco de exagerar na comida.(3)

Solução: reduzir o tamanho das porções consumidas no jantar e transferir essas calorias para o café da manhã e almoço.

4.  EXAGERAR NO ÁLCOOL

Pode até ser mais fácil pegar no sono após alguns drinks, mas a verdade é que o álcool afeta sua noite inteira. Ele perturba o fluxo natural das diferentes etapas do sono. Em geral, o álcool provoca um sono mais leve e inquieto no início da manhã, levando à fadiga no dia seguinte.(4)

Solução: beba com moderação. Preste atenção ao seu limite, para não se sentir inquieto e acordar com frequência à noite.

5. BEBIDAS QUE CONTÊM CAFEÍNA COMO ACOMPANHAMENTO DO JANTAR

A cafeína estimula o sistema nervoso central, deixando-nos mais alertas e reduzindo a sensação de fadiga. Fora isso, ela bloqueia a eficácia da adenosina, um composto químico que nos deixa sonolentos e regula o ciclo sono-vigília.(5)

Solução: a resposta à cafeína varia muito de pessoa para pessoa. Se seu corpo for mais lento para metabolizar este aditivo, abra mão da cafeína no jantar. Se precisar beber algo quentinho à noite, opte por chás de ervas ou café descafeinado.

6.  COMER USANDO O COMPUTADOR OU VENDO TV

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Jantar assistindo TV ou navegando na web pode fazer com que não prestemos atenção ao ato de comer. Isso afeta diretamente a sensação de saciedade. Estudos mostram que comer com distrações, ou seja, quase que inconscientemente, aumenta as chances de exagerar nas porções. Acabamos comendo mais do que necessário.(6)

Solução: tente comer sem aparelhos eletrônicos por perto. Se esforce para prestar atenção nas especificidades dos alimentos no seu prato, como cores, texturas e sabores.

7.  COMER MUITO PERTO DA HORA DE DORMIR

Dica final, mas muito importante: comer tarde da noite eleva o nível de açúcar no sangue, e o seu corpo não consegue lidar com isso quando entende que você deveria estar dormindo. Com o passar do tempo, isso pode levar a acúmulo de gordura, resistência à insulina e distúrbios metabólicos.(7,8 

O estômago precisa de algumas horinhas para ficar vazio após uma refeição (e, conforme a idade avança, isso leva cada vez mais tempo). Assim, comer tarde da noite pode causar refluxo.(9)

Solução: planeje jantar 3 horas antes de ir dormir. Organizar um plano alimentar com antecedência ajuda a garantir o jantar na hora certa.

Fonte

Aproveite e leia outras postagens sobre alimentação e saúde.

Contato com a natureza previne ansiedade, depressão e estresse

Áreas naturais trazem benefícios para saúde e bem-estar.
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Imagem: Google

O agito dos grandes centros urbanos prejudica a saúde física e mental. As poluições sonora, visual e atmosférica somadas ao enclausuramento do dia a dia contribuem com o desencadeamento de problemas pulmonares, cardíacos e emocionais. Diante deste contexto, a ciência vem mostrando que praticar atividades ao ar livre, em contato com a natureza, é o que precisa ser incorporado na rotina das pessoas como forma de tratamento preventivo.

Pesquisadores da Universidade de Chiba, no Japão, reuniram 168 voluntários e colocaram metade para passear em florestas e o grupo restante para andar nos centros urbanos. As pessoas que tiveram contato com a natureza mostraram em geral uma diminuição de 16% no cortisol (hormônio do estresse), 4% na frequência cardíaca e 2% na pressão arterial.

Para o neurologista e psicoterapeuta cognitivo Mário Negrão, é possível notar uma melhora significativa no aparelho digestivo, nas alergias e na resistência à bactérias e infecções, mas o mais importante é a sensação de bem-estar. “Quando você coloca um indivíduo em uma cidade sem muita natureza, você está colocando-o em um ecossistema hostil, onde tudo que o rodeia é artificial. É comprovado que isso gera um impacto imenso na saúde”, relata.  

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Um dos grandes prazeres do MTB é o contato com a natureza

Na Austrália, um estudo produzido na Universidade Deakin mostra que a natureza oferece às pessoas momentos de liberdade e relaxamento, impactando positivamente o estado mental dos indivíduos e reduzindo sintomas de ansiedade e depressão. Na Holanda, pesquisadores do Centro Médico Universitário de Amsterdã constataram que pessoas que vivem próximas da natureza reduzem em 21% as chances de desenvolverem depressão. Os benefícios também envolvem uma melhora na qualidade do sono, no desenvolvimento cognitivo, na imunidade, nos problemas cardíacos e pulmonares, além de uma redução na ansiedade, na tensão muscular e na possibilidade de desenvolver doenças como obesidade e diabetes.

Para a doutora em Ciências Florestais e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Teresa Magro, a sensação de bem-estar está relacionada também ao que fazemos no ambiente natural. “Só o fato de olhar uma paisagem, fazer um passeio em um parque ou em uma área com menos barulho, já nos dá uma sensação de relaxamento”, afirma.

No país com a mais rica biodiversidade do mundo, o contato com a natureza pode ocorrer em diferentes espaços, como parques, praças, cachoeiras e ambientes costeiros e marinhos. “Os benefícios fornecidos pela natureza – como ar puro, água, regulação microclimática, redução de partículas poluentes, relaxamento mental e físico, entre outros – e sua conexão com a saúde das pessoas devem ser vistos pela sociedade e pelo poder público como uma prioridade. Ter espaços verdes acessíveis e bem cuidados próximos da população estimula a visitação e a prática de atividades, o que resulta em indivíduos mais relaxados e produtivos”, completa a gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Leide Takahashi.

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Ciclistas do TdF2019 a serem seguidos no Strava

Para você que gosta de ver os dados dos treinos dos profissionais do ciclismo, abaixo a lista de alguns profissionais que estão correndo o Tour de France 2019.

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Este ano, há mais de 90 pilotos iniciando o Tour de France que fazem o upload regularmente para o Strava, ou seja, quase 50% do campo. De velocistas a alpinistas, há alguns grandes nomes que estarão dando a você uma visão única dos bastidores da maior corrida no ciclismo. Então, siga alguns dos seus profissionais favoritos (ou todos eles!) e não se esqueça de verificar o seu feed após todas as etapas deste mês de julho.

Quem está pronto para ver alguns KOMs caírem?

AG2R LA MONDIALE

Romain Bardet
Mickaël Cherel
Pierre Latour
Oliver Naesen

TEAM ARKÉA SAMSIC

Warren Barguil
Maxime Bouet
Anthony Delaplace
Élie Gesbert
André Greipel

ASTANA PRO TEAM

Alexey, Lutsenko

BAHRAIN MERIDA

Damiano Caruso
Sonny Colbrelli
Matej Mohorič
Vincenzo Nibali

BORA – HANSGROHE

Emanuel Buchmann
Marcus Burghardt
Patrick Konrad
Daniel Oss

CCC

Greg Van Avermaet
Simon Geschke
Guillaume Van Keirsbulck
Alessandro De Marchi
Łukasz Wiśniowski

COFIDIS, SOLUTIONS CRÉDITS

Nicolas Edet
Jesús Herrada
Hugo Hofstetter
Christophe Laporte
Anthony Perez
Pierre-luc Périchon
Julien Simon

DECEUNINCK – QUICK STEP

Kasper Asgreen
Dries Devenyns
Michael Mørkøv

DIMENSION DATA

Reinardt Janse van Rensburg
Ben King

EF EDUCATION FIRST

Alberto Bettiol
Lawson Craddock
Tejay Van Garderen

GROUPAMA – FDJ

David Gaudu
Stefan Küng
Matthieu Ladagnous
Rudy Molard
Steve Morabito
Thibaut Pinot
Sébastien Reichenbach

INEOS

Dylan Van Baarle
Egan Bernal
Kenny Elissonde
Michal Kwiatkowski
Wout Poels

JUMBO – VISMA

Wout Van Aert
George Bennett
Steven Kruijswijk
Laurens De Plus
Mike Teunissen

KATUSHA-ALPECIN

Marco Haller
Nils Politt
Rick Zabel

LOTTO SOUDAL

Tiesj Benoot
Jasper De Buyst
Thomas De Gendt
Jens Keukeleire
Roger Kluge
Maxime Monfort

MITCHELTON – SCOTT

Impey Daryl

MOVISTAR

Winner Anacona
Carlos Verona

SUNWEB

Lennard Kämna
Wilco Kelderman
Nicolas Roche

TOTAL DIRECT ENERGIE

Niccolò Bonifazio
Lilian Calmejane
Adrien Petit
Rein Taaramäe
Niki Terpstra

TREK – SEGAFREDO

Giulio Ciccone
Koen De Kort
Jasper Stuyven
Edward Theuns
Richie Porte

UAE TEAM EMIRATES

Fabio Aru
Sven Erik Bystrøm
Alexander Kristoff
Jasper Philipsen

WANTY – GOBERT

Frederik Backaert
Odd Christian  Eiking
Aimé De Gendt
Kévin Van Melsen
Xandro Meurisse
Yoann Offredo

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Inverno aumenta em 30% o risco de infarto. Veja como proteger seu coração

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Com a chegada do inverno, muita gente fica focado na prevenção de gripes, resfriados, problemas respiratórios e alergias. Mas várias pessoas ainda desconhecem o risco de doenças circulatórias que a estação também costuma trazer, a exemplo dos problemas cardíacos.

Segundo informações do INC (Instituto Nacional de Cardiologia), o inverno costuma aumentar em 30% o risco de infarto. O médico do Serviço de Cardiologia do HFB (Hospital Federal de Bonsucesso), Artur Guimarães, destaca que baixas temperaturas contribuem com a vasoconstrição (contração dos vasos na superfície do corpo), o que pode provocar uma sobrecarga no sistema circulatório e motivar o aumento do risco de infarto no miocárdio.

O aumento de doenças respiratórias na época de frio também sobrecarrega o sistema cardiovascular e isso pode levar ao infarto. O especialista alerta que idosos ou portadores de doença na artéria coronária são os que estão mais propensos a sofrer infarto devido ao frio intenso. “Essa artéria é a responsável pela chegada do oxigênio e outros nutrientes ao miocárdio e com ela obstruída ou sem funcionar como deveria, o sistema circulatório para”, explica Guimarães.

Para prevenir o infarto devido ao frio, o cardiologista recomenda tomar alguns cuidados, como se manter bem agasalhado; alimentação que dê preferência às receitas compatíveis com a estação, e não esquecer de observar o controle de peso. Se for do grupo prioritário, é importante vacinar contra a gripe, que ajuda a manter uma saúde equilibrada.

Quer saber mais sobre o aumento do infarto no inverno? Acompanhe a entrevista com cardiologistas da Unidade Coronariana do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Maximiliano Freire Dutra e Ana Amaral Ferreira Dutra.

1) O que é e como acontece um infarto?

O infarto agudo do miocárdio nada mais é do que a interrupção parcial ou total do fluxo de sangue através das artérias (vasos sanguíneos) que irrigam o músculo do coração (miocárdio). Em decorrência disso, acontece a diminuição da oferta de oxigênio, levando a dor no peito e necrose (morte) de parte deste músculo. Na maioria das vezes é causado por uma ruptura de uma placa de gordura (colesterol – placa aterosclerótica) causando o fechamento da luz do vaso.

2) Por que ocorre o aumento do número de infartos no inverno e quais fatores influenciam?

Em temperaturas mais frias, abaixo de 14°C, acredita-se que tenhamos um aumento do número de infarto agudo do miocárdio (entre 13 a 30%). Isso se deve a uma resposta do organismo a manutenção de nossa temperatura corporal, com consequente liberação de hormônios (da família da adrenalina), levando a diminuição do calibre dos vasos de sangue.

Em pacientes que já tenham doença das artérias (aterosclerose), essa alteração pode levar a uma redução importante do fluxo de sangue nestes locais. Outro ponto está relacionado a mudanças comportamentais nessa época do ano, tais como: redução da prática de atividade física regular, redução da ingestão de líquidos e aumento da ingestão de alimentos gordurosos. Para concluir, uma última teoria seria que os aumentos de infecções, principalmente as respiratórias como gripe, resfriado e pneumonia, levariam a uma inflamação dos vasos levando a uma ruptura de placa de colesterol e consequente coagulo, no interior dos mesmos.

3) Existem grupos de risco que estão propensos ao infarto nessa época?

Esse aumento do número de casos de infarto agudo do miocárdio no inverno acontece, em particular, na população idosa (mais propensos a infecções respiratórias), e em pacientes já portadores de doença aterosclerótica (especialmente das artérias coronárias).

4) Quais cuidados a população precisa ter para evitar um infarto?

Para tentar evitar o infarto, devemos, principalmente, iniciar hábitos saudáveis de vida como: alimentação balanceada, atividade física regular, procurar ter boa qualidade de sono, diminuir a carga de stress e manter um peso ideal. Deve-se evitar uma alimentação rica em frituras, gorduras e açúcar. Não fumar! A crendice popular que “não se deve ir ao médico para não se descobrir doença” deve ser desencorajada. Ir regularmente a um médico com o objetivo de descobrir e tratar doenças como diabetes e a hipertensão arterial é claramente benéfico, e reduz não só o Infarto como o derrame e outras doenças graves, como a dos rins – que podem levar a necessidade de diálise.

5) Qual o papel da vacina contra gripe na prevenção de um infarto?

A vacina contra a gripe tem papel importante na redução de casos graves de gripe e também reduz a chance de pneumonia que pode acontecer após uma infecção por um vírus, devido à queda da imunidade. Dessa forma, com a vacinação, pode-se reduzir um mecanismo importante de inflamação que é causador de infarto agudo do miocárdio, conforme dito previamente.

6) Quais são os sintomas de um início de infarto?

O infarto pode se manifestar de formas variadas. A população deve estar atenta a sinais como:

  • Forte dor no peito, especialmente se houver características de ser um aperto e associadas a algum tipo de esforço físico, e cansaço. Esta dor pode se estender para o braço (esquerdo, principalmente) ou mandíbula.
  • Suor frio, náuseas e vômitos costumam acompanhar o quadro.

Nessas situações, procure um médico preventivamente. Nem sempre as mulheres e os diabéticos têm sintomas clássicos. Nestes, as dores podem ter pouca intensidade, com características diferentes.

7) Ao identificar os sinais, qual deve ser o encaminhamento? E os cuidados após um início de infarto ou um infarto?

Sempre que houver suspeita de infarto o paciente deve ir imediatamente a um serviço de emergência para que seja avaliado. O diagnóstico e tratamento do infarto devem acontecer de forma rápida e dentro de uma Unidade de Saúde. O paciente sempre deve avisar ao atendente ou a pessoa responsável pela triagem da fila da emergência que está sentindo dor no peito ou falta de ar e solicitar que seja realizado um exame de eletrocardiograma nos primeiros 10 minutos de sua chegada ao hospital.

Este exame será rapidamente entregue a um médico e o mesmo definirá a prioridade de atendimento no caso de confirmar a suspeita de Infarto. Dessa forma, o tratamento com remédios poderá ser iniciado de forma rápida, eficiente e segura.

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Exames Antidoping

O uso de drogas ou qualquer outro tipo de substância que melhore de forma artificial o rendimento de um atleta durante uma competição e que tragam efeitos prejudiciais ao mesmo é denominado doping (leia mais aqui). Aquele que faz uso de doping leva certa vantagem (desleal) em relação aos que não o fazem, por isso é considerado antiético e é proibido no esporte. O teste antidoping tem a função de detectar essas substâncias, bem como sua quantidade no organismo dos atletas, classificadas pela Agência Mundial de Antidoping.

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Infelizmente até os amadores estão utilizando em larga escala

O teste é feito com urina, aproximadamente 65 mL, uma vez que é pela urina que são eliminadas substâncias tóxicas ao organismo. Para fazer o exame, o atleta é encaminhado para o controle de doping, onde fará a coleta da urina na presença de um responsável do evento de mesmo sexo, para que não haja fraude na coleta. No ato da coleta são analisados o pH e o volume da amostra, que depois é transferida para dois recipientes: prova e contraprova e enviada ao laboratório olímpico.

A fase analítica do teste envolve técnicas de cromatografia gasosa e espectrometria de massa. O cromatógrafo tem a função de separar as substâncias encontradas no frasco prova e transferi-las ao espectrômetro, que fará fragmentos da molécula e quantificará cada pedaço obtido. Depois tais moléculas são rearranjadas e comparadas às proibidas pela Agência Mundial de Antidoping. Quando são encontradas substâncias proibidas na prova, é feito um novo exame com a amostra contraprova, obedecendo aos mesmos parâmetros do primeiro.

Nos casos em que a contraprova também gera resultado positivo, a infração do esportista é informada ao órgão que controlam o processo e o atleta é punido, podendo ser eliminado da competição ou até julgado pelo comitê. O laudo do exame é entregue em envelope lacrado primeiramente ao órgão responsável, e não ao atleta.

As substâncias vetadas são, geralmente, classificadas em quatro grupos:

  • Estimulantes: tornam o atleta mais excitado, agindo diretamente no sistema nervoso. São capazes de eliminar a sensação de fadiga e o potencializar o desempenho do atleta. Dentre as mais comuns estão a anfetamina, a cocaína e o ecstasy.
  • Narcóticos analgésicos: têm o poder de amenizar a dor e são usados com maior frequência no ciclismo e no pugilismo. Morfina e derivados são exemplos de doping dessa classe.
  • Diuréticos: atuam na eliminação de água do organismo para que haja perda de peso, além de serem utilizados também para eliminar outras substâncias proibidas.
  • Esteroides anabolizantes: aumentam a massa muscular do atleta (não-atletas também os utilizam para esse fim) e diminuem o tempo de recuperação. Podem ser consideradas as mais nocivas das substâncias vetadas.

O doping pode trazer efeitos colaterais como comportamento agressivo, acne, lesões hepáticas, sudorese excessiva, choque anafilático, insônia, arritmia cardíaca, acidente vascular cerebral, cânceres, entre outros.

Somente os laboratórios credenciados pela WADA – World Anti-doping Agency – são aptos a fazer o exame antidoping. Todos os atletas são submetidos ao teste sem serem avisados previamente.

Referências
http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0607/esteroides/metodos.html
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/doping/index.shtml
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-feito-o-exame-antidoping
http://listas.cev.org.br/cevdopagem/2004-September/000953.html

Fonte